sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Skin care / Skin chaos


E chegou, mais uma vez, aquela altura em que a minha pele se revolta contra mim! Nada a fazer! Um bocadinho mais de trabalho, um bocadinho mais de stress e lá começo eu a ficar às pintas vermelhas, a escamar, a ficar cheia de coceiras... toda eu pareço um cenário de crime! Ainda houve um tempo em que nestes momentos ia atrás de todos os creminhos que prometiam mundos e fundos em troca da venda de um rim... E o resultado? A coisa piorava ainda mais porque juntava ao stress do trabalho e ao stress de me estar a decompor em vida o stress de ter empenhado a carteira (e a consequente paz de espírito) e nada de ver resultados! Hoje em dia já percebi que quanto menos fizer melhor! Beber águiinha, comer bem (e não me alambazar em chocolates e torradas a transbordar de manteiga que é só o que me apetece nesta altura...), arranjar forma de relaxar (mas que não envolva massagens se não irrito-me) e procurar produtos que não tenham mil e um químicos! Há relativamente pouco tempo (em Junho) investi nos produtos da Caudalie - não me pagam para fazer publicidade à marca o que é uma pena - e até correu bem... Não creio que a linha de produtos que escolhi fosse a indicada para mim - desconfio que não há uma linha de produtos desta, ou de qualquer outra marca, que me seja indicada! - mas ainda assim, como não fiz nenhuma reacção macaca, posso dizer que já foi bom. Agora, perante a revolta da epiderme que estou a viver, devo ter de voltar à minha boa e velhinha (mas enxuta) Body Shop. A verdade é que sempre que o caos se instala, e depois de correr as perfumarias e as farmácias, é na Body Shop que consigo encontrar produtos que acalmam a guerra armada que em mim se instala! Vamos lá ver se me safo desta vez... Enquanto vou e não vou, alguém tem sugestões para controlar peles temperamentais?...

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Bem bom, hey!



As pessoas não percebem porque é que eu fico furiosa quando sou acordada durante a noite ou madrugada... a questão é que depois de acordar não consigo voltar a dormir... sejam 3 da manhã ou 9 da manhã! Por exemplo, ontem tive de acordar às 1h30 da madrugada. Pela frente tinha uma viagem de autocarro de duas horas e uma de avião de três. Quem durmiu? Assim de repente: a senhora brasileira que estava a ocupar metade do meu lugar e o tipo bem apessoado mas roncador, que ia encostado à janela e que por sinal diz ser pai da minha filha. Eu? Nem por isso!

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Belfast em 24 a 48 horas

Ninguém vai a Belfast de férias ou fazer turismo mas, na improbabilidade de haver por aí quem já tenha comprado o bilhete e esteja a tentar perceber o que vai fazer na terra dos Irlandeses com muito pouco dinheiro, aqui ficam umas dicas.

Como chegar:
Convém não esquecer que Belfast fica na Irlanda do Norte, que faz parte da Irlanda-ilha mas não na Irlanda-país... Isto é especialmente importante para quem for por Dublin (que deve ser toda a gente que não queira passar 26h em aviões e escalas) onde tem de usar euros, mas duas horas depois (se for de autocarro para Belfast... que é fácil já que o airchoach que faz essa ligação fica mesmo à porta do aeroporto) já terá de usar libras.

Como conhecer:
Agora a cidade... É bonitinha, vá! É pequenina (talvez mais pequena que Coimbra) e plana o que a torna ideal para se ficar a conhecer os locais de interesse sem ter de andar a apanhar autocarros, comboios e metros. Nós andámos sempre a pé e creio que não ficou nada por ver.


O que ver:
Se tivéssemos tido um bocadinho mais de tempo para preparar a viagem tínhamos percebido que podíamos ter feito um Game of Thrones tour (sim, somos desses maluquinhos) e tínhamos visto Winterfell... mas só demos conta quando já cá estávamos e precisávamos de um dia inteiro... De resto, o que há para ver cabe em 24 a 48 horas na boiinha! 
O ex-libris seria o Titanic não tivesse o desgraçado afundado! À falta do próprio há o Museu/Centro interpretativo, ou qualquer coisa do género, todo modernista que fica na doca ainda um bocado longe do centro da cidade. Como somos pelintras não pagamos as 15 libras para entrar (aliás, não pagámos para coisa nenhuma) ficámos no cafézinho e vimos a doca seca onde está a carcaça de um contemporâneo do Titanic (SS Nomadic) e outras coisas naúticas.
O campus da Queen's University, onde também está o Jardim Botânico, é engraçado, assim como a Câmara Municipal.
Depois há os passeios: pela "baixa" (Victoria's Square) onde há mil centros comerciais e uns recantos engraçados com pubs e rua mais animadas e pela margem do rio Lagan.
Para além disto há ainda o George's Market que dá passear e fazer umas comprinhas e também comer...










