sexta-feira, 17 de abril de 2015

Perguntas retóricas






Só para efeitos de referência vamos assumir que isto acontece cá por casa. A questão é: quão mau seria e quem é que está errada:

Há dois momentos de brincadeira que eu gosto particularmente mas tenho algumas dúvidas em relação à dinâmica: os legos e a leitura de histórias... Ora, com os legos a pequena arquitecta que há dentro de mim salta cá para fora e vai de criar pequenos palácios. A questão é a minha filha não partilha da minha visão estética e não só não me ajuda a construir os mais bonitos edifícios alguma vez vistos no universo Lego, como me rouba peças e destrói as minhas construções... Parece-me mal... e acho que ela deveria rever este tipo de comportamento, certo?

Na leitura das histórias parece-me que não dá o valor necessário à minha representação... Estou eu a fazer a voz do avô no "Sonho da Mariana" quando ela me interrompe para perguntar o que é o boneco no fundo da página... Considero que ao longo deste quase dois anos desenvolvi um método de representação próximo do profissional e rapidamente lhe dou resposta e volto a entrar no personagem (salvo seja) mas há um limite para o número de vezes em que estas interrupções podem acontecer de modo a não perder a alma da história. Sinto que ela não reconhece a minha arte.

A hipotética miúda teria de atinar e aprender a apreciar as aptidões artísticas da hipotética mãe, certo?

(Tenho a certeza que todos os meus leitores - sim, vocês os dois - são pessoas de humor refinado (ou pelo menos percebem que sou uma pessoa doente) e por isso toparam logo que isto é brincadeirinha).

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Está bom assim. Não mexe.



bem sei que o cacto está com mau aspecto mas é mesmo assim... as folhas velhas têm que cair para depois nascerem novas... trust me!

 aqui são as duas micro folhas verdes que se vêem no canto inferior esquerdo... são pequeninas mas estão lá!



Queria muito ter alguma sensibilidade literária (e já agora, da outra também) para escrever aqui com palavras bonitas que este ano a Primavera marca mesmo (o fim e) o princípio de tudo. Mas não tenho, por isso, deixo antes a prova que quando o Sol começa a brilhar, depois de uma boa chuvada, até o improvável acontece: há plantas vivas (vá, umas mais que outras... o 13 de Maio ainda vem longe e o Todo Poderoso está cheio de trabalho neste momento) nas minhas floreiras... e tudo o que isso significa.

terça-feira, 14 de abril de 2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Isto ou corre muito bem ou corre muito mal...





Quase todas as noites pergunto à Sardanisca que livro é que quer ler antes de adormecer e quase sempre ela saca do "Estanho Mundo de Jack". Bem sei que durante meses, quando ainda a estava a habituar a esta rotina, quem escolhia o livro era eu e de tanto gostar dele li-o algumas 800 vezes. Na história as palavras mais frequentes serão "tumba", "ossos", "monstros", "cadáver"... mas a história é perfeitamente inocente! O Jack, rei de Halloween, rouba o Natal, porque estava farto de assustar as pessoas e queria, tal como o Pai Natal, poder dar, em vez de sustos, alegria. Mas como não tem jeito nenhum para a coisa acaba por ficar muito triste e devolver o Natal! Convenhamos que, do ponto de vista da integridade física e moral ninguém é mal-tratado! Se virmos com atenção, no "Capuchinho vermelho" a Avó é comida pelo Lobo, que por sua vez é assassinado pelo caçador que lhe abre a barriga, a enche de pedras e o atira ao poço... Já na "Cinderela" temos no mínimo um caso de escravatura e sequestro... Ainda assim, sempre que lhe estou a ler a história fico a pensar no que ela vai dizer na escolinha daqui a uns tempos quando lhe perguntarem que livros é que lê antes de adormecer: "Ah, aquele que tem Zero o Cão fantasma e o Jack que vive num caixão".

sábado, 11 de abril de 2015



Não era nada que eu já não soubesse mas estou a tornar-me um ser anti-social e o que é pior... contra minha vontade! Eu bem tenho tentado arranjar momentos em que me obrigo a estar com pessoas que não conheço com o intuito de conviver e a verdade é que não consigo. Não sei como é que se mete conversa com as pessoas e, muito sinceramente, nem sempre tenho paciência para aquela primeira conversa de circunstância que se tem que ter. Nas últimas tentativas juntei-me a dois grupos de corrida distintos e consegui chegar e ir embora sem abrir a boca! Por um lado, porque as pessoas já se conheciam e por outro porque não tenho feitio para me fazer ver no meio de gente. Mas depois, fico a olhar para a minha filha no parque e parece super-simples: dar ou receber encontrão; pedir ou aceitar desculpas; dar ou receber beijinho; dizer o nome; amigos para o resto da tarde. Já pensei pôr a estratégia dela em prática mas tenho um bocado de medo de ser presa por agressão...

