domingo, 29 de dezembro de 2013

Benurons, sonhos e corridas



Este blogue tem andado moribundo à semelhança da pessoa que nele (devia) escreve(r). O fim deste ano foi qualquer coisa... Foi esgotante! Muitas horas de trabalho, muito poucas horas de sono, uma alimentação que era uma desgraceira e uma casa presa por arames! A verdade é que os bocadinhos em que a pequena está acordada são para aproveitar e disso não dá para abrir mão a bem da nossa sanidade mental mas à conta disso, roubam-se horas ao sono para pôr o trabalho em dia e às tantas olhamos para nós e estamos os dois a bater as botas com o corpo a dizer “não pares não se queres ver como elas cantam”. Vai daí, a poucos dias do Natal entrámos de férias, eu afónica, com uma amigdalite e menos uns quilos que faziam falta (já devidamente repostos e com juros) e ele com uma daquelas gripes, entupido até às unhas dos pés com ranhoca e um melão no lugar da cabeça. Mas bastou um dia na casinha dos papás, com comidinha da boa para ficarmos finos e... entrar a miúda ao serviço: febre, vómitos e valeu-nos a santa que foram só dois diazitos desta brincadeira! Basicamente a coisa entrou em velocidade de cruzeiro há um par de dias. Por tudo isto achei que era loucura imaginar que ia conseguir fazer os 10 km da S. Silvestre, só tinha conseguido correr uma vez com a minha irmã (aka "Rosa Mota da Holanda") e fiz 5 km com a leveza de quem arranca uma unha do pé. Mas a verdade é que fiz os 10k! Sem parar uma única vez! Quando em Novembro fiz os 7km da Meia Maratona da Nazaré achei que morria. Ontem quando estávamos a andar para cima e para baixo na Avenida da Liberdade já estava a deitar os bofes pela boca. Mas não sei se foi da chuva, se foi do frio se do que foi, consegui – aliás, conseguimos, porque o meu homem também se aguentou à bronca sempre com o irmão dele ao lado e a minha irmã escreveu uma tese de doutoramento enquanto envelhecia à nossa espera – e não fui a última! Agora tenho um novo objectivo (que me ajuda a manter algum equilíbrio mental e não estupidificar entre o trabalho dentro e fora de casa): melhorar o tempo. Para a próxima vou fazer a coisa em 60 minutos... vamos lá ver!

Agora é aproveitar os dias que faltam para (continuar) a por o trabalho (que não é pouco) em dia e respirar fundo para a parte II do ano.

domingo, 8 de dezembro de 2013

E se aos 6 meses de maternidade me acusarem de ser uma mãe demasiado relaxada, enfiarei o barrete até aos tornozelos!



Faz amanhã, dia 9, às 9.09 da noite 6 meses que a Gordinhas nasceu e ainda não houve um dia em que não descobrisse coisas que devia ter feito (?) e não fiz em prol do desenvolvimento da garota:

- esterilizadores não temos (apesar de meses antes da miúda ter nascido uma senhora da Chicco me ter garantido que o facto de dar de mamar não servia de desculpa para não esterilizar tudo incluindo as mamas). Além do mais, a pequena tem um único biberon que quando não tem leite meu (o que acontece quando é o pai a "dar de mamar") tem água. A bomba é passada por água a ferver a cada utilização, and that's it;

- não fizemos uma única sessão fotográfica comigo grávida, com ela a fazer de anjinho, ou connosco a fazer corações com as mãos. Não é que não tivéssemos ponderado essa ideia, mas sendo o pai do meio audiovisual, o bacano que nos fosse fazer a sessão despedia-se a meio tal é a picuinhisse do progenitor. Por outro lado, a única pose que sei fazer implica entortar os olhos e por a língua de fora, caso contrário fico mal, e da pequena gosto das fotos em que ela está a fazer caretas;

- não fazia ideia (e continuo sem fazer) que era suposto por-lhe alguma coisa na boca para nascerem (?) os dentes e/ou para o depois dos dentes nascidos... ainda assim, já tem dois dentitos.

- o nosso intercomunicador é mais um walkie-talkie que outra coisa. Não tem imagem. Faz barulho quando ela faz barulho e como vivemos num T2 com 80 m2 levamos cerca de 3 segundos a chegar ao quarto dela quando ela faz barulho... no limite, ligamos os skype nos nossos computadores e deixamos um a apontar para ela e outro na nossa cabeceira. Mas isto aconteceu quando ela mudou do nosso quarto para o dela, durante duas ou três noites;

- não tem um único par de sapatos. Tem uma selecção variada de pantufas com que sai à rua, mas não tem sapatos. A teoria é que se não lhes dá uso, não precisa deles;

- imagino que o coto umbilical tenha ido para o lixo. Não o guardei. Guardei a pulseirinha da maternidade, mais nada!;

De resto tem mimos daqueles que toda a gente diz que não podemos dar (dormir agarradinhas, adormecer ao colo, horas de beijinhos repenicados nas bochechas) mas quer-me parecer que apesar disso tudo está bem! Mas daqui a 18 anos confirmo.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Creche + Dentinhos + Inverno = uma carga de trabalhos!


Já tivemos direito à visita dos bichinhos do inferno que fizeram a nossa garota ir ao tapete. Não é fixe... aliás, é o oposto de fixe! Parece que levamos uma carga de porrada e sem grande tempo para lamber as feridas porque nos entretantos a vida continua. Valham-nos as avós que não se importam de vir de longe para nos dar uma mãozinha. Se não fosse a minha mãe esta semana acho que nos últimos dias da semana tinham andado a bolachas e água e a vestir a roupa do homem da casa... Esta semana também não vai ser fácil mas como já dormi sete horas seguidas (coisa que não acontecia desde Maio) acho que tenho energia para o que quer que lá venha!