quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Cantemos aos anjos e santos!!!





Ontem fui à Tosquia e adorei!! Já andava a desejar um corte de cabelo como deve ser há uma eternidade (ou desde que nasci porque, como é sabido . ver aqui, aqui, aqui, aqui, ... -, a minha relação com o cabelo é tudo menos pacifica!) e até julgava ter encontrado alguém que me compreendia na capital mas sempre que dizia que queria uma coisa mais arrojada o moço ficava a olhar para mim como se eu estivesse a falar grego e o resultado final era invariavelmente ficar parecida com a minha mãe (nada contra porque até é uma senhora bem jeitosa, mas já passou dos 60...). Na Tosquia foi bem diferente... Uma horinha para falarmos em frente ao espelho sobre o que eu queria, sobre o que me favorecia e o que era possível. Tudo com um detalhe inacreditável, com direito a uma foto de rosto, medições e o diabo a sete. Depois foi cortar e cortar mas sempre a explicar o que estava e ia acontecer e à espera de uma opinião da minha parte. No fim ainda houve tempo para aprender a tratar da juba em casa! Para além disto tudo o espaço está muito bem conseguido. Fiquei fã!

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Fugi... para Coimbra e Piódão

















Se juntarmos a uma praia com mais gente que espaço o feriado de dia 15 de Agosto a calhar a uma sexta-feira; emigrantes acabadinhos de sair da Cova da Iria e desejosos por ir molhar os pés; Beach Party no areal durante 4 dias e o entra e sai próprio da mudança de quinzena o que é que temos? Confusão de sete em pipa! Vai daí resolvemos dar um pulinho a Coimbra para pôr as saudades da terrinha em ordem, dar umas corridas pelo Choupal, visitar o Portugal dos Pequinitos e ainda dar um pulinho a Quiaios. Como o Piódão não é muito longe e queremos dar sequência à visita das Aldeias Históricas (ver aqui e aqui) fomos ver as casinhas de Xisto e perder o fôlego com a imensidão da Serra do Açor!

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

Carta das minhas costas à minha filha




Princesa, antes de mais, queremos dizer-te que gostamos de ti à séria! Aliás, achamos mesmo que és a miúda mais fixe do universo mas... estás a dar cabo de nós! Sabes que já passaste os dez quilos há algum tempo e carregar com dez quilos que não param quietos enquanto se caminha é trabalho complicado e exigente. Chegámos a desejar que começasses a andar para podermos ter uma folguinha... mal sabíamos nós que isso ia ser ainda mais desgastante!! Neste momento estamos baralhadas, não sabemos se a nossa função é ajudar a tua mãe a andar numa postura erecta ou a formar um ângulo recto e acredita que esta uma dúvida dolorosa para nós. Sabes aquele poc-poc-poc que ouves sempre que a tua mãe de levanta, ou se senta, ou se vira, ou se deita? Somos nós. A ralhar contigo! É possível que um dia destes entremos em greve - e sim, podes considerar isto um pré-aviso - porque não é possível passar um terço dia arqueadas tipo caracol a fazer o que se pode para amparar as tuas quedas, o outro a dar-te banho no mar na modalidade senta/levanta-doze-quilos/apanha-com-as-ondas-e-aguenta-te-à-bronca (qual cross fit qual quê!), e o último terço, tipo mula dos Andes a carregar o arsenal de baldes e toalhas e piscinas e mudas de roupa e comida que temos de levar para a praia para te mantermos entretidas... A este respeito queremos dizer-te que reunimos com o cérebro e decidimos que para o ano vais ser tu a carregar os teus próprios brinquedos (que para veres como elas cantam... neste caso, as tuas costas).
Alguma coisa tem que mudar, sim?

Esperamos que sejas sensível aos nossos argumentos.
Sempre a considerar-te,

As costas da tua mãe.

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

São fenómenos que me ultrapassam...



