quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quer emagrecer? Pergunte-me como.



Esqueçam os sumos detox, a dieta dos não sei quantos dias, o ginásio e as massagens! De uma forma mais ou menos rápida - quer dizer, não é muito rápida, na verdade até um bocado para o lenta - e vendendo um rim é possível a transformação para um novo eu muito mais delgado! E como? Ora, basta por um fantástico aparelho dentário!!! Leram bem, um aparelho dentário! Entre a pressão dos dentes e o não poder dar dentadas, a malta pensa mil vezes antes de levar alguma coisa à boca e como se sabe em boca fechada não entram calorias!
É esta a minha nova realidade... a de pessoa a tentar pôr os dentes em ordem... podia ser pior...

terça-feira, 29 de julho de 2014

Temo estar a tornar-me numa alfacinha...



Ainda não digo Lêsboah, continuo a pronunciar todas as vogais que estão no fim das palavras e ainda digo joelho e coelho com o E bem fechadinho como é próprio da Beira. Portanto, por aí estamos bem e ainda não preciso de levar um par de estalos para me lembrar de onde venho! Agora, se até há uma semana não precebia porque é que as pessoas antipatizavam com os senhores da EMEL, que coitadinhos estão só a ganhar a sua vidinha, nos dias que correm estava capaz de lhes dar um pontapé no traseiro tal é a raivinha nos dentes que aqui vai! Estou a fazer um curso numa zona onde só há três alternarivas de estacionamento: parquímetro de zona vermelha, amarela ou verde! "Mai" nada! Ou pagas ou pagas! Como sou uma rapariga respeitadora, pago. Das 3 horas que dura o curso só uma é que me sai do bolso porque depois entra no horário de isenção. Na minha terra o mais certo era não pôr moeda porque a uma hora do fim de serviço dificilmente os fiscais se iriam dar ao trabalho de chatear o pessoal. Por cá, sabendo que a probabilidade de encontrar pessoal ranhoso aumenta de forma proporcional à densidade populacional, nem me passou pela cabeça arriscar. Um dos dias não tinha dinheiro trocado suficiente por isso, fui à primeira parte da aula e quando vi que o tempo se estava a esgotar voltei para reforçar o talão. Quem é que eu vejo? Uma senhora da empresa de estacionamento a andar em círculos, qual abutre no deserto, em volta do meu carro a contar os minutos que faltavam para me dar um presente. Confesso que quando cheguei ao carro com novo talão me ri por dentro, que mentalmente lhe chamei nomes feios e que sou capaz de ter dito baixinho um TTTTOOOOOMMMMMAAAAA! Como o karma não dorme, num dos dias seguintes as moedas deixavam 13 minutos da hora que tinha a pagar a descoberto. Não estive para me dar ao trabalho de ir trocar dinheiro e desfrutei da minha aula. Cheguei ao carro e tinha lá o cabrão do envelope vermelho!! A alma penada que andava a rondar o meu carro dias antes com certeza que deixou cair uma pinguinha tal terá sido a excitação de ter apanhado alguém a infrigir por 13 minutos! Mas será que esse pessoal não tem mais nada para fazer? Espero, do fundo do coração, que ganhem à comissão, caso contrário terei muita pena de quem se sinta bem a ganhar a vida lixando a dos outros gratuitamente!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Timming




