domingo, 8 de dezembro de 2013

E se aos 6 meses de maternidade me acusarem de ser uma mãe demasiado relaxada, enfiarei o barrete até aos tornozelos!



Faz amanhã, dia 9, às 9.09 da noite 6 meses que a Gordinhas nasceu e ainda não houve um dia em que não descobrisse coisas que devia ter feito (?) e não fiz em prol do desenvolvimento da garota:

- esterilizadores não temos (apesar de meses antes da miúda ter nascido uma senhora da Chicco me ter garantido que o facto de dar de mamar não servia de desculpa para não esterilizar tudo incluindo as mamas). Além do mais, a pequena tem um único biberon que quando não tem leite meu (o que acontece quando é o pai a "dar de mamar") tem água. A bomba é passada por água a ferver a cada utilização, and that's it;

- não fizemos uma única sessão fotográfica comigo grávida, com ela a fazer de anjinho, ou connosco a fazer corações com as mãos. Não é que não tivéssemos ponderado essa ideia, mas sendo o pai do meio audiovisual, o bacano que nos fosse fazer a sessão despedia-se a meio tal é a picuinhisse do progenitor. Por outro lado, a única pose que sei fazer implica entortar os olhos e por a língua de fora, caso contrário fico mal, e da pequena gosto das fotos em que ela está a fazer caretas;

- não fazia ideia (e continuo sem fazer) que era suposto por-lhe alguma coisa na boca para nascerem (?) os dentes e/ou para o depois dos dentes nascidos... ainda assim, já tem dois dentitos.

- o nosso intercomunicador é mais um walkie-talkie que outra coisa. Não tem imagem. Faz barulho quando ela faz barulho e como vivemos num T2 com 80 m2 levamos cerca de 3 segundos a chegar ao quarto dela quando ela faz barulho... no limite, ligamos os skype nos nossos computadores e deixamos um a apontar para ela e outro na nossa cabeceira. Mas isto aconteceu quando ela mudou do nosso quarto para o dela, durante duas ou três noites;

- não tem um único par de sapatos. Tem uma selecção variada de pantufas com que sai à rua, mas não tem sapatos. A teoria é que se não lhes dá uso, não precisa deles;

- imagino que o coto umbilical tenha ido para o lixo. Não o guardei. Guardei a pulseirinha da maternidade, mais nada!;

De resto tem mimos daqueles que toda a gente diz que não podemos dar (dormir agarradinhas, adormecer ao colo, horas de beijinhos repenicados nas bochechas) mas quer-me parecer que apesar disso tudo está bem! Mas daqui a 18 anos confirmo.

2 comentários:

  1. por aqui tudo pareceido, à excepção de que tínhamos mais do que um biberão (mas tb eram fervidos e pronto!), acho que guardei o coto umbilical (só não me lembro onde... e acho que foi por insistência do pai), dentes nasceram sem chatear nadinha (colares de âmbar fazem-me uma impressão danada, os míudos ainda sufocam com aquilo no pescoço, mas não há mãe blogger que não ponha um no pescoço das crias (nada contra, nesta coisa da maternidade cada um sabe de si - e como diz a Fanny) e Si sabe de todos), dei pouco colo e nunca dormiu na nossa cama nem agarradinho a mim, mas não acho que seja uma criança menos amada por causa disso. O que resulta para uns não resulta para todos!! continua que acho q estás no bom caminho :-)

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  2. Nada do que por aqui relatas me deixa de boca aberta. Já fui mãe por duas vezes e, excepção feita ao esterilizador quando a mais nova deixou a mama (aos 3 meses) e à guarda dos cotos do cordão umbilical (que estão irreconhecíveis e horríveis), identifico-me com tudo o que dizes. Se calhar também fui e sou uma desleixada!

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