quarta-feira, 30 de abril de 2014

Agora é que é, agora é que vou ser expulsa do clube das mamãs perfeitas!



Disclaimer: este post não é aconselhado para quem está prestes a ser mãe.

Está um monte de gente a parir à minha volta e, talvez por isso, esteja a reviver algumas das emoções dos primeiros dias de vida da nossa cachopa e a verdade é que não tenho saudades! Não tenho saudades do estado em que estava o meu corpo e das dores constantes - dos pontos, da subida de leite, das dores nos mamilos, daquelas coisas que começam por H e se alapam no sim-senhor e nos fazem sentar em cima de uma almofada redonda, dos lóquios... - que não me deixavam descansar. Não tenho saudades de não saber se no meio daquilo tudo me voltaria a encontrar, se algum dia iria voltar a ter tudo nos devidos lugares. Por isso, quando me perguntavam se tudo aquilo que eu estava a viver não era a coisa mais linda do mundo, eu acenava com a cabeça que sim - não fossem as pessoas chamar a segurança social para me tirar a miúda e internarem-me num hospício -, mas toda eu gritava "não"! E pedia ao Criador que, por favor, aquele não fosse o expoente máximo de felicidade porque as minhas expectativas eram bem mais altas. É claro que tudo isso era pequeno, muito pequeno, comparado com o quão feliz eu estava por ter a nossa Gordinhas nos braços, mas estava longe de ser um momento perfeito! É impossível ser um momento perfeito quando há tanta coisa que tem que sarar e tanta hormona a ter que voltar ao lugar! E mesmo esse gostar da pequena não era o mesmo de hoje! Era um amor gigante mas não tinha a dimensão do amor que sinto hoje! Hoje fico com zumbidos nos ouvidos de cada vez que a abraço e tenho para mim que é o excesso de amor a sair-me pelos ouvidos. Nos primeiros tempos ficava feliz ("feliz" é pouco mas não encontro outro adjectivo que se adeqúe) de a ver perfeita, saudável e linda mas ainda não estava a transbordar do peito! Por isso, não pergunto a quem acabou de ser mãe "se não é tudo maravilhoso" quando tenho a certeza que a vontade de chorar e de panicar está à distância de uma porta fechada. Acabo sempre por dizer que "vai ser cada vez melhor" porque não acho, que depois de tudo pelo que as mulheres passam durante 9 meses e um parto, ainda tenham que sentir a culpa por não estarem pedradas de felicidade e se vejam obrigadas a mentir para não serem vistas como ingratas e descompensadas! Ou então sou só eu que sou esquisita...

domingo, 27 de abril de 2014

Diga (quase) 33


Estou a poucas semanas de fazer 33. Não me chateia por aí além. Faz-me confusão dizer que vou fazer 33 anos porque parece que estou a mentir! Não me sinto com 33 anos e não acho que as outras pessoas me vejam como tendo 33 anos (para o bem e para o mal). Tendo dito isto... há um conjunto de coisas, próprias destes 33 anos, a que começo a não achar piada, quanto mais não seja, porque vão ter consequências no mínimo bizarras. Ora então vamos ao que interessa. Estou confortável com os estragos da gravidade combinados com os da gravidez. Com um bocadinho de trabalho vai tudo ao lugar e o que fica serve para lembrar que o meu corpo já gerou e alimentou outra vida (durante 9 meses) e isso é pelo menos, muito fixe. Consigo ignorar as rugas que querem aparecer. As mais marcadas não se veêm quando me rio por isso tenho uma motivação extra para andar a sorrir. Agora... cabelos brancos?!?! Santa paciência! Isso é que não! Não consigo ir buscar nada de bom aos cabelos brancos que ainda por cima tendem a ser mais duros e espetados que todos os outros. O que é que sucede. Mal ponho a vista em cima de um arranco-o. Sempre foi assim. O problema é que nos dias que correm os gajos têm-se multiplicado! O outro dia arranquei 4 seguidinhos! Se a coisa continua assim das duas uma, ou se confirma a profecia popular e terei uma bonita afro branca (com 7 vezes mais cabelo) ou chego aos 40 careca... Não sei o que será melhor...

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dos senhores que deviam levar com um pau nos joelhos


E não, não estou a falar dos filhos de uma quenga que nos andam a tirar metade do ordenado. O título desse post seria "Dos senhores que deviam levar com em ferro em brasa nos nós dos dedos enquanto alguém esfragava feridas antigas com limão e sal"... que é como em diz, ando a ver demasiado Game of Thrones (e que último episódio foi este!!). Mas voltemos à vaca fria, ou aos cabrões que nos que nos querem passar a perna, que isto afinal é tudo a mesma fauna!

