quinta-feira, 30 de junho de 2011

Não se assustem! Eu juro que sou uma pessoa normal...

...apesar de me deliciar com estas leituras*:

Photo @ Flickr by kingkong21

"Em todo este processo de negociar o impacto e as consequências da morte, há um conjunto de pequenos gestos que caracterizam a gestão do estado liminar em que os mortos se encontram, até que sejam finalmente afastados do convívio com os vivos: 

(outras descrições mais ou menos interessantes... mas susceptíveis de incomodarem pessoas mais sensíveis)

- Fazer acompanhar os defuntos de contas enfiadas numa agulha com linha: servem as contas para o morto se ir encomendando a Deus e a agulha e linha, para que se possa remendar “do outro lado”.1  

são leituras para a tese... ainda assim se me dessem a escolher entre este tipo de enredo e um "MRP" não teria a menor dúvida em escolher o primeiro... sempre se aprende qualquer coisa...

1 - Adaptado de Machado, C. A. 1999. Cuidar dos mortos. Sintra, Instituto de Sintra

A minha versão da Scarllet


Acho que fica claro para todos, que as únicas diferenças são mesmo os óculos e a cor de cabelo... de resto é tal e qual!! Certo?

[Quando eu digo que o meu cabelo é um ninho de ratos é mesmo!! A única vantagem é que em tempos de praia, é uma piada ambulante de sucesso garantido! A minha irmã, dona de um humor refinado e um tanto ao quanto britânico, já foi levada às lágrimas perante uma visão de mim com uma permanente feita de água salgada e sol!... Na realidade não era engraçado... era só assustador...]

terça-feira, 28 de junho de 2011

Já aqui tinha falado nele... mas agora, acabaram-se as histórias

Estavamos quase a entrar no verão de 97, quando meu pai vindo do pomar me chama: "Olha o que estava pousado ali numa árvore". Abriu as mãos e revelou o Rodolfo. Confesso que à excepção deste pássaro, todos os outros me são indiferentes. Percebemos que o Rodolfo estava meio "amassado", provavelmente porque esteve à beira de se tornar em wiskies saquetas e que seria doméstico porque se deixava manipular sem nenhum problema. Percebemos que tal como estava não se safava. Fui buscar o guia de identificação de aves (em casa de biólogos o que não falta são guias que tudo quanto é ser vivo ou meio-vivo) e apresentamos um veredicto: Rola turca. As primeiras noites passou-as no meu quarto. Devem ter passado mais de duas semanas, quando a meio da madrugada ouvi um "cu-cu-ru" meio rouco e muito tímido. Acendi a luz, como se à laia de um diálogo de BD ainda por lá estivesse o balão do discurso. Não estava e conclui que tive uma alucinação auditiva. Só me desenganei 3 dias mais tarde. Chamei o meu pai a correr e a bicha continuou a cantar, como que a dizer que estava curada. Tentámos soltá-la, mas voou para dentro de casa e foi por aí que andou durante uns quantos anos. Como poleiro usava a nossa cabeça e a barriga do meu pai de onde limpava as migalhas do pequeno-almoço. Ao fim de algum tempo arranjamos-lhe uma casa na varanda... por muito que me custe a admitir era uma gaiola... mas era uma forma de a manter protegida, já que os gatos se tornaram presença assídua. Ao fim de dois anos, assumiu a casa como sua e pôs um ovo. A rola Rodolfo afinal não o era... mas nunca nenhum outro nome lhe assentou tão bem. Teve pretendentes e até um noivo que lhe (nos) fez a corte durante pelo menos 1 ano. Quando finalmente o meu pai autorizou e os fez partilhar casa, a Rodolfo ia desfazendo o pobre à bicada! Consumamos o divórcio. Ele só ao fim de alguns meses partiu (literalmente) para outra.  Entretanto viu-nos crescer. Passou férias connosco. Passeou com o meu pai no pomar e no jardim. Pôs ovos. Nunca parou de os pôr... em vão. Tremia sempre que a poisavamos no nosso colo e cantava ao ritmo das nossas festinhas. Passou férias connosco. Cantava quando nas noites de outono e inverno acendíamos as luzes da cozinha onde a resguardavamos do frio, trocando-lhe as voltas ao dia e à noite.


