sexta-feira, 29 de julho de 2016

Namas-quê?



As minhas maleitas andam boas e recomendam-se, que é como quem diz, estão cá, mas estão calminhas. Ainda assim, os últimos tempos, tenho feito o desmame de alguns medicamentos e os sintomas (essencialmente as dores) têm resolvido dizer-me "olha lá, tu não te estiques que a malta ainda por cá anda". Tudo bem. Já têm a chave de casa e já conhecem as regras de convivência, mas ainda assim, sentia que havia ainda algumas questões a acautelar. A missão meditação já está em curso há uma série de tempo e a dar frutos, mas para além disso fazia falta mais qualquer coisa. Depois de meio mundo me dizer que o Yoga era especialmente "bom" para pessoas com AR e de ter lido este livro (ter uma mana mais velha super-informada e cheia de mundo é uma grande vantagem), lá resolvi arriscar. E caracinhas p'ráquilo! Fui para lá toda armada ao pingarelho, "ah e tal, é muito parado para mim" e no fim de cada aula só me apetece dar-me estalos por ter achado que sou muito fit para coisas zen. A verdade é que o Yoga é muito mais do que torcer o corpo em posições esquisitas, muito mais mesmo. Implica concentração, determinação, confiança, desprendimento... basicamente, qualidades que estão em deficit na minha pessoa! Há momentos que penso "eu não estou a fazer isto!!", e por isto entenda-se estar de pé com a cabeça entre as pernas e de olhos fechados a dizer "vam, ram, yam"... A cena dos mantras e de dizer coisas ainda é um bocadinho estranho para mim. Mas faço e no fim sinto uma verdadeira badass ainda que esteja com tudo quanto é músculo a tremer por ter de suportar o meu próprio peso sobre pequenas áreas de mim e por ter conseguido fazer, literalmente, o pino ainda que esteja completamente acagaçada com a perspectiva de um estatelanço público e monumental. Se isto não é uma metáfora para a loucura deste último ano, não sei o que será! Basicamente, o yoga, está a revelar-se a cereja no topo de um bolo muito alternativo que tem sido a minha tentativa de perceber o que se passou/está a passar comigo. Tendo dito isto, reitero o apelo: caso me vejam a cantar o hare-hare-krishna-krishna, sintam-se à vontade para me alinhar os chakras à chapada.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Tenho uma coisa a dizer sobre os novos gambuzinos.




Live and let live.
Parece-me que o pessoal se abespinha por tudo e por nada! É uma coisa mais ou menos tola, mas pronto. Se as pessoas são felizes deixá-las. Daqui a 15 minutos isto passa e aparece outra moda ainda mais parva.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Vamos lá às explicações



Este ano o blogue tem andado a viver uma montanha russa. Um bocadinho à semelhança da minha vida. Desta vez a paragem aconteceu mais ou menos de forma natural. Tive três semaninhas para preparar um trabalho e, ao contrário do que costumo fazer, decidi dedicar-me completamente a isso. Desliguei de tudo. Não foi um processo consciente mas soube-me muito bem. Tive o equipamento de corrida pronto para ser vestido durante uns 15 dias e às tantas resolvi arrumá-lo (a última prova deu cabo de mim in more ways than one). Ao mesmo tempo, não tinha qualquer vontade de ligar o facebook, o instagram ou qualquer outro canto do mundo virtual. Deixei-me estar e os meus dias resumiram-se a trabalhar, cuidar da Sardanisca, do Homem, da Manga e da casa. Eu sei que parece pouco, ou chato, ou as duas coisas, mas era mesmo isso que precisava. Além do mais a minha cabeça estava completamente vazia e qualquer coisa servia de desculpa para não escrever: "ainda é muito cedo", "já é muito tarde", "não tenho fotografias", "não sei que fotografias escolher...". Estas "férias" ajudaram-me a juntar algumas peças do puzzle deste ano. Levei tamanha tareia nestes últimos meses que alguma coisa tinha de mudar, de acontecer e acho que este reboot deu uma ajudinha. Agora, que já saí da caverna, momento sempre marcado por uma mega sessão de remoção de pilosidades que entretanto cresceram, parece-me que já estou pronta para os mundos. Este e aquele onde a esta hora estão cerca de 54ºC. Vamos lá ver se agora estou na carreira certa!

sábado, 23 de julho de 2016

Flaked




O maravilhoso mundo da Netflix chegou cá a casa e como tem a morte anunciada para daqui a três meses (o tempo em que temos o serviço de graça) estou a espremê-lo sem dó nem piedade. Já tive algumas desilusões e revelações. Entre as revelações está o Flaked. Comecei a ver porque gosto do Will Arnett (não gosto muito da voz dele mas fora isso o rapaz tem pinta) e papei os 8 episódios da primeira temporada como quem come tremoços. É uma espécie de Californication mas menos dark e com menos sexo gratuito e sem a cara de solha do tipo dos Ficheiros Secretos. Achei a história original, achei as voltas do enredo pouco previsíveis e achei que o Will Arnett está com um corpo que sim-senhor. Ainda não tinha acabado o último episódio já eu estava a pesquisar para saber como é que estávamos de segunda temporada. Qual não é o meu espanto quando vejo que as reviews são péssimas! Tudo a desancar na série como e não houvesse amanhã. Ainda assim, parece que vai haver segunda temporada. Espero que sim, quanto mais não seja para que eu perceba o que há de tão mau! Fica a sugestão para as férias. São episódios curtinhos ideais para a sorna do fim de dia de praia!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

1, 2, 3 experiência?!



Estou por aqui, estou viva e, em princípio, de volta. Mas devagarinho, porque está muito calor.