quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Trabalho de campo












Este ano, pela primeira vez, tenho uma disciplina só de Erasmus. Já tenho tido alunos em Erasmus numa ou noutra cadeira, integrados com os restantes colegas portugueses, mas uma unidade curricular só com estrangeiros é a primeira vez. É sempre complicado saber o que fazer com eles... Era tudo muito lindo se dominassem o Português ou se nós déssemos aulas em Inglês. Como dificilmente acontece uma coisa ou outra acabam sempre por andar meio perdidos e nós sem saber muito bem como resolver a situação. Resolvi que não vou estar a fingir que lhes vou ensinar grande coisa e assumir que quero que eles pelo menos aproveitem para conhecer um bocadinho melhor Lisboa e fiquem com uma ideia de Portugal. Vai daí, os pobres que me vierem parar às mãos vão ter que gramar com duas visitas a Museus. Não vou fazer de ama-seca, vão sozinhos mas com a missão de me trazerem um conjunto pré-definido de informações. Hoje, fui fazer o meu trabalho de casa, que é como quem diz, fui fazer a minha primeira visitinha e foi tão bom! O Museu Nacional de Etnologia tem um espaço fantástico e um enquadramento magnífico. Dá vontade de fugir para lá para parar um bocadinho e respirar fundo... e por três euros não me parece um preço caro a pagar pela paz de espírito! Para além das exposições ainda existem as reservas mas como já as visitei algumas vezes desta vez limitei-me ao espaço das exposições e a tirar muitas notas para depois poder dar na cabeça à rapaziada estrangeira! Fica a sugestão!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Do baú!

final cris from Guilhim on Vimeo.



Estive a fazer limpezas no computador e dou de caras com o presente do meu 30.º aniversário!

domingo, 21 de setembro de 2014

Ainda sobre o bolo do post anterior...



É um dos bolos mais simples, rápidos e deliciosos que já fiz! Tanto que tenho de arranjar uma estratégia para não o comer todo de uma vez! Juro, que se não houvesse amanhã, me sentava com o prato e a calda à frente e só me levantada depois de o ter comido todo muito lentamente. Assim de repente só me ocorre uma coisa melhor que este bolo... Por isso, acho que é serviço público deixar aqui a receita (que é muito básica e muito facilmente se encontra em mil sites).

Bolo
- 4 ovos;
- 2 chávenas de chá de açúcar*
- 2 chávenas de chá de farinha
- 1 chávenas de chá de óleo
- 1 chávenas de chá de leite
- 1 chávenas de chá de chocolate em pó
- 1 colher de sobremesa de fermento

Cobertura
- 1 tablete de chocolate preto
- 1 colher de sopa de manteiga
- 100ml de natas

A receita feita ao meu jeito e não necessariamente como manda o figurino:
Bolo
- Bater muito bem os ovos com o açúcar até formar um creme;
- De seguida, juntar alternadamente os secos e líquidos: farinha+fermento, óleo, chocolate, leite. Como eu acredito que o segredo dos bolos está na paciência, bater tudo muito bem!
- Ainda juntei algumas coisas que não constam das receitas que pesquisei: sal (que realça o sabor dos ingredientes); uma colher de sobremesa de essência de baunilha (se tivesse vagens teria adicionado antes as sementes porque acho que o bolo fica mais suave e perfumado); raspa de limão (porque adoro o ácido que confere e sempre corta com o "rico" do chocolate). Esta etapa tem a ver com as minhas preferências... pode não resultar com toda a gente.
- Levar ao forno pré-aquecido a 180º por 45 minutos;

Cobertura (para quem quiser fazer a cobertura usando o banho-maria o melhor é começar por aqui)
- Derreter o chocolate preto em banho-maria com a manteiga (eu prefiro derreter em banho-maria porque controlo melhor, mas para quem conhece bem o microondas pode optar por derreter o chocolate mas numa intensidade mais baixa de modo a não queimar);
- Depois de derretido o chocolate e de incorporada a manteiga mexer de modo a arrefecer um pouco e de seguida juntar os 100ml de natas aos poucos misturando bem.

* eu improvisei: como não tenho chávenas de chá tradicionais usei uns copos de acho que devem ter a mesma capacidade;

sábado, 20 de setembro de 2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Já não bastava ter voz de cana rachada!



