quarta-feira, 27 de abril de 2016

Tradições familiares



Reza a lenda que um dos meus tios dormiu com um chapéu de palha. Não deixou que ninguém lho tirasse, tal era a paixão! A minha irmã também dormiu agarrada a um queijo da serra, que é uma coisa fofinha e cheirosa. Chegou a vez da minha filha. O outro dia dormiu agarrada a uns sapatos que adora e ontem foi ao tubo da pasta de dentes. Moral da história: eu que não percebia muito bem porque raio não tiraram o chapéu de palha e o queijo da serra às criaturas hoje em dia fico caladinha que nem um rato! À hora da cachopa dormir vale tudo! Se isso implica dormir agarrada ao tubo da pasta de dentes, so be it!

terça-feira, 26 de abril de 2016

Nasceu o meu mai'novo!!




Tenho andado mais desaparecida que um urso no Inverno, mas há uma boa razão! A verdade, é que nos últimos tempo, eu e a minha irmã, temos andado a congeminar um plano que viu hoje de manhã a luz do dia. Basicamente, resolvemos embarcar numa aventura e correr uma maratona! Mas não ficámos por aqui e montámos todo um site à volta disso. O que é que isto quer dizer. Bom, por um lado, vão levar menos com a charopada das corridas aqui. Por outro lado, tem um novo cantinho, e bem catita por sinal, para visitar na blogosfera. O nosso site chama-se "Runs in the family" e não fala só de corrida. Ide espreitar e depois digam de vossa justiça!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Ainda não foi desta que me finei virtualmente





Eis-me de volta. Com um olho ao peito (salvo seja) mas de volta. A verdade é que estive em desintoxicação forçada de monitores durante os últimos dias. Pelos vistos a AR (artrite reumatoide) para além das articulações também acha piada a olhos e volta e meia, pimba, faz-me dar uma de Camões com direito a pala e tudo. A sensação é semelhante a ter o Pac Man (o bonequinho amarelo, não o Carlão... se fosse o Carlão acho que não me chateava tanto) dentro olho a comê-lo por dentro. Assim, uma coisa agradável. Por fora parece só que tenho uma grande conjuntivite. É mais uma coisa que tenho de manter viagiada e mais uma coisa com que tenho de aprender a viver. Aguentem-se por aí mais um bocadinho até eu perceber como é que se gere esta história de ter uma amiga para a vida que não escolhemos!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Oslo em três dias





Diz que fui a Oslo há umas semanas, mas provas disso, nada! Mas fui e tirei apontamentos para partilhar com vocês os três que ainda não desistiram de mim apesar dos sumiços (que têm razão de ser, a já conhecida AR e uma outra que verá a luz do dia, não tarda!).

Antes de mais o lema que norteia as nossas viagens: no-time & no-money para não me dizerem que vieram ao engano. Outra coisa importante: aparentemente nem em Lisboa nem na Noruega existem guias da American Express de Oslo, por isso a melhor alternativa é irem ao site Visit Oslo porque está lá a informação toda que é preciso.

Imaginemos então que temos três dias para passear por Oslo, um budget limitado e não temos medo de andar a pé nem de transportes públicos e vamos a isto:

Onde ficar
Karl Johans Gate. É talvez a rua mais central que permite chegar a todo o lado muito facilmente porque está a 10 minutos a pé da estação central (de comboios e autocarros), a outros tantos do palácio, a menos ainda de um passeio porreiro junto à água, tem um parque/jardim mesmo ao meio, ao longo dos dois quilómetros por onde se estende estão alguns dos monumentos mais interessantes da cidade e ainda, está a cinco minutos dos 3453 museus dos 908903845938 museus que a cidade tem. Para além do mais, há hotéis para todos os gostos e feitios (entenda-se preços) nessa rua ou nas adjacentes. Encontram-se também muitos restaurantes daqueles que há em todas as terras deste nosso mundo globalizado e provavelmente também dos outros, mas eu para esses não olhei. Como já é tradição para nós, comemos essencialmente do supermercado.



