terça-feira, 29 de setembro de 2015

Quem não tem cão...





Não sou organizada o suficiente para conseguir tirar um dia por semana para ir para um lugar onde uma senhora faça o favor de proceder ao meu polimento. Mas tenho pena. Para remediar a situação tento fazer uma sessão de spa em casa. Idealmente aconteceria ao domingo depois de uma corrida longa. Às vezes não é ao domingo. Às vezes não é de todo. Quando tudo corre bem, aquilo que faço é essencialmente esfoliação, hidratação, depilação e tratar das mãos e pés. Ficam aqui os produtinhos que uso como sugestão de utilização... ou então para saberem o que evitar.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Deve ser a isto que chamam a Lei de Murphy...


Acordei no domingo de manhã na versão tuga e feminina (kind of) do Kingslayer: a minha mão esquerda deixou de funcionar e deu-me dores suficientes para me acordar às três da manhã com vontade de a cortar. Porquê? Não faço a mais pálida ideia... Mas uns brufenes depois a coisa passou e como não evoluiu para um ataque cardíaco devia ser qualquer coisa de tendões. Precisava de animar o dia e depois do sucesso do domingo passado achámos que nada como repetir a dose e ir, mais ou menos, no improviso. Vi que ia haver um festival de comida de rua (outro?!) no jardim do Museu da Electricidade e fizemo-nos ao caminho. Tudo correu bem durante uns 10 minutos... depois baixou o espírito do mau feitio na minha filha e foi vê-la e ouvi-la gritar sempre lhe tentávamos dar um bocado de carne. Desistimos de insistir para que comesse porque, apesar de estarmos parcialmente surdos, sempre que ela gritava os ouvidos ainda doíam. Ora, enquanto o pai a estava a entreter para eu poder acabar de comer assumiu uma posição já bem reconhecida por nós: muito quieta e muito vermelha. A sequência normal da coisa implica uma núvem de mau cheiro e um anúncio audível no raio de 15 km: "MAMÃ, COCÓ". Disse ela enquanto fazia os cem metros que nos separavam. Preparei o saco para a mudar mas... tinha tudo menos a fralda. Lembrei-me que na mala do carro ainda tinha as fraldas da piscina et voilá, uma mãe nunca se atrapalha mesmo quando um pai se esquece de confirmar que está tudo em ordem no saco da miúda. Fui trocá-la - para o homem comer em paz - e estava com ela deitada na mala do carro quando me desequilibrei e enfiei a canela numa espécie de lancil que estava mesmo ao meu lado. Vi estrelas e passarinhos e tentei não dizer um palavrão... mas a minha cara deve tê-lo dito por mim porque a Sardanisca disse "Mamã tem dói-dói". Voltámos para junto do pai, a uns 10 minutos de caminho que pareceram 10k, e pedi um copo de gelo para pôr na perna que já tinha o tamanho e o aspecto de um melão casca de sapo. Resolvemos que devíamos ir embora antes que acontecesse mais alguma coisa... a outra versão é que estava com umas trombas tão grandes que a malta do jardim emitiu um alerta laranja ao governo civil. Já com a miúda no carrinho oiço um "Mamã, xixi". Como a Sardanisca já anda quase sempre de cuequinhas vai-nos informando daquilo que tem para fazer. Respondi-lhe "Não faz mal 'Pocas', podes fazer na fraldinha". Quando a fomos sentar na cadeirinha do carro percebemos que estava toda molhada. Afinal as fraldas da piscina não contêm o xixi... sou eu a única a não saber disto?! Lá a embrulhámos numa toalha e tentámos que não acontecesse mais nada. Mas não... ainda consegui levar com o biquinho da porta no ombro quando estava a tentar entrar... No espaço de duas ou três horas estava com uma mão imobilizada, com um hematoma do tamanho da Rússia na perna, com uma pontada no ombro semelhante à da administração da vacina do tétano e uma dor de cabeça daquelas simpáticas. 
E pronto, aqui fica mais uma dica para uma manhã bem passada.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Road block