Em 1728, quando a minha irmã fez 18 anos, o meu avô ofereceu-lhe um carro. Dois anos mais velho do que ela e que na época custou à volta de 20 contos. Uma máquina, portanto.
Não era qualquer um que pegava no carro para dar uma voltinha glamorosa no renault 5 cor-de-vinho! Era preciso conhecer-lhe as manhas. O ritual, num dia bom, seria qualquer coisa como pôr o carro a trabalhar, abrir o ar, deixá-lo em ponto morto até aquecer, virá-lo para noroeste, dar três pancadinhas no voltante, rezar um Pai Nosso e dizer as Bem-aventuranças de trás para a frente. Depois disto, se estivesse p'raí virado, era capaz de andar. Deu-se o caso de um dia, apesar de tudo set feito by the book, ele se recusar a devolver a chave que estava na ignição... porque sim.
Ora, com a minha miúda passa-se mais ou menos a mesma coisa! Não é qualquer um que a põe a dormir... Primeiro é preciso pô-la ao colo tipo coala e esperar que dê três voltas. A meio de uma dessas voltas a mantinha tem que ser colocada em jeito de almofada com precisão e rapidamente. Depois, se as voltinhas a tiverem acalmado é preciso cantar "aquela" canção de embalar no tom e volume certo. Aí à 14a volta da canção começa a querer fechar os olhitos e a querer acomodar-se. Esta fase é crítica! É preciso pô-la de lado, num movimento só e garantindo que o braço que fica de baixo não fica torto. Estamos quase... Depois disto é capaz de adormecer e acordar durante uns minutos largos. É quando a chucha cai da boca que sabemos que estamos no bom caminho. Mas também neste momento não nos devemos precipitar! Temos que esperar que ela esteja bem ferrada para a levar para a cama. A boa notícia é que depois disto tudo dorme seguidinho até o dia seguinte mas até lá faz-nos penar!

terça-feira, 22 de julho de 2014

Pool party






A Piolha cá de casa adora chapinhar na água! Seja numa poça de lama, no lavatório, numa piscina ou no mar fica delirante, a dar guinchos de alegria! Eu não podia ficar mais encantada com a ideia de ter uma parceira para os mergulhos! Se depender de mim vamos passar muitas e boas horas de molho! Com o calor que tem estado em alguns destes dias decidimos montar uma piscina para que ela se possa refrescar. Bem sei que ir à praia é sempre melhor solução mas, mesmo vivendo a poucos metros (em linha recta) da água, se queremos ir à praia temos de pegar no carro porque a logística ainda é complicada (chapéu, para-vento, comida, roupa, brinquedos...) e as eternidades que se passam à procura de um lugar para estacionar acabam por não compensar as duas horitas que podemos estar com ela (por causa do sol, por causa do frio, por causa da saturação). Felizmente que na Nazaré basta querer, atravessar a estrada e já está! Enquanto não vamos de férias temos a super piscina da Imaginarium que vem com o tapa sol e tudo!... Só é pena que não haja em tamanho XL. 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

I've got the moves like Jagger... not!




Tinha uns 6 anos quando quando a minha mãe me inscreveu no ballet (abençoada seja por acreditar que eu poderia ter um toque de feminilidade). Por lá andei por uns 12 anos. Como em quase tudo, quantidade não é qualidade e de facto tinha a elegância de uma hipopótama e uns pés de tábua que não ajudavam ao conjunto. Ainda assim insisti até ter coragem para deixar a coisa. Ficou-me a frustração de não dar para aquela arte, uns chispezinhos completamente desgraçados e um certo à vontade  para me mexer de forma agradável ao som da música (ainda que sem grande brilhantismo). Apesar de não sair à noite para abanar o capacete desde que era fixe dizer-se que se ia "abanar o capacete" (1765, portanto) estava convicta que tudo continuava como dantes... mas não! Alguma coisa aconteceu com o tempo e devo ter perdido os neurónios que faziam as sinapses que me ajudavam a mexer o corpo ao ritmo da música. E como é que percebi isto? Da melhor maneira possível, em público, num espaço público e em plena luz do dia. Há umas semanas, antes de mais uma corrida, o aquecimento foi feito com uma aula de Zumba. Daquilo que já li, qualquer paramécia faz uma aula da coisa. Peanurs (grande JJ)! Isto para quem andou a esfolar os dedos dos pés durante uma década não é nada! Pois sim! Primeiro a música. TTTTOOOOOODDDDDAAAAAA a gente conhecia a puta da música. Lá na caverna acordamos com os tambores da tribo vizinha e essa é a única música que conheço. Ok. Não há problema ouve e deixa o ritmo apoderar-se de ti! Depois de evocar a pomba-gira para e o meu animal xamânico estava crente que ia ser a Isadora Duncan do pedaço. Possuída pelo demónio, uma moça bem apessoada e cheia daqueles músculos fininhos que dão nervos, mexia os vários segmentos corporais de uma forma que me parecia anatomicamente impossível... mas não era! Só eu e três senhoras da excursão de idosas de Reguengos Monsaraz estávamos com dificuldades em acertar os movimentos pélvicos (daqueles que aludem para actividades que se têm no aconchego do lar) e no abanar de rabo, ao estilo da moça que põe a língua de fora, com o ritmo da música! Ainda tentei sacudir a falta de jeito para fora do meu corpo, ainda fechei os olhos para não ver a desgraça mas a verdade é que me tornei aquela pessoa que levanta o braço, faz uma pirueta, dá um passo em frente ou atrás, bate as palmas 0,5 segundos depois de toda a gente! 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Só me apetece chorar e beber vinho!


