domingo, 29 de dezembro de 2013

Benurons, sonhos e corridas



Este blogue tem andado moribundo à semelhança da pessoa que nele (devia) escreve(r). O fim deste ano foi qualquer coisa... Foi esgotante! Muitas horas de trabalho, muito poucas horas de sono, uma alimentação que era uma desgraceira e uma casa presa por arames! A verdade é que os bocadinhos em que a pequena está acordada são para aproveitar e disso não dá para abrir mão a bem da nossa sanidade mental mas à conta disso, roubam-se horas ao sono para pôr o trabalho em dia e às tantas olhamos para nós e estamos os dois a bater as botas com o corpo a dizer “não pares não se queres ver como elas cantam”. Vai daí, a poucos dias do Natal entrámos de férias, eu afónica, com uma amigdalite e menos uns quilos que faziam falta (já devidamente repostos e com juros) e ele com uma daquelas gripes, entupido até às unhas dos pés com ranhoca e um melão no lugar da cabeça. Mas bastou um dia na casinha dos papás, com comidinha da boa para ficarmos finos e... entrar a miúda ao serviço: febre, vómitos e valeu-nos a santa que foram só dois diazitos desta brincadeira! Basicamente a coisa entrou em velocidade de cruzeiro há um par de dias. Por tudo isto achei que era loucura imaginar que ia conseguir fazer os 10 km da S. Silvestre, só tinha conseguido correr uma vez com a minha irmã (aka "Rosa Mota da Holanda") e fiz 5 km com a leveza de quem arranca uma unha do pé. Mas a verdade é que fiz os 10k! Sem parar uma única vez! Quando em Novembro fiz os 7km da Meia Maratona da Nazaré achei que morria. Ontem quando estávamos a andar para cima e para baixo na Avenida da Liberdade já estava a deitar os bofes pela boca. Mas não sei se foi da chuva, se foi do frio se do que foi, consegui – aliás, conseguimos, porque o meu homem também se aguentou à bronca sempre com o irmão dele ao lado e a minha irmã escreveu uma tese de doutoramento enquanto envelhecia à nossa espera – e não fui a última! Agora tenho um novo objectivo (que me ajuda a manter algum equilíbrio mental e não estupidificar entre o trabalho dentro e fora de casa): melhorar o tempo. Para a próxima vou fazer a coisa em 60 minutos... vamos lá ver!

Agora é aproveitar os dias que faltam para (continuar) a por o trabalho (que não é pouco) em dia e respirar fundo para a parte II do ano.

domingo, 8 de dezembro de 2013

E se aos 6 meses de maternidade me acusarem de ser uma mãe demasiado relaxada, enfiarei o barrete até aos tornozelos!



Faz amanhã, dia 9, às 9.09 da noite 6 meses que a Gordinhas nasceu e ainda não houve um dia em que não descobrisse coisas que devia ter feito (?) e não fiz em prol do desenvolvimento da garota:

- esterilizadores não temos (apesar de meses antes da miúda ter nascido uma senhora da Chicco me ter garantido que o facto de dar de mamar não servia de desculpa para não esterilizar tudo incluindo as mamas). Além do mais, a pequena tem um único biberon que quando não tem leite meu (o que acontece quando é o pai a "dar de mamar") tem água. A bomba é passada por água a ferver a cada utilização, and that's it;

- não fizemos uma única sessão fotográfica comigo grávida, com ela a fazer de anjinho, ou connosco a fazer corações com as mãos. Não é que não tivéssemos ponderado essa ideia, mas sendo o pai do meio audiovisual, o bacano que nos fosse fazer a sessão despedia-se a meio tal é a picuinhisse do progenitor. Por outro lado, a única pose que sei fazer implica entortar os olhos e por a língua de fora, caso contrário fico mal, e da pequena gosto das fotos em que ela está a fazer caretas;

- não fazia ideia (e continuo sem fazer) que era suposto por-lhe alguma coisa na boca para nascerem (?) os dentes e/ou para o depois dos dentes nascidos... ainda assim, já tem dois dentitos.

- o nosso intercomunicador é mais um walkie-talkie que outra coisa. Não tem imagem. Faz barulho quando ela faz barulho e como vivemos num T2 com 80 m2 levamos cerca de 3 segundos a chegar ao quarto dela quando ela faz barulho... no limite, ligamos os skype nos nossos computadores e deixamos um a apontar para ela e outro na nossa cabeceira. Mas isto aconteceu quando ela mudou do nosso quarto para o dela, durante duas ou três noites;

- não tem um único par de sapatos. Tem uma selecção variada de pantufas com que sai à rua, mas não tem sapatos. A teoria é que se não lhes dá uso, não precisa deles;

- imagino que o coto umbilical tenha ido para o lixo. Não o guardei. Guardei a pulseirinha da maternidade, mais nada!;

De resto tem mimos daqueles que toda a gente diz que não podemos dar (dormir agarradinhas, adormecer ao colo, horas de beijinhos repenicados nas bochechas) mas quer-me parecer que apesar disso tudo está bem! Mas daqui a 18 anos confirmo.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Creche + Dentinhos + Inverno = uma carga de trabalhos!