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Certinho como o destino




Já me conformei com o facto de sofrer de claustrofobia podológica e aprendi a viver com essa maleita: sou muito feliz se descalça mas em tendo de andar calçada que seja por pouco tempo ou tapando pouco o pé. Por isso, mal o sol deu um ar da sua graça uns quantos dias seguidos achei que já era altura de os deixar mais à solta. O problema é que não tinha sapatos de meio-termo - ou botas ou chinelos - e por isso tornava-se imperativo (daquelas necessidades mesmo mesmo muito necessárias) arranjar um sapatunfo de que não me envergonhasse e a coisa deu-se... Encontrei umas Melissa giras para aproveitar o tempo estival e... começou a chover! Lógico!

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Às vezes dá vontade de pendurar as sapatilhas...



Nesta altura estou a tentar preparar-me para fazer a Meia Maratona do Douro Vinhateiro. Na realidade estou a preparar-me desde de Fevereiro. Tenho feito tudo como manda o plano de treinos e ainda uns treininhos caseiros (vale o que vale mas pelo menos tenho tentado) e tirando o caos que foram as "Férias da Páscoa" a coisa até foi correndo bem. O caraças é que não há meio de conseguir sair da cêpa torta!! Quero muito baixar os meus tempos e nada disso está a acontecer! E a questão é que como treino sozinha e sou uma péssima atleta (espírito de sacrifício está ali próximo do zero) não "aperto" comigo para ir bocadinho mais depressa porque isso é desconfortável... O que quer dizer que muito provavelmente irei também acabar esta Meia Maratona em penúltimo!! Oh vida!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Convite aceite!





Ontem recebi o meu cabaz semanal da Quinta do Arneiro e com ele um miminho que me deixou o queixo a tremelicar de emoção. Eu bem sei que ando feita um ser sensível mas acho que nem é por isso que o gesto me deixou abalada e cheia de vontade em dar um beijoca ao pessoal da Quinta. Então não é, que com este cabaz vinha um mini pinheiro e uma proposta: a de sermos a família adoptiva da árvore, até que ela esteja forte e com raízes profundas o suficiente para ir morar na Quinta do Arneiro e aí, terá o nosso nome  e estará disponível para nos dar a sombra em futuros passeios e pic-nics... Acho a ideia genial e já me consigo imaginar no futuro com a Sardanolas a secar a paciência à árvore que coitada não terá por onde fugir! Ainda não tinha tido dúvidas em relação à nossa opção pela encomenda do cabaz da Quinta, mas neste momento tenho a certeza absoluta que foi uma boa escolha!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Livros: 1 de 4 - Done



No início do ano achei que devia impor-me um objectivo de leitura: ler 4 a 6 livros num ano! Sim um ano. Tenho noção que há quem leia 4 livros em dez minutos... eu própria lia um livro por mês (mais coisa menos coisa) não há muito tempo. Mas as coisas mudaram... muito, e ler um livro parece-me algo tão complicado quanto correr uma Meia Maratona! Ainda assim... no dia 28 acabei de ler a última palavra do Primo Bazílio e não podia ter ficado mais orgulhosa! A última vez que tinha lido um livro de seguida foi quando a pequenas nasceu! Estou certa de que haverá alguma relação entre estes eventos. A porra toda é que defini, nesse meu objectivo, que metade dos livros seriam em português e a outra metade num idioma que dominasse. As opções são poucas: inglês, francês, castelhano e catalão. O que precisava agora era de dicas... que livros, pequeninos pequeninos, caso contrário não os acabo neste século, há por aí em estrangeiro, que valha a pena serem lidos?