Hoje, depois de ter fracassado grandemente na minha corrida matinal (não fiz a distância que queria nem o ritmo que queria) descarreguei os dados das últimas corridas. Andava a adiá-lo há mais de um mês porque sei que a coisa não anda a melhorar... bem pelo contrário! Parece que assim que começo a ter melhores resultados alguma coisa acontece (normalmente na minha cabeça) e venho por aí abaixo... Não faço ideia do que seja (para além do facto de ser tótó). A minha vida não depende disto, não sou nem serei atleta, não conto ganhar nenhuma corrida e a única coisa que quero é ganhar saúde. Estive a olhar para o gráfico das corridas deste último ano e vejo que a coisa progrediu muito bem até às vésperas da Meia Maratona que me propus fazer em Maio e que não fiz porque fiquei realmente doente. Já ponderei se foi uma somatização do medo que tinha na altura mas acho que o meu corpo não é competente suficiente para isso! A verdade é que não faz sentido que, sendo eu uma pessoa saudável, com as duas pernas, dois pulmões, dois braços, não consiga evoluir e, muito pelo contrário, regrida... Estive a pesquisar motivos para isto acontecer - pelo vistos há muitos (1, 2, 3) - e estratégias para os ultrapassar (1, 2, 3) para ver se quebro o enguiço... Amanhã é novo dia... vamos lá ver se com ele veem novos resultados!
Há por aí atletas, psicólogos ou curandeiros que queiram dar uma dica para me tornar uma mulherzinha e correr sem pensar!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Foi bom... mas acabou!

Este fim-de-semana passou e valeu por muitos dias de férias! Não programámos muito a coisa e talvez por isso tenha corrido bem! 





O sábado de manhã é quase sempre passado em limpezas, arrumações e compras e a tarde é para laurear a pevide depois da sesta da garota. Vi no facebook que ia haver um festival de comida de rua nos Olivas e lá fomos nós... Confesso que o meu motivo foi interseirão... Se fossemos, assim mais para o tarde, já vínhamos de lá meios jantados (eu e o homem porque a miúda tem de comer a sopa, a carne a fruta) e eu escusava de me preocupar com o nosso jantar. O espaço é engraçado e tinha imensa animação para os mais (mais ou menos) pequenos. Para a nossa pequena a confusão era muita mas como para o final da tarde começou uma aula de zumba a Sardanisca pôde dançar até cair para o lado... literalmente! Fomos atacados por uma núvem de mosquitos que nos perseguiu parque fora (foi uma cena digna de desenhos animados) e comemos mais ou menos bem... A questão é que o aspecto das carrinhas nem sempre corresponde à qualidade do que por lá se serve mas, ainda assim, comemos um gelado dos melhores que já comi!






No domingo demos um pulinho ao mar Báltico... que é como quem diz que fomos a Setúbal (confissão: trabalhei dois anos em Setúbal e nunca, durante esse tempo, a cidade me pareceu tão bonita e interessante como ontem!), demos uma volta na Serra da Arrábida e acabámos no Portinho a esticar o domingo até ao limite do possível! Foi a melhor tarde de praia do ano!! Temperatura do ar e da água certa, aquele mar calmo e transparente, pouca gente, a serra a emoldurar tudo! Não podia ter sido melhor! Como somos pelintras, levámos a marmita de casa e pic-nicámos numa sombrinha para não gastarmos mais dinheiro. Ao contrário de todas as previsões a nossa cachopa portou-se que nem uma senhora!

Um destes por mês e era uma mulher feliz!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Estou marabilhada...



