sábado, 18 de Outubro de 2014

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Acho que tenho um problema...



Tenho uma panca por caderninhos. Sempre tive! Mas acho que agora estou a atingir todo um novo limite de loucura... Neste momento ando com três cadernos na carteira! TRÊS!!! Porquê?! Porque sou tola, obviamente, mas porque cada um tem uma função. Comecei com o azul para ter onde anotar as listas de afazeres diários (a maternidade deixou-me o cérebro em papas e a quantidade de coisas a fazer multiplicou-se por um milhão!). Mas depois, misturavam-se as coisas da vida doméstica com as do trabalho e isso está errado como toda a gente sabe e vai de arranjar o segundo caderno... Mas depois há o trabalho A e o trabalho B e não se podem misturar porque... coise... não podem... Vai daí tem que se arranjar outro caderninho e chegamos a este grau de loucura: para além do computador, do estojo (ui o(s) estojo(s)... esse é todo um outro mundo de insanidade mas fica para a próxima), as cenas da miúda ando com três cadernos na carteira. Vai-se a ver é por andar com perto de 20 quilos na carteira que volta e meia não me mexo! Há comprimidos para isto ou desisto já de ser uma pessoa normal?

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Se a minha vida neste momento fosse uma passagem de um filme:

C'est l'histoire d'un homme qui tombe d'un immeuble de 50 étages. Le mec, au fur et à mesure de sa chute, il se répète sans cesse pour se rassurer: "Jusqu'ici tout va bien... Jusqu'ici tout va bien... Jusqu'ici tout va bien." Mais l'important, c'est pas la chute. C'est l'atterrissage.

La Haine

Queria ser "gorda" como a Jéssica!

...é que se fosse "gorda" como a Jéssica não andava feita parva a apagar fotografias do verão em que aparece a minha barriga cheia de coisas a mais! E muito possivelmente estava a correr (como corro) e a fazer os exercícios do demónio australiano (como faço) mais pelos motivos certos (que também me motivam) do que pelos motivos errados (querer parecer tão "gorda" como as Jéssicas deste mundo). A verdade é que não teria coragem de desfilar de biquini... Acho mesmo que é preciso "tê-los" no sítio para o fazer! E não seria capaz porque cheguei ao absurdo de achar que só se me aproveita o que está entre os ombros e o queixo e dos joelhos para baixo e, assim sendo, fica complicado ter onde pendurar o fato de banho! Acho... achei... que todos os meus entretantos deveriam ser escondidos a bem da paz emocional do resto da humanidade! Penso que se a minha filha me dissesse algo do género que ficava com o coração partido por muitos motivos: porque era sinal que achava que o valor que se tem está dependente da beleza, porque estaria muito mais vulnerável às críticas das outras pessoas, porque não teria confiança em si, nas suas capacidades... E isso é meio caminho andado para se ser apenas uma sombra daquilo que se pode ser... É meio caminho andado para se ser o tipo de pessoa que se senta escudada por um computador apontando nos outros os defeitos que se julga ter, para se ficar feliz com o mal-estar que se pode provocar... Se esta história toda não serviu para os/as pobres de espírito perceberem o estúpido que é perder tempo a olhar (à lupa) para a barriga de uma miúda gira e insistirem no erro de perder tempo a mandar bitaites cuja a única contribuição para o mundo é aumentar a poluição visual e a emissão CO2, serviu para eu percerber o tipo de mãe quero ser para a minha filha e o tipo de mulher que quero que eu e ela sejamos e que será sempre muito mais do que um par de pernas, mamas, barriga ou carinha laroca!... O que não quer dizer que vá andar à caça de uma passadeira para desfilar as minhas carnes... Não é preciso chegar a tanto!

Em compensação...






Toda esta colecção - Christophe Sauvat - podia vir morar para o meu armário! É que nem abria os olhos para escolher o modelito do dia! Era esticar o braço e estava safa! Adorei!

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Devo ter morrido e ninguém me avisou...