Já tivemos direito à visita dos bichinhos do inferno que fizeram a nossa garota ir ao tapete. Não é fixe... aliás, é o oposto de fixe! Parece que levamos uma carga de porrada e sem grande tempo para lamber as feridas porque nos entretantos a vida continua. Valham-nos as avós que não se importam de vir de longe para nos dar uma mãozinha. Se não fosse a minha mãe esta semana acho que nos últimos dias da semana tinham andado a bolachas e água e a vestir a roupa do homem da casa... Esta semana também não vai ser fácil mas como já dormi sete horas seguidas (coisa que não acontecia desde Maio) acho que tenho energia para o que quer que lá venha!

domingo, 10 de novembro de 2013

Pelos vistos a coisa deu-se



Há um ano tinha prometido que iria participar na 39ª Meia Maratona da Nazaré. Já há coisa de 2 anos que vira e mexe que dá para fazer umas corridinhas! Nada de muito organizado, com frequências muito irregulares e a certeza que não fui feita para este desporto. Ainda assim, "o plano" está em marcha e não há como parar. Para a estreia nestas lides não podia escolher outra prova! Desde a primeira edição que, primeiro os meus avós e agora os meus tios e primos, se envolvem na organização da coisa, por isso, lá fomos. A família completa dividiu-se pelas três provas: a "Caminhada" para a avó, a "Volta" para "nozis" e cunhado e a "Meia" para a mais maluca de todas a tia/mana (vinda diretamente do país das socas) que chegou a casa com genica para ir correr outro tanto! Para o ano há mais. Agora é tempo de descobrir a próxima corrida.

...Acho que fica bem dizer que não fui a última... mas não tenho a certeza disso!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Filha da mãe... apparently, not!



A nossa garota é a primeira neta, primeira sobrinha, primeira bisneta, primeira criança em 15-20 anos a nascer. E isto é válido para os dois lados da família. Sabia que havia aqui muitas expectativas para gerir mas nunca pensei em chegar a considerar fazer um teste de maternidade! Passo a explicar: esta condição de bicho raro implica horas de observação minuciosa de cada detalhe da criança, tarefa executada essencialmente pelas gerações mais antigas. Se juntar os comentários que tenho ouvido consigo fazer um retrato robot da miúda:
- é a cara chapada do pai (esta até é verdade... meses a carregar com um barrigão gigante, horas a parir, 5 meses a amentar (so far) para depois me sair com a trombinha do pai... tudo bem!)
- tem o tom de cabelo do tio e da tia;
- tem os dedos do pé da prima;
- tem os dedos da mão da avó paterna;
- tem a forma dos olhos da tia-mana;
- tem a forma da cabeça e os cabelos em pé da avó materna;
- tem o remoínho no cabelo do avô paterno;
- a forma do nariz da outra prima;
- tem a cor dos olhos do avô materno;
- tem as ondas do cabelo da bisavó;
- tem o temperamento dos tios-avós;
- tem o gosto musical dos primos em segundo grau;
- a forma do umbigo da prima do Canadá;
- as orelhas iguais à vizinha da rua de cima;
- o apetite do Mix (o cão da minha mãe);
- ...

e de mim o que tem a miúda? Aparentemente nada! Acho que é suposto servir-me como prémio de consolação tê-la posto no mundo! Confesso que me enerva um bocado. Estou sempre à espera que me digam o que de mim está nela, mas parece que tenho de esperar sentada!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Parece que andamos desaparecidas...




Esta semana a pequena começou a ir à creche e o coração desta pobre mãe mirrou até se escapulir a inspiração! Além do mais a minha vida é tão monótona... trabalho, mais um cursinho, mais as coisinhas da garota, mais a lida da casa... Assim que volte a motivação trataremos de deixar aqui posts brilhantes!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Regra três simples:


Faz-me alguma "espéce" que o pessoal fale dos filhos e/ou do marido para dizer mal! Eu até sei que sou uma tipa com sorte e que me amancebei com um gajo que depois de ler o mail que está no post anterior me foi buscar um copo de água, mas ainda assim!... Ultimamente o tema de conversa, para onde quer que me vire, é a pequena. Não me chateia nada! E quando me perguntam como é que ela é, digo "é uma porreira". E é mesmo! Pode dar-se o caso de ser uma vencedora no euromilhões da descendência ou de ter as expectativas tão baixas em relação à maternidade que as birras e as noites mal dormidas não me surpreendem! Talvez por isso fique verdadeiramente espantada quando oiço em resposta ao meu "é porreira" um "tens sorte" seguido de uma das seguintes opções:
- esta aqui [com a cabeça a dar indicação da criança ou ex-criança em causa] só me deu uma noite de sono aos 89784 meses;
- esta menina [expressão acompanhada de um valente "poke"... como quem refreia o calduço que realmente se quer dar] tinha de comer de 1,5 em 1,5 horas se não chorava que se desunhava;
- a minha teve dentes aos 15 dias e nunca mais me deu sossego;
- eu sei d'uma que só dormia agarrada ao meu cabelo enquanto esfregava a barriga com o bonequinho preferido...
Eh pá... às vezes a coisa é difícil, mas será que é só isso que fica?! Eu cá espero lembrar-me da cara cómica que a minha miúda faz quando está a fazer cocó, ou como fica taralhoca depois de mamar, ou como se ri "com os dentes todos" quando me vê, ou como ralha com os "bebés" que estão pendurados na espreguiçadeira, ou como fica com a boquinha em "o" quando fica entusiasmada com alguma coisa! Espero esquecer-me de tudo o que não seja pelo menos tão genial quanto isto!

