segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A ver passar navios...


A vontade que eu tenho de me agarrar a este blogue é muita! A sério que é! Tenho meia dúzia de posts em rascunho quase prontos a sair... mas faltam as fotografias, ou tempo, ou rever o texto, ou tempo para decidir quando os publicar! Neste semestre só consigo respirar a partir da tarde de sexta até ao fim da manhã de domingo e pelo meio há um mundo de coisas que quero fazer - dormir, passear, bezerrar, estar com o pessoal que vive cá em casa e que sinto que só vejo uma vez por semana - e outras coisas que tenho de fazer - refeições, limpezas e tratar da roupa. Sobra pouco para pôr a escrita em dia mas é com pena, a sério! Não me lembro de haver um período em que tivesse tanta vontade como agora. Resta-me ir enchendo a pasta de rascunhos com ideias mais ou menos palermas com esperança que um dia saltem cá para fora!

(Já agora aproveito que aqui vim para ir respondendo aos comentários que vocês os três, com muita gentileza, vão deixando por aqui.)

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Ela é linda sem make up... Ai Agir, Agir... devias estar por minha casa às seis da manhã e deixavas logo de cantar essas coisas


Tenho que acordar todos os dias às 6h00 para às 7h00 estar fora de casa e às 8h00 a trabalhar. É um horário pouco amigo da beleza. Não há centímetro quadrado do meu corpo que se sinta bonito. Cansado, enrugado, mal-tratado, mal-dormido, sim. Bonito, nem por isso. Vai daí uma rapariga desenrasca-se com o que pode e vai de sacar a bolsinha das tintas para a cara. Mas depois há todo um processo de esvaecimento que se apodera de mim lentamente ao longo da semana...

- Segunda-feira, corre tudo bem! Há como que uma esperança renovada de que será esta, finalmente, a semana em que vou brilhar e parecer uma senhora. Ele é base, corrector de olheiras, sombra, eyeliner, rimel, blush e baton. Tudo em discreto para não parecer que vou para a night. Chego ao fim do dia a parecer um panda mas ainda assim feliz por achar que durante duas ou três horas apresentei o meu melhor ar.

- Terça-feira ainda estou na frente de combate... mas provavelmente o blush e o baton ficam guardados porque os cinco minutos que fiquei a mais na cama e não me deixam caprichar como seria desejável.

- Quarta-feira continuo na luta do fresco e fofo mas já a atirar para o uva-passa... aposto nos olhos: corrector de olheiras, sombra, risco e rimel. Do nariz para cima é um novo dia, do nariz para baixo estamos em serviços mínimos.

- Quinta-feira: "Quem sou eu?", "Como é que eu vim parar aqui", "Porque é que ainda é de noite"?, "Tenho mesmo de ir dar aulas?!"... Vamos lá... isto ainda mexe: sombra e rimel e siga.

- Sexta-feira... vão mas é todos para o raio que vos parta. Lavei a cara, não lavei? Então está óptimo!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

É desta!! Pelo menos até à próxima...


E eis que chego novamente aquele ponto em que me apetece dar uma de fight club e andar a trolitada com o meu alter-alter-ego, ou seja, comigo.
Com o início das aulas, já lá vai um mês, deixei de mexer o pandeiro. É verdade que sou uma mula preguiçosa mas, também é verdade, que começar as aulas às 8h00 e terminar às 23h30 dá cabo da energia de qualquer pessoa que tenha sangue em condições a correr nas veias, quanto mais de alguém que tem uma amostra desenxabida da boa seiva vermelha. Agora que voltei a dar no ferro (aquele que ajuda à produção da hemoglobina), volto a ter energia para me arriscar a mexer o esqueleto e até sinto vontade de o fazer, quanto mais não seja porque consigo ver a quenga da celulite a multiplicar-se nas minhas pernas... Juro que algumas vezes vejo as crateras a instalarem-se ao som de um "pop". Sou, portanto, uma espécie de alforreca que por aqui anda.
Ao fim-de-semana chego a pensar em calçar as sapatilhas mas depois fico quieta porque já sei o que custa recomeçar... Voltar ao início é sempre um pincel. Não ter horários estáveis é uma treta. Sou uma preguiçosa do pior. Isto tudo junto irrita-me. Já sei que vou recomeçar mais uma vez... só espero é que seja a última!.. deste ano, pelo menos.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Quão mau é...