Mas vamos lá à ramboia!

Dia 1
No primeiro dia acho que o mais interessante é andar a pé. E a partir da Karl Johans o trajecto mais engraçado passa por subir ao palácio (que só dá para visitar no Verão porque no resto do ano está lá a viver a família real) e passear no parque (Slottsparken). Depois dessa voltinha dá para descer para junto da linha de água e aí, em chegando à praça central (Sentrum), estão já junto ao porto e há várias opções: o Nobel Peace Center e o edifício da Câmara Municipal (Radhuset). Se entretanto já viram tudo podem escolher ir para Este ou Oeste com garantia de entretenimento. A Oeste a paisagem vale por si mas há outras atracções: jardinzinhos, o museu de arte moderna (Astrup Fearnley Museet), bancas de comida e praias. Uma espécie de Parque das Nações! Eu fiz este percurso a correr e até me esqueci que estava meio congelada. Dando meia volta, e voltando a passar pelo Sentrum a coisa muda um bocadinho de figura. Mesmo juntinho à água está a fortaleza e o castelo (Akershus). É entrar à confiança porque não se paga e as vistas são boas. Dá para ver a cidade para norte (até ao Holmenkollen) e as ilhas que ficam mesmo junto à cidade. Continuem a andar por aí fora até passarem pelo o museu militar e é continuar até chegar ao edifício da Ópera e Ballet. Chegando lá vale a pena entrar, descansar, aquecer e desfrutar da arquitectura. Saindo do edifício e indo em direcção ao Hotel há ainda muitos pontos de interesse: a Catedral de Oslo e o Edifício do Parlamento. Em chegando ao hotel encham a banheira e deixem-se ficar de molho durante duas horas porque nesta altura do campeonato já têm mais de uma dúzia de quilómetros nas pernas.








Dia 2
Como o dia anterior foi dureza este é de descanso. Antes de mais, comprem o passe de um dia que, por menos de €10, vos permite andar em todos os transportes públicos (ferries, autocarros e metro). Depois voltem ao porto e escolham um Ferry e podem dar uma voltinha de uma hora pelas quatro ilhas que estão junto da cidade. Convém esclarecer que estes ferries servem para transportar pessoas e não para passeios turísticos. Há desses, mas como são três vezes mais caros, esta opção pareceu-nos a ideal. As ilhas não são muito diferentes entre si e vale a pena sair para visitar se estiverem numa de passear pelo campo e cheirar as flores. No dia em que fomos estavam zero graus e chovia. Optámos por ficar no quentinho.
Próxima corrida, próxima viagem de transportes públicos: ida de autocarro até ao Norwegian Folk Museum (€12). Basicamente, este espaço consiste num parque ao ar livre onde se pode ver a evolução das casas típicas da Noruega, desde a Idade Média até à actualidade. É engraçado se levarem os miúdos caso contrário é só uma espécie de Portugal dos Pequenitos para gente grande. Mesmo ao ladinho está o Museu Viking onde se podem ver três barcos vikings que são realmente impressionantes! Depois de tudo visto, ainda deve dar tempo para ir de metro/comboio até ao Holmenkollen Ski Museum & Tower. O passeio de comboio é giro porque dá para ter uma ideia da zona mais interior de Oslo que é bem gira e a chegada à torre e à pista de saltos também vale muito a pena por vários motivos: a vista sobre a cidade é incrível, o espaço do parque é supertranquilo e a zona da pista é majestosa! Nunca tinha estado perto de nada semelhante e o pessoal dos saltos de ski ganhou uma nova admiradora. Haja tim-tins para enfrentar aquele monstro. Já chega de passeio e é hora para um banho quente!