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Dia do Pai é quando a Mãe quiser





Este ano o dia do Pai calhou mesmo no olho do furacão que estes dias têm sido. Eu sei que não é desculpa... que uma boa espo(n)ja e boa Mãe prepara antecipadamente todo o dia de homenagem ao progenitor. Já me chicoteei (com jeitinho para não me magoar muito) e remediei a situação como pude: levei o homem a jantar num dos nossos restaurantes preferidos: a Tosca. Para além da comida extraordinária (já lá vamos) o restaurante não tem nada de outro mundo a não ser uma coisa muito básica: o bom gosto! O ambiente é super simples, a atirar para o industrial, tem uma luz suave, uma música de fundo sempre fantástica o que no final resulta em sofisticado mas sem pinderiquices! A sensação é que estamos entre amigos porque o tratamento é muito cuidado mas também familiar. Sempre que há dúvidas em relação a alguma escolha é fácil termos uma opinião. Como já não saímos para a loucura da nigth live há mil anos, basta-nos uma sangria de champagne com frutos vermelhos para sairmos de lá a trocar os pés por isso não sei como é a carta dos vinhos mas só pode ser boa! De resto, só precisamos de alguém que nos dê um empurrão para irmos a rebolar porque é impossível deixar alguma coisa no prato! Para começar as entradas... acho que aquilo que melhor ilustra a qualidade das entradas é o facto do casal da mesa ao lado ter jantado só entradas!! Entre morcela de sangue com cebola caramelizada e compota, ovos rotos, cascas de batata... bem... um sem fim de coisas mesmo mesmo boas. E depois os pratos principais. Confesso que ainda não fui ao lado do peixe (temos tempo) mas entre Porco Preto, Vitela e Vaca é tudo bom! As sobremesas são poucas mas de ir ao céu! Em especial a mousse de lima... O preço não faz justiça à qualidade! É por estas e por outras que a pesagem mensal vai ser adiada por uma semana...

sexta-feira, 3 de abril de 2015

O outro bocadinho de mim






Fui há poucos dias à terra do meu Pai. Sempre disse que a aldeia do meu Pai ficava na Serra do Caramulo mas que era tão pequena que não vinha no mapa. Depois veio a internet e com ela o discurso mudou para "só aparece numa entrada do Google e é porque tem um marco geodésico"! Hoje já não é assim... Se se escrever "Souto Bom" aparecem uma série de notícias referentes à Aldeia sendo a mais recorrente a do projecto "Ambientes do Ar". A aldeia está rodeada e é atravessada por uma série de cursos de água que está sempre fresca, límpida e que dá vontade de beber só de ver! Por isso mesmo, recentemente, criaram-se as condições para fazer dois percursos pedestres para visitar os moinhos de água, aproveitar o ar e ver as vistas (há dias em que se vê a neve no topo da Serra da Estrela). Eu sei que sou suspeita e que mal posso esperar que a casinha que era dos meus avós (aliás, bisavós) fique pronta mas, é de acreditar, é um programinha que vale muito a pena!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Para mães que não podem com uma gata pelo rabo:



Ontem fui adormecer a garota. Acordei às duas da manhã, toda torta com a miúda a fazer da minha cabeça almofada. Depois de constatar esse facto continuei a dormir. Conclusão: adormeci deviam ser umas nove e meia, dez horas... Isto até podia ser muito bom não precisasse eu de trabalhar como se não houvesse amanhã e não soubesse eu que o tempo que tenho para trabalhar é à noite depois dela adormecer. A questão é que eu tenho a certeza quase absoluta que os bebés têm uma hormona qualquer que faz as pessoas adultas adormecerem. Sim, porque este fenómeno já se verificou vezes sem conta com o Pai e com os avós... o "vou adormecer a miúda" virou código para "vou dormir uma sesta e esperar que a miúda também adormeça". Fiquei a sentir-me muito mais normal quando há coisa de uns dias dei de caras com este post de uma daquelas mães americanas que fazem tudo bem feito: têm a casa sempre em ordem, são super talentosas e fazem DIY impossíveis, estão sempre giras e impecáveis, e conseguem ter mamas mesmo depois de terem parido uma equipa de futebol de praia e amamentado até aos 345 meses. Bem... invejas à parte, esta senhora dá umas dicas que fazem algum sentido e que até resultam,mas que nada me valeram ontem... Ainda assim vamos lá ver então (uma adaptação livre d)as ideias:

1. Preparar para ir para a cama: desmaquilhar, lavar cara e dentes, vestir pijama... concordo com ela! Nada me acorda mais do que preparar-me para dormir... então aquela tomada de decisão "molho a cara com água fria e acordo mesmo?!", ou "espero que aqueça e acordo mesmo?!" faz maravilhas pela minha sonolência!