Este bonito adágio não é da minha autoria. Ouvi-o vezes sem fim da boca de uma colega de universidade adornado com o bonito sotaque do Porto. Repeti-o várias vezes durante a época de exames mas nunca como por estes dias ele me saiu de forma tão genuína! Estou a umas semanitas de entrar em férias e a sensação que tenho é que não vou lá chegar! Já sei que é mariquice, que toda a gente está cansada, que sou uma florzinha de estufa e que ninguém morre por falta de férias ainda assim, que me está a dar a travadinha, isso está!...


...mas depois olho para a televisão e vejo que na novela da noite está um jeitoso a tocar saxofone ao pôr  do Sol enquanto caminha sobre areia molhada e aquele "tão mau que é bom" deixa-me novamente bem disposta!!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Bota cá p'ra fora!



Ontem uma das "notícias" do dia era o concerto de uma banda juvenil da tanga. Tudo bem... já começamos a estar habituados! Não há Britney, Bieber ou Miley que venha ao burgo que não tenha direito a passar à frente das novidades sobre a subida do desemprego, os novos cortes salariais e o resto das notícias (sem aspas). À conta disto parece que passou a ser moda o bizarro: tatuagens manhosas de adolescentes histéricas convictas de que encontraram o seu farol espiritual num rapazola bexiguento qualquer, gente pequena que não sabe onde tem os olhos mas que empenham o que for preciso para pagar um bilhete para ouvir playbacks macacos... e por aí fora. Acho parvo mas com as decisões dos outros posso eu bem! Agora!... Ouvir as mães das criaturas que fazem isto tudo dizer que é uma pouca vergonha as condições em que os rebentos estão há dois ou três dias... que não há condições de higiene e segurança na... FILA?! Ora vamos lá ver... uma fila NÃO TEM QUE TER condições de higiene! Se eu estiver na fila do supermercado para pagar não estou à espera que à minha volta apareça, para meu conforto, uma casa de banho, uma fonte de água, uma sombra e um banquinho... E não me vou por a reclamar por isso! Sei que no espaço de minutos a coisa se resolve ou então não e vou-me embora! Não é suposto as pessoas acamparem no espaço público, um espaço que, em primeiro lugar é de todos e, em segundo, deve ser de passagem! Aliás, se me apetecer montar arraiais no meio da rua o mais provável é que a polícia me faça sair e bem. As crianças estão dois dias na fila, sob o sol de Verão, porque querem, mas acima de tudo, porque as deixam!! Se passam mal é por responsabilidade delas e/ou dos pais. Não estão a marcar uma consulta, nem à espera de se registarem na segurança social (e aí não há volta a dar e é preciso ir para as filas de madrugada)... aliás, se alguém dissesse a um adolescente para ir às 6 da manhã para o centro de saúde provavelmente era acusado de maus tratos infantis, mas dizer "vai meu querido, vai para o meio da rua onde não tens onde comer, sentar, ir à casa-de-banho ou proteger do Sol durante três dias" já é perfeitamente razoável!  Se as mães estão preocupadas com o bem-estar das crianças não deixam que elas vão para lá! A menos que a lei tenha mudado as crianças e adolescentes, por "muito maduras que sejam para a idade" não podem tomar decisões sem o aval parental. Se já tiverem 18 anos, então que se aguentem à bomboca e que percebam que as decisões que tomam têm consequências! 

