terça-feira, 17 de julho de 2018

Em stock


Nos últimos tempos, fui acumulando posts para o blog no bloco de notas. Eu pensava que ainda não os tinha publicado porque não tinha as fotos certas (sim, tenho a mania que sou o Sebastião Salgado de Paço de Arcos) mas afinal percebi que eram variações em Ré Menor das agruras da maternidade. Sou pessoa que não vai para nova e, pior que isso, que se está a sentir velha. Foi um inverno lllloooonnnnnggggggoooooo e espero que esteja a chegar ao fim. Hoje, de preferência. Sei que ter a vida virada do avesso por conta dos filhos não é um exclusivo daqui de casa, ou, caso seja, não quero saber… não quero saber porque por um lado implica que afinal tenho um problema e depois porque aquilo que tinha pensado para fazer aqui no blog não fará sentido. A questão é que se puser agora a carne toda no assador, que é como quem diz, pôr os posts todos que estão nos rascunhos, ainda mandam uma equipa de psiquiatras cá a casa para me ajudarem a vestir uma daquelas camisas brancas com umas mangas muito compridas que se apertam atrás, por isso, vou fazer aqui uma gestão de recursos e vou publicando aos poucos. 
Caso haja aí gente suficiente a passar pelo mesmo, podemos sempre fundar um clube para chorarmos as nossas mágoas… acompanhadas/os… umas/uns das/os outras/os… e de vinho tinto… ou branco… e uns salgadinhos… ou docinhos… no essencial, acho que o importante é haver apoio… e vinho... porque a parentalidade é um campo de batalha! (quem não for mãe/pai também se pode juntar… mas tráz mantimentos).

quinta-feira, 12 de julho de 2018

A festa da mão cheia






Aparentemente produzo mais em Junho: um blog duas filhas e uma cadela (não pari a cadela mas vai dar ao mesmo porque temos de tomar conta dela). Tudo de Junho. Festas são só duas mas parecem 45 e no fim, para além do cansaço, da casa virada do avesso e da promessa de que não repito a façanha nem que a vaca tussa, fico sempre com o coração cheio!! 

Então "vamo" lá a isto! 

Mais um aniversário da Sardanisca mas desta vez não mordi ninguém! Na onda do "curte mais preocupa menos", decidi que não ia passar o dia na cozinha (acho que esta ideia foi plantada subtil e subliminarmente na minha mente ao longo dos últimos tempos pelo meu homem... vá-se lá saber porquê!). Fiz o bolo de aniversário, com a ajuda da aniversariante e o resto comprámos: miniaturas doces, salgados, sumos... comprámos! É possível que tenha traumatizado a criança mas, assim-como-assim, ela vai ter sempre algum motivo para me detestar durante a adolescência, por tanto, que seja este! E não, não houve pinturas faciais, decorador, animador ou fotógrafo (é desta que chamam a segurança social). Levámos as mesas de casa, comprámos pratos, copos, palhinhas e travessas (tudo de papel) mais três balões, grinaldas e cestinhos, tudo a condizer e estava montado o estaminé. Havia uma caixa com andas, cordas de saltar, bolas, freesbees, sacos de corridas, elásticos, música e um megafone para reunir a tropa (e fez o maior sucesso). A nossa intenção era fazer campeonatos de jogos mas aqueles índios marimbaram-se em nós e brincaram à moda deles. Em resposta nós marimbámo-nos nos planos de jogos e preocupámo-nos só em garantir que não se perdia nenhum puto e que acabavam a festa inteiros! Party-favors esteve para não haver mas à última da hora cruzámo-nos com uma banca da CERCI e comprámos pirilampos para todos e fizeram o maior sucesso (aparentemente o novo design é mesmo fixe porque dá para fazer umas pistolas de água fantásticas!!). Não fosse o frio e o vento, tão típicos desta altura do ano (WTF São Pedro), e tinha sido perfeito! Mas foi de longe o aniversário que mais curti! 

Já a mai nova teve uma festa com umas 209 pessoas! O dia de anos coincidiu com o dia da festa da escola e eu aproveitei a boleia da decoração, animação, amigos, educadoras e família! E foi bom! Foi rápido e foi bom. Tinha, junto dela, as pessoas que melhor conhece e que mais segurança lhe dão  e acho que para o primeiro aniversário isso é o mais importante! Ainda teve direito ao bolo mais bonito que já fiz, mais pizza e brownies com fartura!! 

Já tive tempo para recuperar e para dizer que para o ano há mais... penso eu de que...