Dia 3
Voltamos a pôr os sapatos de caminhada e a encher o peito de ar. Não sei se o engano foi nosso, mas no caminho para o Jardim Botânico passámos por uma zona hardcore (a única?) e achei mesmo que ia ver os meus rins de perto. A coisa passou e chegámos inteiros. Uma vez lá, é aproveitar para ver o Museu de História Natural. Se gostam de viver perigosamente é uma opção. Depois subimos, passando pela Igreja de S. Edmundo, pela zona medieval e pelos cemitérios que são lindíssimos (Æreslunden), até chegarmos à Gamle Aker kirke. Chegando à Igreja é tudo muito tranquilo e vale a pena descansar um bocadinho. Se ainda têm coragem, é avançar até à Vigeland Sculpture Park e ver algumas das milhares de estátuas que há pela cidade, mas desta vez concentradas num único espaço. Voltando à zona central podem ainda ver o Museu de História fazer uma voltinha de reconhecimento pela Universidade (que tem os seus recantos e, incluindo a sala onde se fez a entrega dos prémios Nobel até à década de 60). Ficou pouco por ver, por isso aproveitem e vão até um cafézinho (há uma pastelaria mesmo a meio da Karl Johanson que dá para um centro comercial que vale a pena) e revejam as fotografias!



E assim está feita mais uma visita relâmpago. Agora é esperar pelo filminho.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Utopia, utopia é acreditar que a minha cria é capaz de estar quieta

Adorei as preguiças!!

A Sardanisca foi ao cinema pela primeira vez na Páscoa. Sabíamos que a coisa não ía ser pacífica e por isso não tínhamos grandes expectativas porque a miúda não pára quieta um segundo, literalmente (e eu não uso a palavra literalmente em vão). Fomos ver o Zootopia na sessão da manhã e comecei logo a ver o caso mal parado quando, ao fim de 20 minutos no escurinho do cinema, ainda estávamos a gramar com reclames, anúncios e publicidade. Quando o filme começou saquei da minha arma secreta: um saquinho de chips de fruta. Geri a coisa com muita parcimónia dando bocadinho a bocadinho as maçãs secas que caiam no alçapão sem fundo que é a minha filha. Despachámos a coisa (pois, porque eu e o homem também comemos) mais rápido do que eu estava à espera e quando a cachopa pôs a mão no saco e já não havia nada disse-me "mamã, quero ir para casa". Todo um filme de animação a dar e ela diz-me que quer ir para casa. Lá vou eu à carteira buscar uma garrafinha de água para a entreter, mais umas bolachitas que tínhamos feito em casa mas nada a convencia a ficar. Escusado será dizer que no intervalo viemos embora e eu fiquei sem saber se a agente Judy Hopps encontrou ou não o Mr. Otterton... isso é que me chateia verdadeiramente! Isso e ainda não ter descoberto uma coisa que faça o raio da miúda ficar quieta!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Agora sem braços


Há uma moda que me intriga. Pelos vistos é fashion andar com o casaco pendurado nos ombros mas sem as mangas vestidas. Tipo cabide, portanto. A mim faz-me confusão. Esteticamente não me parece que acrescente muito, aliás, faz-me sempre pensar se a pessoa terá os dois braços de saúde ou se por ventura terá deslocado um ombro e por isso se fique pela meia vestimenta. Ao nível prático parece-me ainda mais descabido. Talvez eu tenha os ombros muito descaídos (se bem que anos de natação e pólo aquático apontem para a direcção contrária do fenómeno), talvez seja muito trapalhona, talvez ande vezes de mais na modalidade burra de carga, mas a verdade é que um casaco pelos ombros aguentava-se em mim cerca de 35 segundos, findo esse tempo iria parar ao meio do chão. Isto já para não falar da incompatibilidade de haver peças penduradas/ cria para pegar ao colo / dar de comer / descolar do chão em caso de birra.
Tantas questões se me levantam: haverá cursos para se dominar a arte do coat slinging? há alguma explicação para o fenómeno que me esteja a escapar? ou é só a minha iliteracia do mundo da moda a vir ao de cima? adeptos ou adeptas por esses lados, há?

terça-feira, 5 de abril de 2016

Spanglish...


