domingo, 29 de setembro de 2013

Das coisas que são certinhas como o destino:

Rockport's Barbershop 02/1973


- Andar semanas a cismar com o cabelo: que está estragado, sem corte, sem jeito nenhum;
- Resolver cortar e marcar a data do acontecimento;
- No dia do corte, como por magia, o cabelo parecer que afinal não está assim tão mal... até está giro... até parece que fica mesmo bem... até nem valia a pena cortar;
- Ir para o cabeleireiro e vir de lá 30 vezes pior do que entrei.
Agora são só mais 5 meses de espera até repetir a dose.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

sábado, 21 de setembro de 2013

A tratar das carências

O aspecto não é grande coisa mas está bom p'ra burro... e eu não sou assim muito jeitosa para estas coisas!

Já admiti que não gosto da Nigela (aqui por casa conhecida, com muito amor, como "a Porca" por razões aqui explicadas) porque em vez de cozinhar poem-se a filosofar sobre o sabor, textura, forma e aroma da comida... não há pachorra. Também embirro com a Lorraine Pascal que cai na categoria do "já te calavas e cozinhavas ma'zé". Ainda assim, se não aproveito nadinha do que a Nigela faz já não posso dizer o mesmo da Lorraine. Hoje foi dia de testar uma receita de brownies*. Não é que ficou muito bom! Além do mais é uma receita rápida de se fazer (ver aqui)!

*mas em vez de oreos usei amêndoa e juntei ainda raspa de casca de limão. 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Eu tentei...

New York, New York. Getting a manicure while drying hair at Francois de Paris, a hairdresser on Eighth Street (LOC)


Na minha tentativa de me tornar uma pessoa com um ar apresentável fui a uma manicure. Expus o meu caso. Expliquei que tinha uma filha pequena, que cozinho e não tenho máquina de lavar loiça nem empregada doméstica, vai daí, o uso das mãos é diário e não se compadece com grandes cuidados. Acresce a este cenário o facto de ter unhas de papel. Tudo certo. Foi-me recomendado um verniz de gel (não percebo o suficiente do assunto para saber a diferença do verniz do gel, para as unhas de gel para o gelinho). Lá acedi porque a garantia de que podia estar até 3 semanas com as unhas impecáveis apesar de fazer a vida normalmente me agradou. Saí de lá com uma bela de uma unhaca, brilhante, sem marcas de almofada e sem os dedos pintados... mas... A unha grossa estava-me a baralhar o sistema. Ainda assim aguentei e, ao fim de duas semanas, voltei à moça para mudar o verniz. Lá pus a mão no potezinho da acetona durante uns 10 minutos. Apesar de estar convicta que ia ficar sem a pele dos dedos, nada me preparou para as lixadelas na unha!! Não era só aquela impressão semelhante a giz a passar na ardósia que faz arrepios nos dentes, não! Era também o aquecer da unha de cada vez que passava a lima, e a certeza de que ia ficar com a cabeça dos dedos a descoberto. Não fiquei. Pelos vistos é assim que funciona e até há vernizes que têm que ir à broca, segundo me contaram (não pedi detalhes mas a ideia é assustadora). Ao sair da porta, com nova unhaca impecavelmente pintada, tinha a certeza que aquele verniz iria sair nem que fosse à dentada e que a história das limadelas não se voltava a repetir. Durante as duas semanas em que achei que a as mãos estavam aceitáveis andei a ver tutoriais no youtube para saber como tirar o verniz. Lá fiz a média dos procedimentos e vai de aplicar a solução. Mãos de molho em acetona e supostamente a coisa dava-se. E foi-se dando... o que ficou por dar foi mesmo, literalmente, à dentada, tal como tinha previsto. Conclusão: tão cedo não devo gastar dinheiro em manicures. Primeiro porque as unhas ficaram num estado deplorável, depois porque não gosto das unhas grossas e por fim porque não gosto de estar amarrada a uma cor por mais de uma semana. Mas ainda tenho esperança de virar uma gaja à maneira!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Para quando umas olimpíadas da maternidade?!



Até me considero uma miúda rija. Fiz 12 anos de ballet e uns 6 ou 7 de pólo aquático (mistura improvável, eu sei). Durante um ano fiz os dois ao mesmo tempo (sabe Deus como). Em qualquer dos casos a prática era diária e tinha uma duração nunca inferior a 2 horas (sendo mais frequentes as 3 e 4 horas de exercício). Tive dores musculares (muitas e fortes), fiz bolhas e rebentei bolhas nos pés até ficarem feitos em papa, levei murros e arranhadelas mas apesar disto tudo nunca me lesionei nem parti nada (a não ser o ego...). Nos meus primeiros anos de trabalho tinha de carregar baldes de terra (tive a estudar para trolha) e passar horas sentada/deitada/enrolada no chão de volta do que quer que fosse que estivesse a ser escavado. Nunca me ressenti de nada! Convenci-me que era à prova de bala! Ao fim de três meses de ser mãe descobri que não sou! Tenho as costas feitas num molho de bróculos. Quero torcer-me, levantar-me, pegar em alguma coisa mais pesada e não o consigo fazer sem ficar cheia de dores. Tenho uma tendinite no polegar esquerdo que me dói horrores de manhã e fico com a sensação que o dedo vai sair do lugar. O ombro direito parece que esteve a fazer uma série de 45 remates e os joelhos estalam mais agora do que quando fazia meia hora de pliés. Aparentemente ter uma criança pode comparar-se a um desporto de alta competição... ou isso ou estou a pagá-las todas juntas!