E pronto... já estou um bocadinho mais leve!

sábado, 12 de julho de 2014

"Hei-de por força dizer o que me parece, visto que sou eu."



Antes de tratar do assunto que me fez escrever as linhas abaixo tenho de fazer um preâmbulo:
- sempre fui crítica em relação aos comentários de quem entrevista e é entrevistado por/pelos órgãos de comunicação social porque 80% das vezes saem verdadeiras pérolas da boca das pessoas;
- corria, talvez, o ano de 2003 quando fui entrevistada, de surpresa, pela RUC em plena noite do Parque e fiz aquilo que criticava. À pergunta "o que é que estás a achar deste concerto" respondi "men, está a ser bué da fixe... Altamente... Uh uh". Desde essa noite de Maio que fujo de microfones para evitar fazer figuras tristes;
- tenho a consciência do quão difícil é falar de forma clara e eloquente sob pressão e em circunstâncias imprevisíveis (quem será capaz de se esquecer do foda-se do Carlos Fino em pleno directo no meio de uma guerra?!... ainda que mal comparado...);
- tal como meti a pata na poça da única vez que fui entrevistada, também dou as minhas calinadas escritas... Aliás, numa vista rápida, se não a este post, pelo menos a este blogue, encontra-se de certeza um rico leque de erros gramaticais, de sintaxe e ortográficos.

Tendo dito isto:
- não sou jornalista;
- escrever no blogue não é a minha vida;
- não apresento programas de televisão;
- não faço nenhuma destas actividades porque seria péssima!

Ora, ontem já embalada pelo cansaço semanal ouvi o seguinte "blá, blá, blá... um momento onde a blogosfera aderiu com grande força". Bem sei que sou uma pessoa nervosa e com um certo mau feitio mas a verdade é que se-me eriçaram os pêlos da nuca e já não consegui dormir... Vamos lá ver uma coisa, um momento não é um lugar, logo, o "onde", não se aplica... parece-me. Talvez não ficasse mal um "a que". Depois pensei... de facto, a blogosfera (essa entidade [esférica?] mítica) só pode "aderir em força" a um lugar... E, já sei que estou a ser esquisitinha, mas aderir em força é o quê? Colar?... A blogosfera ficou colada a um momento... que se calhar é um lugar... 

E é isto, uma pessoa resolve ouvir com alguma atenção o que está a ver e fica baralhada e cheia de questões filosóficas!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sou uma fraca...



Não há dia que não acorde e não pense: "hoje fico na cama! corro mais logo ao fim do dia... não há mal nenhum de correr ao fim do dia"... Depois lá me lembro que se deixar para o fim do dia não o faço de certeza porque tenho de dar banho à garota, preparar o jantar e o camandro. Saio contrariada da cama e faço-me ao caminho. 
A meio da corrida penso "isto está a custar muito [?!?!]... se calhar hoje em vez de fazer os 7 faço só 5... não é por fazer menos que a coisa vai descambar!..." Depois lá volta o bom senso que me faz ver que não cumprir o plano não só me vai deixar irritada como não vai compensar o esforço de ter saído da cama e lá corro o que tenho de correr...
Mas porque é que não me faço uma mulherzinha em vez de ter estas conversas da tanga dentro da minha cabeça!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Gut feelings...