Hoje, não cantou quando o meu pai desceu para preparar o pequeno almoço dele e dela. Tomavam-no juntos já há alguns anos. E não vai voltar a cantar...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ás vezes aborrece

A semana passada estava em casa da minha mãe quando tocaram à campainha. Abri a porta e vi duas moças com um ar bondoso e cada uma delas segurava uns panfletos em tamanho A5. Vi logo o filme! "Vimos falar-lhe da palavra de Deus/Jeová/Jesus Cristo/Buda (riscar o que não interessa)". Estava eu a pensar na melhor maneira de as afugentar e tentar explicar que a minha alma já não tinha salvação, quando depois de uma avaliação rápida à minha figura, me perguntaram se eu tinha a Bíblia e logo após a resposta negativa oiço a seguinte pérola: "e a tua mãe está em casa?" Concluí que não só não passava por dona da casa, como também não apresentei a maturidade suficiente para poder entabular um diálogo com as mensageiras do divino. Não foi a ausência da conversa que me chateou, mas antes o facto que não me considerarem uma pessoa adulta (o que legalmente sou há 12 anos). Pus-me a pensar nisso e atribuí o juízo etário falhado à minha aparência. Uma vez que estava a trabalhar, era possível que apesar de serem 3 da tarde, ainda não tivesse tomado banho (as deadlines são um bicho que não liga à higiene), que estivesse com meio pijama e meio fato de treino, que o cabelo estivesse enrolado num bonito ninho de ratos e que estivesse descalça. Ok. Desta escapa. Ide com quem vos trouxe a minha porta, porque estão perdoadas.

No meu tempo a adolescência tinha este aspecto I - 21st jump street

No início desta semana, envolvida na saga que constitui comprar um colchão (esses são outros quinhentos), resolvi dar um pulinho a uma loja do centro comercial aqui do burgo. Na falta da opinião da outra metade que irá usufruir da plataforma dormitória, resolvi pedir apoio moral à Mãe Fatinha. Deita neste, deita naquele e eis a primeira surpresa. "Mas queres um colchão de casal é?" "Sim... uma vez que é para mim e para o meu namorado". Olhar assustado-reprovador-atónito para a minha mãe. "Olhe, gosto deste! E vou levá-lo!". "Pronto, então está bem. Mas não te podes esquecer que tens de ter cuidado... e muita atenção para não deixares toalhas molhadas em cima da cama... eu sei que é altura de exames, mas é preciso ter cuidado." Desta vez sou eu a trocar com a minha mãe um olhar de perplexidade, saindo a progenitora da minha pessoa em defesa da nossa honra. "Mas a minha filha já não está a estudar!! Sabe que ela já tem 30 anos!" [obrigada mãezinha... por seres tão exacta]. "30 anos!! Eu dava-lhe uns 15 ou 16... [volta a olhar com atenção] Sim! uns 15 ou 16!... Mas olhe antes assim, porque isto de dormir com os namorados muito cedo...".
Ora, aqui confesso que fiquei desconfortável... mas não com a questão dos namorados! Se me dissessem 23, 26 vá, tudo bem! É um elogio! Agora 15?!? A idade mais bexiguenta e horrorosa que se pode ter?!? Bem sei, que nem o esclarecimento da dúvida que paira sobre a minha estatura me fará uma mulher alta (1,64m e já é com uns pózitos!) e que não sendo magra, não me sobra chicha suficiente para me compor o decote (que roça a pré-adolescência)... mas ainda assim?!? Caramba!

No meu tempo a adolescência tinha este aspecto I -Blossom

Gente da minha idade que anda por aí, o que é que eu tenho de fazer para parecer uma senhora?