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Novidades da terra da AR*


São estranhos os gatilhos que espoletam os nossos comportamentos, para melhor e para prior. No caso da minha relação com a AR, tenho tido vários episódios que me têm feito criar menos resistência a tudo, desde a aceitação até à perspectiva de melhoria (sou uma realista a atirar para o pessimista). Um dos tais gatilhos de mudança foi um comentário de uns três segundos que o chef Michel fez (acho que não alucinei e era mesmo ele) que me ajudou a diminuir o papão da doença. Muito "en passant", numa reportagem de telejornal por alturas do assinalar do dia do doente de AR, quando lhe perguntaram como é que ele vivia com a doença, ele disse qualquer coisa do género: “Nem me lembro que a tenho! Basta tomar os medicamentos direitinho e esqueço-me dela”. Quando ouvi isto estava numa fase de luta contra a medicação. Não queria tomar os comprimidos por causa dos efeitos secundários. Confesso que continuo a não achar piada ao que os medicamentos podem fazer mas, o que se ganha quando os tomamos, vale o frete! A aceitação do tratamento não veio toda de uma vez (e ainda não está tudo resolvido)! Ainda há coisas que têm que ir com jeitinho. Aqui há uns meses valentes a reumatologista falou-me da necessidade de fazer uma infiltração, o que implica ficar uns dias sem fazer esforços com a articulação que for tratada. Ora, não fazer esforços quando se tem duas crianças é mais ou menos o mesmo que ganhar o Euromilhões sem jogar. Impossível. Há umas semanas voltou a insistir explicando que já não se tratava de uma questão de preferência, de estética (os meus pulsos parecem batatas) ou de gestão familiar. Teria de fazer o tratamento se quisesse, a médio/longo prazo continuar a usar as mãos (já vai havendo movimentos que não faço ou faço de maneira esquisita e pouco eficaz). Perante isto lá marquei a dita cuja infiltração (que é coisa chata de fazer). Para mim, a forma que tenho para gerir os tratamentos passa por ir deixando que a melhoria seja uma possibilidade (já disse que sou um bocado realista/pessimista? e nunca avanço para os melhores cenários?) e a ideia de acordar sem dores parece bem! Além do mais, o tratamento pode ser feito com ácido hialurônico**... vai na volta, aproveito que a médica está com a mão na massa e peço-lhe para me dar um jeitinho nas rugas!
*Artrite reumatóide
**não foi... foi com o bom e velho corticóide

terça-feira, 3 de julho de 2018

O chamado “não há cú”!


Assumo previamente que a reclamação que acima e abaixo se apresenta é culpa minha. Eu é que perco dias a bezerrar a olhar para os Instagram desta vida em vez de estar a ler Kant, ou o caraças, e depois fico irritada! 

Indo ao ponto: A cena das mulheres reais já cheira mal! “As mulheres reais têm estrias e celulite”. Depois vêm as outras e dizem “ah mas eu sou toda enxuta e também sou real” e depois ainda vêm as outras dizer que só porque disfarçam o que não gostam não deixam de ser reais... Mas está tudo chalupa?!?! Isto são as crises existenciais do século XXI? “Será que sou real porque tenho banha ou só se me inscrever no ginásio é que passo a ser real... e será que sou "mai linda" com ou sem makeup?!”. E andamos nisto! Anos de emancipação e vai-se a ver era tudo bluff! Ainda precisamos que nos digam como é que devemos ser (seja gordas, magras ou assim-a-assim) para acharmos que existimos?! 

Malta que se pica porque acha que não cumpre os padrões de “realidade”: menos net nessa cabeça e ficamos logo mais calminhas, sim? People que decreta o que é a “realidade”: isso é palerma. Resto do mundo: a menos que o médico de família vos diga que o vosso problema não pode ser resolvido por ele e que têm de ir ao balcão de apoio ao cliente na secção de eletrodomésticos/informática, podem ficar tranquilos porque está tudo bem. Na falta de médico de família, dêem aquela topada básica na quina da porta com o dedo mindinho. Doeu para caralho? Vão por mim, são reais. Os hologramas/máquinas não se aleijam.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

O meu blog emancipou-se


Atenção resistentes: o meu blog fez dez anos e isso deve corresponder à maioridade no mundo das plataformas virtuais. Vai daí, o expectável aconteceu: rebelou-se e diz que não quer nada comigo!! Eu bem que faço sign in, eu bem que tento responder aos vossos comentários e o gajo nada... não me deixa! Vou tentar perceber o que se passa e, nos entretantos, para não ficarem sem entretem, agora que cancelaram a season 3 do "The Bruno de Carvalho Show", que o Mundial ficou pelos prelimanares, aconselho o novo programa "Onde vai aparecer o Marcelo amanhã" sempre imprevisível e aconchegante!

terça-feira, 19 de junho de 2018

Gelados, branca, rock'n'roll... e igualdade de género



Vamos imaginar que havia uma música portuguesa daquelas orelhudas e que agora toca em tudo quanto é lado e cujo o público-alvo, arrisco-me a dizer, está entre o adolescente e o jovem adulto.
O estilo é ali a roçar o Bruno Mars, featuring Jay Z. A letra até é uma coisa atirar para o fofinho que até podia ser usada num pedido de casamento. Não é bem a minha praia mas não é o estilo de música que me incomoda.

Agora vamos imaginar que o vídeoclip é algo que passa do enamoramento infantil gradualmente para cenas implícitas de vários tipos de sexo, alternados com insinuações de consumo de cocaína e ácidos e termina com momento de ternura geriátrica. Pareceria mentira, certo? E se pelo meio houvesse gelados com fartura à mistura. Classificaríamos a coisa entre o non-sense e o sem-gosto?