Descobri o site... blog... a cena que me faz ficar presa à internet! A meca das mezinhas caseiras!! Andava (e ando) eu desesperada à procura de um creme que me tire o meio bigode que ficou da gravidez (uma mancha por cima do lábio... se souberem de alguma solução garantida e milagrosa, partilhem!!) quando fui dar ao Hello natural. Está lá tudo! Confesso que estou na fase de explorar as dicas de beleza e já marquei umas quantas no meu Pinterest. Eu sou daquelas que acho sempre que os produtos cosméticos que produzem efectivamente algum efeito são caríssimos... mas caríssimos na ordem dos três dígitos e que o resto, salvo honrosas excepções, são suaves enganos, por isso, assim com'assim prefiro ser "enganada" por pouco ou nenhum dinheiro e dedico-me a explorar as mezinhas caseiras. Para já, fiz uma esfoliação de mel e açúcar (eu sei que não é preciso ir à net para saber que esta é uma combinação clássica para a esfoliação) que ainda tenho de afinar. O grão estava muito grosso (o que não me chateou porque já não fazia nada do género desde 1985 e havia toda uma camada de células mortas para tirar) e não coloquei umas gotinhas de sumo de limão ou de raspa da casca porque quero ver se me fotografo antes de entrar nessa empreitada para comparar resultados. Mas há todo um mundo de soluções naturais à minha espera!! Me aguardem!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Sou um camponês peruano!






A semana passada, enquanto estava na farmácia, com febre, a garganta a doer como se tivesse uma manada de búfalos a passar por cima das minhas amígdalas e a sentir-me com a energia de uma alforreca, dei por mim a ceder às estratégias maquiavélicas do marketing... A verdade é que a minha senha era o 47 e ia no 23, eu não tinha mais nada para fazer e comecei a ler tudo quanto era rótulo e a minha vista foi parar ao stand dos superalimentos. Estava ali a solução para o meu problema naquele momento: falta de energia? Temos o açaí. Trânsito intestinal lento? Tem a linhaça. Tem uma vida activa e/ou é desportista? Temos o maravilhoso Mix Mente e Corpo Up. Por algum motivo pareceu-me razoável pagar €13 pelo pacote que prometia tirar-me daquele estado de dormência. Depois de tomar o benuron comecei a fazer contas de cabeça e fiquei decidida a dar uma oportunidade à coisa... mas se não me desse a genica do Obikwelu ia exigir o meu dinheiro de volta. O pó parece cacau para fazer chocolate quente. Sabe bem mas não é um manjar dos deuses. Mas, verdade seja dita, deu estaleca para trabalhar, tomar conta da casa e da garota e não tocar numa gota de café (que é normalmente o meu combustível diário) tanto, que na primeira noite não dormi. Vai daí, tem feito parte do pequeno-almoço e hoje fez parte das panquecas... boas, boas, boas!! Agora... espetacular é o efeito secundário... Aparentemente, os camponeses peruanos consumiam uma destas sementes/raízes/cenas, arcavam um dia inteiro de trabalho e ainda chegavam a casa capazes de cumprir as "obrigações de marido". A este respeito tenho a dizer que, tudo muito certo... mas levar o lixo para a rua vai continuar a ser obrigação do homem cá de casa...

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Fiz uma espécie de feng shui ou armário... ou qualquer coisa do género - o resultado

Ontem foi dia de luta! Eu contra o meu armário e a minha vontade de guardar toda a roupa de que gosto apesar mesmo que esteja cheia de borboto, coçada e seja apropriada a uma criança de 12 anos. Há, por essa internet fora, mil dicas de como organizar o armário mas, se como eu, tiverem só metade de um armário, não se esqueçam de incluir na pesquisa "small spaces" caso contrário vão ver coisas giríssimas mas que ocupariam toda uma casa. Como de costume fiz a minha adaptação do que fui lendo mas as dicas que mais gostei foram esta e esta.
Peço desde já desculpa pela péssima qualidade das fotos e pela incapacidade de fazer um enquadramento mais bonitinho... O fotografo que normalmente me acompanha hoje estava de folga. Caso não tenham pachorra para ler tudo, dêem um saltinho ao último parágrafo e contribuam para a minha causa: explicar ao meu homem que sou uma gaja normal.