Aqui pelo reino do carapau seco há uma entidade misteriosa se apodera dos milhares de pessoas que se passeiam à noite pelo paredão. Como bicho do mato que sou não tenho a certeza se este é caso único no país e se os personagens são exclusivos desta geografia mas quer parecer-me que não. Mas vamos lá tentar perceber. Então, as almas que por estes dias por aqui apanham sol formam arenas gigantescas que transbordam do passeio para o meio da estrada em torno dos artistas de rua que mostram a sua arte a troco de trocos. Perante este facto é legítimo pensar: serão artistas conceituados a precisar de um banho de realidade e que resolveram escolher este cantinho à beira mal plantado? desconhecidos com talentos inovadores? monges tibetanos a fazer kung-fu? ilusionistas que fazem desaparecer a pedra do Guilhim? Não!!! Mil vezes não!!! São... os tocadores peruanos de pan pipes (que vêm passar o Verão por estas bandas há pelo menos 25 anos)! Para além dos tocadores do My Heart Will Go On versão vou-ali-cortar-os-pulsos ainda temos os mui originais... homem estátua (uhe-uhe-uhe) e nem sequer são daqueles cheios de cores que ficam suspensos no ar e outras coisas minimamente interessantes mas, ainda assim, conseguem atrair filas intermináveis de gente congelada a olhar para as "novidades". Tudo bem! Sou pelo livre arbítrio, e pela livre escolha, e pelo gosto individual, paz no mundo, sorrisos de criancinhas e tudo mais, fico é um bocadinho danada, e com vontade de enfiar as pipes nos sim-senhores dos senhores quando quero ir do ponto A para o ponto B e tenho de navegar por um monte de pessoas hipnotizadas... pelo óbvio!

terça-feira, 12 de Agosto de 2014

Oh Captain, my Captain!



Eu sei que é o maior cliché do mundo mas não deve haver uma pessoa da minha geração que não tenha visto o Dead Poets Society pelo menos 500 vezes e em cada uma delas não se tenha inspirado... e depois lembro-me do Good Will Hunting ou do (fraquinho) Patch Adams (que vá-se lá saber porquê me faz sempre chorar baba e ranho) e penso que em cada um desses personagens há alguma coisa que nos agarra... o ar doce e triste do Robin Williams... Foi-se mais um dos bons e isso é uma treta!

segunda-feira, 11 de Agosto de 2014

Fugi... para Leiria










Os fins de semana aqui pela terra das sete saias são sempre infernais! Basicamente o "problema" é só um mas com muitas consequências: muita gente! E com muita gente vem muito barulho, muita confusão, pouco espaço para andar e acima de tudo falta de civismo. Como sou uma pessoa que a cada dia que passa se torna num bicho menos social e sociável (e sem grande vontade de ser diferente) o meu plano para ultrapassar estes dias é simples: fugir! Desta vez não fomos longe e demos um pulinho a Leiria. Primeiro fomos ao m[i]mo (Museu da Imagem em Movimento... adoro o nome!) e depois subimos ao Castelo. Por €2,5 faz-se a festa, vêem-se as vistas, respira-se ar puro e ainda se aprende um bocadinho de história. O Moinho do Papel fica para a próxima.

(Nota: normalmente não ando com uma manta de lã pendurada na carteira em pleno Agosto mas a Piolha diz que não faz nada sem a raça-da-coisa-que-está-presa-por-fios coladinha a ela...

domingo, 10 de Agosto de 2014

PR

Hoje corri 14k. Um grande feito para mim, nada de relevante para o resto da humanidade. Agora estou para ver se a cabeça do dedo da unha negra (que já não existe mas o dedo continua negro) cai por estes dias...

sexta-feira, 8 de Agosto de 2014

Não me sai um título para este post





Aqui há tempos contaram-me uma piada sobre os efeitos da ordem de nascimento no comportamento dos pais:
- Quando o primeiro filho engole uma moeda liga-se o 112, vai-se em marcha de emergência para o hospital e reza-se a todos os anjinhos para que o petiz fique bem;
- Quando o segundo filho engole uma moeda espera-se em casa que a dita saia pelo dito, põe-se o corpo estranho num saquinho e vai-se até ao médico apresentar o caso;
- Quando o terceiro filho engole uma moeda, desconta-se da mesada.