Onde comer:
Na onda dos "novos" mercados, também no George's Market dá para comprar souvenires, coisas em segunda mão e comer de tudo um pouco. É um sítio porreiro.
A minha opinião é que o pessoal aqui das ilhas é meio pindérico no que toca à decoração e, aquilo que parecem restaurantes todos pipis, são só sítios normais para comer mais ou menos bem... Porque vi muitos episódios do Ramsay's kitchen nightmares acabo por preferir ir a uma Subway ou então espreitar (entrar e sair) de lugares que me parecem jeitosos. Em Belfast fomos a um restaurante italiano assim-assim (não me lembro do nome) e a um Café/Bistro que sim senhor, vale muita pena! Por pouco dinheiro (mais ou menos dez libras por pessoa) tem-se uma refeição quente e boa. Uns amigos, que estão há quase um ano em Belfast, também ficaram agradavelmente surpreendidos com o lugar. É o French Village que ficava na rua do nosso Hotel.







Onde ficar:
O nosso hotel (Ibis... não dava para mais) ficava a dois passos da Universidade (porque me dava muito jeito) e parece-me que é o local ideal para ficar. O centro é bastante movimentado e confuso e ali estávamos 10 minutos a pé das principais atrações, com supermercados, cafés, farmácias e estações de comboio e autocarro à mão de semear. Esta zona está aliás muito bem servida de hotéis e hostéis, por exemplo, o Vagabond hostel ou o Global Village para a malta jovem. Nós, que já somos pessoas idosas, precisávamos de um lugar mais calminho...



Cenas que não estava à espera:
O pessoal é muito beato! Entre gente a pregar para nos protegermos do dilúvio (sim, especificamente do dilúvio), aos que só queriam a salvação da nossa alma, aos hare krishna é impossível dar dois passos (literalmente) sem passar à frente de um qualquer templo, igreja ou cena espiritual com muitas cruzes e com ou sem santos! 
Ainda na linha do sagrado, no domingo de manhã está tudo fechado e o pessoal está todo nas missinhas respectivas enquanto as ruas estão cheias de polícias armados até aos dentes muito possivelmente, mas isto sou eu a especular, para prevenir que se pegue tudo ao estalo depois de confessados e apagados os pecados semanais.
Por falar em fechar, depois das sete da tarde é boato... não se vai a lado nenhum porque está tudo em casa com os pés para cima.



E é isto... pelo menos na versão rapidinha da coisa!
(mais imagens jeitosinhas, no instagram)

sábado, 18 de Outubro de 2014

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Acho que tenho um problema...



Tenho uma panca por caderninhos. Sempre tive! Mas acho que agora estou a atingir todo um novo limite de loucura... Neste momento ando com três cadernos na carteira! TRÊS!!! Porquê?! Porque sou tola, obviamente, mas porque cada um tem uma função. Comecei com o azul para ter onde anotar as listas de afazeres diários (a maternidade deixou-me o cérebro em papas e a quantidade de coisas a fazer multiplicou-se por um milhão!). Mas depois, misturavam-se as coisas da vida doméstica com as do trabalho e isso está errado como toda a gente sabe e vai de arranjar o segundo caderno... Mas depois há o trabalho A e o trabalho B e não se podem misturar porque... coise... não podem... Vai daí tem que se arranjar outro caderninho e chegamos a este grau de loucura: para além do computador, do estojo (ui o(s) estojo(s)... esse é todo um outro mundo de insanidade mas fica para a próxima), as cenas da miúda ando com três cadernos na carteira. Vai-se a ver é por andar com perto de 20 quilos na carteira que volta e meia não me mexo! Há comprimidos para isto ou desisto já de ser uma pessoa normal?

