quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sessão #1

Drawing of Creeping Baby Doll, 03/14/1871 - 03/14/1871


Ontem tivemos a nossa primeira aula na complicada arte de pôr uma criança a funcionar sem dar erro. Ainda foi só uma análise às matérias que vamos tratar e... oh boy, a coisa promete! Espero com particular entusiasmo as aulas referentes à fisiologia do parto... Fora de brincadeiras, sendo os mais novos das famílias, nem eu nem o meu rapaz pudemos brincar aos bonecos com o caçula da prole. Além do mais, os primos mais novos estão agora a fazer 20 anos, por isso, nunca mudámos fraldas, demos banhos, papinhas... nada! Estamos a zeros! Até nos desenrascamos com crianças que já se mexem sozinhas e dizem o que querem, mas tudo abaixo de um ano é bicho para nos fazer alguma confusão! Mas não somos os únicos a estar a leste do paraíso! Na nossa turma, as perguntas básicas colocadas pela enfermeira (se já temos plano de parto, os itens para as 3(?!) malas de maternidade, quais os sinais de alarme, o cantinho da amamentação...) eram respondidas pelos grilos do jardim das traseiras. Ao mesmo tempo que ouvíamos o silêncio, olhávamos uns para os outros a pensar: ai caraças que eu já devia saber isto! Seja como for, o programa promete: vamos ter direito a testar material (banheiras, chupetas, biberons, fraldas, caminhas...), muitos exercícios práticos que incluem massagens (ontem já começamos com a respiração para o parto, mas numa versão muito longe da que se vê nos filmes) e pode ser que tenhamos a sorte de dar banho a um bebé a sério! E se nos esquecermos de alguma coisa?... Não há problema. Deram-nos um manual onde temos tudo o que precisamos de saber, mais uma linha de SOS, mais uma área no site reservada a clientes, uma sessão para os avós e depois do parto ainda há uma semaninha de recuperação dada pelo centro só para a mamã. Quer-me parecer que estamos orientados.

Filhota, podes estar descansada tirei muitas notas e desde que sigas as instruções do manual que nos deram, à partida, não tens nada com que te preocupar! Combinadas?!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

2/3



Parece impossível, mas já não falta tudo. Entramos agora no último trimestre... onde é que está o botão de pausa?...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

6 meses por pontos



- A barriga deu um salto... mas um senhor salto! À conta disso a pequena já deve ter batido com a cabeça em tudo quanto é porta e móvel que se atravessa no meu caminho. Deixei de saber o espaço que ocupo.

- A energia está em altas apesar do cérebro tirar férias com alguma frequência.

- Tenho a fome de um animal de grande porte e em contra-partida herdei a bexiga de um pardal.

- O ponto anterior valeu-me um raspanete... diz que 4 kg em 5 semanas não é fixe... Enfiei o barrete até aos pés e lembrei-me dos pecados do Carnaval (isto de ter a mãezinha por perto implica ter uma mesa sempre posta com coisinhas boas) e daquele dia em que comi um Magnum e um Crunch. Agora é boca fechada e perninhas ao caminho para tentar chegar à Primavera sem ser a rolar.

- A barriga faz comichão. Já li todos os vaticínios do Apocalipse (que é como quem diz, os pareceres das mamãs dos fóruns) e estou à espera de ver as malfadadas das estrias. Mas até lá não me vou dar por vencida e vou-me barrar em manteiga de cacau, óleo de amêndoas doces e outros temperos e ingredientes que transformariam qualquer leitoa num verdadeiro petisco pronto para ir ao forno.

- Faço barulhos estranhos quando me levanto do sofá. Como se estivesse a fazer a minha 23425 flexão ou a levantar, com a força das pernas, um tonelada.

-  Tirando a desgraçada da azia continua tudo a funcionar como se quer!

- Continua a ser muito fixe!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Call me Forrest!


