domingo, 30 de novembro de 2014

Sitiado













Hoje era dia de ter corrido muito... mas não foi... corri cinco quilómetros e depois tive de procurar o desfibrilhador mais próximo... Podia dizer que não sei o que se passa comigo mas sei... No sábado resolvemos que devíamos ir celebrar o fim de duas semanas infernais (noites mal dormidas, muito trabalho, muitos stresses no trabalho, febres, narizes entupidos...) com um jantarinho a dois e fomos onde sempre vamos quando estamos na Nazaré porque sabemos que garantia de uma noite bem passada: ao Sitiado. A questão é que uma noite bem passada é sinónimo de desgraceira ao nível das calorias, colesterol (e não estou a falar do colesterol do amor rá-tá-tá) e da alcolémia o que não se compadece com as aspirações de uma uma atleta wannabe. Mas vamos lá para o confessionário...

O Sitiado é uma taberna pequenina (30 lugares sentados) que fica no Sítio da Nazaré (daí o nome) mesmo ao fundo da saída do Ascensor. Está muitíssimo bem decorado e reflecte aquilo que o Wilson e a família são: gente da música e que se dedica com muito carinho a preservar a memória do passado. Confesso que quando ele nos disse, há uns dois anos, que ia embarcar neste sonho temi o pior... Estávamos no auge da crise, o Sítio no inverno não tem muito movimento e, basicamente, estávamos em crise e ainda havia a crise... Depois de passado este tempo é raro o Sitiado não estar à pinha! E porquê? Porque para além da simpatia com que somos atendidos, além do espaço original (pelo menos para a Nazaré) a ementa é do melhor! Já confessei que viveria feliz e contente com queijo, pão, enchidos e vinho, por isso, darem-me a escolher entre uma alheira com queijo de cabra, uns ovos rotos, bife coentrada, polvo panado e outras iguarias que andam ao sabor da época (seja do mar seja da horta) e dos chefs convidados, é o mesmo que me darem uma ideia do que será o paraíso. Se pensarmos que tudo isto pode ser muito bem regado pela fantástica selecção de vinhos que o Wilson tem vindo a fazer a coisa não poderia ser muito melhor! Tendo em conta este intróito, o facto não beber desde 1745 e de no segundo copo já estar de ressaca (o que não me impediu de ir ao terceiro), ainda não tínhamos saído pela porta e já estava a refazer os planos de corrida da semana porque os 17k me pareceram uma piada fraquinha...

Por isso aqui fica a dica: um dia que queiram dar um pulo à Nazaré com a certeza que têm um cheirinho daquilo que de bom se faz por lá passem pelo Sitiado. Depois, para desmoer a aquele que terá sido uma das melhores refeições dos últimos tempos, é dar um passeio pelo Sítio e, quem tiver pedalada, ainda pode dar um saltinho a pé ao Farol para ver as ondas gigantes ou só a Praia.

Agora vou a rebolar até ali para beber um cházinho...

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Síndrome Peter Pan


Tenho um problema grave... não me revejo neste mundo de adultos. É um problema meu. Tenho a certeza que não é o mundo inteiro a estar errado e eu certa... O caraças é que sendo eu a estar errada isto é coisa para me dar trabalho a resolver e eu sou uma pessoa pouco dada a desatar este nós cegos que volta e meia aparecem. Mas estava eu a dizer que não me estou a ver a vestir o papel de pessoa crescida que passa algumas 18h a trabalhar feliz e contente e chegar a casa já com toda a gente a dormir. Já aconteceu... muitas vezes. Vezes suficientes para num primeiro momento achar um piadão à coisa e sentir a adrenalina de quem está a produzir acima da média. Depois, ficar vaidosa e achar que se o tinha de fazer era porque já me tinham atribuído responsabilidades suficientemente importantes para que eu tivesse de dedicar tempo "meu" ao trabalho. Depois, lembro-me de achar que estava a ficar cansada. Depois disso fiquei triste porque afinal pelo caminho tinha tido uma criança (que não teve tempo de licença de maternidade e foi muitas vezes amamentada a correr) que não merecia que eu a abandonasse por outras pessoas que não dependiam de mim para sobreviverem (ao contrário dela). Depois comecei a ficar frustrada por achar que a vida me estava a passar ao lado... já não vou ao cinema há dois anos, a última vez que fui jantar com o meu homem foi em Agosto e coincidiu com a última saída à noite. Depois irritada porque entretanto os amigos (será que eles ainda andam por aí?...) foram ficando para 92755 plano tanto pela distância quanto pela falta de tempo. E quando sobra tempo não sobram os tostões que permitiriam compensar os sacrifícios que se foram fazendo. E sei que tenho muita sorte por ter um trabalho, por ter bons colegas... mas acho que finalmente cheguei à conclusão de que se é isto que implica ser-se crescido então não tenho perfil para o ser... Tenho a mais profunda convicção de que o trabalho é o que nos deve permitir viver, aproveitar a vida... E, acredito com ainda mais convicção, que a minha vida não é o meu trabalho...
Alguém tem direcções para a Terra do Nunca?