Sabes que estás enferrujada nesta coisa de viajar e falar outras línguas quando a recepcionista do hotel te diz onde estão os guias da cidade e, perante a tua resposta dada com a eloquência e pronúncia de quem andou nos shots de goldstrike, te diz que também têm uma versão em Espanhol... portanto, a minha pronúncia estava semelhante à de um espanhol... Em minha defesa estive calada mais de 12h e acho que teria dificuldade até em dizer o meu nome em condições. Ao fim do dia já estava reposta a normalidade.

domingo, 3 de abril de 2016

Museu #3 - Museu Nacional de Machado de Castro








A entrada no quarto mês do ano (WHAAAAT?!?!?) faz-se com o relato da visita ao terceiro museu. Estamos bem, portanto. Quando chegarmos ao 13º mês as contas deverão bater certo. E qual foi o feliz contemplado? Museu Machado de Castro. Estava pela minha terrinha e achei que tinha que acabar com a pouca vergonha de ainda não ter ido conhecer um dos Museus mais antigos e reconhecidos de Portugal.

Só tinha ido ao Machado de Castro no oitavo ou nono ano com as minhas amigas quando tirámos um dia para ser cólturais e só me lembrava vagamente da zona do criptopórtico e de um guarda creepy que por lá andava. Tenho a certeza que desta vez as memórias não me vão fugir assim tão depressa!

Para quem não sabe, o Museu fica na Alta de Coimbra, no coração do pólo universitário, entre a Sé Nova e a Sé Velha. Diria a minha mãe que está “no centro do meio”. A passagem pelo portão dá logo para ficar com uma ideia do que nos espera: um museu com história mas renovado com bom gosto, conteúdo e classe. Se tivesse que fazer uma analogia diria que o Museu é uma espécie de cebola histórica (estou on fire!) em que o próprio edifício participa. O percurso expositivo está muito bem orientado e começa no criptopórtico que é impressionante. Um labirinto de túneis da Aeminium (o nome dado a Coimbra pelos romanos), com marcas mais recentes (da época medieval) e focos de luz que nos dão conta da direcção dos níveis mais recentes. “Lá em cima” temos peças de arte sacra, pintura, escultura, joalharia e cerâmica da época medieval, moderna e contemporânea. Confesso que não conseguimos ver tudo apesar do museu mais do que merecer uma visita completa e calma mas com a garota, mais de duas horas de museu é muito. Muitas das peças são fantásticas, que nos fazem parar e dar conta de cada detalhe mas, para mim, é o altar reconstruído o que mais impressiona e merece uma paragem demorada. Desmontaram uma igreja da rua da Sofia, peça por peça, e remontaram-na no interior do edifício do Museu e o resultado é uma explosão de grandiosidade. E não é a única intromissão arquitectónica, se assim lhe quisermos chamar. Lá pelo meio ainda encontramos os claustros da antiga igreja de Almedina, muros, arcadas e pórticos que fazem do edifício uma manta de retalhos fascinante. Como bonús ainda há a cafetaria do Museu que terá uma das melhores vistas sobre a cidade.

Apesar disso, e eu sei que sou uma chata, a informação é curta. Fazem falta legendas mais completas, textos que contextualizem o visitante, principalmente na zona do criptopórtico, caso contrário ficamos pela vertente estética da coisa, que é uma dimensão incrível, mas há mais que isso! Caso vão, é sacar informação antes de enfrentar os quatro andares de espólio. Se levam garotos encham-se de paciência, vejam só metade (ou um terço), ponham o brinquedo, tablet, a vossa “arma” de eleição e vão na fé de que vai correr tudo bem!

Atenção por causa do estacionamento: se não houver nenhuma festividade a acontecer, e aí até à hora de almoço não deve ser difícil estacionar por perto, depois disso pode ter que se procurar.

Conclusão: é ir à confiança mas com. É de ir!