Ora, eu sou a segunda filha. Hoje, à distância de muitas birras, de muito choro, de muito "vocês ligam mais à minha irmã do que a mim", "porque é que não fui eu a nascer primeiro" e de uma tese de licenciatura intitulada "Os efeitos da ordem de nascimento no comportamento e traços de personalidade" (sim, era parva a esse ponto) percebo que se calhar ser-se o mais novo não é assim tão trágico... aliás, é capaz de até ser uma sorte. Mas há verdades que não podem ser escamoteadas... É tudo herdado, não há cá tempo para grandes apaparicanços e mimos e apanha-se porrada do irmão mais velho (mesmo quando somos maiores que eles e até nos podíamos defender). No meio de todas as inquietações e dramas o que verdadeiramente ainda não ultrapassei foi a questão do album fotográfico. E acho que tenho motivos. A minha irmã tem um album com 9874239085 páginas, perfumadas e pintadas à mão por um velhinho cego com uma pena de pavão albino, dando à corda o album deita som e faz projecções de hologramas enquanto tira bicas. O meu é um caderno com três folhas, e numa delas não há fotos, é feito de papel reciclado e desconfio que foi comprado em 1992 quando perguntei aos meus pais se tinha sido adoptada porque não havia fotos minhas nem da minha mãe grávida de mim*. Tendo em vista esta questão resolvi fazer à minha miúda (e aos que vierem a seguir) não um album mas diários ilustrados com fotos. Comprei um Moleskine (que entretanto já acabou) e, ainda durante a gravidez, comecei a escrever e colar fotografias. Sempre tive imensa curiosidade sobre como teria sido a gravidez da minha mãe, como tinha sido eu em pequena, como e quando comecei a fazer e a dizer coisas (não que os meus pais não me digam mas é tudo na base do "eu acho que foi blábláblá... ou então isso foi a tua irmã" o que me deixa mais ou menos na mesma). Tenho a noção que se estes diários sobreviverem só lhes acharão piada lá para 2060 mas ainda assim acho que pode ser engraçado e sempre se foge ao belo do album cheio de ursinhos e lacinhos e o raio! Entretanto vou começar o segundo que comprámos na Feira do Livro e tem na capa uma ilustração linda da Princess Pea. De Princesa para Princesa, portanto.

*É possível que este meu discurso tenha sido um pouco exagerado... o album da minha irmã é "gordo" e tem música e o meu é de facto pequeno e tem meia dúzia de fotos.

quarta-feira, 6 de Agosto de 2014

A Oeste nada de novo...















...e ainda bem! A caminho do destino de férias resolvemos dar uma passagem por aqueles que foram, durante a minha infância e parte da adolescência, os meus locais de passagem durante aqueles Agostos gigantescos! A verdade é que nunca passei férias no Algarve. Eu sei, sou uma pessoa estranha. Aliás, contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que fui ao Algarve (e a maior parte delas foi para jogar contra o Loletano e o Portinado os míticos jogos de Pólo Aquático isto por volta do século XII) e, ao contrário de 9 milhões de portugueses, as minhas férias eram passadas no Oeste. A sede era no Vimeiro e a Praia Porto Novo/Santa Rita mas sempre que o tempo não estava lá aquelas coisas, ainda na versão a quatro, aproveitávamos para dar um pulinho a Mafra, Santa Cruz, Lourinhã, Torres Vedras, Ericeira... Um dos pontos míticos era a Aldeia de José Franco que fica no Sobreiro (deixo a dica para uma tarde diferente... além do mais, não se paga nada!). Desta vez fui eu com a minha mini-família espreitar e relembrar um lugar onde não ia desde 1998... E a memória é sem dúvida um bicho complicado de entender! Foi bom e deu para contagiar o homem por este gosto pelo wild wild west!

segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

Fujem #2






Por estes dias temos estado a tentar tornar a nossa casa mais segura para a garota. É um exercício inglório porque mal colocamos um protector de tomadas ela bate com a cabeça na quina da porta; pomos anti-derrapante debaixo dos tapetes e ela pega num sapato e começa a lambê-lo; pomos fechos de segurança nas gavetas e damos com ela a trepar ao móvel da televisão... mas tentamos mantê-la o menos amassada possível! O outro dia, dei com ela a meter dos dedinhos (não na tomada que já tinha o protector) nas entradas das caixas antigas da TV cabo e o caraças é que o Ikea não vende nada que impeça as criancinhas de se aleijarem... bem sei que em teoria não acontece nada na geringonça que está alapada à parede porque a coisa está inactiva mas não vá o tinhoso estar à espreita e o melhor é fazer alguma coisa... ou isso ou eu precisava de um pretexto válido para dar uso aos novos rolos de washi tape...