2. Arrumações de final do dia: tal como a little momma, também não gosto de me ir deitar com a casa de pantanas, por isso, tento sempre dar uma ajeitadela... mas não controlo o tempo que o levo a fazer (tal como ela sugere).

3. [qualquer coisa que tem a ver com o ponto anterior mas não lhe acrescenta muito]

4. Não ficar a anhar no sofá a ver o feed do que quer que seja: assim que assumo a posição "deixa cá ver o que há de novo no facebook/instagram/pinterest" danou-se! O cérebro vai para as caraíbas e só volta no dia seguinte! Deixo de saber o que tinha para fazer e à medida que vou andando com o dedito para baixo vou-me aninhando e às tantas já estou a dormir agarradinha ao telemóvel;

5. Guardar o melhor para o fim: seja ir dormir, fazer zapping, escrever no blogue... o que quer que seja, fica para o fim porque é mais fácil arranjar motivação para o fazer.



segunda-feira, 30 de março de 2015

Vamos jogar um jogo?!



Objectivos: 
- Fazer 400km num dia usando os vários transportes públicos de três distritos, no meu caso, Lisboa, Porto e Coimbra; (este post foi escrito no Alfa depois de ter apanhado um autocarro para a Gare do Oriente... conto ainda apanhar o metro no Porto e um expresso para chegar a Coimbra);
- Levar uma só carteira (gigante... aquela que a mãe Fatinha fez) com a roupa para três dias, equipamento de corrida, material de trabalho e comida para o dia;
- Conseguir não parecer uma sem-abrigo ao chegar ao local de uma conferência onde vou falar (creio que o ponto anterior invalida este...);
- Chegar ao destino final (casa de papai) com as peças todas;

Quem está comigo?!

sábado, 28 de março de 2015

#EarthHour: o mote perfeito para parar!!



Há alturas em que é assim: acontece tudo ao mesmo tempo. Depois já sei que abranda e passa um bom bocado de tempo até que volte a acontecer alguma coisa de interessante mas para já, está tudo a mil! Por isso hoje vou parar! Estava aqui um bocado embatucada, naquele stress do "não sei para onde me virar por isso vou deitar-me em posição fetal até que chegue Abril", quando me apercebi que hoje se assinala a #EarthHour o que quer dizer que entre as 20h30 e as 21h30 devemos procurar reduzir os nossos consumos energéticos! Encantada da vida! Uma horinha só para mim e para os meus pensamentos sem televisão, sem net, sem rádio, sem nada! Vai saber-me bem! Até lá é tentar dar despacho ao trabalho!

quinta-feira, 26 de março de 2015

É feio enganar criancinhas... mas assim pode ser!



Felizmente a minha filha é uma pequena debulhadora. Come tudo o que lhe puserem à frente e abre muito a boca quando, depois de acabar o que tem no prato vê que ainda estamos a comer, para lhe darmos mais um bocadinho. A questão é que a garota aprendeu a dizer um não reforçado com um vigoroso abanar de cabeça e cerrar de boca e normalmente é o que faz quando o conduto é peixe. Não percebo porquê porque o peixinho que lhe pomos no prato é pescado pelo avô paterno que o prepara especialmente para ela. Depois de perceber que estes episódios me tinham feito crescer mais quatro cabelos brancos (que terei de arrancar entretanto), recorri à sabedoria ancestral (não que seja assim tão antiga) da mãe Fatinha. Ora, reza a lenda que, há muitos muitos anos (vá, alguns anos... não muitos, muitos!), a minha mãe teve de conseguir convencer uma de suas filhas a comer qualquer coisa que fosse (não, não era eu... eu era aquela que comia um croissant depois de almoço... true story). Receita infalível: sufflé de peixe! Como tinha feito peixe no forno e tinha sobras (é uma forma porreira de aproveitar os restos peixe, carne e legumes) não pensei duas vezes! Além do mais, mesmo que não comesse muito, o pouco que fosse estava cheio de proteínas e vitaminas biológicas (porque não me passou pela cabeça deixar para trás os bróculos e a couve flor da Quinta do Arneiro que de tão bons são quase rebuçados) e outras coisas igualmente nutritivas. Para além do mais, é fofinho e não se parece com peixe. Não é a receita mais rápida e fácil do mundo, é boa para ser feita durante o fim de semana sem pressas, mas se pensarmos que basicamente tem peixe (carne ou legumes), leite e ovos (vá e farinha Maizena mas é só um bocadinho) não é assim tão má! E quase se qualifica como paleo (se não contarmos o leite e a farinha)... Fica a dica para quem estiver a passar um mau bocado com a alimentação da criançada. 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Está sol!