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Rrrrraaaaawwwww... quer dizer, miau...

Sim... há babetes e muitas outras coisas espalhadas na chão da minha sala... Shame on me!

Eu não devia dizer algumas coisas porque nos dias que correm ainda vou presa... mas ainda assim... Hoje fui deixar a Sardanisca à escolinha e é verdade que a moça tem um feitiozinho que "vai lá vai". Tendo em conta o que a educadora diz imaginava-a a rufia da sala. Já tínhamos um plano montado em casa para lhe refrear um bocadinho (mas só mesmo um bocadinho) as tendências Nazarenas do "em mim ninguém manda" até que hoje... fui eu que tive de fazer força para não pôr as sete saias e sacar da chinela! Então não é que enquanto eu estou a falar com a educadora sobre cocós (e há outro tema de conversa?!) vejo pelo canto do olho a minha miúda a agarrar um brinquedo e logo de seguida um dos rapazes a tentar tirar-lho da mão. Ela fincou ainda mais as unhas e o tipo dá-lhe um valente encontrão e ela cai desamparada! Não lhe aconteceu nada, não foi nada do outro mundo, faz parte das relações, o miúdo não tem culpa de nada mas... fiquei com o estômago às voltas! Eu até sou uma mãe descontraída! Acho que os miúdos têm que cair, têm que chorar, têm que se chatear, têm que ser contrariados... e vivo relativamente bem com isso mas hoje! Apeteceu-me "tirar o pó" da fralda ao outro garoto! É claro que só consegui sair de lá depois de dar os miminhos devidos à princesa, a rosnar (literalmente) e a remoer isto até a ir buscar. Afinal, contra todas as expectativas, há aqui garras (por enquanto ainda recolhidas) para defender a cria...

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Das coisas que não nos dizem...


Quando as pessoas se casam diz-se que casam também com as famílias dos respectivos... Isto a meu ver, que por sinal nem sou casada, é peanurs (grande JJ)! Tramado, tramado, e que ninguém nos diz, é que também casamos com o trabalho da nossa melhor metade... E aí é que a porca torce o rabo! Para quem tem empregos certinhos das nove às cinco e que ficam durante a noite longe da vista e do coração, imagino que o stress não seja assim tão grande. Basta controlar se a lambisgóia dos recursos humanos não se quer afiambrar ao nosso homem e pronto. Agora, para quem tem horários malucos é do caraças! Cá em casa a coisa é mais ou menos caótica... Ele vira e mexe tem que passar as noites a trabalhar e não pode dizer que aos patrões "é pá... hoje a miúda está doente por isso vou meter aqueles dias a que tenho direito para tomar conta dela. Muito agradecido e adeus e até ao meu regresso." porque se for dia de reunião com o cliente, de gravação ou de qualquer outra coisa esquisita o barco pára! Se ele não pode, então há que desmarcar as outras trinta pessoas que já estavam comprometidas para esse dia e para os seguintes... Escolher hora para marcar reuniões está fora de questão porque quem tem o carcanhol é que manda! No meu caso a coisa não é muito diferente... as aulas estão marcadas e a minha falha afecta muitos alunos... dependendo dos dias, perto de 100 (isto para não falar das reuniões (esse flagelo silencioso que aos poucos nos vai matando... de tédio), tutorias, estágios, teses...). Para a maior parte das pessoas esta noção de que falharmos no trabalho é coisa para ser grave não é entendida... Não me esqueço da cara de asco que, há coisa de um ano, a senhora da secretaria do centro de saúde fez quando lhe disse que não queria o papel para a justificação de faltas queria era que a miúda fosse vista e que tivesse luz verde para ir para a creche a tempo de eu chegar ao trabalho sem faltar. Ainda me disse que eu tinha direito a faltar... Eu desisti de a fazer entender que faltar dá mais trabalho do que ir trabalhar! Felizmente temos conseguido desencontrar os picos de trabalho: quando está ele aflito eu seguro as pontas e quando estou eu vice-versa... até ontem! Ele com reunião e eu com aulas e entre o fim do compromisso dele e o começo do meu muito pouco tempo de intervalo e um trânsito de cortar os pulsos a ajudar à festa. Não podia esperar por ele em casa com a pequena porque depois não chegava a horas e os avós estão a várias centenas de quilómetros e não nos podiam valer... Pouco faltou para atirar a miúda pela janela do carro, quando nos cruzámos na A5, para ver se ele a apanhava... E depois a angústia de quando as coisas correm menos bem ao outro e não há nada que possamos fazer a não ser muita força e tentar que a vida não o atrapalhe... Isto um dia acalma, certo?