Ora, andávamos um tiquinho aborrecidos com o nosso serviço de TV+Net+Voz+Telemóveis, estámos a pagar como quem tinha 100 megas de fibra mas o que realmente tínhamos eram 20 megas do bom velho cabo e, além do mais, a mensalidade prometida tardava a estabilizar por incompetências várias. Azar o nosso, afinal assinámos um contrato por dois anos com uma cláusula que dizia que os valores para a fibra serviam para os lugares onde houvesse fibra. 
Estávamos resignados ao nosso destino quando um comercial de uma outra operadora nos aparece a propor um serviço mais em conta e com os tais 100 megas de fibra e a fibra. Lá lhe dissemos: "amigo isso era bom se não tivéssemos um contrato a vigorar e não queremos pagar o balúrdio que é suposto pela rescisão..."ao que o moço nos disse: "que não seja por isso, a nossa empresa trata de tudo e não têm que pagar nada". Música para os nossos ouvidos! Assinámos novo contrato e fomos dormir descansados. 

Um belo dia recebemos uma chamada da antiga operadora a lembrar-nos que se cessássemos o contrato tínhamos de pagar o equivalente a um rim. Ligámos ao bacano que tinha ido lá a casa a dizer que a coisa não estava a bater certo. Voltou a tranquilizar-nos explicando que há sempre um delay e que os call centers nunca têm a informação no tempo certo. Passados uns dias recebemos em casa uma conta de um rim e meio para pagar... Volta de ligar ao rapaz e a mesma explicação. Vamos à loja da nova operadora e vimos de lá com a informação de que fomos engrupidos e que não havia nada a fazer! Mais irritada que um perú em véspera de Natal fui-me pôr na internet e fazer o curso de direito mais rápido da história (para não estar sempre a chatear quem me ajuda nestes momentos de aflição legal). Percebi que a nossa situação estava longe de ser única. Muni-me de toda a informação assustadora que encontrei - Autoridade da Concorrência, ANACOM, DECO, Burla, Aliciamento, Publicidade enganosa - fiz uma memória descritiva dos acontecimentos e voltei à loja. Desta vez falei com um responsável do estaminé e não com delegado de turma da C+S que vai ali fazer umas horinhas para pagar a viagem de finalistas! Expliquei, com muita calma e condescendência, a razão pela qual só pagávamos o que a primeira operadora nos pedia se, de alguma maneira, a nova operadora nos ressarcisse e que se assim não fosse teríamos de avançar com um processo. A coisa teve logo outro acolhimento e em 2 dias o caso estava resolvido. O valor que tínhamos a pagar seria debitado nas facturas seguintes. 

Assunto arrumado? Não! Há recebemos uma conta da primeira operadora para pagar!! Voltámos à loja. Afinal, apesar de nos terem contactado 3 vezes a informar que iriam cancelar os serviços, ainda estamos na base de dados como sendo clientes e por isso teríamos de pagar o valor correspondentes ao serviço desse mês! WTF?!?! Mas o pessoal está todo estúpido! Lembram-se de cancelar o serviço mas não se lembram de "dar baixa" dos clientes? Nestas situações fico sempre a pensar nas pessoas que não têm a disponibilidade, o conhecimento ou a capacidade de fazerem frente a estes aldrabões-sacanas-de-um-raio!! Ainda falam do pessoal que anda nas aldeias a roubar velhinhos! Estes são muito mais descarados por têm loja aberta...

Esta história toda para dizer: olhinhos bem abertos e sempre à viva que isto anda aí uma corja que vai lá vai!

terça-feira, 15 de abril de 2014

To organize or not to organize? That is the question!