Chego à conclusão que estas conversas dramáticas estão para as crianças como as descrições de terror dos nove meses e parto estão para a gravidez e as dos defeitos do cônjuge entre casados estão para os namorados!

Sabemos que somos gajas para estar cansadas quando...

...escrevemos o seguinte mail a uma colega de trabalho:

sábado, 12 de outubro de 2013

A primeira sopa...



...não correu mal de todo! A fralda (que embrulhava a garota) ficou satisfeita com a dose de abóbora. A miúda desconfio que não chegou a perceber o que aconteceu...

domingo, 6 de outubro de 2013

Este já era...


Receita daqui! Feio que dói. Bom para burro! Vídeo aqui.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Alguém me esclarece uma dúvida?

Albert Ernest Jenks (1869-1953)


Voltarei a ter um cérebro funcional ou posso já começar a usar o crânio como cinzeiro? É que desde que pari que sinto que tenho entre as orelhas puré de ervilha... raciocínio muito básico, muito lento e muito esquecimento... é assim que estou há uns 120 dias.

domingo, 29 de setembro de 2013

Das coisas que são certinhas como o destino:

Rockport's Barbershop 02/1973


- Andar semanas a cismar com o cabelo: que está estragado, sem corte, sem jeito nenhum;
- Resolver cortar e marcar a data do acontecimento;
- No dia do corte, como por magia, o cabelo parecer que afinal não está assim tão mal... até está giro... até parece que fica mesmo bem... até nem valia a pena cortar;
- Ir para o cabeleireiro e vir de lá 30 vezes pior do que entrei.
Agora são só mais 5 meses de espera até repetir a dose.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

sábado, 21 de setembro de 2013

A tratar das carências

O aspecto não é grande coisa mas está bom p'ra burro... e eu não sou assim muito jeitosa para estas coisas!

Já admiti que não gosto da Nigela (aqui por casa conhecida, com muito amor, como "a Porca" por razões aqui explicadas) porque em vez de cozinhar poem-se a filosofar sobre o sabor, textura, forma e aroma da comida... não há pachorra. Também embirro com a Lorraine Pascal que cai na categoria do "já te calavas e cozinhavas ma'zé". Ainda assim, se não aproveito nadinha do que a Nigela faz já não posso dizer o mesmo da Lorraine. Hoje foi dia de testar uma receita de brownies*. Não é que ficou muito bom! Além do mais é uma receita rápida de se fazer (ver aqui)!

*mas em vez de oreos usei amêndoa e juntei ainda raspa de casca de limão. 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Eu tentei...

New York, New York. Getting a manicure while drying hair at Francois de Paris, a hairdresser on Eighth Street (LOC)


Na minha tentativa de me tornar uma pessoa com um ar apresentável fui a uma manicure. Expus o meu caso. Expliquei que tinha uma filha pequena, que cozinho e não tenho máquina de lavar loiça nem empregada doméstica, vai daí, o uso das mãos é diário e não se compadece com grandes cuidados. Acresce a este cenário o facto de ter unhas de papel. Tudo certo. Foi-me recomendado um verniz de gel (não percebo o suficiente do assunto para saber a diferença do verniz do gel, para as unhas de gel para o gelinho). Lá acedi porque a garantia de que podia estar até 3 semanas com as unhas impecáveis apesar de fazer a vida normalmente me agradou. Saí de lá com uma bela de uma unhaca, brilhante, sem marcas de almofada e sem os dedos pintados... mas... A unha grossa estava-me a baralhar o sistema. Ainda assim aguentei e, ao fim de duas semanas, voltei à moça para mudar o verniz. Lá pus a mão no potezinho da acetona durante uns 10 minutos. Apesar de estar convicta que ia ficar sem a pele dos dedos, nada me preparou para as lixadelas na unha!! Não era só aquela impressão semelhante a giz a passar na ardósia que faz arrepios nos dentes, não! Era também o aquecer da unha de cada vez que passava a lima, e a certeza de que ia ficar com a cabeça dos dedos a descoberto. Não fiquei. Pelos vistos é assim que funciona e até há vernizes que têm que ir à broca, segundo me contaram (não pedi detalhes mas a ideia é assustadora). Ao sair da porta, com nova unhaca impecavelmente pintada, tinha a certeza que aquele verniz iria sair nem que fosse à dentada e que a história das limadelas não se voltava a repetir. Durante as duas semanas em que achei que a as mãos estavam aceitáveis andei a ver tutoriais no youtube para saber como tirar o verniz. Lá fiz a média dos procedimentos e vai de aplicar a solução. Mãos de molho em acetona e supostamente a coisa dava-se. E foi-se dando... o que ficou por dar foi mesmo, literalmente, à dentada, tal como tinha previsto. Conclusão: tão cedo não devo gastar dinheiro em manicures. Primeiro porque as unhas ficaram num estado deplorável, depois porque não gosto das unhas grossas e por fim porque não gosto de estar amarrada a uma cor por mais de uma semana. Mas ainda tenho esperança de virar uma gaja à maneira!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Para quando umas olimpíadas da maternidade?!