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A saga do cabelo continua

Já deve ter passado 1 mês desde que fui "dar um jeito à franja". Eu já devia saber, de 3 em 3 idas à Milene (vamos supor que é este o nome da minha cabeleireira... não é, mas é igualmente sugestivo) a coisa corre mal! Para além deste facto probabilístico, há ainda a ter em consideração a existência de uma colaboradora chata e inconveniente que interrompe a Milene todos os 23 segundos, o futuro ex-companheiro da artista capilar a implorar por uns minutos de conversa e a tentar dar a volta ao jogo duro da mulher e um fornecedor de tinta e vernizes (não para a estrutura do estabelecimento, mas antes para o retoques necessários na clientela). No meio disto tudo está a minha cabeça com uma tesoura apontada... Resultado final... este (mas sem a barba e com o bigode mais pequeno):


Conclusão: cheguei a casa, peguei na tesoura de costura que era da mãe Fatinha e resolvi metade do problema. No dia seguinte, comprou-se uma navalha de barbeiro e resolveu-se a outra metade. O resultado?... Na minha imaginação é este (sem o loiro... e as mamas... e a boquinha... e o ar de enjoada... e talvez um pouco mais comprido... e menos bem cortado)... e sim, gosto de viver iludida!


[a esta altura está o rapaz cá de casa a babar com a loira e a pensar quão bom seria se a ilusão o não fosse]

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Eu bem queria...

...deixar um post jeitosinho, mas o blogger não me deixa... fica para amanhã!

(é impressão minha, ou estes tipos andam a falhar à grande?)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Post em versão agenda



Quando era garota passavam um desenhos animados intitulados "a mais louca corrida do mundo". O meu paralelo quotidiano viveu-se a semana passada. A ideia era descer para a capital na segunda, apanhar as chaves da casa onde se vai viver on-'n-off até Setembro e em full time a partir daí, e seguir no mesmo dia para Coimbra... mas vai-se a ver e essa não era mesmo uma alternativa:

Segunda-feira:
- Seguir para Lx uma hora mais tarde do que se esperava, depois do carro ter decidido empancar carregado com uma mesa, uma mala de roupa e muitos utensílios de cozinha, provocando um novo esforço de arrumação e uma viagem que dificilmente chegaria a rondar os limites de velocidade impostos legalmente!
- Apanhar as chaves com o senhorio já o sol se estava a pôr!

Terça-feira:
- "Loja do cidadão das Laranjeiras" a.k.a. "a-tentativa-de-se-bater-o-record-de-enfiar-o-maio-número-de-pessoas-por-metro-quadrado".Contrato da luz feito. "Se quiser podemos agendar a instalação para quarta-feira de manhã." "E podia-me dizer se é possível por volta das 13h, que é quando há gente em casa?" "Não minha senhora, aparecem ou de manhã ou de tarde, mas não se sabe a que horas" "[sendo assim tenho de ir para Coimbra na quarta] pode ser então..." :/
- Loja do gás (depois de 1h45 à procura da filha da puta da rua, sob um sol de 40ºC com um carro de 1996 que o mais parecido que tem com o botão de ar condicionado é a manivela dos vidros): "ah não tem o contrato assinado e carimbado?..."; "não... é apenas uma cópia"... "ah... pois... assim não podemos fazer nada..."

"Quarta-feira":
- Carregar o carro com tapetes e tudo o resto que pudesse fazer falta e que estava disponível!
- Instalação da luz e a descoberta da pessoa mais antipática do mundo! "Bom dia! Obrigada por ter vindo. Precisa que vá buscar o contrato?" "Não! Preciso de fazer isto rápido para me pôr a andar daqui para fora"!
- Encontro com o o senhorio para mostrar alguns dos problemas da casa e convencê-lo a resolvê-los...
- Nova tentativa de fazer contrato com os senhores do gás. "Então, está tudo certinho... vamos lá agendar um dia para a instalação..." "se pudesse ser para amanhã ou sexta por volta da hora de almoço ou depois das sete era o ideal" "[um sorriso sarcástico sai na minha direcção] minha senhora, nós trabalhamos da parte da manhã até às 12h e da parte da tarde até às 17h... e terá de estar em casa num destes períodos... quanto ao dia, só tenho a segunda-feira!" "[oh c'um caneco tenho que andar para cima e para baixo mais um dia... (mal eu sabia)] sendo assim pode ser..."
- Carregar sofá e otras cositas para a nova casa com a ajuda dos melhores anfitriões do mundo!