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

In love!



Desconfio que eu e ele, o cachecol, vamos ter um tórrido affair este inverno...

domingo, 23 de novembro de 2014

Porque dia 7 está à porta...





Parece que faltam duas semanas para voltar a repetir a dose dos 21k... Percebo agora que precisava de mais tempo (e força de vontade) para me preparar de modo a evitar outra humilhação gigantesca. Ainda assim, apesar de não ser o ideal, tenho um mini plano em acção. Hoje corri 12k (que devia ter corrido a semana passada) espero para a semana ter pedalada para aumentar a dose para os 17k... sou uma pessoa de fé... está mais que visto. Verdade seja dita que pelo menos agora já tive a oportunidade de planear um bocadinho mais a sério o dia crítico... Ainda não pensei na alimentação pré-corrida mas, no que respeita às meias de compressão, hoje já deu para tentar perceber um bocadinho melhor o que acho da coisa. 

Quando as comprei tive a ajuda preciosa de um dos assistentes da Sport Zone. Basicamente não fazia ideia ao que ia e o moço, ao ver-me que nem um boi a olhar para um palácio, lá teve a amabilidade de perguntar se eu precisava de ajuda. Desde esse dia que devo fazer parte do rol de clientes que dão boas histórias para contar à hora do café porque quanto me perguntou se me podia ajudar eu disse: "acho que não... estou à procura de umas meias de compressão cor de rosa e era só mesmo isso". Depois de um momento de silêncio constrangedor lá me disse "mas olhe que se calhar tem que pensar noutras questões... se quer meia, se quer sleeves... e sabe qual é o seu tamanho?... para que tipo de corrida é?". Procurei o barrete mais próximo e enfiei-o até aos pés!! Depois de uma converseta, em que ainda ouvi "o que conta é participar" e "pois... nas primeiras corridas não vale a pena pensar em tempos" (mal sabia ele... ou então sabia ainda mais que eu!), lá chegámos à conclusão que as sleeves talvez fossem um melhor investimento (uma vez que não estava disposta a dar muito dinheiro), tirou-me as medidas (isto soa mal...) e percebemos qual era o tamanho a comprar (esse aspecto importante que é a cor já eu tinha resolvido) e, depois de todos os dados reunidos, a marca escolhida foi cep que, ao que parece, é boa. 

No dia da corrida confesso que nos primeiros quilómetros não me senti muito confortável... ainda pensei que fossem as sleeves as causadoras de uma má prestação (sim porque eu sou uma atleta espetacular e muito sensível à utilização de equipamento novo...) mas ao fim de algum tempo já não dava por elas. Percebi nessa altura que a ideia de testar o equipamento antes da corrida não é treta... Hoje, resolvi levá-las e a verdade é que, apesar de mais uma vez nos primeiros quilómetros as ter sentido de uma forma não muito confortável, passado pouco tempo pensava que queria umas que dessem para a coxa (quanto mais não fosse para não ver as minhas carnes a tremelicar de um lado para o outro...) e acabei ainda levezinha (dentro do possível tendo em conta a minha trounxice...). Tal como no dia da Meia Maratona também não tenho dores musculares que sempre foram as minhas fiéis amigas nos pós-corrida.