Até me considero uma miúda rija. Fiz 12 anos de ballet e uns 6 ou 7 de pólo aquático (mistura improvável, eu sei). Durante um ano fiz os dois ao mesmo tempo (sabe Deus como). Em qualquer dos casos a prática era diária e tinha uma duração nunca inferior a 2 horas (sendo mais frequentes as 3 e 4 horas de exercício). Tive dores musculares (muitas e fortes), fiz bolhas e rebentei bolhas nos pés até ficarem feitos em papa, levei murros e arranhadelas mas apesar disto tudo nunca me lesionei nem parti nada (a não ser o ego...). Nos meus primeiros anos de trabalho tinha de carregar baldes de terra (tive a estudar para trolha) e passar horas sentada/deitada/enrolada no chão de volta do que quer que fosse que estivesse a ser escavado. Nunca me ressenti de nada! Convenci-me que era à prova de bala! Ao fim de três meses de ser mãe descobri que não sou! Tenho as costas feitas num molho de bróculos. Quero torcer-me, levantar-me, pegar em alguma coisa mais pesada e não o consigo fazer sem ficar cheia de dores. Tenho uma tendinite no polegar esquerdo que me dói horrores de manhã e fico com a sensação que o dedo vai sair do lugar. O ombro direito parece que esteve a fazer uma série de 45 remates e os joelhos estalam mais agora do que quando fazia meia hora de pliés. Aparentemente ter uma criança pode comparar-se a um desporto de alta competição... ou isso ou estou a pagá-las todas juntas!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ou eu ou ela temos o feng-shui avariado!

Com poucos dias de vida... e já cheia de mau feitio personalidade

Não há noite nenhuma em que a minha miúda não acorde atravessada na cama mas esta noite foi mais longe e conseguiu dar uma volta de 180º! A minha teoria é que a pequena é conhecedora de feng-shui e chegou à conclusão que temos a casa toda desorientada... não quero acreditar que é só mau feitio!

domingo, 18 de agosto de 2013

1stday@beach







Este deve ter sido o melhor dia (leia-se: 2 horas ao fim da tarde) de praia de sempre! E não apanhei sol nem dei mergulhos!

Manneken Pis

[Manneken Pis, Brussels, Belgium] (LOC)


Nós não precisamos ir a Bruxelas para vivermos a experiência do menino que faz xixi... Temos uma bonequinha que faz o mesmo... mmmmmuuuuuiiiiiittttttaaaaaassssss vezes ao dia!

domingo, 11 de agosto de 2013

Criança comunitária



A nossa filha é nossa: minha e do pai. Não há aqui grandes dúvidas. Depende de nós, é nossa responsabilidade e não há margem para qualquer outra pessoa ter a última palavra sobre a vida dela durante os próximos 18 anos (no mínimo). Mas também é nossa (e fazemos questão disso) num sentido mais alargado: dos avós, dos tios e da família mais próxima. Isto é tudo muito giro e faz muito sentido fora dos meios pequenos! Aqui a minha filha é de toda a gente! Já perdi a conta ao número de pessoas que me pediram para ver a "minha menina"*, sendo que este "minha" é delas e não meu! Em certa medida isto até é bom. Daqui a uns cinco anos a garota não vai atravessar a estrada sem ter mil olhos sobre ela e aos 13 anos não vai fazer figuras tristes porque alguém vai ver e reconhecer a minha menina (com e sem aspas). Tendo dito isto, ainda não aprendi a controlar os calores que se me sobem quando toda a gente, mesmo gente que não conheço, tem uma opinião a dar sobre a alimentação/educação/roupa/hábitos da minha menina (com e sem aspas). Graças às hormonas, passei a informar as pessoas que só tem direito a uma opinião não solicitada quem já tiver passado uma temporada lá em casa a lavar fraldas (sim lavar... temos fraldas reutilizáveis), mudar fraldas, aturar cólicas e birras, preparar refeições, arrumar e limpar a casa...!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Constatação do dia... ou da noite:

Deitar um bebé pequeno, quando a criança adormeceu depois da birra e se está a temer que recomece a berraria, é muito parecido a jogar Mikado... tem que se ter muito cuidado na forma de colocar a miúda na cama e na estratégia para tirar as mãos sem a acordar!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

E com esta serei expulsa do clube das mamãs




Aviso: este post contém a palavra fofo, fofinha e fofura. Não aconselhável a leitores sensíveis.

Não gosto das roupinhas de bebé das lojas finas e das lojas de bebé-bebé. Não gosto! Faz-me confusão tanto bichinho angelical bordado, e golas, e folhos, e carneirinhos, e azul navy, e bombazine e sapatinhos de fivela! Não gostava em miúda e não gosto agora! Gosto de coisinhas de algodão com piada! Mesmo para recém-nascidos! Porque raio tem que os catraios andar com coisas "fofinhas" bordadas?! Será que eles próprios - miniaturas de perfeição - já não são uma overdose de fofura?! Eu quero é que a tipa ande com pinta! T-shirts giras, com piadas*! Tenho cá para mim que depois se rebela e vira betolas, mas enquanto mandarmos há-de andar descontraída e a milhas de coisas fofas e fora do espectro das bordaduras!