Quinta-feira:
- Limpezas mode on. E sobre este assunto devo dizer que o estado da casa era o espelho que se passava no fogão, onde jazia uma travessa de pirex com restos de uma receita de carne assada... feita em Março!! Depois de duas pistola de Cilit bang gastas (uma com lixívia e outra com amoníaco... o que ao fim de algumas horas resulta numa valente dor de cabeça) a coisa/casa estava pronta para começar a ser limpa!
-Depois de duas horas de sono (e talvez por isso mesmo), o meu consorte resolve que nada como o presente para tratar dos assuntos pendentes, e lá fomos nós de papel e lápis em riste e as continhas todas muito bem feitinhas, para comprar o recheio de meia casa! 4h depois, as compras estão feitas, o nosso carro carregado e à volta de 1 tonelada de madeira por montar, à frente do balcão da transportadora. "Vamos lá então agendar a entrega... ora podemos entregar amanhã da parte da manhã. Vão querer?" "[perdida por cem, perdida por mil] pode ser então!"
- 1h30 perdidos em Lisboa à noite porque cada um de nós só tinha 1/3 de cérebro a funcionar o que dificulta a tomada de decisões acertadas! Esperavam-nos em casa, cobertores que serviram de colchão e toalhas que serviram de manta e uma noite santa!

Sexta-feira:
- Receber os senhores da mobília e começar a montar a dita cuja como se não houvesse amanhã!
- Rumar até à máquina de lavar mais próxima, que fica na nossa casa na Nazaré.

Sábado:
- Matar saudades da família e do bem que faz à pele passar duas máquinas de roupa!
- Ainda assim, e no meio de muitas sestas ainda houve tempo para um copito!

Domingo:
- Arrebanhar tudo o que cabia no carro e que fazia falta na casa nova!
- Nova ida ao Ikea para trazer o que estava em falta.
- Novo serão a montar móveis... a coisa até teria corrido bem, não fosse a acéfala que vos escreve, ter achado que um móvel escuro ficava bem com uma trave clara mesmo no frontispício do dito cujo!

Segunda-feira:
- Receber os senhores do gás e fugir para Coimbra na tentativa de pôr o trabalho de uma semana em dia!!

E eis-me aqui a negociar com a minha própria pessoa a melhor hora para me agarrar ao trabalho!

I will survive, yeh yeh

Aparentemente irei sobreviver! Tenho a garantia, escrita e registada no post anterior, de pelo menos 3 pessoas que passaram pela via sacra e "ressuscitaram ao terceiro dia conforme as escrituras"* se assim não for, peço o meu dinheiro de volta... e mesmo que tivesse alguma dúvida, depois das palavras fantásticas que aterraram na caixa de comentários, as baterias carregaram automaticamente e estão prontas para durar pelo menos 11 dias (data da entrega do próximo capítulo)... se a coisa falhar prometo que sou a primeira a organizar uma filinha para receber os devidos calduços!!




Esta é a minha forma desajeitada de agradecer as palavrinhas lindas, que são mesmo uma força importante nestas alturas de caos!!

* uma dica para os menos atentos: sabe-se que uma Guilhim está bem quando começa a dizer parvoíces deste género! É motivo para alegria e não de preocupação!

Segunda-feira 97

terça-feira, 14 de junho de 2011

Isto deve dar um record do Guiness! Só pode!!

"Oh pequena Guilhim, mas como é a nossa vida que já não passas cartão nenhum aqui ao estaminé virtual?" Perguntarão os meu 3 leitores fiéis. Eu respondo. Imaginem que têm 4 meses para acabar um trabalho de 4 anos. Imaginem que esse trabalho vai ser avaliado à lupa e vocês por azar, têm uma espécie "astigmatismo" laboral que vos impede de ter os pequenos detalhes devidamente luzidios. Imaginem que apesar disso, se preparam para fazer a 5 mudança de casa/vida desde que resolveram embarcar nesta loucura... e para variar a 200km da casa-mãe e a 100km da casa-do-coração*, enquanto tentam gerir um emprego (que é pago por meio apesar da dedicação por inteiro), as horas intermináveis de viagens e a procura de outro meio que complete o um! E é isso! Entre todo este exercício de imaginação - que vai-se a ver é a minha realidade - não sobra espaço para a inspiração!