Eileen Wearne training at Manual Arts High School, Los Angeles, 1932 / photographer unknown

Aqui há uns dias assumi um compromisso com a nossa pequena: em Novembro vou à meia-maratona da Nazaré. Quer dizer... não vou fazer a meia-maratona para não deixar a cachopa órfã de mãe, mas a versão dos 7 km sou gaja para conseguir. O ano passado fiquei picada e até estava minimamente em forma, mas já havia um projecto de gente a crescer e não valia a pena arriscar. Mas para o ano, tem de ser! Além do mais, à falta da companhia do meu rapaz (agora os "desportos radicais" têm que ser feitos à vez) posso contar, pelo menos, com a companhia do cunhado (dado a corridas pontuais) e de uma amiga, já com uma grande pedalada, mas que serve sempre de motivação! Para já a preparação é feita a andar, mas mais lá para o verão, conto começar a dar corda às perninhas. Caso me faça de esquecida, agradeço que me relembrem deste compromisso lá para Outubro!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Eu chego lá!


"America will be as strong as her women", 1941 - 1945

Este fim de semana resolvemos ir almoçar fora. Fomos parvos. Apesar de não o fazermos com frequência, sabemos que toda a gente tem a mesma ideia ao sábado à tarde. Pior, escolhemos a hora que toda a gente escolheu. Tudo bem. Chegámos ao restaurante, à beira-mar plantado a poucos minutos de nossa casa. A fila, até à porta, estava cheia de gente que trata os filhos por "você", usa a mesma tinta loira para o cabelo e usa o "oiça" duas vezes por ciclo respiratório. Quando ao fim de 7 minutos na "fila para dar o nome" (ai as saudades da província...) fui ultrapassada por uma tiazorra ainda fiquei a pensar: "é pá, a senhora se calhar está com pressa... caso contrário não fazia isto". Depois pensei: "olh'á porra! Eu além de estar à espera também tenho fome... e dois estômagos para alimentar!". Resolvi dizer à senhora que não devia ter reparado (ya right) mas que tinha passado à minha frente. Recebo de troca um "se lhe faz diferença então passe lá... ande lá!" Naquele tom nasaladó-afectadó-arrogante, próprio da zona geográfica. Sabe lá deus nosso senhor de onde, saiu-me um "Faz. Faz-me diferença a fome e a má educação." E lá dei o meu nome ao senhor do restaurante. Concluo que as hormonas do mau feitio, que toda a gente diz serem sub-produto da gravidez, vieram na hora certa. Não tarda, episódios destes não se voltam a repetir!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Sob protesto...


Só para dizer que estava a gostar muito dos dias de Carnaval. Que a ideia de ter de voltar ao trabalho na quarta-feira me intensificou a azia. E que a perspectiva de ter os dias de quinta e sexta com trabalho das 9h00 - 23h30 pioraram ainda mais a situação.
Voltarei quando estiver de bem com a vida. Isto é, com uma horas de sol na tromba e sem olhar para papéis durante um dia!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Bem me queria parecer...

Child of a migratory farm laborer in the field during the harvest of the community center's cabbage crop, FSA labor camp, Tex.  (LOC)

Sempre me fez alguma confusão a paranóia da desinfecção de tudo quanto envolve os bebés! E sempre que me falavam em biberões esterilizados pensava como raio se esterilizam as mamas das mães que amamentam?! Mais, até quando é suposto criar um ambiente asséptico à volta do bebé?! Mais tarde ou mais cedo as criaturas vão ter que viver no mundo real e não numa redoma! Se calhar dar doses homeopáticas de realidade é capaz de não ser a pior política. Pelo menos é isso que espera à nossa garota.

E não, não nasci no meio da selva e não fui criada por lobos, mas tive a sorte de ter uns pais desempoeirados que não se importavam que mexesse na terra e que me sujasse... e pelos vistos não estavam enganados de todo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Ecological baby steps IV


Ora bem... a ideia não é ser fundamentalista em relação a estas escolhas e temos a perfeita consciência que a coisa não vai correr como imaginávamos e que o trabalho acrescido nos vai fazer desesperar. Mas para nós, esta é a escolha que nos parece mais razoável*... a única opinião que nos falta e, por sinal, a mais importante, é a da miúda... mas aí nada a fazer... temos de esperar mais uns mesitos!

* Lá está... esta é a nossa opção. Esperamos que funcione para nós... nada contra outras estratégias e outras visões!