Para a semana vou pensar um bocadinho mais a sério na questão da alimentação... Se houver por aí alguém que perceba do assunto que se chegue à frente!!

sábado, 22 de novembro de 2014

Porque é que não há tamanhos 390-396 meses na Zara kids...











A quem possa interessar:
Botas Vertbaudet e o resto Zara




quinta-feira, 20 de novembro de 2014

E a um mês do Natal...


Hoje foi dia de fazer as contas do mês... E foi um exercício engraçado, daqueles de ir às lágrimas... não necessariamente por tanto rir... Mas como a vida são dois dias, o Carnaval 7 e o Natal está à porta toca a puxar pela cuca para dar a volta à coisa!

A casa:
Felizmente a nossa Piki ainda não tem discernimento para perceber que os pais são uns pelintras, por isso a decoração - home made, por alguém que tem duas mãozinhas esquerdas... Erva Cidereira para quando workshops para gente que não se amanha a fazer coisas giras? -, ainda não a vai envergonhar... Só temos de garantir que não há fotografias da coisa. Abençoado Pinterest que tem (em teoria) a solução para os nossos problemas e por isso entre pompons (podem-se usar pompons no Natal, certo?), quadros e velinhas alguma coisa irá acontecer!








Os presentes:
Tendo em conta que a minha família tem vergonha das parvoíces que eu escrevo (e com razão) e por esse motivo não passam aqui pela chafarica, posso fazer algumas revelações... Assim presentes, presentes, só leva o pessoal que nos tem salvo a vida (tios e avós da Sardanisca, vocêses soides os máiores) e mesmo esses levam coisinhas muito muito simbólicas... O resto da malta vai ter que encontrar o sorriso amarelo 37 porque vão receber presentes feitos por nós... Pois... Vamos lá ver se ninguém nos desamiga à conta da graçola... Mais uma vez, horas de pesquisas de Pinterest e chegámos a estas soluções...







Garantido é que, quer a coisa corra bem ou mal, daremos provas nosso esforço!

...sou só eu a achar que o Natal é a época mais stressante do ano?

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Planos para logo à noite?...



Assim de repente... não estou a ver...

(Damn you São Pedro que me fazes acumular quilos de roupa sempre que chove!!)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Porque há pessoas que andam à frente do tempo


Fez há poucos dias 6 anos que recebi o telefonema mais estranho da minha vida. Uma das minhas melhores amigas (daquelas que nem a distância afasta) ligou-me a dizer "olha, a minha filha nasceu!". Tinha estado com ela há poucos dias na maternidade e sabia que estavam a fazer tudo para segurar a pequenita lá dentro. Tinha vinte e poucas semanas e eu sabia que não era suposto ter nascido tão cedo. Fiquei sentada na cama sem saber o que dizer... "Estás bem? Precisas que ligue a alguém? Já disseste ao teu marido?" Ela ainda estava grogue da anestesia e talvez por isso me tenha ligado para mim. Nos meses seguintes aprendi várias lições de vida. Aquela miúda, tão miúda quanto eu, fazia por dia 200km só para estar a ver a pequenita numa caixa de acrilico e fazer canguru (coisa que eu não sabia o que era) das oito da manhã até à hora que a deixassem sair. Nunca a senti quebrar (isso só aconteceu no dia que deixou a pequena na creche... vá-se lá saber). Lembro-me de desejar que ela tivesse de presente de Natal a filha em casa com ela e o menino Jesus foi simpático e lá atendeu aos nossos desejos. Para mim, a minha amiga virou uma mulher gigante mas o que verdadeiramente me impressionou foi ver a guerreira que, muito menos de meio quilo de gente, se revelou! Dia após dia a minha amiga ia-me dando conta das batalhas vencidas pela bebé. Lembro-me de ter pensado muitas vezes que, ao pé daquele projecto de uma grande mulher, eu era uma mariquinhas (e é verdade)! Hoje a minha primeira sobrinha emprestada está na segunda classe, monta a cavalo, é linda e continua a ser um pinguinho de gente com mais coragem e garra que muito homem barbudo. Há gente que não tem tempo a perder do tanto que tem para ensinar!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Dos mistérios...