Hoje era dia de dar sangue... e digo que era porque não foi! Quer dizer, foi, mas foi só um bocadinho! Depois de ter decidido que a cabeça da abrótea não ficava bem com o modelito escolhido, lá fui eu para o meu local de trabalho confiante que este ano, ao fim de dois de não ter podido dar (porque estava grávida e depois porque estava a amamentar), que era desta que a a minha contribuição ia contar. Perguntas do costume, fura o dedinho, bebe suminho e vai para a marquesa. Reacção do costume: "ah... que veias tão fininhas... vamos lá ver se isto dá!" Lá explico que normalmente têm que me pôr a fazer o pino para conseguir debitar alguma coisa de jeito e normalmente levo o triplo do tempo que uma pessoa normal levaria a encher o saco com sangue. Desta vez nem isso! Fura, roda, puxa, volta a rodar e o raio da veia nada! Só deu para encher os tubinhos das análises... A enfermeira cheia de preocupações e de pedidos de desculpa (mas sem necessidade porque não me estava a custar nada) ainda ia tentar o outro braço quando me tocou nas mãos que estavam, como normalmente estão, geladas!! Perante isto disse que não valia a pena estar a furar o outro braço porque o resultado devia ser o mesmo... Eu sei que não reuno as condições "técnicas" ideais para dar sangue: tensão muito baixa, veias fininas, má circulação mal o tempo arrefece um bocadinho, débito muito lento... mas mesmo assim dá-me gozo! Além do mais, sou a única na minha família mais próxima que pode dar (os meus pais já não têm idade e a minha irmã não tem peso) além do mais, é um tipo de sangue simpático que dá jeito a muita gente!! Estou chateada...

Ufa! Agora sim sei o que vestir durante a semana!

 Segunda-feira


Terça-feira

Quarta-feira

Quinta-feira (dou aulas à noite por isso este modelito até é adequado)

Sexta-feira

Obrigada ModaLisboa, por todo um leque de opções para andar apresentável durante a semana! Agora vou ali ao frigorífico ver se me sobrou uma cabeça de abrótea do almoço para levar ao pescoço na terça-feira (a ideia dos desfiles é interpretar-se a performance adaptando-a ao dia-a-dia, certo?...)

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

É a loucura!



Se me fizessem análises neste momento acho que retiravam de mim borras de café e não sangue... Não sei porque raio, mas nos últimos anos, o período de Setembro a Dezembro é quando acontece tudo! Mas tudo mesmo! Começam as aulas, congressos a dar com um pau, as viroses da miúda, a roupa que não seca, a casa que não areja! Tudo! Neste momento estamos assim! A pequena começou há duas semanas com uma gastroenterite, presente da creche. Fomos ao hospital tratámos da coisa durante o fim de semana e na segunda, por volta das nove da manhã, lá nos ligaram para a irmos buscar à escolinha porque estava com borbulhinhas e podia ser a quarta (?) doença (ou a décima quinta porque já lhes perdi a conta). E lá veio ela para casa uma semana. Ginástica de horários, chamada de avó e casa em pantanas. Nos entretantos além das mil aulas (de manhã e à noite) duas (sim duas) comunicações para preparar... Uma já para a semana, a outra para daqui a três. Giro, giro é que vai acabar tudo ao mesmo tempo! Até lá, espero que a Nespresso e o senhor Simões do bar do Instituto não me falhem!

domingo, 5 de Outubro de 2014

O lobo, o capuchinho e a avózinha



No sábado resolvi perceber como era a vida à noite fora da caverna até porque não tinha como dizer que não ao desafio de duas grandes amigas: o lobo (por direito) e o capuchinho (por exclusão de partes já que fui eu que à meia-noite disse que precisava de caminha enquanto elas ficaram "Bailandooooooo"). E o que descobri eu? Que a zona do Chiado sábado à noite é mais movimentado que a Zara do Colombo em início de saldos, que é possível, às oito da noite ter um tempo de espera de duas horas num restaurante (?! wtf) e que estou a desenvolver uma sociopatia grave qualquer porque o barulho e as pessoas concentradas num espaço me esfrangalham os nervos. Conclusão: acabámos no Mercado da Ribeira (de valor era fazerem um cartão de cliente e à décima visita recebíamos uma refeição de borla) a ser alimentadas pelo Henrique Sá Pessoa (salvo seja) e "códrilhar" sobre a vida alheia. E foi muito bom! Agora é só instituir a prática de uma girls night out por mês para eu ser uma pessoa ainda mais feliz!

quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

Trabalho de campo












Este ano, pela primeira vez, tenho uma disciplina só de Erasmus. Já tenho tido alunos em Erasmus numa ou noutra cadeira, integrados com os restantes colegas portugueses, mas uma unidade curricular só com estrangeiros é a primeira vez. É sempre complicado saber o que fazer com eles... Era tudo muito lindo se dominassem o Português ou se nós déssemos aulas em Inglês. Como dificilmente acontece uma coisa ou outra acabam sempre por andar meio perdidos e nós sem saber muito bem como resolver a situação. Resolvi que não vou estar a fingir que lhes vou ensinar grande coisa e assumir que quero que eles pelo menos aproveitem para conhecer um bocadinho melhor Lisboa e fiquem com uma ideia de Portugal. Vai daí, os pobres que me vierem parar às mãos vão ter que gramar com duas visitas a Museus. Não vou fazer de ama-seca, vão sozinhos mas com a missão de me trazerem um conjunto pré-definido de informações. Hoje, fui fazer o meu trabalho de casa, que é como quem diz, fui fazer a minha primeira visitinha e foi tão bom! O Museu Nacional de Etnologia tem um espaço fantástico e um enquadramento magnífico. Dá vontade de fugir para lá para parar um bocadinho e respirar fundo... e por três euros não me parece um preço caro a pagar pela paz de espírito! Para além das exposições ainda existem as reservas mas como já as visitei algumas vezes desta vez limitei-me ao espaço das exposições e a tirar muitas notas para depois poder dar na cabeça à rapaziada estrangeira! Fica a sugestão!

segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

Do baú!

final cris from Guilhim on Vimeo.



Estive a fazer limpezas no computador e dou de caras com o presente do meu 30.º aniversário!

domingo, 21 de Setembro de 2014

Ainda sobre o bolo do post anterior...



É um dos bolos mais simples, rápidos e deliciosos que já fiz! Tanto que tenho de arranjar uma estratégia para não o comer todo de uma vez! Juro, que se não houvesse amanhã, me sentava com o prato e a calda à frente e só me levantada depois de o ter comido todo muito lentamente. Assim de repente só me ocorre uma coisa melhor que este bolo... Por isso, acho que é serviço público deixar aqui a receita (que é muito básica e muito facilmente se encontra em mil sites).

Bolo
- 4 ovos;
- 2 chávenas de chá de açúcar*
- 2 chávenas de chá de farinha
- 1 chávenas de chá de óleo
- 1 chávenas de chá de leite
- 1 chávenas de chá de chocolate em pó
- 1 colher de sobremesa de fermento

Cobertura
- 1 tablete de chocolate preto
- 1 colher de sopa de manteiga
- 100ml de natas

A receita feita ao meu jeito e não necessariamente como manda o figurino:
Bolo
- Bater muito bem os ovos com o açúcar até formar um creme;
- De seguida, juntar alternadamente os secos e líquidos: farinha+fermento, óleo, chocolate, leite. Como eu acredito que o segredo dos bolos está na paciência, bater tudo muito bem!
- Ainda juntei algumas coisas que não constam das receitas que pesquisei: sal (que realça o sabor dos ingredientes); uma colher de sobremesa de essência de baunilha (se tivesse vagens teria adicionado antes as sementes porque acho que o bolo fica mais suave e perfumado); raspa de limão (porque adoro o ácido que confere e sempre corta com o "rico" do chocolate). Esta etapa tem a ver com as minhas preferências... pode não resultar com toda a gente.
- Levar ao forno pré-aquecido a 180º por 45 minutos;

Cobertura (para quem quiser fazer a cobertura usando o banho-maria o melhor é começar por aqui)
- Derreter o chocolate preto em banho-maria com a manteiga (eu prefiro derreter em banho-maria porque controlo melhor, mas para quem conhece bem o microondas pode optar por derreter o chocolate mas numa intensidade mais baixa de modo a não queimar);
- Depois de derretido o chocolate e de incorporada a manteiga mexer de modo a arrefecer um pouco e de seguida juntar os 100ml de natas aos poucos misturando bem.

