terça-feira, 20 de setembro de 2016

Sou uma daquelas mães...




A primeira aula de natação da Sardanisca aconteceu no sábado. Foram 40 ou 45 minutos de apneia... para mim! Ela estava a curtir eu é que me tive de me agarrar ao lugar para não saltar para dentro de água! A professora não podia ser mais criativa, atenta e meiga... mas ela é uma e eles são sete pingos de gente cheios de vontade de testar o ritmo cardíaco dos pais. Uma das pequenas, a meio da aula, resolveu largar a borda da piscina. À conta disso foram meia dúzia de pirolitos mas acho que aprendeu. A minha, quando estava a fazer "bolinhas" enganou-se e aspirou a água. Tossiu um bocadinho, eu fui lá dar um beijinho e continuou como se nada fosse - enquanto o meu coração restabelecia o ritmo normal - a "espreitar os peixinhos que estavam no fundo da piscina", a fazer o "macaquinho" (entrar e sair da piscina pela parede), fez a "estrelinha" (boiar apoiado) e enquanto isso, eu estava entre o babada e o pânico. Não percebo porquê!! Não tenho medo de água, muito pelo contrário, adoro nadar, ela adora água, não sou superprotectora mas estava com o coração a mil! Pior, quando dei por mim, em vez de estar nas bancadas já estava sentada a 2 metros da piscina. Fiquei feliz quando olhei para o lado e vi que um pai tinha ido mais longe do que eu na questão da paranóia: estava todo equipado - touca e óculos incluído - e pronto a entrar na água (a ideia era só assistir). Eu pelo menos, apesar de ter levado o fato de banho, o dito cujo não se via e por isso até passava por normal. Próximo sábado estamos de volta e eu já tenho o xanax debaixo da língua!
Já agora, a miúda só fez birra para sair da água! De resto parecia uma peixinha!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Brace yourself...


Aqui vou eu repetir o que toda a gente diz: vai começar a loucura!
A semana que entrou é a primeira de muitas em que o tempo para me coçar vai ter de ser muito bem planificado. Confesso que estou um bocadinho assustada mas ao mesmo tempo animada, porque acho que vai ser possível fazer tudo sem falecer ou enlouquecer, não necessariamente por esta ordem. A questão é que o "projecto" da saúde está em marcha e a todo o vapor, e o horário que me calhou na rifa vai pôr à prova a minha capacidade de organização. Não estou para voltar a acordar toda (ou mais) entrevada porque lá foi uma dose de estrogonoff cheio de natas, um bolinho cheio de açúcar para matar o ratinho a meio da manhã e daí até ao estatelanço final é um passinho bem pequeno! Posto isto, não me parece que haja outra solução que não seja enfrentar a cozinha e preparar pequenos-almoços (tenho de sair de casa às 7h00), almoços e jantares para dois adultos e uma criança para cinco dias da semana. Ao fim-de-semana o Homem que se desenrasque que eu estou de folga (tirando o sábado para tratar da roupa e do domingo para as refeições... oi?!... então e a folga?!).
A dose da imagem levou quatro ou cinco horas a preparar. Foi muito divertido.
Vamos lá ver como é que corre!

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Fruta, legumes, surpresa e conforto (o melhor que se consegue arranjar no que toca a títulos)


Continuo a ser muito fã da Quinta do Arneiro (QA) e mais ainda quando me esqueço de fazer a encomenda. A questão é que a QA vai-nos avisando por mail que devemos fazer a nossa encomenda até mesmo à última mas, mesmo assim, há domingos em que me esqueço. Podia significar que ia ficar a chuchar no dedo e sem os meus ricos legumes e frutas... mas não! A QA tem cabazes semanais e, a menos que haja um cancelamento da encomenda, é esse cabaz que envia. Só isto já é um descanso, mas o que me tem animado nos meus esquecimentos é o chegar a casa e descobrir o que vem no cabaz semanal, uma espécie de caixa mistério do Masterchef. Verdade seja dita que também somos informados do que vem no cabaz da semana mas, como eu prefiro escolher o que vou encomendar, nunca ligo. 
Da última vez que me esqueci de fazer a encomenda dei por mim a olhar para o meu "cabaz surpresa" e a pensar que dificilmente escolheria o que lá vinha dentro. Estou tão habituada às minhas comprinhas que dei conta que raramente saio da minha lista, o que quer dizer que raras vezes arrisco alimentos novos. Este último cabaz obrigou-me a ir procurar receitas para as beringelas, a usar feijão verde que nunca compro vá-se lá saber porquê, trouxe-me amoras deliciosas e umas cebolas roxas que caramelizam que é uma maravilha. Só isto já foi suficiente para sair da outra rotina, a das refeições que parece que são sempre as mesmas! Eu bem que me vou esforçando por variar, mas o que sinto é que estou sempre a cozinhar a mesma coisa!
Confesso que estou um bocado farta da expressão "sair da zona de conforto". Parece-me que hoje, como nunca, anda toda a gente desconfortável a julgar pela quantidade de vezes que este chavão é atirado ao ar mas neste caso, "arriscar" em alimentos novos vez-me sentir que estava a entrar numa cozinha nova e que, pela primeira vez em muito tempo, não ia fazer uma variação daquilo que faço sempre.
Ainda em jeito de confissão, neste ímpeto entusiasta pela experimentação culinária, fiz um sumo de leite de aveia, beringela, espinafres, laranja (e ainda mas já no desespero), banana e gengibre, que ficou... tão bom quanto a cor castanho-caca denúncia. Mas aí a culpa é minha e da minha falta de talento e, à conta disso, vou hoje sair da minha zona de conforto, sempre que o tiver de beber.