Ecological baby steps III


A malta não é "ricas"... nada disso... longe disso! E além do mais tem o sonho de poder investir na formação da miúda e dar-lhe a oportunidade de ter experiências porreiras: pô-la a viajar, a aprender música, dança, a fazer desporto... E se é para investir nisso, não é para investir noutras coisas que podendo ser girinhas, têm pouca serventia para o crescimento. Por isso, a questão financeira também entrou em consideração na nossa escolha (e noutras que estamos a fazer). Vejamos:

Economia:
- As fraldas reutilizáveis custam os olhos da cara! Um pacote de seis fraldas custou-nos quase €80 e convenhamos que seis fraldas não são suficientes. Teríamos de comprar no mínimo outro pacote igual. Aqui tivemos alguma sorte. Na altura que comprámos as fraldas, estava a acontecer a feira do bebé do Continente. A promoção para estas fraldas implicava 50% do valor do produto em cartão. Ora, com o dinheiro que já tínhamos em cartão, mais aquele que ficou depois da compra, conseguimos trazer outra embalagem a custo zero.

- Vamos assumir, para facilitar, que cada fralda descartável custa €0,20 (fiz a média a partir de uma embalagem de uma marca barata de 108 unidade a €20). Ora se cada bebé precisa de uma média de 5 fraldas por dia (mais uma vez, números redondos e "por baixo") então ao fim de um mês teria gasto em fraldas descartáveis €30. Ora eu, em teoria gastei €160 (quer dizer... gastei €80, mas porque tive a sorte de aproveitar a promoção) em fraldas, daqui até que a miúda aprenda a ir à casa de banho. Isto quer dizer que ao fim de seis meses já recuperei o dinheiro que investi e não terei de gastar mais. 

- Sei que as contas não são assim tão lineares! Aliás, tenho um pacote de 100 fraldas descartáveis tamanho 2 e outro de tamanho 3 que conto usar em viagem, férias, emergências... E nada me garante que no infantário vão na conversa das fraldas reutilizáveis. Mas ainda assim, fico longe dos cerca de €400 (€360, vá...) que se gasta em fraldas por ano! Logo, a pequenita pode contar com um mealheiro mais gordinho!

- Quando/se vier outro rebento, este investimento está feito e não precisa ser repetido!

- No que respeita às toalhitas, devo dizer que também comprei um pacote gigante das ditas cujas que vai andar no saco das mudas, mas a ideia é em casa usar os panos turcos.

- Contas: com €3 compram-se metros suficientes de pano turco para se fazerem mais de 20 toalhitas. Ou seja, na loucura, com €20 temos toalhitas até à criança ir para a tropa. Com €3 compra-se um pacote de 50 - 70 unidades. É possível que este pacote dure meio mês. Com os €20 compramos 7 pacotes (estou a ser generosa) de toalhitas o que quer dizer que ao fim de três meses o investimento está pago.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Ecological baby steps II


É claro que os argumentos ecológicos, por muito convincentes que fossem, não pegavam se em risco estiver a saúde da nossa pequena, que vai levar tanto tempo a fazer-se perfeitinha. Aqui as coisas estão bastante equilibradas... ainda assim:

Saúde:
- Ao que parece as fraldas, por serem feitas de material pouco respirável, não são o meio mais simpático para a pele do bebé. As fraldas reutilizáveis por serem feitas de tecido, acabam por permitir um maior arejamento. Também podem ser menos resistentes a fugas... mas com isso são os pais que têm de preocupar em resolver.

- As fraldas descartáveis mais eficazes são também aquelas que apresentam mais químicos na sua composição. Isto para a maior parte do bebés não é problemático, isto é, as fraldas descartáveis estão mais que testadas e re-testadas e no geral são boas e seguras. Ainda assim há bebés que não se dão bem com todo o tipo de fraldas... ou melhor, com todo o tipo de químicos que são usados nas fraldas. Se houver alergias ou intolerâncias - e se a garota tiver puxado esses meus genes faz alergias só de pensar nelas - lá teremos de investir mais uns cobres em fraldas xpto e em cremes para atenuar os efeitos das fraldas.