...ou aquela sensação que nos diz para agirmos numa determinada direcção quando aparentemente devíamos seguir a oposta... É mais ou menos este o resumo do último fim de semana e que deixou como moral da história: não voltarás a ignorar a tua intuição! Depois de andarmos dias a pensar se havíamos (porque devíamos) ir de fim de semana, apesar de querermos (mas não devermos) ficar por casa lá resolvemos que "tínhamos" de ir. Saímos atrasados, cansados, contrariados e só com o consolo de estarmos com a família que já não víamos há algum tempo. Depois de um sábado de choro e chuva veio o domingo dos infernos...  Long story short, o Mix - o cão da família há 12 anos - não achou piada à atenção e brincadeira que estávamos a fazer com a Gordinhas e deu-lhe uma dentadita... um chega para lá muito mais vigoroso do que eu gostaria. Está tudo bem! As consequências foram mínimas, a pequena no mesmo dia estava a brincar, gatinhar e andar como se não fosse nada com ela, mas a onda de emoções - medo, raiva, aflição, surpresa - foi gigante! A culpa é nossa que facilitámos e promovemos uma situação que era escusada com a confiança ignorante de quem acha que conhece um bicho por conviver com ele há mais de uma década e quer muito que a garota tenha um animal na vida dela. Não é assim. Os cães também se chateiam, também têm dias maus, também têm as suas manias e preferências. Tendo dito isto tudo, por muito irracional que seja, não deixei de ficar sentida com ele... Logo ele... Mas caraças, ser nenhum neste mundo tem o direito de magoar a minha filha! Anyway... estamos todos bem e é isso que conta e acima de tudo um bocadinho mais ajuizados: o Mix e a Gordinhas vão conviver, claro, mas de uma forma muito mais controlada e atenta! 
E como estes dias foram memoráveis por motivos que não vale a pena recordar, ficam antes as imagens de um outro fim de semana de passeio à deriva!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O arco-íris da corrida



Uma pessoa resolve mexer o rabo gordo e flácido para ver se consegue, ao fim de 30 anos, virar uma rapariga gira (até aos três era um borracho). Compra uns calções, ressuscita umas t-shirts velhas (eu sei que isso não é nada in, eu sei fazer desporto com roupa velha é coisa de pobre mas que fazer... eu nasci assim, eu cresci assim lá lá lá Gaaabbrrriiieeeeeeeelllllaaaaa) e põe perninhas ao caminho com muito empenho e consciente de que se está a enganar a ela própria.
Ao fim (do que parecem ser) muitos dias desta vida de atleta wannabe resolve inspecionar-se ao espelho, coisa que muito sensatamente não fazia desde 1985. E o que é descobre?... Que ali ao níbel do pernil há toda uma linha, um palmo ou dois acima do joelho, que separa um tom branco-já-não-apanhas-sol-há-dois-anos de um tom castanho-esverdeado-de-quem-tem-má-circulação-e-bronzeia-de-forma-irregular. Avançando um pouco mais para Sul nova linha ali na zona do artelho. E o que temos abaixo do tal tom castanho? Um bege-arroxeado tipo nude, muito fashion, que cobre todo o pequeno chispe desta vossa escriba. Ora, não fosse a vontade de cortar a carótida pouca e resolvo olhar com mais cuidado para o dedo do pé que me dói de há uns dias a esta parte e constato que, muito provavelmente, por baixo do verniz vermelho há uma unha preta que vai cair assim que eu toque nela. Resolvi ignorar este facto... não estou preparada para andar sem unha no dedo do pé.
Pensando que o panorama acima da linha da cintura poderia ser mais optimista continuo esta minha demanda. Sou um bocado lerda e devia ter percebido que nada de bom poderá acontecer. Então, para além das bonitas ronchas (é como se diz na minha terra love handles) estou num tom acinzentado-semi-transparente que contrasta, de uma forma que dói nos olhos, com o castanho-sarro dos braços, ombros e uma figura geométrica estranha nas costas... uma espécie de logo da Chanel mas com os "C's" mais afastados. Já a cara está pontuada por manchas que herdei da gravidez e que se agravam com o sol. E onde estão essas manchas? Ora nem mais nem menos do que por cima do lábio superior dando a aparência de um buço farto e escurinho!
Perante este cenário pergunto-me se não estava mais "boa" antes de me ter dado a paranóia de querer ser uma pessoa saudável mai'rija de carnes?... Seja como for agora é tarde porque já ganhei o gosto à coisa!