O meu método foi simples: tudo o que não servia, ficasse mal, não usasse ou estivesse estragado e sem remendo possível não entrava no armário. Uma vez seleccionadas as roupas tratei de lhes dar alguma dignidade... confesso que muitas vezes as t-shirts iam parar à gaveta sem estarem dobradas, as calças eram penduradas como calhava... Com esta reforma arranjei cruzeta e espaço para que cada peça possa aparecer e eu conseguir ver tudo o que tenho. Acho que agora o armário respira melhor e, de certa forma, a ideia de que tudo o que lá está é bom, torna a tarefa de saber o que vestir mais fácil. À medida que ia fazendo a selecção ia registando as peças básicas que não tinha mas fazem falta. Tenho uma lista toda catita para atacar os saldos com foco e propósito. Depois disso, fui escolher a roupa que já não iria vestir e escolhi o que podia dar e o que podia descansar em paz. E foi assim!


Ora... esta é toda a roupa que tenho... Verão, inverno, pijamas, desporto... está tudo aqui (menos o que está na casa da Nazaré que são só algumas mudas para não andar sempre com as malas atrás). Confesso que depois de pôr tudo em cima da cama congelei sem saber por onde começar... e cheguei a pensar se não devia ter avançado por secções... Agora que a tarefa está concluída até acho que não foi má opção.


Resolvi começar pelos sapatos. Alinhei-os e comecei a escolher. 4 pares foram à vida, uns botins pretos da Fly que já contavam com uns 6 anos de muito uso, uns botins castanho da Camper que eu adoro, que calcei umas 12 vezes e com que me espalhei umas 13 porque me apertam tanto os pés que deixava de os sentir, umas botas e um loafers da Zara que cumpriram com honra o seu tempo na Terra mas que já mereciam descanso. Entretanto dei conta que "tenho" de comprar alguns sapos específicos para estar preparada para todas as ocasiões. Depois da selecção, os 4 pares foram para um saquinho para doar e os restantes para as caixinhas dos sapatos guardadas no armário da entrada. (Note to self: lavar as sandálias antes de fotografar para não se verem as marcas dos pés).

Na realidade faltam aqui duas carteiras castanhas: uma que estou a usar agora (mais de Verão) e outra que vou começar a usar entretanto (mais de inverno). Deste monte duas foram procurar melhor dona. A carteira amarela por falta de uso e a preta da frente por excesso já não moram comigo. Cheguei à conclusão que, também neste caso, preciso de investir em duas carteiras pequenas uma preta e outra castanha (a da imagem é de plástico... serve mas é um bocadito chunga). Ficou registado para a eventualidade de na sexta ganhar o euromilhões. 

Aqui temos já a selecção feita: casacos (só um trench coat é que não passou no teste); vestidos (não preciso de mais!! e houve uns desgraçados que finalmente encontraram a paz eterna depois de terem sido explorados até ao tutano) e ainda descobri que estou safa para os próximos casamentos, baptizados e afins; t-shirts (estou satisfeita, não preciso de nada e o que estava nas últimas seguiu viagem).

Lãs e casacos de malha... Pois... aqui é que a coisa é complicada... Ando sempre com um casaco de malha, normalmente básico, mas os meus para além de estarem muito surrados são básicos de mais. Enchi-me de coragem e expulsei-os da minha vida... Mas a verdade é que não sei como comprar casacos que sejam versáteis o suficiente para poder usar com as minhas t-shirts e que não sejam tão enfadonhos que me deixem em coma profundo... Se alguém tiver alguma dica a malta agradece. Sobreviveram os da imagem e dois deles, ao contrário do que ditam as regras da destralização e arrumação de armários, são para usar em casa.
Comprei o sistema de arrumação do Ikea para pôr as calças (diz que se devem dobrar e não pendurar, o que para mim foi uma novidade... e dos pares que tinha tirei dois), as malhas (duas camisolas não se safaram), os pijamas (estive a fazer conjuntos aceitáveis para não parecer uma sem-abrigo quando estou em casa), a roupa de desporto (ui... falta tanta coisa) e as carteiras.


