terça-feira, 31 de julho de 2012

iPorra... estou agarrada!

Eis o primeiro momento em que caí em tentação

O santo do meu cunhado arranjou-me um iPhone. Já sabia que ia ficar maravilhada e que teria de resistir com todas as minhas forças ao poder demoníaco do instagram (que, como se sabe, transforma pessoas normais em hipsteres). O que não sabia é que algumas aplicações iriam alterar a minha vida!! Eis as aplicações que me aquecem o coração:

- As compras de supermercado nunca foram tão eficazes. E porquê? Porque tenho uma aplicação que me permite fazer a lista à medida que me vou lembrando do que falta em vez estar a escrever em 30 papéis diferentes que acabam por nunca ir juntos ao supermercado! Agora, agarro no cestinho e no telefone e vou "riscando" a lista que foi sendo feita ao longo dos dias!

- Pode ser que a partir de agora a minha actividade física se regularize! E tudo porque há uma aplicação que me diz as distâncias percorridas, a velocidade da corrida, que me permite estabelecer objectivos e que ainda faz gráficos catitas de progresso... e mais importante de tudo, me diz quantas calorias foram à vida!! Dá outro ânimo!

E é isto! Vou ver se há alguma aplicação que não conheço mas que me faz mesmo muita falta!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Da surrealidade médica


O assunto não é fácil: médicos... e pior ainda, médicos que avaliam as "zonas baixas". Sou um bocado medieval e por isso uma ida à Ginecologista é um feito que precisa de ser preparado psicologicamente durante muitos meses (em alguns períodos, podemos estar a falar de anos) e a camada de nervos que desce em mim não se compadece com hesitações ou falsas partidas. Junta-se a este medo irracional o facto de ter de arranjar médicos pelas bandas da grande alface. Depois de pedir a quem domina o panorama por indicações e depois de ter eliminado todas as alternativas que implicavam a venda de um rim, liguei para um clínica que prometia um bom serviço:

Gulhim - Clínica Iluminada*
- Bom dia. Gostava de saber qual o valor da consulta de ginecologia com o seguro Y.
- Ah mas a Clínica da Iluminada não tem acordo com o seguro X.
- Pois... não é o seguro X é o seguro Y...
- Só um momento [música]. Olhe, tem de ligar para a seguradora porque são eles que têm essa informação.
- Ok. Obrigada.

Guilhim - Seguradora
- Bom dia. Gostava de saber qual o valor da consulta de ginecologia na Clínica Iluminada.
- Mas essa informação quem tem é a clínica. Tem de ligar para lá e pedir para lhe darem os valores das tabelas blá blá blá.
- Ok. Obrigada

Guilhim - Clínica Iluminada
- Bom dia. Gostava de saber qual o valor da consulta de ginecologia de acordo com os valores de tabela do seguro Y.
- Não podemos dar essa informação só valor da consulta que é de "é caro para caraças" euros. Se quiser  saber o valor com o desconto do seguro tem de pedir essa informação à seguradora [juro que me pareceu ouvir um dah].
- Mas foi de lá que me disseram para vos contactar...
- Pois... mas não é! Nós aqui não podemos dar essa informação.
[momento de conversa mais acalorada]
- Sendo assim acho que não vale a pena continuar a insistir neste serviço e será preferível procurar outra clínica.
- Também me parece melhor. [Só para reforçar a ideia: a assistente, porque não estava para se cansar para me dar uma informação, disse que de facto o melhor seria procurar outro serviço).

Guilhim - Seguradora
- Bom dia. Não consigo saber os valores de consulta de ginecologia na Clínica Iluminada. Será que me pode ajudar?
- Bem, terá de ligar para lá e pedir de novo a informação e se não a derem pode expôr o caso.


Guilhim - Clínica Iluminada
- Bom dia. Gostava de saber qual o valor da consulta de ginecologia de acordo com os valores de tabela do seguro Y.
- Então o valor é de "não tão caro" euros.
- E a Médica C está disponível?
- (riso) Não!! A Médica C já não atende primeiras consultas há muito tempo!
- Então e que médicas podem atender?
- A Médica A, B, D, E... mas só em Outubro!
- Sendo assim obrigada!