Quem tem crianças de certeza que, num daqueles momentos raros de desentorpecimento, tomou consciência do conteúdo das letras do cancioneiro popular infantil. Eu cá não estou muito segura se é o tipo de mensagem que quero passar à minha descendência. Assim de repente ocorrem-me os seguinte exemplos:

Linda falua
Oh senhor barqueiro deixe-me passar, tenho filhos pequeninos não os posso sustentar...
Logo aqui a coisa começa bem! O cenário é simpático... Uma mãe que não consegue sustentar os filhos... é fofinho...
Passará, passará mas algum ficará, se não for o da frente há-de ser o de trás.
Continuamos num tom simpático. "Passe lá à vontade, só tem de escolher que filho quer deixar como pagamento!" Só me vem à cabeça corações, flores e arco-íris... NOT!

Carochinha
Quem quer, quem quer, casar com a carochinha, que é muito rica além de ser bonitinha.
A carochinha é o quê? Inteligente? Bem sucedida? Independente?... Não! É rica e bonitinha! Prevejo um futuro cheio de trastes que vão querer uma "shugar momma" e/ou uma "trophy wife"... Isto para não falar que a cabra... ou melhor, que a carochinha, acabou por se enroscar com o João Ratão (depois de dispensar o boi, o gato e o cão) que não é da mesma espécie que ela o que só por si me parece um bocado kinky.

Minha machadinha
O meu par sei eu bem quem é! É um rapazinho chamado José... Chamado José, chamado João, é o rapazinho o meu coração.
Nota-se que sabe bem quem é o par... É o coise... aquele... ai... aquele tipo... ou então é o outro! Mas é o rapazinho do meu coração! E tenho para mim que a Machadinha é amiga da Criada de Papelão que tem 7 namorados e não gosta de nenhum... Devem fazer sucesso na escola, lá isso devem...

João Pestana
Era preciso a letra toda... e mesmo assim não sei a que conclusão chegar! Possivelmente terei de comer um daqueles cogumelos engraçados para perceber alguma coisa.

As pombinhas da Catrina
Minha mãe mandou-me à fonte e eu parti a cantarinha. Oh minha mãe não me bata qu'ainda sou pequenina... tenho quatro ou cinco anos, ainda sou uma menininha...
Eu cá não sou psicóloga mas quer-me parecer que se a Catrina reage assim é porque tem apanhado porradinha da mãe sempre que, ao executar trabalhos dedicados a adultos, estraga alguma coisa... mas isto é o que me parece!

Resumindo: entre homens adultos que aceitam criancinhas como pagamento de portagem, seres que praticam a zoofilia, raparigas que não sabem ao certo como se chama o namorado, exploração do trabalho infantil seguido de violência doméstica há todo um mundo de mensagens ternurentas que podemos alegremente passar aos nossos filhos!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Das dúvidas que me atormentam



Uma mulher tem 2 pratos para lavar. Lava-os em 3 minutos:
- 1 minuto para molhar o prato;
- 1 minuto para ensaboar e lavar o prato;
- 1 minuto para passar o prato por água e limpar o lava loiça e a bancada;

Um homem tem 2 pratos para lavar. Fá-lo em 87349827 horas:
- põe a água a correr;
- ?
- ?!
- a água continua a correr;
- ...
- !!!
- a água continua a correr;
- ??!?!
- wtf
[tempo a passar e a água a correr]
- omg
- e termina com os 2 pratos impecavelmente lavados e um mar de água e sabão por toda a cozinha.

Alguém tem uma tese fantástica a este respeito?

*Eu disse-te que não perdias pela demora...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Ontem aprendi duas coisas:

Curgete ralada, cenoura ralada, ervilhas e milho passados, pimentos, cenoura roxa, coentros

Aveia, sementes de papoila, girasol e sésamo

Pão ralado


Congelar



A primeira:
- ainda não acertei com uma receita de hamburgeres de vegetais. Já não está muito longe mas ainda não está lá;

A segunda:
- não tenho pingo de talento para fotografar comida...

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Está feito!






Enquanto couber no macacão da Asos (que achei que nunca iria vestir apesar de o ter mandado vir depois de me ter apaixonado pelo corte mas, mais ainda, pelo preço) não haverá ocasião solene a que não o leve! Não quero saber! Já não me apanham em vestidos desconfortáveis e caros que só uso uma vez e nos quais não me reconheço! Cereja no topo do bolo: como os pés não se vêem não preciso ir de saltos! Tudo bem que pareço a prima "mai" nova do meu rapaz, dada a falta de altura (e de mamas), mas fora isso tudo "impecábel"!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Um acordar diferente...