No armário ficou só o que está a uso até que venha o tempo mais frio. Tudo o resto foi arrumado para não me confundir. E o resultado final foi este!
Depois desta empreitada ainda fui contar o número de peças que tinha no armário para perceber se ainda tinha coragem para estruturar o meu armário cápsula e cheguei ao fantástico número de 42 peças (sem contar com a roupa de dormir e de correr)... Para as 37 ainda teria que editar mais qualquer coisa e não tinha coragem. Fica para a próxima.

As peças que ainda estavam boas (algumas delas foram vestidas 3 vezes) foram empacotadas e vão ser doadas.

Posto isto, o que é que é realmente importante: que expliquem ao meu homem que não tenho assim ttttaaaannnnntttttaaaa roupa nem ttttaaaaannnnntttttooooosssss sapatos... Temos que ser umas para as outras, não é verdade!

Fiz uma espécie de feng shui ou armário... ou qualquer coisa do género


Com esta onda reformista de Setembro achei que o armário também precisava de uma reviravolta. Até acho que sou uma miúda contida nas comprar e, além do mais, partilho um armário não muito grande com o meu homem. Já tinha identificado meia dúzia de problemas que não estava a ver como resolver:
- a chatice que é pendurar as calças de ganga o que faz com que passem horas sem fim numa pilha de calças;
- a roupa do desporto que estava toda numa gaveta que fechava ao pontapé;
- roupa que gosto, que é boa mas que ainda não descobri como usar;
Perante isto resolvi, por um lado ver o que estava a fazer de mal com a forma como estava a arrumar a roupa e por outro adoptar a ideia do armário capsula. A ideia é escolher um número mínimo de peças de roupa para usar numa determinada estação. Em alguns dos blogues que sigo a proposta varia das 30 às 37 (por exemplo, este e este) mas creio que este número deve ser estabelecido em função de cada pessoa. Não se conta com a roupa de desporto e pijamas mas como eu não consigo andar em casa vestida com a roupa da rua, resolvi extrapolar o exercício e fazer a mesma limpeza ao "armário da roupa de andar por casa".
O resultado final vem de seguida... é que isto de querer ter um blog apresentável e não ter ponta de talento para tirar e trabalhar fotografias dá trabalho. Entretanto dá sempre para ir explorando o infographic de onde tirei umas dicas... 'minutinho que venho já.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Ganhei um prémio: a frequência de ginásio mais curta da história da humanidade