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Se a minha vida neste momento fosse uma passagem de um filme:

C'est l'histoire d'un homme qui tombe d'un immeuble de 50 étages. Le mec, au fur et à mesure de sa chute, il se répète sans cesse pour se rassurer: "Jusqu'ici tout va bien... Jusqu'ici tout va bien... Jusqu'ici tout va bien." Mais l'important, c'est pas la chute. C'est l'atterrissage.

La Haine

Queria ser "gorda" como a Jéssica!

...é que se fosse "gorda" como a Jéssica não andava feita parva a apagar fotografias do verão em que aparece a minha barriga cheia de coisas a mais! E muito possivelmente estava a correr (como corro) e a fazer os exercícios do demónio australiano (como faço) mais pelos motivos certos (que também me motivam) do que pelos motivos errados (querer parecer tão "gorda" como as Jéssicas deste mundo). A verdade é que não teria coragem de desfilar de biquini... Acho mesmo que é preciso "tê-los" no sítio para o fazer! E não seria capaz porque cheguei ao absurdo de achar que só se me aproveita o que está entre os ombros e o queixo e dos joelhos para baixo e, assim sendo, fica complicado ter onde pendurar o fato de banho! Acho... achei... que todos os meus entretantos deveriam ser escondidos a bem da paz emocional do resto da humanidade! Penso que se a minha filha me dissesse algo do género que ficava com o coração partido por muitos motivos: porque era sinal que achava que o valor que se tem está dependente da beleza, porque estaria muito mais vulnerável às críticas das outras pessoas, porque não teria confiança em si, nas suas capacidades... E isso é meio caminho andado para se ser apenas uma sombra daquilo que se pode ser... É meio caminho andado para se ser o tipo de pessoa que se senta escudada por um computador apontando nos outros os defeitos que se julga ter, para se ficar feliz com o mal-estar que se pode provocar... Se esta história toda não serviu para os/as pobres de espírito perceberem o estúpido que é perder tempo a olhar (à lupa) para a barriga de uma miúda gira e insistirem no erro de perder tempo a mandar bitaites cuja a única contribuição para o mundo é aumentar a poluição visual e a emissão CO2, serviu para eu percerber o tipo de mãe quero ser para a minha filha e o tipo de mulher que quero que eu e ela sejamos e que será sempre muito mais do que um par de pernas, mamas, barriga ou carinha laroca!... O que não quer dizer que vá andar à caça de uma passadeira para desfilar as minhas carnes... Não é preciso chegar a tanto!

Em compensação...






Toda esta colecção - Christophe Sauvat - podia vir morar para o meu armário! É que nem abria os olhos para escolher o modelito do dia! Era esticar o braço e estava safa! Adorei!

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Devo ter morrido e ninguém me avisou...




Hoje era dia de dar sangue... e digo que era porque não foi! Quer dizer, foi, mas foi só um bocadinho! Depois de ter decidido que a cabeça da abrótea não ficava bem com o modelito escolhido, lá fui eu para o meu local de trabalho confiante que este ano, ao fim de dois de não ter podido dar (porque estava grávida e depois porque estava a amamentar), que era desta que a a minha contribuição ia contar. Perguntas do costume, fura o dedinho, bebe suminho e vai para a marquesa. Reacção do costume: "ah... que veias tão fininhas... vamos lá ver se isto dá!" Lá explico que normalmente têm que me pôr a fazer o pino para conseguir debitar alguma coisa de jeito e normalmente levo o triplo do tempo que uma pessoa normal levaria a encher o saco com sangue. Desta vez nem isso! Fura, roda, puxa, volta a rodar e o raio da veia nada! Só deu para encher os tubinhos das análises... A enfermeira cheia de preocupações e de pedidos de desculpa (mas sem necessidade porque não me estava a custar nada) ainda ia tentar o outro braço quando me tocou nas mãos que estavam, como normalmente estão, geladas!! Perante isto disse que não valia a pena estar a furar o outro braço porque o resultado devia ser o mesmo... Eu sei que não reuno as condições "técnicas" ideais para dar sangue: tensão muito baixa, veias fininas, má circulação mal o tempo arrefece um bocadinho, débito muito lento... mas mesmo assim dá-me gozo! Além do mais, sou a única na minha família mais próxima que pode dar (os meus pais já não têm idade e a minha irmã não tem peso) além do mais, é um tipo de sangue simpático que dá jeito a muita gente!! Estou chateada...

Ufa! Agora sim sei o que vestir durante a semana!