Quão mau é eu não corrigir algumas palavras que a Sardanisca diz porque acho uma delícia a forma como ela as diz?! Como não ficar derretida com:

- pépétor (protector solar);
- mánica (máquina);
- méquino (médico);
- mitigos (mirtilos);

Eventualmente lá corrijo e ela repete correctamente... mas fica tão lindinha quando está a falar que nem uma crescida mas depois diz estas palavras assim... Internem-me já!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Balanço trimensal ou mais ou menos isso


Foi em Maio, no auge do processo revolucionário em curso que o meu corpo instaurou, com direito a greve sem serviços mínimos garantidos, que me caiu a ficha: tinha que assumir as rédeas de tudo o que dizia respeito à minha saúde. Foi também nessa altura que percebi que para melhorar, na medida e com a qualidade que queria, que os comprimidos tinham que ser substituídos por outras coisas. Não sabia, e ainda não sei, bem o quê mas tinha que me libertar deles. Não me esqueço da noite em que, à mesa da minha irmã, com a caixa dos 12 comprimidos que tomava diariamente na mão, a fazer beicinho e com as lágrimas a cair, dizia que não conseguia abdicar de tudo o que me sabia bem comer. Ouvi um "então está bem, se não queres tentar tudo para ficares melhor, depois não te queixes e não chores porque te estás a sentir doente." Um doce esta minha irmã... Custou a ouvir. Não bastava tudo por que estava a passar ainda tinha de fazer mais sacrifícios?!?! Custou a encaixar mas no dia seguinte as coisas começaram a fazer sentido. Se mudando a alimentação era possível que viesse a melhorar a qualidade de vida, então vamos a isso! Mesmo que o objectivo original não fosse atingido, mal não fazia. Desde essa altura que tenho vindo a reduzir, se não mesmo a cortar de vez com uma série de coisas: lacticínios, alimentos processados, alimentos com listas de ingredientes que não conheço, não como de todo. Só no limite é que como alguma coisa que tenha açúcar*, café*, derivados da soja e alimentos com glúten são controlados e no máximo consumo um de cada por dia (um café, um iogurte de soja e um pão) mas há dias em que não como nada disso. Basicamente estou a tentar eliminar todos os alimentos com potencial inflamatório (o que quer que isso seja).

Hoje, mais de três meses depois desta decisão, já não sinto a falta de nada. Juntei a isto horas de sono obrigatórias (que tento cumprir com as limitações impostas pela cria de três anos), a meditação, o yoga e tento manter as corridas (se bem que o regresso às aulas me trocou as voltas e, por isso, tenho falhado nos meus planos). Quando faço o pleno - alimentação, relaxamento, descanso e exercício - sinto que posso conquistar o mundo e nem me lembro que tenho dores! No início, talvez porque me tenha custado muito deixar os meus iogurtes, o meu queijo, a minha manteiga, não percebia porque é que ao fim de um dia não via resultados, ou ao fim de uma semana... aquilo que sentia era que a provação era tão grande que os resultados teriam de ser imediatos. Ao fim deste tempo percebo que uma mudança no estilo de vida não funciona como um comprimido que se toma e que faz efeito passados 10 minutos. Ao fim deste tempo percebo que as mudanças são muito subtis mas estão lá. É um compromisso que se tem de assumir quase como se de uma fé se tratasse. Tem que se acreditar mesmo quando não há provas imediatas e quando aparecem outros desafios... e eles aparecem! Por exemplo, outro dos presentes da AR é a anemia o que, combinado com a perda do tónus muscular provocada pelo único comprimido que ainda tomava, fazem do exercício um desafio físico, mas mais do que isso, psicológico porque não atingimos os nossos resultados e não não nos vemos a progredir. Quando há umas semanas deixei de ter sintomas - dores... uma das tais mudanças - resolvi que ia começar a deixar de tomar o anti-malárico. Aos bocadinhos, e com uma espécie de autorização do reumatologista, lá deixei o comprimidinho amarelo (que sabe mal com'ó caraças). Não posso dizer que já não tenho dores. Ainda tenho, ainda acordo todos os dias com as mãos e os pés empenados mas ao fim de uma horita já me mexo sem que se perceba nada.

Quando páro para pensar no assunto, quando penso no como já estive, não posso deixar de me sentir animada! Quer-me parecer que é este o caminho. Sinto que estou já muito longe daquela mesa da cozinha da casa da minha irmã. Não há nada que não deixasse de comer hoje, não há exercício que não começasse a fazer hoje se me dissessem que era uma via possível para estar bem.
É isto que é crescer, não é?

* um dia destes explico como é que uma gulosa inveterada consumidora de café faz esta transição.