Em Abril descobri que ia abrir um ginásio low cost aqui para as minhas bandas e, como tinha resolvido que me queria tornar uma pessoa mais sociável e saudável, lá me inscrevi... não sou muito fã mas como somos sempre bem tratados nos ginásios, achei que podia tentar. "Temos condições especiais para os primeiros sócios" e "só abre depois do Verão" pareceu-me razoável. Os preços eram de facto simpáticos, e assim podia começar o "depois do Verão" cheia de pica. Pois... Eis que chega a véspera do dia de ir para o ginásio e quando tentei marcar a aula que queria fazer não consegui... Nem sequer aparecia essa opção na minha área pessoal. Vou na mesma. Chego, passo as portas, gente a usar as máquinas mas alguém "da casa", nem ver... Como precisava de descobrir onde eram os balneários segui a moça que entrou atrás de mim e fomos dar aos ditos. Passo pelas salas das aulas e vejo que há uma cena toda electrónica com o nome dos alunos. Afinal a aplicação resulta. Volto à entrada e vejo uma PT simpática, que não sabe muito bem como é que a marcação das aulas funciona mas, mesmo assim, tenta ajudar. No meio das nossas tentativas chega o segurança (sim, o segurança de um empresa de segurança) que supostamente deveria conseguir perceber porque é que eu não consigo marcar a aula. Como não chegamos a lado nenhum sai para falar com o responsável do ginásio (e canto um Aleluia dentro da minha cabeça). Volta sozinho (o que me parece estranho e indelicado) e a dizer que o problema é da minha inscrição! Como é que ele sabe da modalidade da minha inscrição? Não sei! Não sabe o meu nome nem o meu número de sócia porque nunca mo perguntou. Lá lhe digo que não, que a minha inscrição dá acesso a tudo. Finalmente leva-me a falar com o responsável que confirma que a minha inscrição não é a que eu pensava ter e dá-me acesso a menos coisas (incluindo as tais aulas). Lá lhe digo que deve ter havido um engano e ele ao fim de algum tempo diz-me que vai tratar do assunto. Não fiando, envio mail para a estrutura mãe que me responde que vai passar o caso para o ginásio em questão. Esperei uma semana, nem um mail, nem um contacto telefónico, nem sinais de fumo! Ora, a coisa está longe de estar a funcionar como e quero... Para além do mais, durante os 20 minutos em que estive no ginásio a única pessoa do staff que veio ter comigo foi para dizer que se não tinha a mola de segurança não podia estar a correr na passadeira (eu cá sabia que havia uma mola de segurança)... assim! Nem um "posso ajudar-te", "sabes usar a máquina ou queres alguma explicação?". Depois disso, pedi-lhe que me indicasse um lugar para alongar e, depois de eu já lá estar, é que me veio dizer que não podia estar lá calçada, tudo com a delicadeza de quem arrancou os dentes do siso há 10 minutos. Posto isto, voltei à aplicação do ginásio para cancelar a inscrição. Lá me comeram duas mensalidades... mas olha... nunca o diabo leve mais. Aparentemente o negócio vai bom e não precisam de clientes. 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Fashionably sick


Confirma-se, fui ao tapete... Amigadalite outra vez (não devia ser uma cena de adolescente?). A parte "engraçada" é que num mesmo dia passo pelas várias estações do ano - graças à febre - e sempre vou testando o potencial do meu armário de Outono-Inverno, quando estou de tremeliques, e acabo por escolher o que vai ficar da roupa de Verão. É preciso é optimismo e criatividade!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Segunda-feira




E assim se começa a semana... com uma (mini) ida ao tapete! Não sei que raio de bicho me mordeu mas tenho que lhe dar cabo do canastro... Limão para a garganta e comprimidos para a febre que ontem à noite me fez enrolar na posição fetal e só voltar a esticar-me lá pelas seis da manhã! Hoje a coisa está com melhor aspecto... vamos ver como corre!
Ocorre-me, contudo, que misturar limão e mel com café é a garantia de sair do espectro da patologia gripal e entrar na onda da gastrointestinal... Como eu gosto de viver no limite (da parvoíce...).