(Curiosidade: segundo nos disseram, no museu não há peças do Machado de Castro)

terça-feira, 29 de março de 2016

quinta-feira, 24 de março de 2016

Gestão de tempo para tótós como eu



Bem sei que há um certo charme em se dizer que se é uma pessoa muito ocupada, que o dia devia ter 48h e outras coisas do género. Há dias que sim senhor, nem que fizéssemos uma directa conseguíamos dar conta do recado mas há outros que é só má organização. Comigo as coisas funcionam de forma estranha: quanto mais tempo livre tenho menos faço. Quanto tenho mil coisas para fazer, consigo encaixá-las e fazer tudo. Aparentemente a resposta para este fenómeno está mesmo à frente dos olhos. Quando temos muitas tarefas olhamos com maior detalhe para o tempo que temos e preenchemo-lo como se fosse um jogo de tétris: "sobram 15 minutos ali então nesse tempo posso fazer X", "antes de dormir posso dedicar 20 minutos a Y e ainda me sobram 7h40min de sono". Quando o dia está livre (ou mais livre) vamos empurrando com a barriga aquilo que temos para fazer e às tantas é de noite e não fizemos nada!! Para me organizar de modo a garantir que vou dormir com trabalho feito tenho que recorrer ao "time blocking". O princípio da coisa é simples mas confesso que a primeira vez que li sobre o assunto, talvez há uns dois anos, achei parvo e um bocado redutor hoje em dia estou rendida (não quer dizer que consiga sempre cumprir... para isso era preciso voltar a nascer sem ser preguiçosa). Mas então o que é o time blocking? Consiste em olhar para o dia como tendo 24h (uuhhh!! que novidade!!) e preencher essas 24h com tudo o que se tem para fazer nesse dia. Mas tudo mesmo... Assim como na imagem:



Pode parecer que se retira a espontaneidade toda ao dia, e em certa medida é verdade, mas também é verdade há sempre imprevistos e por isso nada nos garante que por muito planeado que esteja o dia que o consigamos cumprir como queremos. Ainda assim, ajuda-me a perceber a relação entre o tempo que tenho e as tarefas que tenho e que são diferentes todos os dias. Às vezes o jantar já está preparado e o que tenho para fazer é tratar da roupa. Às vezes, e apesar de combinarmos que de manhã quem trata da cachopa é o Homem, podemos ter de trocar... ou seja, porque muito que tentemos manter rotinas a margem para imprevistos é gigante.
Em traços gerais é isto que me ajuda, mas há mil e um artigos a explicar isto, a acrescentar a esta visão mais simplista uma lógica de prioridades e há mil e uma apps para fazer a gestão dos dias (eu uso o calendar do computador porque está sincronizado com o telemóvel e torna as coisas mais simples)... o que passa é a haver menos desculpas... para isso é que eu ainda não encontrei solução ou aplicações...

quarta-feira, 23 de março de 2016

Dos improváveis do dia de ontem


Como é normal nos dias como os de ontem (e é pena que já possa haver normalidade nos dias de ontem), não havia telejornal que não tivesse um especialista a comentar e a trazer os esclarecimentos possíveis sobre o inimaginável, à luz da sua especialidade. Cá para mim, nada contra! Até agradeço porque ficamos sempre a achar que sabemos mais qualquer coisa. Ora, mas ontem aprendi um bocadinho mais do que queria. Durante o almoço estava a ouvir as notícias e falava-se sobre se o acto terrorista tinha um cunho amador ou profissional e nisto, um dos espertos na matéria diz qualquer coisa do género: "a questão não é a bomba, qualquer um de nós pode fazer uma bomba! Basta comprar água oxigenada, ácido sulfúrico, pózinhos de fada, chifre de unicórnio e lágrimas de rinoceronte, misturar tudo levar a lume brando durante 15 minutos, deixar arrefecer à temperatura ambiente e aplicar num cinto channel e está feito!" É fácil perceber que estes últimos ingredientes e procedimentos foram inventados por mim mas, na realidade, o que o senhor fez foi explicar como é que se fazia uma bomba artesanal passo por passo. Acho que há receitas no 24 Kitchen que não são tão detalhadas. No momento pensei que o homem se tinha passado e que o pivot deveria estar a ouvir indicações pelo pirolito da orelha para não lhe travar a verborreia. Juro que aquilo me ficou a fermentar nas ideias. Já quase me tinha passado o mau-estar quando, durante as notícias das 20h, o mesmo especialista (somos um país pequeno, não haverá grandes alternativas) volta a dar a mesma explicação repetindo a receita passo-a-passo! Estava um palavrão a saltar-me boca fora quando o Rodrigues Guedes Carvalho lá lhe disse a meio da coisa que se calhar não era boa ideia continuar a explicação.
A sério?! A sério que alguém que é perito em questões de terrorismo não percebe a sensibilidade do tema?! Principalmente quando o público-alvo para quem está a falar é todo e mais algum?! Desde pessoas normais às mais tresloucadas?! Moço, se sabes muito do assunto, fixe para ti e muitas palminhas. Se calhar, guardavas algumas coisas só para a privacidade do lar, ok?