Credits

Ando numa fase tipo AA. Viver um dia de cada vez... [estive a pesquisar e aparentemente o programa não refere esta ideia de dia mas sim de passo. Não interessa] até porque se começo a olhar muito lá para a frente dá-me a sulipampa e acaba-se a festa! Já tinha percebido, por alturas das crises do final da adolescência, que andar viver por antecipação não ajuda à paz de espírito e fui fazendo por respirar fundo e tentar resolver os problemas (ou o que for) à medida que eles aparecem. Por isso, hoje vou aproveitar que o dia está bonito, superar as três reuniões que tenho (uma de cada vez), fazer compras, preparar o material e a casa para as limpezas de Primavera (que este ano vão contar com a ajuda da tropa de elite: mãe e sogra), fazer o meu exercício, planear o jantar e riscar pelo menos uma tarefa de trabalho da lista. Amanhã logo vejo o que tenho para fazer... Sendo certo que, se ouvirem nas notícias que há uma mulher de com cerca de 30 anos (mas que aparenta ter 20), a vaguear na estrada, enquanto fala sozinha e faz uma lista, provavelmente serei eu!

terça-feira, 24 de março de 2015

O meu mundo perfeito







Há um lugar onde a minha vida é perfeita! O meu closet faz inveja às Olivias Palermo deste mundo, encontro tudo o que preciso para ter a casa mais espetacularmente decorada do mundo, onde tudo o que eu imagino pode ser feito por mim e fica sempre com um ar super-profissional, onde encontro tudo o que preciso para me manter organizada... É um mundo bonito, em constante renovação onde sou feliz!... O problema é que, até que se arranje uma forma de se poder viver no Pinterest vou ter de me contentar com os álbuns virtuais...

segunda-feira, 23 de março de 2015

Museu do Mês II - Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota






Já andava com esta fisgada há algum tempo e este fim de semana finalmente aconteceu! O programa de passar a tarde no CIBA (Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota) foi o que eu tinha imaginado! Ok... não é um museu na verdadeira acepção da coisa mas, como está lá muito perto, acho que podemos dizer que serve. 
O Centro tem óptima pinta (critério tão válido como outro qualquer para visitar espaços culturais) mas creio que a melhor característica é a aposta no "less is more". Não há um milhão de salas para ver, carradas de objectos em exposição e textos de legendas (que são só uma das coisinhas mais importantes dos espaços museológicos) que compilados dão para escrever 20 teses de doutoramento. Em vez disso temos suportes multimédia fantásticos e que funcionam (o que nos dias que correm não é algo que devamos ter por garantido) o que, tendo em conta que levei o meu pequeno diabo da Tasmânia, é importante. As salas apresentam um discursos super-simples, completo e diversificado o que evita aquela sensação de seca... principalmente se pensarmos que o CIBA representa um dos períodos da história de Portugal mais importantes e complexos que existem... Uma espécie de Game of Thrones medieval à portuguesa: casamentos políticos, filhos bastardos, amantes interesseiros, rainhas malvadas, justiceiros implacáveis, irmãos a lutar contra irmãos, guerras com proporções desleais, estratégia, intervenção divina... está lá tudo e percebe-se tudo com muito mais clareza no ponto alto da visita que é, sem sem dúvida, a projecção multimédia. O filme é projectado numa sala tipo cinema, o enredo é representado e bem por actores de primeira linha (o Gonçalo Waddington vai muito bem de Nun'Alvares para além de deixar uma pessoa com outra disposição para aprender factos históricos!) e é possível acompanhar as partes mais complicadas com gráficos que nos dão conta das movimentações dos dois exércitos (sou uma pessoa muito básica que precisa destas ajudas). Aqui é que é preciso ter alguma atenção, porque o filme e o som são tão intensos que as crianças mais pequenas podem assustar-se... 
Depois de tudo isto, estamos prontinhos para dar um pulo ao exterior e ver onde tudo aconteceu de facto e o ambiente ganha logo outra magia. Aqui é que a meu ver a coisa podia estar melhor... bem sei que há audioguias que devem tornar a passagem ao exterior muito mais interessante mas, por algum motivo não os levámos. Mas mesmo sem audioguias, acho que podia haver mais informação sobre as formas e ocupação e transformação do espaço. Em compensação, o facto do campo de batalha ser agora um campo aberto fez a delícia da minha filha que bateu os recordes de sprint, apanha de flores e trambolhões em sub 24 meses.
Programinha e tanto, é o que tenho a dizer! Melhor, só se me tivesse conseguido organizar de modo a dar um pulo ao Mosteiro da Batalha (que fica a uns 500 metros dali... mas tem o centro de interpretação fechado... apesar de ser novo... daqueles mistérios da criação)... fica para a próxima e fica a dica. Aliás... se for para viajar e ir até essas bandas, eu sugiro um dia inteiro e um livro de apontamentos porque, numa distância muito curta, temos (para além do Mosteiro e do CIBA) o Castelo de Leiria e de Porto de Mós (que são espaços fundamentais para compreender a batalha)... para além do Castelo de Ourém que também está ligado a este episódio! As maravilhas deste Portugalito!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Eu tentei...