Arranjei uma página de facebook para o blogue porque achei que já tinha pouca coisa com que me preocupar... Not. E não ligo à coisa em demasia mas ontem à noite quando estava a pôr a "escrita em dia" abre-se uma janelinha do facebook a dizer: "a tua publicação 'e não se volta a falar do assunto' tem mais 95% de actividade que as restantes" (ou qualquer coisa do género). Fui tentar perceber porquê e confesso que fiquei baralhada... Podia ser um post em que eu mostrasse uma fatiota bonitinha, ou um em que eu tivesse um rasgo brilhante sobre uma qualquer questão da actualidade, ou até, uma das novas conquistas da minha piquinina, ou porque não o anunciar ao mundo que já corro 5k abaixo da meia hora! Qualquer uma destas opções era simpática! Mas não... não! É o post em que assumo que fiquei em último numa prova, a mesma prova em que digo que tive uma cólica, que é o mais visto!! Está certo... o pessoal só me quer ver a fazer boa figura...

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ora aqui vai o relato do episódio trágico-cómico que foi a minha primeira Meia Maratona








O dia estava perfeito, chuvoso qb e encoberto, e eu estava como se não fosse nada comigo! Vais correr 21k? Claro que sim! Tens noção do que isso custa? Nem por sombras! E caraças que é uma cena que custa para burro! A coisa correu muito bem aí até aos 12k e depois fui uma besta! Disse cá para mim: "agora que já passaste a barreira da metade podes ir a andar porque estás cansadinha" (sou uma fraca, eu sei!). Andei um 500m e depois recomeçar foi um pincel... mas lá corri até aos 15k quando (fait attention que vem aí uma passagem verdadeiramente glamorosa) me deu uma cólica daquelas que dá jeito ter uma sanita ao lado (note to self: não voltar a beber sumo de beterraba e maçã antes de uma corrida!!)... mas não tinha. Pensei, tenho de correr mais depressa, mas quanto mais corria mais a coisa apertava. Aí aos 17k voltei a parar para garantir que mantinha alguma dignidade e para subir um filho-da-p#$@ de um viaduto. Já o desci a correr (oh não, brincas... a descer todos os santos ajudam) mas quando dei a curva para continuar a correr em reta as pernas pura e simplesmente não me obedeceram! Eu bem as queria a mexer mas as desgraçadas nada! Andei, corri, andei, corri entre "ai ai ai que me doem tanto as pernas" e "ai ai ai que preciso de uma casa de banho". Quando entrei na vila as palminhas deram-me um novo ânimo (pessoal que bate palmas, vocês são os maiores e sem as palminhas tinha voltado de boleia para casa)! O "tu consegues", "já só falta um bocadinho", "agora já não custa nada" fez-me chegar à meta em quarto a contar do fim da geral e em 25º das mulheres (que é uma maneira menos humilhante de dizer que cheguei em último das mulheres) com um tempo de 2h34... Uma tragédia que deveria ser apagada dos registos mas que vai ficar para a história... Agora mais a sério: estou contente por ter conseguido fazer a prova mas estou danada por ter de um dia dizer à minha miúda que acabei em último porque comecei a andar aos 12k... tenho cá para mim que se tivesse aguentado mais um bocadinho a prova teria corrido melhor. Por causa das coisas, inscrevi-me na Meia Maratona dos Descobrimentos para ver se consigo fazer com que corra melhor... afinal, pior que último não há!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Adoro passados da marmita!










Gosto quando o pessoal se passa da marmita e faz coisas diferentes. A sério que gosto! Como disse, não fiz ponta de pesquisa para esta viagem, por isso, quando percebi que em Viena, cidade que eu tinha como um sucedâneo da austeridade alemã, havia este conjunto de apartamentos não pensei duas vezes! Qual Shönbrunn (o palácio da Sissi) qual carapuça!! Vou é pôr-me nas perninhas mesmo correndo o risco de ficar perdida para todo o sempre entre o Danúbio e a Stephansplatz!! É óbvio que faz lembrar Gaudi (que eu adoro) mas o que eu gostei de saber, por me ter alapado a uma excursão de espanhóis, foi que o mentor da ideias - Hundertwasser -  que não era arquitecto, achava que a cidade era demasiado organizada e que lhe faltava uma componente mais natural e por isso convenceu a câmara municipal em fazer uma casa para pessoas e para árvores!! Como eu comecei por dizer... É tudo bom!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

É tudo bom!