* O Pai vai um bocadinho mais além e começou a busca por uma t-shirt dos Metallica...

domingo, 4 de agosto de 2013

Better not stop moving



A parte mais chata da gravidez foi a barriga de grávida não grávida! Juro que senti a famosa depressão a bater-me à porta da cuca sempre que olhava ao espelho e me via grávida e toda a abanaricar! A terapia passava por fazer compras (lógico!). Rapidamente cheguei à conclusão que o facto de haver muitos espelhos nas lojas e dos senhores da loja não terem aldrabado o número da roupa me levaria a cortar os pulsos. Não havia remédio! Tinha de começar a fazer exercício. Juntando as peças a solução lógica seria comprar roupa de desporto... vai daí comprei umas sapatilhas e umas t-shirts largas, mas a porcaria dos pontos não me deixavam correr! O outro plano passava por me enfiar no fato de banho da natação - que é como quem diz "enfiar as mamas de modo a não saltarem para fora do fato de banho -  comecei a dar trabalho ao corpo! Em Agosto fecharam as piscinas e abriu a época da corrida (que detesto), desta vez com a companhia da mana/tia. Não estou onde estava, não sei se lá vou voltar algum dia, mas que a cabeça já está mais arejadinha isso está!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

É desta...

Hairdressing competition in Rhyl


...que viro uma mulherzinha!
Nunca percebi porque é que as mulheres depois de serem mães se deixam de cuidar. Aliás, era muito crítica... até agora! Afinal não é uma opção, é uma consequência da tal organização ou falta dela. Só hoje me apercebi que ontem saí à rua com uma t-shirt bolsada. A coisa não era grave... era pouco o cheiro a azedo e a "saída à rua" consistia em andar no paredão com a miúda dentro do sling mas quer-me parecer que é assim que as coisas começam. Depois disso prestei atenção ao resto de mim: unhas por arranjar, pêlos tirados com bandas de cera (à pressa e ao fim de duas semanas a ir nadar feita mulher das cavernas), a minha tromba já não vê maquiagem há umas quantas semanas e t-shirts com calções são a farda dos últimos tempos. Perante isto, e para não ser uma das mulheres que criticava, tomei uma decisão: vou passar a arranjar tempo para ir um lugar onde existam senhoras com coragem para assumirem a missão de fazer de mim uma rapariga com bom aspecto... vá, com aspecto razoável!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

"Ai coitadinha"


Alguém me explique porque é que um bebé de mês e meio ou dois meses que saia à rua é "coitadinha"? Não consigo dar dois passos com a miúda que não oiça uns mil coitadinhas! E juro que a garota está bem alimentada e devidamente vestida!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Sun in a bottle



Este ano não há vacances para ninguém logo, o solei também vai ser pouco. Digamos que estou bronzeada ao contrário e felizmente não vou a discotecas porque, sob uma luz negra, seria a atracção da noite de tanto brilho que iria emitir! Ou seja, estou tão branca que até fere a vista. Perante este cenário passei pela Body Shop (lojinha de eleição desde mil-nove-e-trocó-passo para arranjar coisas de gaja*), comprei bronze engarrafado e resulta! A verdade é que fico com um ar menos anémico!

*Senhores da Body Shop, podem enviar-me produtos à confiança que farei publicidade com todo o gosto!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

E agora que revejo o post anterior...

...tenho a certeza que mais tarde ou mais cedo a nossa filha vai ter a sua carinha laroca neste site!

Coisinha mai linda!



É verdade que a miúda é gira... mas depois tem este lado...

terça-feira, 23 de julho de 2013

Getting there

Pequena princesa com 3 dias

Isto de ter uma criança não é difícil... Basicamente é preciso paciência para a parte do choro e o resto é comer, dormir, cocós, xixis, muita "conversa" e muito derritimento de coração. O difícil é descobrir como gerir a vida em intervalos de duas horas mas com as seguintes regras de jogo:
- tens que planear a vida com antecedência e criar uma rotina a bem da tua sanidade e do bem estar da criança;
- tens que estar preparada para abdicar dessa rotina a cada minuto do dia e reajustar tudo o que tinhas planeado;
Eu até julgava que era uma pessoa organizada, mas não! Estava a fazer batota. O argumento "se não fizer agora faço daqui a um bocado" não colhe quando há um pequeno ser que depende das nossas mamas para sobreviver, do nosso tempo para se sentir segura para adormecer, da nossa paciência para parar de chorar! O "se não for hoje é amanhã" também não pega quando a roupa do petiz tem de ser lavada dia sim dia não, quando se tem de comer todos os dias (?!) e o trabalho tem prazo para ser entregue! E é isto... não falta assunto (dentro deste meu novo universo) para vir aqui juntar letrinhas, o que acontece é que a rapariga dorme pouco durante o dia e à noite já o meu cérebro desistiu de processar... mas quer-me parecer que já nos começamos a entender melhor no meio do caos e pode ser que dentro destes dias sempre inesperados eu consiga vir aqui dizer coisas parvas! 

domingo, 14 de julho de 2013

Chegou o dia...