Se por acaso andar por aí alguém que tenha passado pelo mesmo, estou interessada em saber como sobreviveu... mas apenas e só se me explicarem como se mantiveram com uma pele radiosa, tonificadas abdominalmente, sem 1 ou 7 hérnias e sem olheiras que se estendem ao ponto de poderem nadar nelas pequenos cardumes de peixinhos laranja!

* a parte boa é que para variar não estou sozinha, muito pelo contrário, nunca uma pessoa valeu por tantas!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Segunda-feira 97


[abriu a época balnear da topada no mindinho!]

quarta-feira, 8 de junho de 2011

E a novidade fresquinha que me quer saltar do peito...

Photo @ Flickr by spaace_monkey

Vamos lá ver se encontramos a bicicleta certa para fazer pendant com o resto...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

domingo, 5 de junho de 2011

Resumo da mensagem do Presidente:

Quem não vota é cócó!! Eu não podia estar mais de acordo!



sexta-feira, 3 de junho de 2011

Thank God, sou provinciana!!


Quem havia de dizer que por entre o mar de cimento que salpica a nossa capital, não há um cantinho que sirva para "nossa casa"! Nunca pensei que à partida, condições como, querer viver num lugar onde se possa realmente conhecer a vizinhança, ter vontade de sair à rua ou pelo contrário, voltar a casa e ter ao longo do mês dinheiro para comer, fossem tão constrangedoras! E nós a achar que já tínhamos feito concessões suficientes ao acordarmos em ir viver para a capital. A segunda cedência passou pelo preço da renda. (Mas está tudo doido!! €600, €700, €800 por um T1 ou T2?! por 60 a 80 m2?!? Mesmo sério?!?) Combinámos um tecto máximo que nos permitia escolher casas que tivessem quarto de banho (porque as há que não têm) e zonas em que os nossos rins não fossem cobiçados, e marcaram-se as visitas. Muitas. Eis uma eleita. Bairro bonito e calmo. Casa pequena mas inundada de luz! Tudo bem, tudo combinado. Há um fim à vista!! Ou então não! As entre-linhas lisboetas, ao que parece, são mais complicadas do que as da província. É que na terrinha, a malta, mesmo que tenha sarro nas unhas (em vez de Sacoor(es) aos ombros), sabe que é da mais rudimentar educação, depois de ter um negócio apalavrado, dar uma satisfação aos interessados... em vez de fingir de mortos. Vai daí, compram-se mais umas quantas fichas para podermos retomar a viagem... Desta vez vamos tentar fugir do "centro" mas sobre tudo, da falta de noção (da) capital.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

The final countdown

Ontem, depois de um mega passeio com o Bogas, dei conta que uma carraça se tinha afinfado à carne do meu pé. Arranquei-a motivada por uma onda de repulsa que se apoderou das minhas mãos e contra a qual a sacana lutou, mas sem sucesso. Ainda tenho a marca. Estou calma... mas terei de concretizar todos os planos que tenho para os próximos tempos, em 3 semanas, não se vá dar o caso de ficar doente e ir desta para melhor. Se me safar, não me posso esquecer de pedir uma declaração ao médico, sobre os efeitos nocivos da febre da carraça e desta forma explico facilmente na arena da defesa, a falta de coerência e qualidade científica da minha tese. É tão bom ser portuguesa! Há sempre um "bode" com arcabouço suficiente para assumir as culpas da nossa incompetência!

Memory lane

Na década de 80 e 90, para verem uma mini Guilhim feliz, bastava darem-lhe para a mão um elástico de 3 metros. Para ficar alucinada, bastava o elástico e duas amigas... mas em faltando amigas, duas cadeiras faziam-lhe perfeitamente a vez! Passava tardes da minha vida a jogar ao elástico, feliz e contente por ultrapassar os vários níveis (tornozelos, joelhos, cintura, debaixo dos braços...) outras vezes dorida, porque os vários níveis que me ultrapassavam e lá dava eu com a focinheira no chão, por falta de um cálculo mais apurado.



Photo @ Flickr by uhuui.studio

Quem ainda se lembra de jogar ao elástico? Mais, quem ainda se lembra dos saltos das várias posições?