Hoje, como de costume, lá fui eu ter com a Pequena Ditadora pelo romper da bela aurora. Depois dos miminhos matinais, depois de mudar a fralda e de pôr o soro no nariz da pequena, escanchei-a na anca e dirigi-me à cozinha para lhe preparar o leitinho. Foi no momento em que abri a porta que percebi que tínhamos passado a noite com uma convidada indesejada... Logo acima da janela estava la madre de todas las cucarachas! Uma coisa absolutamente nojenta! Segundo reza a história, tempos houve em que eu convivia pacificamente com bichos quitinosos mas isso foi antes de um besouro me ter entrado para dentro do capacete em plena viagem e de ter tido um escaravelho a emaranhar-se no meu cabelo! Nos dias que correm a visão destes seres do inferno faz-me dar gritinhos histéricos daqueles que envergonham a minha mãe. Apesar disto, mantive-me calma e fui acordar o homem (é nestes momentos que fico feliz de haver outro adulto na casa porque se estivesse sozinha provavelmente chamava os bombeiros) que ficou espantado com o tamanho do bicho. À pergunta dele "como é que eu mato isto" eu respondi "com uma caçadeira de canos serrados". Ao que parece a sugestão não foi útil porque não temos armas em casa. Seja como for, ele lá lhe deu chá de sumiço (é um corajoso o meu consorte) e a sacana voltou à vida dela fora de casa... mas o caraças é agora... Estou cheia de comichões, estou a lutar para não deitar fora todas as embalagens abertas que estão na despensa, só consigo imaginar a bicha a passear-se por cima de nós durante a noite e estou em pânico a pensar que há um ninho destas maledetas algures escondido em casa!

Questão: há algum produto, macumba ou reza que eu possa usar para garantir que não voltamos a ter um amanhecer destes?

Haja paciência!



Confesso que não tem sido fácil! As últimas semanas a vontade de calçar as sapatilhas (tradução para sul-mondeguense: ténis) e me fazer à estrada para correr é nenhuma! Como a corrida não é a minha cena e o que vou fazendo é sempre contrariada (pelo menos no início), sempre que mudo de circuito fico um bocado ansiosa (é palerma, eu sei) e aquilo que já fazia com alguma tranquilidade vai por água abaixo... E depois, perceber que tenho de voltar a alcançar os objectivos que já estavam conquistados é qualquer coisa que me faz querer voltar para a cama e dormir 3 dias seguidos!... Isso e experimentar umas calças e ver gordura a saltar por todos os lados ao fim de tanto esforço e sacrifício! Depois de uma semana sem mexer o rabo prometi que esta semana me ia forçar a recomeçar sem medos e sem a pressão de fazer os tempos que já tinha conquistados! Por isso, 'bora lá pessoal, there's no time like the present e outras tangas auto-motivantes!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Estação de Caminhos de Ferro*



Ontem fui pôr o aparelho no maxilar inferior. Not nice! O de cima já está confortavelmente instalado, já não dou conta que o tenho. Agora o debaixo... não é só a tensão que se alastra para o resto da cara, não são só os braquetes a espetarem-se no lábio... o que verdadeiramente incomoda é não conseguir morder, trincar e mastigar porque os dentes de cima batem nos braquetes debaixo... Eu sei que é uma questão de tempo até arranjar estratégias para lidar com a Fucoli que tenho na boca e para que comer não seja uma tortura mas que agora me está a deixar um bocadinho down, está!

* A piadinha é da autoria do tipo que dorme na minha cama... um poço de sensibilidade o moço... Não perde pela demora...

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ainda sobre as listas de compras



Como tinha referido neste post, arranjei um sistema ultra complexo (aliás, os meus sistemas são sempre muito complexos... como esta outra solução para a reciclagem permite comprovar) para garantir que não me esquecia do que realmente fica a faltar em casa porque normalmente trago do supermercado sempre as mesmas coisas e ficam a faltar sempre as mesmas coisas... Tenho alguns 20 pacotes de natas para bolos, 30 latas de feijão frade e 18 pacotes de sal mas ando a rapar o açucareiro há semanas, os guardanapos são, durante grande parte do mês, feitos de papel higiénico e tenho de improvisar sempre que quero lavar roupa à mão. Assim, com quatro molas da roupa está o problema resolvido! Bem sei que esta não será uma solução digna da secção DIY do Pintrest e que muito provavelmente há um milhão de pessoas com esta solução toda quitada ou outras bem mais simples e práticas mas eu fiquei toda orgulhosa de mim quando dei conta que tinha tido uma ideia (o que nos dias que correm é raro)! Além do mais o facto de poder anotar logo o que está em falta tem-me ajudado bastante a ser mais eficaz nas idas às compras e saber onde estão os talões de desconto e qual a validade deles também me ajuda a, efectivamente, os usar!! E é isto! Guilhim Maria a "inovar" desde... há pouco tempo...