A South Side Chicago Ghetto Mother And Child Who Live In Nearby Low Income Housing, 06/1973


Em que humedeci o meu dedo na minha saliva para limpar uma porcaria da cara da minha criança... acho que é o primeiro sinal que me estou a transformar numa mãe...

sexta-feira, 12 de julho de 2013

"Zona lombar*" ou "Uma dica do caraças para pais de bebés chorões"




O vosso petiz está numa daquelas fases/horas/dias em que não há maneira de se calar? Já dançaram, caminharam, cantaram, embalaram, deitaram, sentaram e repetiram esta rotina 30 vezes e a criança continua a berrar os sete farrapos? Pois não há que enganar!! Escolham o maior corredor da casa, caso não tenham, arranjem um tapete/carpete... um qualquer tapa-chão à vossa escolha e façam-lhe "lombas". Depois passem duas ou três vezes com a critatura dentro do carrinho e vão ver que o vosso rebento dormirá que nem um anjinho... mas mais importante que isso, vocês poderão descansar/comer/ir à casa de banho (escolher a necessidade mais urgente)! Escusam de agradecer!**

* Ideia genial do Pai (desesperado e cheio de sono) da criança.
** Só funciona com bebés que adormeçam nas viagens de carrinho. Caso não resulte não devolveremos o dinheiro.

sábado, 29 de junho de 2013

Raça da miúda que não sabe o que quer!

Safety Garb for Women Workers, ca. 1943


Passei 32 anos da minha vida com uma pobre desculpa de decote. Já expliquei por aqui que o meu busto (até agora) pouco generoso foi castigo, karma ou qualquer outra obra do divino. Parei de me queixar mais ou menos por volta dos 4 meses. Nessa altura, deixei os sutians de pré-adolescente a até comprei roupa interior em lojas de gente crescida. Agora... a verdadeira e assustadora transformação deu-se depois da subida de leite! Digamos que se estivesse à procura de trabalho poderia considerar a indústria porno ou a Parmalat e nenhuma das duas me agrada particularmente.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

I heart estagiários

Nurses at Jackson Memorial Hospital: Miami, Florida


Gosto de estagiários. Gosto mesmo. E depois da estadia na maternidade gosto ainda mais! Passo a explicar:
Apesar de todos os desejos de "uma hora pequenina", a hora foi tudo menos pequenina... Teve direito a dores, berros e outros instrumentos que não queremos ver próximos da "nossa-companheira-de-bons-e-maus-momentos". Anyway... durante o tempo que passei na sala de partos fui vista por não sei quantas pessoas (desconfio que algumas delas nem faziam parte da maternidade) e mexida como quem amanha um peixe com direito a poucas palavras de alento. Sou daquelas que precisa de apertar a mão de alguém quando estou com dores ou nervosa. Apertei a mão ao meu homem o quanto podia enquanto podia (o pobre ainda está a recuperar a circulação sanguínea) mas na hora do "vamo-vê" não podia lá ter ninguém... até que a enfermeira estagiária se voluntariou. Rápido de arrependeu e pediu a mão de volta, alegando que precisava dela para trabalhar (desculpas é o que é), mas enquanto ali esteve sempre me deu mais confiança.
Já com a pequena nos meus braços, fui recebida pelo pior turno da noite da história dos serviços hospitalares! Com o equivalente a uma instalação em renda da Joana Vasconcelos na região dos "Países Baixos", com uma das pernas adormecidas graças à epidural e completamente baralhada sobre o que fazer com a pequena pessoa que levava nos braços, levei com um belo apertão e puxão no mamilo que foi direto para a boca da criança. Depois de me ter encolhido, se não pela dor do acto pela surpresa de tamanho à vontade com as minhas mamas, levei um raspanete porque não podia fazer aquilo se não nunca mais ia conseguir dar de mamar. "No pressure"! A mesma alma com tendências S&M perguntou-me se estava com dores, disse que sim e levei como resposta "Pois tem a senhora e têm todas as que aqui estão... é normal". Outros episódios pontuaram essa madrugada e manhã - fazer o levante com a obrigação de o fazer rapidamente mas sem desmaiar nem cair; as vacinas dadas à miúda sem qualquer tipo de cerimónia; levarem-na para a pesagem sem mim porque era muito lenta a andar; dar-lhe o banho em 1min 30seg e esperar que eu aprendesse nesse tempo... and so on - mas felizmente estava demasiado atordoada para que me caísse a ficha. Só quando entrou o turno seguinte e com ele o anjo da Enfermeira estagiária Carolina percebi que afinal não tinha de "apanhar porrada" por ter parido! Apesar de assertiva e de não se demorar exageradamente em cada uma de nós, tinha o cuidado de nos ouvir e em vez de responder com um "é normal" explicava o porquê de ser normal.
Regra geral os estagiários são mais atentos e estão realmente preocupados com as pessoas de que estão a cuidar e ouvem-nas, não saltam etapas do protocolo e estão actualizados... ok, a nota deles depende disso, em última instancia o futuro deles depende disso e ainda bem! Quem ganha é o triste que precisa de cuidados médicos. Não fosse a enfermeira estagiária Carolina e ainda estava a continuar a achar que afinal era uma mariquinhas pé de salsa sem razão para me queixar... e afinal algumas coisas não eram assim tão normais! Por isso, dêem-me estagiários verdinhos sempre! Não me chateiam nada! A confiança dos "muitos anos a virar frangos" é que me preocupa.