 Segunda-feira


Terça-feira

Quarta-feira

Quinta-feira (dou aulas à noite por isso este modelito até é adequado)

Sexta-feira

Obrigada ModaLisboa, por todo um leque de opções para andar apresentável durante a semana! Agora vou ali ao frigorífico ver se me sobrou uma cabeça de abrótea do almoço para levar ao pescoço na terça-feira (a ideia dos desfiles é interpretar-se a performance adaptando-a ao dia-a-dia, certo?...)

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

É a loucura!



Se me fizessem análises neste momento acho que retiravam de mim borras de café e não sangue... Não sei porque raio, mas nos últimos anos, o período de Setembro a Dezembro é quando acontece tudo! Mas tudo mesmo! Começam as aulas, congressos a dar com um pau, as viroses da miúda, a roupa que não seca, a casa que não areja! Tudo! Neste momento estamos assim! A pequena começou há duas semanas com uma gastroenterite, presente da creche. Fomos ao hospital tratámos da coisa durante o fim de semana e na segunda, por volta das nove da manhã, lá nos ligaram para a irmos buscar à escolinha porque estava com borbulhinhas e podia ser a quarta (?) doença (ou a décima quinta porque já lhes perdi a conta). E lá veio ela para casa uma semana. Ginástica de horários, chamada de avó e casa em pantanas. Nos entretantos além das mil aulas (de manhã e à noite) duas (sim duas) comunicações para preparar... Uma já para a semana, a outra para daqui a três. Giro, giro é que vai acabar tudo ao mesmo tempo! Até lá, espero que a Nespresso e o senhor Simões do bar do Instituto não me falhem!

domingo, 5 de Outubro de 2014

O lobo, o capuchinho e a avózinha



No sábado resolvi perceber como era a vida à noite fora da caverna até porque não tinha como dizer que não ao desafio de duas grandes amigas: o lobo (por direito) e o capuchinho (por exclusão de partes já que fui eu que à meia-noite disse que precisava de caminha enquanto elas ficaram "Bailandooooooo"). E o que descobri eu? Que a zona do Chiado sábado à noite é mais movimentado que a Zara do Colombo em início de saldos, que é possível, às oito da noite ter um tempo de espera de duas horas num restaurante (?! wtf) e que estou a desenvolver uma sociopatia grave qualquer porque o barulho e as pessoas concentradas num espaço me esfrangalham os nervos. Conclusão: acabámos no Mercado da Ribeira (de valor era fazerem um cartão de cliente e à décima visita recebíamos uma refeição de borla) a ser alimentadas pelo Henrique Sá Pessoa (salvo seja) e "códrilhar" sobre a vida alheia. E foi muito bom! Agora é só instituir a prática de uma girls night out por mês para eu ser uma pessoa ainda mais feliz!

quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

Trabalho de campo












Este ano, pela primeira vez, tenho uma disciplina só de Erasmus. Já tenho tido alunos em Erasmus numa ou noutra cadeira, integrados com os restantes colegas portugueses, mas uma unidade curricular só com estrangeiros é a primeira vez. É sempre complicado saber o que fazer com eles... Era tudo muito lindo se dominassem o Português ou se nós déssemos aulas em Inglês. Como dificilmente acontece uma coisa ou outra acabam sempre por andar meio perdidos e nós sem saber muito bem como resolver a situação. Resolvi que não vou estar a fingir que lhes vou ensinar grande coisa e assumir que quero que eles pelo menos aproveitem para conhecer um bocadinho melhor Lisboa e fiquem com uma ideia de Portugal. Vai daí, os pobres que me vierem parar às mãos vão ter que gramar com duas visitas a Museus. Não vou fazer de ama-seca, vão sozinhos mas com a missão de me trazerem um conjunto pré-definido de informações. Hoje, fui fazer o meu trabalho de casa, que é como quem diz, fui fazer a minha primeira visitinha e foi tão bom! O Museu Nacional de Etnologia tem um espaço fantástico e um enquadramento magnífico. Dá vontade de fugir para lá para parar um bocadinho e respirar fundo... e por três euros não me parece um preço caro a pagar pela paz de espírito! Para além das exposições ainda existem as reservas mas como já as visitei algumas vezes desta vez limitei-me ao espaço das exposições e a tirar muitas notas para depois poder dar na cabeça à rapaziada estrangeira! Fica a sugestão!