* eu improvisei: como não tenho chávenas de chá tradicionais usei uns copos de acho que devem ter a mesma capacidade;

sábado, 20 de Setembro de 2014

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Já não bastava ter voz de cana rachada!



Quem tem crianças de certeza que, num daqueles momentos raros de desentorpecimento, tomou consciência do conteúdo das letras do cancioneiro popular infantil. Eu cá não estou muito segura se é o tipo de mensagem que quero passar à minha descendência. Assim de repente ocorrem-me os seguinte exemplos:

Linda falua
Oh senhor barqueiro deixe-me passar, tenho filhos pequeninos não os posso sustentar...
Logo aqui a coisa começa bem! O cenário é simpático... Uma mãe que não consegue sustentar os filhos... é fofinho...
Passará, passará mas algum ficará, se não for o da frente há-de ser o de trás.
Continuamos num tom simpático. "Passe lá à vontade, só tem de escolher que filho quer deixar como pagamento!" Só me vem à cabeça corações, flores e arco-íris... NOT!

Carochinha
Quem quer, quem quer, casar com a carochinha, que é muito rica além de ser bonitinha.
A carochinha é o quê? Inteligente? Bem sucedida? Independente?... Não! É rica e bonitinha! Prevejo um futuro cheio de trastes que vão querer uma "shugar momma" e/ou uma "trophy wife"... Isto para não falar que a cabra... ou melhor, que a carochinha, acabou por se enroscar com o João Ratão (depois de dispensar o boi, o gato e o cão) que não é da mesma espécie que ela o que só por si me parece um bocado kinky.

Minha machadinha
O meu par sei eu bem quem é! É um rapazinho chamado José... Chamado José, chamado João, é o rapazinho o meu coração.
Nota-se que sabe bem quem é o par... É o coise... aquele... ai... aquele tipo... ou então é o outro! Mas é o rapazinho do meu coração! E tenho para mim que a Machadinha é amiga da Criada de Papelão que tem 7 namorados e não gosta de nenhum... Devem fazer sucesso na escola, lá isso devem...

João Pestana
Era preciso a letra toda... e mesmo assim não sei a que conclusão chegar! Possivelmente terei de comer um daqueles cogumelos engraçados para perceber alguma coisa.

As pombinhas da Catrina
Minha mãe mandou-me à fonte e eu parti a cantarinha. Oh minha mãe não me bata qu'ainda sou pequenina... tenho quatro ou cinco anos, ainda sou uma menininha...
Eu cá não sou psicóloga mas quer-me parecer que se a Catrina reage assim é porque tem apanhado porradinha da mãe sempre que, ao executar trabalhos dedicados a adultos, estraga alguma coisa... mas isto é o que me parece!

Resumindo: entre homens adultos que aceitam criancinhas como pagamento de portagem, seres que praticam a zoofilia, raparigas que não sabem ao certo como se chama o namorado, exploração do trabalho infantil seguido de violência doméstica há todo um mundo de mensagens ternurentas que podemos alegremente passar aos nossos filhos!

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Das dúvidas que me atormentam



Uma mulher tem 2 pratos para lavar. Lava-os em 3 minutos:
- 1 minuto para molhar o prato;
- 1 minuto para ensaboar e lavar o prato;
- 1 minuto para passar o prato por água e limpar o lava loiça e a bancada;

Um homem tem 2 pratos para lavar. Fá-lo em 87349827 horas:
- põe a água a correr;
- ?
- ?!
- a água continua a correr;
- ...
- !!!
- a água continua a correr;
- ??!?!
- wtf
[tempo a passar e a água a correr]
- omg
- e termina com os 2 pratos impecavelmente lavados e um mar de água e sabão por toda a cozinha.

Alguém tem uma tese fantástica a este respeito?

*Eu disse-te que não perdias pela demora...

quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Ontem aprendi duas coisas:

Curgete ralada, cenoura ralada, ervilhas e milho passados, pimentos, cenoura roxa, coentros

Aveia, sementes de papoila, girasol e sésamo

Pão ralado


Congelar



A primeira:
- ainda não acertei com uma receita de hamburgeres de vegetais. Já não está muito longe mas ainda não está lá;

A segunda:
- não tenho pingo de talento para fotografar comida...