Para não ser injusta, só mesmo a primeira equipa da noite foi tenebrosa, as restantes enfermeiras eram um amor!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O meu retrato feito pela minha filha:


Entre o volume e o leitinho, bate tudo certo!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Estamos nisto e não estou a ver que a coisa melhore...


Eu bem queria resistir à tentação de deixar aqui todas as novas descobertas que fazemos a cada cinco minutos! Tudo parece importantíssimo e interessantíssimo para mim e, necessariamente, para o resto do mundo, porque, é claro, nunca ninguém teve um bebé! Apesar disto, tenho-me refreado e não tenho vindo para aqui dizer que a nossa filha dá bufas muito malcheirosas, que o cocó parece mesmo a mostarda da Calvet e que se atira à mama com a mesma subtileza que um bêbado tenta levar a terceira garrafa de tinto à boca. Também tenho conseguido evitar dizer que faz as caras mais deliciosas ao acordar, que tem um cheiro indescritivelmente bom e tem um repertório de barulhinhos que me derrete. Mas a verdade é que nestes últimos 12 dias a minha vida se tem resumido a isso! Eu queria ter aqui um manancial de novidades ultra-interessantes para dar, mostrar como a minha vida social anda no auge e sou solicitada para mil eventos culturais de extrema relevância, mas não! As novidades passam por ter sido atingida por um jacto de xixi enquanto mudava a fralda (lá voltamos à escatologia) e em vez de ter ficado enojada, fartei-me de rir e achei que a pequena era verdadeiramente talentosa! 
Nem a minha veia (anémica por estes dias) de fashionista me salva! A pança que sobejou mais parece um balão 3 dias depois do fim da festa: com metade do gás e todo encarquilhado. Só uns lençóis bonitinhos com um buraco para enfiar na cabeça remedeiam o meu mau aspecto. Já a garota tem parecido uma aluna do Chapitô: combinações muito alternativas de roupa oversized que não resultam especialmente bem. É que meti na cabeça que não valia a pena comprar roupa 0-1 mês porque não ia servir durante muito tempo, vai daí, os vestinhos todos que tem parecem da irmã mais velha e a pobre fica a boiar dentro deles. Valha-nos uma mantinha bem gira da Chicco que disfarça a desgraça aos olhares alheios...
Isto tudo para dizer que vai ser assim... muita informação sobre bebés, ou melhor, sobre a minha bebé (que é obviamente o bebé mais importante e espectacular do mundo... mesmo quando inflige nos meus mamilos uma dor que me faz olhar para as embalagens de NAN com alguma curiosidade) e sobre as minhas dúvidas próprias de quem não faz ideia da aventura em que se meteu e vive feliz na ignorância. Fujam enquanto é tempo!

Nota: este post foi escrito só com uma mão e com a metade do cérebro que se manteve funcional.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Habemus...



...o bebé mais lindo do mundo! Desde dia 9 que a nossa vida não podia ter ficado mais perfeitamente virada do avesso! Agora é preciso tempo para assimilar o tanto mais que somos. Voltarei assim que consiga deixar a estratosfera e me consiga reajustar à vida na Terra.

sábado, 8 de junho de 2013

E às 39 semanas (e alguns dias)...


Começo a achar que a rapariga não quer sair e que vou andar grávida o resto da vida! O que significa xixi de 5 em 5 minutos; dormir pouco e mal e andar agarrada às "cruzes" sempre que estou parada 3 minutos e meio. Podia ser pior... só a vontade de saltar para o pescoço da médica e a fazer em filhoses de cada vez que me diz, "volte cá para a semana" é que me preocupa!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

The "reel" deal


REEL 2013 from Ricardo Leandro on Vimeo.

Cá por casa não podíamos ser mais diferentes: eu é pelas letras, pelos factos, dados concretos e lógicos que me guio; ele olha para as coisas com uma perspectiva que me transcende mas que torna tudo muito mais colorido e inesperado. Até a coisa mais aborrecida ganha uma vida nova pelas lentes que usa. Eu, se fizesse um resumo em filme da minha vida no último ano, seria um retrato clássico a preto e branco e, num momento de especial inspiração, com um cinzentinho básico lá pelo meio. Ele... entre cores, imagens e sons para os quais não consigo articular adjectivos lógicos, fez aquilo que podem ver no filminho que está acima.

Dá-me a sensação que o meu inchaço actual é do orgulho e não tanto da gravidez!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Se a miúda colaborasse não era pior!