E foi assim o meu momento surreal do dia! Estou para lá de irritada e frustada! Já estava mentalmente preparada para a sessão de tortura e agora sai o plano furado! Não me entendo com esta terra! Vai daí prefiro fazer os meus 200km e ir à província para ser atendida por quem fala a mesma língua que eu!

Uma referência pouco subtil ao Hospital em causa.

Segunda-feira #150

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Como passar por maluca, ao romper da bela aurora, em sete passos:


1. Descarregar os podcasts da Mixórdia de temáticas;
2. Ligar o ipod/iphone e seleccionar os programas a ouvir;
3. Enfiar os "pirolitos" nosjóvidos/nasjorelhas;
4. Entrar para o comboio/metro ou ir a pé para o destino;
5. Tentar não rir;
6. Não conseguir evitar sorrir... sozinha;
7. Começar a rir... sozinha;

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Diário de uma provinciana #7



Corria o ano de 1874 - era eu uma jovem adolescente, portanto - quando herdei a potente acelera da minha irmã: uma Honda Dio (qualquer coisa assim, mas em branco em verde... acho que não há comentário possível). No final do século passado dizia Jesus aos apóstolos conduzir aquele potente veículo, que nas descidas atingia uns perigosos 60km/h, implicava tirar uma licença de condução de velocípedes com motor auxiliar. O teste para obtenção do título de condutora consistia em acertar na designação de três sinais de trânsito (em cinco possíveis) e fazer um 8 sem pôr muitas vezes o pé no chão. Apesar da fraca preparação havia um conjunto de coisas que sabíamos: o capacete era obrigatório, a mota levava no máximo duas pessoas, dar uma queda aleijava e não podíamos andar na auto-estrada. Ora, 145 anos volvidos e as regras mudaram... ou então tenho andado a comprar os cogumelos errados e ando a alucinar. É que não há dia que não veja, no troço que faço da A5, uma acelera a borrar-se toda na via de segurança. Já confirmei e é impossível não passar pelo sinal de proibição de circulação de pessoas, animais e, lá está, velocípedes... 

Está-me a escapar alguma coisa, ou aqui pela grande cidade é assim que se faz? 

terça-feira, 24 de julho de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Isto... cada um é como cada qual


Este fim de semana vi-me obrigada a confessar ao mancebo com quem partilho os dias um gosto muito particular e um tanto ao quanto bizarro. Contextualizando: a caminho de uma noite de copos e de boa música (esta), passámos por um palco de uma qualquer demonstração ou competição de ranchos folclóricos. Eis se não quando, ouço os acordes iniciais de... um fandango! Senti nesse instante o gene do barrete verde, que me corre das veias por via do meu avô do Riachos, a ordenar às minhas hormonas a manifestação de um certo entusiasmo. Perante o meu parar de abrupto de marcha e rodar de cabeça, não tive outro remédio se não explicar esta minha atitude (bizarra) ao Homem que me levava pelo braço. O meu "acho tremendamente sexy ver dois homens a dançar o fandango" foi respondido com uma entrada em transe profundo! Depois de recorrer às pás de desfibrilhação para trazer o rapaz de novo à vida, lá me tentei justificar dizendo que há ali qualquer coisa - a altivez, o traje (?!), o desafio olhos-nos-olhos, a simplicidade, a elegância, a sensibilidade, a coragem... não sei dizer - que desperta a campina que há em mim.

E para quem ainda se está a rir: quem não tem gostos estranhos que atire a primeira pedra!

Segunda-feira #149

Source: google.com via Guilhim on Pinterest

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Isto é gajo para sair daqui uma manta #2




Devagarinho, devagarinho, mas vamos andando! Lá para 2043 temos manta!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Andamos a fazer uma dieta rigorosa







Não sou moça de comer hamburgers. Contam-se pelos dedos das mãos as vezes que comi os ditos em "restaurantes" fast food (e a primeira vez aconteceu em 2008 numa viagem cheia de fome a Dublin e por exigência do homem da comitiva que ameaçou matar uma pessoa caso não conseguisse matar a fome) e até aqui mantive-me fiel aos h3. Mas agora tudo mudou! Há um novo amor na minha vida e chama-se Honorato.

terça-feira, 17 de julho de 2012

É que dava um dedinho...