Credits

Aqui há uns dias participei num passatempo e, contra todas as probabilidades, ganhei uma participação no 1º Afterwork do Club Women's Health. Como nunca ganhei nada na vida, nem sequer uma rifa da quermesse da paróquia, achei que nunca seria seleccionada, por isso, quando me disseram qual era o plano da tarde pensei que estava tramada! Então vamos por partes:

1. A sessão aconteceu num ginásio;
Não entrava num ginásio há pelo menos uns 8 anos! Quando quis fazer o saco com o material para treino cheguei à conclusão que... não tenho um saco para ir ao ginásio (o que faz sentido!);

2. Implicava o convívio com outras mulheres que, por serem leitoras da Women's Health seriam de certeza superjeitosas e cheias de equipamento todo gym-ó-fashion;
Não estava enganada... basicamente eu era a anãzinha anafada que por lá andava aos saltinhos. Para além disso, como não ando no ginásio não tenho roupa de ginásio. Tenho dois pares de calças de corrida umas todas surradas outras nem tanto... foram essas as eleitas. A t-shirt foi rapidamente substituída por uma da organização.

3. Do treino constava uma corrida de 4k;
Aqui tudo bem!

4. E uma aula de Zumba...
Já aqui há tempos tinha dado conta do meu talento para coisa. Nenhum. As coisas poderiam ter mudado mas não. Foi uma bonita sessão cómica acentuada pelo nervoso miúdinho de haver câmaras a apontar para o grupo.

5. Sorteio de um relógio Tom-Tom que faz muita coisas gira;
Aqui a tendência manteve-se: não só não ganhei como ganhou a amiga que levei para participar comigo nesta sessão.

Por tudo isto foi... Fantástico! Adorei e repetia tudo já amanhã! Zumba incluída! Há muito tempo que não me divertia tanto e não transpirava tanto! A boa notícia é que este foi só o primeiro Afterworkout da Women's Health!! É uma questão de se estar atento à revista, de ir espreitando página do facebook da WH e tentar!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Num está fácil...










A sério que estou a tentar visitar um Museu por mês mas Fevereiro e Março não têm sido amigos das resoluções anuais! Em Fevereiro dá-se o Carnaval e a nossa vida fica virada do avesso porque essa é a única religião que o Homem cá de casa professa e nada, nem ninguém, se pode meter entre ele e as noites passadas a tocar nos bálhes (um dia explico), vai daí a vidinha cóltural vai para o espaço. Não faz mal! Compenso em Março e visitamos dois Museus (eu até já visitei mais de dois este mês, mas a trabalho não conta). A questão é que Março tem sido uma desagradável surpresa no que toca a viroses e outros imprevistos... No fim de semana passado, com a garota já livre de frebres, o plano para sábado passava por irmos levantar o dorsal para uma corrida ao Parque das Nações e dar um pulo ao Museu da Carris. Lá fomos e na volta encontramos uma hora de fila antes de chegar ao Terreiro do Paço e a vontade de irmos ao Museu, bem como tempo que tínhamos para o fazer, escapuliu-se! "Não faz mal vamos amanhã!" Domingo pela fresca estávamos os três prontos e contentes porque íamos finalmente fazer a visita. Chegámos à porta e... Museu fechado!! Então mas os Museus não fecham só às segundas?! Aparentemente este é a excepção (fica o aviso!). Ainda andámos a passarinhar pelo espaço que vai até ao Village Underground e ainda deu para espairecer... mas Museu "biste-lo"! Tenho outro plano para o fim de semana que se avizinha mas já não digo nada!