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

R'ais partam as hormonas


Juro que não sou uma mãe lamechas... aliás, acho que sou pragmática e quase fria no que toca a tomar decisões sobre a cachopa. Sempre soube que a Sardanisca ia para o infantário cedo por vários motivos: 
- porque temos os dois de trabalhar para termos dinheiro suficiente; 
- porque não temos família por perto que possa estar com a miúda sem ser em emergências; 
- porque não acho que os avós devam ser sobrecarregados diariamente e o dia inteiro com as crianças (de vez em quando, durante as férias ainda vá... mais que isso parece-me que se perde um bocadinho da magia da relação avós e netos... os meus avós sempre foram uma espécie de parque de diversões porque não tinham de me aturar todos os dias e por isso tinham muito mais paciência e acho que isso é muito preciso);
- porque acho muito importante as crianças darem-se com outras crianças;
- porque começam logo cedo a aprender as regras da vida em sociedade;
- porque a estimulação que é feita é a adequada;
- porque adorei o meu infantário;
Podia continuar por aqui fora com mais motivos (que são os que são válidos para mim e acredito que não façam ponta de sentido para outras pessoas) e por isso, os primeiros dias de creche sempre foram mais ou menos pacíficos... Mais ou menos é capaz de ser um bocado de exagero... O primeiro dia de creche dela, tinha quase cinco meses, foi o que me fez fazer começar a correr... a verdade é que não saberia o que fazer durante aquelas duas horas de creche e precisava de alguma coisa que me ocupasse em todos os sentidos. Enquanto eu corria o meu homem ficou sentado a olhar para as fotografias do telemóvel e a desenvolver, mentalmente, todo um sistema de videovigilância que ele acha que os berçários tinham de ter e não fazia sentido não terem... O ano passado lembro-me de a ter deixado e ter corrido tudo bem... menos o ter ficado os dias seguintes com a certeza de que me tinha esquecido de alguma coisa importante e de ficar à porta da creche à espera que o portão abrisse e procurar o ar mais cool e descontraído do mundo quando a ia buscar... Hoje estou p'ráqui feita parva à beira das lágrimas... e não fui eu a levá-la!! Só me lembro de uma das minhas melhores amigas que teve uma bebé muito prematura e passou uns primeiros seis meses de inferno com a pequenita na incubadora. Não sei quem foi maior guerreira se a bebé (que lutou contra todas as probabilidades) se a mãe que durante todo esse tempo não disse um "ai" e aguentou-se à bronca sem se queixar, sem se ir abaixo. Quando aos dois anos da pequena a deixou no infantário, ligou-me em lágrimas... Posto isto... tenho que me fazer uma mulherzinha e pensar que daqui a nada já a tenho aqui a chamar "mãe" 5262346 vezes por minuto e a dar comigo em doida!!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Fiz feng shui ao frigorífico... ou qualquer coisa do género







Aqui há tempos li este post do casal mistério e nesse mesmo instante decidi que quando chegasse a casa ia tratar de re-organizar o frigorífico. Aproveitei que ontem chegaram as verduras e as frutas da Quinta do Arneiro (que saudades!!) e meti mãos à obra! Confesso que foge um bocadinho à organização que tinha e que herdei da casa dos meus pais. Cumpri a maior parte das orientações menos as dos tomates (isto escrito assim é esquisito). De acordo com o artigo do Greatist os tomates não devem estar no frigorífico... pois... mas eu ainda não estou pronta para testar a teoria com os meus deliciosos tomates cherry. A porta do armário está desfalcada porque cá por casa não se compram sumos e molhos, só temos os básicos (nem sei se se pode chamar molho à mostarda e maionese...). Só muito de vez em quando é que compramos alguma coisa do género... Quando nos apetece beber alguma coisa diferente da água, temos sempre a cerveja ou uma limonada. Não é uma questão de fundamentalismo, mas a determinado momento dei conta que o meu homem não bebia água... bebia sumo, ponto final. Com a chegada da Sardanisca achámos que não fazia sentido por vários motivos: porque não é bom para a saúde, para a carteira mas, sobretudo, não tinha lata de dizer à miúda "não podes beber sumo a todas as refeições" quando quem dá o exemplo o faz. Agora é habituar-me ao lugar das coisas.

Next step: armário!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

1


Começos, sejam lá eles do que forem, são sempre especiais para mim. Este dia 1 funciona para mim como uma espécie de fim de ano. Pena não haver uva-passa e espumante baratinho disponível que eu aproveitava os foguetes das festas de Paço de Arcos para comemorar os "fins" e "inícios". O tramado é que os sacanas parecem os namoros de uma gaja adolescente. Os "fins" não percebem que já passaram à vida, aproveitam aquele vacilo do "ai o que é que eu estou a fazer" e andam sempre a rondar... O "inícios" fazem-se difíceis... passam por nós, olham como quem quer tudo e não quer nada e a parva ali com os joelhinhos a tremer à espera que o gajo decida! O que interessa é saber que no final bate tudo certo! 'Bora lá a isto!