É suposto no sábado ir apresentar uma comunicação num congresso (a segunda e duas semanas). Faz parte desta minha vida mas continuo a não achar muita piada à ideia de falar e ser avaliada entre pares... acho que ninguém (com uma auto-estima média-baixa) gosta. Aqui há umas semanas este cenário não me apoquentava. Achava que já ia estar de volta das fraldas da pequena e a tentar perceber como tudo funcionava (eu incluida). A estratégia passava por deixar tudo pronto e pedir a um colega para fazer a comunicação por mim. Hoje esse panorama parece-me uma miragem distante. Acho mesmo que vou ter de enfrentar, com a barriga à boca, uma quantidade considerável de pessoas enquanto ressuscito dos mortos - imagem pelo menos duplamente metafórica - o material do doutoramento. A única perspectiva que me anima é que toda a ansiedade me ajude a botar cá para fora a criança. Se no final da comunicação não acontecer nada então prometo que subo e desço as Monumentais pelo menos uma vez!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Planos para o futuro

Thanksgiving cheer distributed for men in service. New York City turned host to the boys in service today and cared for every man in uniform. Underwood and Underwood: ca. 1918


Comer uma sandes de pasta de atum com muita maionese, alface e tomate, seguida de um pratinho de enchidos vários e presunto, enquanto durmo de barriga para baixo. Sou moça de gosto refinado.

domingo, 26 de maio de 2013

Quase...

Midwife weighing pregnant woman

Podia estar a falar do "quase" do meu Benfas mas acabou agora mesmo o jogo da taça e esta azia, somada àquela que em mim habita há nove meses, não me dá vontade de falar nesse assunto. Estou antes a falar do "está quase!" que ouço quase todos os dias. E é bem verdade, está quase. A miúda está quase aí. Mas este quase é gigantesco! Pode ser um quase de cinco minutos ou um quase de 10 dias e esta indefinição dá-me nervos. Por conta deste quase sinto que estou sozinha na linha de partida para a maratona. Falta o senhor que dispara a pistola para a o início à corrida, a claque de apoio e a meta mas eu estou lá! Já sem verniz nas unhas, com os equipamentos (meu e dela) prontos e depilada em lugares onde o sol não nunca brilhou (o que me fez deixar um bocado da minha alma numas quantas bandas de cera)! Alguém me explique como é que se gere este quase... é que começo a ficar rabujenta!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Verdepassagem Roterdão


Não dá para sentir o frio que estava não se vê a cena deprimente em que, no porto, nos abrigamos do vento atrás de um pilar, mas fora isso, está lá tudo!

terça-feira, 21 de maio de 2013

36w4d & 32y


E foi assim que cheguei aos 32!

sábado, 18 de maio de 2013

Alguém avise a OMS

The Rev. Jesse Jackson Speaks On A Radio Broadcast From The Headquarters Of Operation Push, 07/1973


Anda aí um virus, aparentemente muito contagioso, que leva a que as pessoas deixem de dominar as regras de concordância gramatical... em particular as concordâncias em número. O meu forte está longe de ser a gramática. É sem pinga de orgulho que digo que nesse campo ponho o pé na poça com muita frequência mas neste caso não entendo!... E parece uma epidemia! Já perdi a conta o número de pessoas (jornalistas incluidos) que dizem coisas deste género:

O que eu gosto mais no mundo é as pessoas.
O destaque deste vestido é as lantejoulas.
Os objectivos do governo é cortar na despesa, aumentar os impostos...

Será assim tão complicado acertar com o tempo verbal correcto?...

domingo, 12 de maio de 2013

Próprio para uma mãe babada!



É bem verdade que os recém-nascidos não interagem muito (nada, na realidade) e a nossa pequena não vai ser excepção. Por isso, e depois de andar meses a babar por ter uma das peças das Mimices, lá me decidi por estes dois babetes (e um porta fraldas) giros giros giros! Vale muito a pena visitar a página das Mimices da Débora (simpática, super atenciosa e paciente com as paranóias de uma pré-mamã a panicar) e perder a cabeça com tudo o que por lá existe!

sábado, 11 de maio de 2013

Interrompo este momento de pausa para colocar uma questão que me atormenta.

Woman sitting on bumper bar of a car at Warwick Farm racecourse

Porque raio há gente (maioritariamente gente do género masculino) que, perante uma lomba na estrada, daquelas que servem de aviso para moderar a velocidade, adoptam o seguinte ritual:
1. praticamente páram o carro (normalmente um qualquer veículo dos anos 90 sem qualquer símbolo da marca e sem qualquer outra cor que não a da tinta escolhida) uns metros antes da lomba;
2. a partir desse ponto, preparam a aproximação ao referido obstáculo muito lentamente e num ângulo de 45º;
3. sobem a lomba e no "topo" da dita conseguem ainda estabelecer um novo ângulo de 45º, oposto ao inicial com que iniciam a descida lenta, muito lenta...
4. repetem o procedimento de acordo com o número de lombas que surgem no caminho;

Juro que faltei à aula em que explicaram este procedimento. Alguém me quer ajudar a perceber antes que tenha um ataque de nervos?

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Vai já...

Elephant lying down
 Photo @ Flickr
(é assim que me sinto ao fim do dia... um pequeno paquiderme cansado)

...ainda não pari e estou viva. Só à espera da inspiração que deve chegar assim que acabe de corrigir relatórios e que a semana de 12h diárias de trabalho acabe!