terça-feira, 22 de março de 2016

segunda-feira, 21 de março de 2016

Aqui estão as melhores dicas sobre como ir a correr comprar o segundo número da Runner's World!




É segunda-feira. Começou a primavera. Tudo aponta para um começo e aqui está ele: o primeiro número da Runner's World Portugal! Para quem está a pensar clicar no próximo blogue porque vem aí mais uma xaropada sobre corrida aguentem só mais um bocadinho. É verdade que há dicas maravilhosas sobre como começar a correr do ponto de vista técnico, sobre os melhores investimentos a fazer para quem quer começar no que respeita a equipamento (caramba que já me roubaram as ideias que tinha para os próximos posts...), sobre nutrição e outras coisas mas também há receitas das boas (com comida a sério), locais porreiros para correr ou explorar, histórias de superação que podem ser de atletas mas que servem de inspiração para qualquer pessoa, da bibliotecária ao advogado! Podia continuar aqui a fazer uma lista de motivos que tornam a RW a revista sobre corrida mais lida do mundo mas acho que o melhor é mesmo ir ao quiosque e comprar uma... e já agora, descubram em que página aparecem as sapatilhas desta vossas escriba e a minha opinião sobre o correr sozinha ou acompanhada!

Se quiserem ter um cheirinho do que há no interior da revista espreitem aqui e aqui!

sexta-feira, 18 de março de 2016

Vai-se a ver e é por estas e por outras que a miúda não gosta de mim...


Acho mesmo que devemos começar a assumir responsabilidades desde cedo. Ou então foi por ter crescido assim que acho isso faz sentido. Lembro-me da minha avó no encarregar (a mim, à minha irmã e aos meus primos) de algumas tarefas do negócio dela. Tínhamos 4, 5, 6 anos e a missão podia ser algo tão simples quanto ir entregar um recado, ir comprar carne para o almoço, ou atender as pessoas que iam à procura dela quando não estava. Não era nada inventado nem para encher chouriças. O que tínhamos de fazer era realmente importante e se falhássemos iríamos estar a pôr um grão de areia na engrenagem e isso dava logo outra importância à missão. O que ali estava em causa é que sabíamos que ela confiava que seríamos capazes de fazermos o que nos tinha sido pedido e ela sabia que para nós, aquele voto de confiança, nos fazia crescer 10 centímetros! É com essa filosofia que temos procurado criar a Sardanisca. Ela tem, efectivamente, tarefas a fazer em casa e ajuda com coisas que fogem ao que são as "obrigações" que tem por defeito. As tarefas dela são coisas como arrumar os brinquedos, os sapatos, a roupa que despe, as cadeiras, a mesa onde desenha... Mas quer sempre muito ajudar à hora das refeições e eu deixo. É ela que põe os legumes na panela da sopa, depois de eu os descascar e cortar, é ela que ajuda a pôr a mesa e que transporta coisas de vidro. Para além disso, nos dias de arrumações, já leva, se lhe pedirmos, a roupa suja para junto da máquina de lavar. Bem sei que as coisas vão mudar, mas para já, dá-me um gozo desgraçado ver o ar de conquista dela quando põe um copo de vidro em cima da mesa, ou quando consegue levar o lençol do quarto para a cozinha!