- Já a história das toalhitas é diferente. Ao que parece, já é mais ou menos consensual que o uso de toalhitas a cada muda pode ser um factor que fragiliza a pele do bebé provocando as tais assaduras. Depois de ter lido alguma coisa e de ter recebido umas dicas de uma leitora (a Alexandra) lá percebi que a ideia de usar toalhitas turcas seria um dois em um perfeito: seguras para a pele do bebé e ecológicas!

- O turco está comprado e cortado. Agora é só dar uns retoques na zona das costuras e pronto!

- Este artigo do blogue "E os filhos dos outros" ajudou-me imenso a tomar decisões.

Segunda-feira #173

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Ecological baby steps I


Ultimamente tenho acompanhado as reflexões da Krasiva sobre a possibilidade de adoptarmos formas de vida mais amigas do ambiente. Aqui há uns anitos (dois ou três) cheia de moral e com a certeza que estava a fazer tudo certo, respondi a um daqueles testes sobre a nossa pegada ecológica. Pois sim... a cagança passou-me logo com o resultado final: se todos assumissem os meus comportamentos "ecológicos", precisávamos de três planetas Terra... À conta disso, ainda fiz algumas mudanças, mas tenho a certeza que estou a milhas do meu verdadeiro potencial! Com a chegada da nossa miúda percebemos que ainda mais lixo iríamos fazer e que, entre os três, seriam precisas dúzias de Terras para compensar o nosso estrago. Foi então que equacionámos um conjunto de factores e resolvemos que não vamos usar fraldas descartáveis nem toalhitas higiénicas... e já conhecemos de cor a canção "Vocês não vão aguentar nem uma semana" mas somos teimosos e gostamos de ser nós a escolher as músicas que ouvimos. A decisão não é tão altruísta ou ecológica quanto possa parecer a uma primeira vista. É também uma decisão que tem em consideração a saúde do bebé e o dinheiro que iríamos gastar.

Passo a expor os argumentos... (mas se calhar por partes para isto não ficar gigantesco):

Ecológicos:
- As fraldas descartáveis não podem ser incineradas. Aparentemente os compostos químicos que as compõem, quando queimados produzem um fumo altamente tóxico. Assim, têm de ficar nas lixeiras a ocupar espaço e a contaminar os solos. Tendo em conta que em média um bebé gasta cinco fraldas por dia ao fim de um ano teríamos uma utilização/desperdício de cerca de 2000 fraldas. Além disto, levam cerca de 500 anos a serem decompostas pela natureza! Ou seja, a sexta geração de descendentes da cachopa ainda seria capaz de encontrar vestígios de fraldas!

- Depois de alguma pesquisa encontrámos uma marca de fraldas reutilizáveis que além de estar à venda nas grandes superfícies é portuguesa (o que faz com que o impacte produzido pelo transporte das ditas não será tão grande quanto o de outras marcas que têm que ser importadas).

- A marca é a Gyzzo, mas há outras (esta, esta, por exemplo), e as fraldas têm tamanho único, ajustável, que serve desde o nascimento até aos 14 kg o que quer dizer que basta fazer uma única compra inicial.

- As fraldas não têm o aspecto daquelas que eu e as gerações anteriores à minha usaram. Têm o formato de uma fralda descartável mas são constituídas por dois tipos de tecido sendo um deles, o de fora, impermeável... mas não é plástico. Na parte de dentro têm uma bolsa onde se colocam um panos superabsorventes. Em contacto com o bebé está um papel degradável onde ficam os cócós. Depois basta pegar no papel e deitar o presente na sanita. O bónus é que não ficamos com caquinha de bebé a aromatizar a casa!... E esta parte para quem está habituada a passear cães de saquinho na mão, não é assim tão nojento quanto possa parecer!

- Tenho a perfeita noção que o facto de ter de lavar fraldas todos os dias também não é a solução perfeita, mas parece-me ser a que magoa menos o ambiente...

- Quanto às toalhitas, os argumentos anteriores repetem-se e junta-se a solução: toalhitas de turco 100% algodão. Passo a explicar. Compra-se turco ao metro, cortam-se os quadradinhos à medida das necessidades, ensopa-se o paninho com água e limpa-se o rabiosque da moçoila. Depois de usado é lavado, et voilá!!