Pois que tive um congresso em Viena e a coisa não podia ter corrido melhor! O congresso foi fixe e o pessoal gostou e tudo e tudo... mas a cidade! C'um caneco! A cidade é do caraças! Cheguei às 22h00 e mal saí do metro fiquei rendida! Era noite, estava frio, já levava umas 12 horas de aviões e aeroportos, ainda tinha que encontrar o hotel (o que para uma pessoa com o meu sentido de orientação é qualquer coisa perto de um milagre) mas fiquei rendida! A manhã seguinte só serviu para confirmar as suspeitas. O congresso aconteceu em alguns dos salões da Rathaus e por isso um ponto de interesse ficou visto e revisto. O jardim interior e o que lhe ficava à frente também e o resto foi-se vendo nos intervalos. No geral está tudo muito bem arrumadinho, muito limpinho, tudo a ser recuperado... Foi das poucas cidades em que disse "via-me a viver aqui!".




Agora os detalhes. É sabido que a mistura de pelintrice com avarice dá direito a todo um comportamento turístico muito particular... Confesso que sou daquelas que aproveita o pequeno almoço do hotel para encher a mula e fazer farnel. Não me orgulho mas também não tenho vergonha. Ainda arrisco um jantarito ou almoço fora só para perceber como é funcionam ao níbel da gastronomia... and that's it! Tenho uma filha para criar não posso andar a esbanjar.





Como se chega?
Chega-se a Vienna, vindo do aeroporto de CAT (€17 ida e volta) e por ser plana anda-se muito bem a pé. Ainda assim é grande e por isso o metro e o tram são boas alternativas. Quem esteja à vontade também pode alugar uma bicla sem stress.





Onde ficar?
Não vi muitas alternativas aos hotéis 3 estrelas... mas deve haver. No que eu fiquei, muito jeitosinho por sinal, paga-se à volta de €90 por noite em quarto duplo (ou seja €45 por pessoa) o que não é mau de todo.





O que ver?
A arquitectura dos edifícios conjugada com a organização da cidade fazem de Viena uma cidade linda! É uma cidade arejada e com muita luz o que contrasta com a ideia que eu tenho dos países do Norte... Parece quase uma Lisboa ou Barcelona destas bandas. Museus é a pontapé mas são caros para burro. Visitei o museu do espólio romano de Vidabona (porque era à pala do congresso) e não sendo mau também não desgostava! Os pobres espremeram aquilo que tinham de vestígios e fizeram-no muito bem... Não têm culpa que eu tenha Conímbriga como vizinha...

Stephansplatz é muito agradável e a catedral lindíssima por fora e bastante bonita por dentro e com sorte apanha-se o coro a ensaiar (como aconteceu comigo) o que dá logo outro ânimo e encanto à viagem. A praça da acesso a uma zona de comércio de Prada para cima o que sempre dá para educar a vista.

Jardins são muitos e estão por todo o lado e são uma óptima opção para se fazer uma refeição ou ver as iluminações de Natal.








O que comer?
No que toca a "comes" os austríacos são cá dos meus! Muito pãozinho para tudo e mais alguma coisa, por isso, pastelarias são mato e são boas. Depois, restaurantes austríacos fui a um (no evento social do congresso) e não fiquei muito impressionada. Não é mau mas também não entusiasma. O Goulash é porreiro, as bolas fritas de arroz e queijo dispensam-se e não sei que raio fazem ao peixe que sabe e cheira muito a peixe... o que parecendo que não, não é necessariamente uma coisa boa.

Depois de ter parado em Zurique para apanhar o segundo avião e de ter quase vendido um rim para tomar um café (€10 por um latte no Starbucks!?!... vá-se lá saber porquê mas optei por uma cena líquida castanha numa vending machine por €3) achei que os preços eram muito em conta. No Billa (o que é uma viagem sem os almoços de supermercado?) compra-se uma refeição completa por €5-€10.





Cenas...
Os vienenses são simpáticos e, disseram-me que sou uma mulher séria, jeitosos. A verdade é que sempre que me punha à volta com o mapa lá aparecia uma alma caridosa para me apontar o norte.

Voltava de bom grado com a pequena e o meu homem para ver como é a cidade com neve! É de aproveitar!