Mães que por aqui passam: devo entregar-me já às autoridades por abusos ou posso estar tranquila?

terça-feira, 15 de março de 2016

Malta, este é dos compridos mas lê-se rápido!


Quando comecei a sentir que o meu corpo estava a entrar em parafuso, mas ainda antes de dar importância ao assunto, passei por uma página da internet – a Diospiro – que, por ter óptimo aspecto me deu vontade de explorar. Ao ler a bio dos autores percebi que a Filipa tinha conseguido ultrapassar ou controlar a artrite dela com uma mudança de estilo de vida. Marquei o site, passei a segui-lo e continuei com a minha vidinha. Foi só algum tempo depois, uns meses, quando comecei a juntar as peças do meu puzzle que percebi que se calhar tinha mesmo alguma coisa e alguma coisa parecida com a artrite e lembrei-me do que tinha lido. Nessa altura, e ao contrário do que normalmente faço, entrei em contacto com ela. Na verdade, nesse dia estava particularmente desesperada porque não me conseguia mexer. Mãos, joelhos, pés tudo doía e tudo estava inflamado! Quando enviei mensagem estava à espera de uma resposta do género “faz isto que isso passa”. Não foi bem isso que aconteceu! Lá me disse o que eu já sabia e toda a gente me tinha dito mas que eu teimava em adiar: “vai ao médico primeiro e descobre o que tens”. E depois continuou dizendo “mudar a alimentação sim, faz sentido porque há alimentos que são mais inflamatórios”. Disse-me o que poderia tentar retirar mas alertou-me para o facto das coisas não acontecerem do dia para a noite! Confesso que fiquei um bocadinho desiludida! Como é que não acontece de um dia para o outro?!? É que não me dava jeito nenhum ficar entrevada! Acabou a mensagem a falar-me da meditação. Disse-me que de entre tudo o que ela faz para superar a doença o melhor era mesmo a meditação. O que eu desconfiei!! Como é que a meditação me faz ficar sem dores e sem inchaços. Fiquei baralhada. Queria ficar bem, estava disposta a fazer alguma coisa para ficar bem mas não estava convencida que fosse a meditar que a coisa ia ao sítio. Deixou-me o número de telefone (que está guardado para uma situação SOS) e um grilinho a buzinar-me na cabeça. Foi só quando tive a confirmação dos resultados da AR, depois de lhe escrever em pranto (felizmente que as letras no monitor não dão para ver a ugly cry face) e de ela me voltar a falar do assunto, que resolvi dar uma chance à meditação. Sem grande fé e um bocado às escondidas... devo dizer que o comentário da Cátia (porque sabe do que fala) fez maravilhas para validar esta abordagem. Das primeiras vezes que tentei, ao fim de um minuto entrava num choro descontrolado. Não fazia grande sentido... não é nada assim tão incapacitante... talvez fosse o cansaço das dores e dos olhos a não me deixarem dormir (um dia explico porque esses sintomas dão toda uma outra história!... ou mudar esta história, estamos a esperar para ver). Aos poucos lá conseguia aguentar um bocadito mais e às tantas dei por mim mais apaziguada em relação a tudo. Não domino a meditação o suficiente para minimizar as dores, mas já consigo acalmar-me e terminar a sentir-me bem. 

Isto tudo para dizer que, independentemente de ter a sensibilidade de um calhau, com a paciência de uma paramécia, sou ainda mais uma gaja que quer estar bem. Se isso implica mudar, fechar os olhos e não pensar em nada, tudo bem! Há coisas piores! Além do mais, há mais gente que já o fez e faz e se tem dado bem... e nunca pensei que fosse tão importante saber disso. As palavras da Filipa de conforto, de força e de partilha foram fundamentais para mim, para me sentir acompanhada e compreendida (é estranho explicarmos a alguém que estamos a passar mal com uma coisa que não se vê)! Tendo dito isto, caso me vejam embrulhada a um lençol cor-de-laranja, com um carrapito na cabeça a cantar “hare hare” podem dar-me um estalo porque estou a ser parva... a menos que esteja a entrar para a Moda Lisboa... aí é só estilo!