Tenho uma relação de amor-ódio com a organização. Por um lado sei que nos dias que correm se não estiver tudo organizado ao milímetro arriscamo-nos a não chegar ao fim do mês. Por outro lado, irrita-me tirar a espontaneidade, já não digo do dia-a-dia mas do de-vez-em-quando! Mas como o tem que ser tem muita força, entrei no novo ano (a bem da verdade foi só a partir de Março) com vontade de pôr a vida nos eixos, ou seja, arrumar o que houvesse para arrumar e tentar concretizar o que, se não tivermos cuidado, levamos uma vida a adiar. Depois de ter lido umas coisas comprei um livrinho. Ainda estou para perceber se valeu o dinheiro que dei por ele. Tinha muita paneleirisse (pardon my french mas hoje perdi o filtro) new age, muita inner Goddess para trás e para a frente, muito "toca na cor não sei quê e diz como te sentes" e por aí fora. Mas esquecendo essas tretas tinha algumas dicas interessantes. Se a minha primeira intenção era pôr o livro na carteira e olhar para ele sempre que houvesse oportunidade, mal o tirei do envelope percebi que isso não ia acontecer. O caraças do livro parecia para criancinhas! Cores para burro, desenhos de bonecos e por aí fora. Vai daí arranjei um molskine e copiei as ideias mais interessantes e adoptei o sistema de frente e verso: de um lado as questões a que tenho de dedicar algum tempo de reflexão e no outro um sistema de planificação de dia-a-dia.
Até agora tenho conseguido fazer algumas das coisas que andavam penduradas há séculos - coisas para arranjar em casa, planos de trabalho, planos de diversão e de bem-estar - mas a check list que faço diariamente tem mais cruzes (o que não foi feito) do que ticks (o que fiz)... Eu planifico, planifico mas há sempre qualquer coisa que me troca as voltas (normalmente um ser com 10 meses, cinco dentes e mais de nove quilos) e acabo por não conseguir levar as coisas até ao fim... Estou à espera de descobrir como é que se faz para no fim do dia bater tudo certo!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

I belive I can fly...





Foi com esta convicção - a de que conseguia voar - que a nossa pequena se estreou no seu décimo mês! Voou a pique da cama e como resultado um galo (que como se sabe é pássaro que não voa e como tal assentou arraiais na testa da garota) e uma manhã passada nas urgências à espera que não acontecesse nada! De resto está tudo bem!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Já tinha dito que sou provinciana?



A propósito de um post que uma amiga minha deixou a falar da visita ao Mercado de Campo de Ourique, lembrei-me da vez em lá fomos...

Andávamos há uma eternidade a prometer-nos um brunch como fazem as pessoas finas e modernas. Naquele sábado (?) pegámos na miúda e fizemo-nos ao caminho. Chegámos ao destino já a coisa estava a caminho do abarrotanço mas lá conseguimos uma mesa. Enquanto dava a sopa à miúda e o Homem "ia à caça" ia aproveitando para pôr um olhito na fauna que frequentava o espaço e cheguei à conclusão que, qual David Attenborough, estava no habitat das Tiazorras Genuínas [quer dizer, não lhes vi (?) o pedigree mas tinham ar disso] e correspondente prol (são sempre mais c'ás mães e vestem de xadrez com meias pelo joelho)! A comida é simpática e parece-me que o preço que cobram por ela está ali na fronteira entre o justo e o carote. 

O fim da picada veio para sobremesa. Habituada a ir ao mercado na minha terrinha, olhei para o porta-moedas vi uma nota de 10 euros e pensei "Vou já daqui aviada... e escuso de ir ao supermercado". Fui à banca da fruta e trouxe laranjas, bananas, kiwis e maçãs. Lá na aldeia isto é fruta normal. Pensei com o troco ainda vou ali à outra banca e trago os legumes. Pois sim... recebi meia dúzia de cêntimos de troco um melão (metafórico) de borla! Por isso minha gente, as banquinhas servem só para decorar o espaço e parecer tudo muito rústico, muito típico e muito caturreira!

Fora isso... uuuhhhhmmmm... pois...

segunda-feira, 7 de abril de 2014

...e há fotografias disso...



Já percebi que sou uma pessoa irritadiça... deve ser da falta de sono, da falta de sol, da falta de férias... mas ultimamente também fico com os pêlos da nuca eriçados quando oiço os famosos da nossa praça a justificar a sua veia artística:

Fulaninha que desde 1825 apresenta programas cor-de-rosa mas que agora também é atriz:
"Eu sempre quis ser atriz... estudei para TOC e os tempos livres eram passados a fazer macramé, mas tenho fotografias com quatro anos a representar enquanto cozinhava com a minha prima... a fingir que era o Goucha... Isso e no Natal. No Natal, em garota, eu e os meus primos fazíamos teatrinhos para a família."
Não sendo psi, nem pedi, ou algo nas imediações e pouco percebendo de Piaget, quer-me parecer que TODA a gente com 3-6 anos faz teatrinhos, quanto mais não seja na catequese pela Páscoa ou no Jardim de Infância pelo Natal... aliás, na minha ignorância, quer-me parecer que se o não fizerem é caso para preocupação! (Pelo sim pelo não deixa-me ir procurar as foros da festa de final de ano do Jardim Infantil 1986... Como "canto" e "represento" ainda me convidam para o Glee!)