Um dia havemos de ter um sótão com um cantinho assim!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A crise vista pelos canudos





De cima para baixo: canudo da década de 60; canudo do final de 90; canudo da década de 2000... falta um de meados de 2000 e um de 2011.

Até podia estar a falar novamente do tipo que se licenciou à velocidade da luz, mas não (já não há pachorra). Estou a falar do meu próprio canudo que chegou na última sexta-feira à residência de Papai. Apesar de ter acabado o curso em bis milésimo tertio (segundo o documento de papiro), só agora, quase 10 anos depois, tenho o canudo com o selo da minha Universidade (de Coimbra). Mas, uma outra folhinha assinada pelo actual reitor veio a acompanhar o documento escrito em latinório. Rezava assim a missiva (mais coisa menos coisa):

"Ah e tal, desculpa lá o atraso. Sabes, é que somos mais c'ás mães e isto é tudo feito à mão e dá muito trabalho e leva muito tempo... E já agora... eu sei que pagaste uma pipa de massa para ter o canudo devidamente enfeitado com fitinhas e uma caixa de prata mas levas uma folha por metade do preço e sem enfeites... É que a prata está cara p'ra burro, a malta está sem guito e sabemos que sabes que o que interessa realmente é que estudaste com os bons e te fartaste de aproveitar, certo? Portantos... se vires que queres a cena de prata, 'tás na boa!... A gente vai roubar um velhinha e vender um rim para to darmos daqui a 234 anos... mas tu é que sabes!"

Temo que o canudo do meu doutoramento (isto para não pensar no de Mestrado) tenha dupla folha perfumada e diga algures "Renova".

Segunda-feira #148

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Já que estamos na cozinha...


 



Aproveito para mostrar o nossos sistema de reciclagem. O resultado do pouco guito para caixotes do lixo XPTOs e do pouco espaço resultou nesta solução: saquinhos do tio Jerónimo, resistentes e não demasiadamente feios, suspensos por ganchos! Estes estão a precisar de uma visita ao ecoponto... mas fora isso estamos satisfeitos!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Frasquinhos a dar com um pau!







Se pudesse, tinha tudo dentro de caixinhas e potes de vidro! São pancas... nada a fazer! (a não ser... continuar a comprar frascos para tudo!)

Descobri que afinal sou um bocado gajo...

...fazer duas coisas ao mesmo tempo, nem sempre é comigo! Queria fazer um post todo very nice com uma receita step by step e vai-se a ver e saiu uma valente trapalhada! Não deu para seguir a receita (que também não estava bem), fazer as coisinhas e tirar fotos. Ainda assim, fica aqui o resultado.

O eleito foi o Bolo de Mármore. Uma promessa de fim de semana para o meu cunhado 

Vai-se a ver e ter o dobro da farinha e do açúcar é gajo para fazer com que a receita não resulte 

Os ingredientes 

 Separar as gemas das claras e bater as gemas até ficarem cremosas, fofas e com alguma espuma. Basicamente e usando um termo técnico: "bater bué".

 Depois de bem batidos os ovos, juntar o açúcar (metade da quantidade que aparece na imagem) aos poucos

 Fazer o mesmo com a farinha

Se a mistura das gemas com o açúcar e a farinha ficar com o aspecto que está na taça vermelha em segundo plano, exageraram na dose. 
Bater as claras em castelo.

Envolver a massa com as claras em castelo. Vai dar trabalho mas é mesmo assim. No fim pode-se juntar raspa de limão. Eu sou suspeita porque sou viciada no sabor do limão e acho que fica bem com tudo. 

Entretanto já o chocolate está em banho-maria com um bocadinho de manteiga. 

 Separar a massa em duas porções iguais e numa delas juntar aos poucos o chocolate.

 Deitar as duas porções alternadamente na forma. No fim pode-se usar um palito na mistura para fazer efeitos... mas uma coisa que me esqueci de fazer...

E (à segunda tentativa) é que isto que sai!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Há uma cabra nesta casa...

E na maior parte dos dias, não sou eu...






segunda-feira, 9 de julho de 2012