Aspirante a cantora num dos programas de "talentos":
"Eu nasci a cantar! Tenho fotografias com dois anos a segurar a escova do cabelo enquanto cantava o "À noite na cidade"!
Além de artista é génio... Nunca ninguém se lembrou de segurar a escova de cabelo a fazer microfone! E não, mais ninguém cantava aos 2 anos!

Cantor/Ator/Filho de alguém conhecido:
"Eu não queria cantar... Estes meus dois últimos álbuns surgem porque tinha de ser. Aliás, eu nem queria representar... queria ser trolha! Mas depois de ter feito os Morangos com Açúcar lembrei-me, e até tenho filmagens disso, que andava sempre com uma câmara atrás a representar..."

Não percebo porque é que o talento artístico tem que ser justificado com o passado! Juro que estou à espera de ouvir do próximo artista multifacetado da nossa praça:
"No dia da queca os meus pais tinham ido ver o La Féria e quando me fizeram ainda estavam a bater palmas. Até há fotos disso."

Qual é o problema de dizer: É pá, acho piada à ------- (preencher com o talento à escolha) e resolvi experimentar depois de velho?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Do nervoso miudinho...


Ele há reclames (anúncios) que enervam. O que me tira do sério nos dias que correm é aquele da McDonalds em que a moça chega a casa e tem o paspalhão do marido agarrado à playstation a mandar vir! E a triste, cheia de paciência e muita calma, lá lhe dá o happy meal para dizer que está grávida. Para mim o anúncio teria resultado se a miúda tivesse fechado a porta três segundos depois de a ter aberto e deixasse o gajo a falar sozinho! A sério que é só a mim que apetece gritar "mulher, foge daí que esse tipo é um otário"?

...E nem me quero lembrar de um anúncio de rádio aos escritórios Regus...

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O tipo de atneta* que eu sou




Ora, depois deste episódio e deste já voltei a repetir a gracinha mais três vezes - a rapidinha de Cascais (5km), a mini maratona vodafone (10km) e a 9 Corrida António Leitão do Benfica (10km). Começo a perceber que a coisa é viciante mas ainda assim estou longe do espírito de sacríficio e competição que é requisito para encarreirar na coisa. Para um verdadeiro mestre da sapatilha de corrida não há calor nem chuva que se ponham no caminho do exercício diário. Pois se a chuva não é um impedimento gigante (apesar de ser) já o calor é um no-no. Anyway... digo eu que estou muito longe de ser uma atneta porque ia eu a entrar no quilómetro 10 desta última corrida, quando percebo que a meta não estava à minha frente! Não senhora! Estava à distância de uma subida que mais parecia uma parede que tinha que escalar, enquanto lutava para não ser levada pelo vento e pelos potes de água que caiam do céu. Às tantas dou por mim a ter a seguinte conversa (creio que dentro da minha cabeça mas não garanto que não tenha reproduzido em voz alta):

Eu anjinho - Vá, nunca paraste de correr nas corridas de 10 km, não vai ser hoje...
Eu diabinho - 'Tá bem, 'tá bem... mas os 10 km já estão feitos! Estes gajos é que são uns aldrabões! 10 km são 10 km... Eu já ganhei o direito de ir a andar!
E nisto começo a andar
Eu diabinho - Além do mais, ontem tive febre, posso sentir-me mal... não me estou a sentir mal... mas até podia estar a sentir-me mal... e estou sozinha... se me dá aqui alguma coisa ninguém me acode... Se calhar até é melhor ir a andar... Até porque está a chover... Muito... e vento... e eu ontem estava doente... Oi? O que é aquilo? A meta... deixa-me cá correr mais um bocadinho!
Eu anjinho - [RIP]

Por tanto, estou a milhas de ser uma pessoa competitiva mas não vá eu estar a passar ao lado de uma grande carreira e vou tentar fazer pelo menos uma corrida por mês para acabar onde comecei: em Novembro na Meia Maratona da Nazaré mas desta vez para fazer os 21km (a modalidade para cumprir a distância ainda está a ser definida)!



* Chalaça apenas perceptível para quem via as manhã da NBA ao fim de semana e se lembra do "nançamento de ninha de nance ninvre".

terça-feira, 1 de abril de 2014

Sabemos que estamos a comer sushi a mais quando...

...vamos ao Go Natural buscar o que será o nosso almoço e na caixa nos dão dois conjuntos de pauzinhos...

E já agora, como é que o sushi engorda?! Não é só peixinho, frutinha, legumes e arroz?