Acho que não sou tacanha, nem puritana. Sou toda a favor da liberdade de tudo e mais alguma coisa. Tudo certo. Mas depois tento perceber a mensagem e fico baralhada! Como é que tanta coisa de universos diferentes pode ser misturada… de forma tão absurda… e passar mensagens tão poucochinhas (para não dizer perigosas mas não quero parecer bota-de-elástico… intensão que ser perde mal escrevo bota-de-elástico)? Quem foi o guionista/realizador que disse: “fixe, fixe era filmarmos a moça a baixar-se junto das pernas do rapaz como se lhe fosse fazer um broche” corta para “a seguir pômo-la a snifar uma linha ou a meter um comprimido? que se foda… faz as duas coisas!”, corta para “quantas vezes já mostrámos as mamas da rapariga, duas? mais uma, vamos lá!”. É que é tudo mau!

Nada contra a banda. Não acho que tenham que assumir uma missão de valorização social a cada música que fazem. Não têm que ter essa obrigação. Podiam ter essa preocupação mas os objectivos do grupo podem, com toda a legitimidade, não passar por aí. (E quem não gosta desta postura, pode, com toda a legitimidade, não comprar a música e não ir a concertos). Admira-me é não ouvir as vozes que reivindicaram para si a denúncia de atitudes misóginas e que normalmente falam tão alto. Capazes desta vida, sim senhora, chamar a criança de princesa, numa campanha anti-tabágica não pode porque retira o poder à moça (?!). Fazer tudo o que está descrito acima, está, oh, impecábel! Afinal é coisa para só ser vista por vários milhares de miúdas que tendem a identificar-se com este tipo de música, logo com quem a representa no vídeo clip! Há que saber escolher as nossas lutas, compreendo…

Para quem quiser saber: videoclip da música Limbo dos Expensive Soul

quinta-feira, 14 de junho de 2018

10 anos, caraças!


Ora aqui está o pretexto ideal para tirar o pó ao barraco: vai-se a ver e já lá vai uma década. 10 anos a fazer uma espécie de terapia masoquista: obrigar-me a escrever e a permitir ser lida. A parte da escrita não é o que me desafia. O que me esfrangalha os nervos é saber que há gente que eu conheço e me conhece, que me lê! Confesso que sempre que algum amigo me diz que leu qualquer coisa no meu blog a primeira sensação que tenho é que há um drone que sai do meu crânio e vai pelos ares à procura de um buraco grande o suficiente para eu me enfiar. Tenho sempre de esperar uns minutinhos para não entrar em modo de pânico. É uma sensação idiota porque são poucas as pessoas que por aqui (ainda) passam e neste 10 anos nunca ninguém me disse nada de mal! A malta que aqui vem é mesmo simpática… caridosa mesmo! O problema é meu e eu vou tentando contrariar esta minha segurança de um equilibrista bêbado obrigando-me a expôr os meus devaneios. Há alturas em que me custa mais e nesses momentos isto fica a parecer um charco e só se ouvem as rãs mas, quando me sinto valente, é aqui que faço desaguar o meu caos mental! 

Que venham mais 10 anos de registos da vida normal, de desafio à parvoíce pessoal e de conhecer gente boa que consegue sempre fazer-me sentir um bocadinho mais de tudo o que é bom!

Já agora, quem é que anda por aí e há quanto tempo?

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Call me Audrey


Estou a ver o The letdown. Descobri que sou a Audrey.
É tudo o que tenho a dizer no momento. Vou continuar a ver com a esperança que a série aconteça ao longo de 10 anos para saber o que me espera e preparar-me.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

O inverno de uma mãe em filme: 11 cenas em loop


Este tem sido um longo inverno. Longo porque tudo se acumula nos dias, sobretudo o stress de ter de gerir tudo: trabalho, casa, brincadeiras e as doenças, as putas das doenças do inverno do inferno. Entre otites, piolhos, viroses, varicelas, bronquiolites já tive direito a tudo e às tantas já dou por mim a antecipar, numa atitude entre o sadomaso e o stress pós traumático, tudo o que vai acontecer, tipo filme rasca de hollywood!

Cena 1 - O beijinho de boa noite nas têmporas que me diz 36,7º. Juro que consigo distinguir entre 36,5º e ao 36,7º. Tenho cerca de cinco termómetros, até um daqueles que se apontam para dentro da orelha e apitam com um veredicto tão sólido quanto os números iluminados do visor. Esse em particular ia-me levando à loucura. Media a temperatura de 30 em 30 segundos e a variação ia dos 35,5º aos 39,5º. Os outros levavam uma eternidade e uma eternidade é muito tempo para uma bebé que está desconfortável. Treinei-me tanto que agora consigo medir o que é preciso com os lábios e a experiência já me ensinou que 36,7º é sinónimo de que vem lá porcaria.

Cena 2 - Depois a análise dos sintomas: é o quê? respiração? garganta? ouvidos? dentes… dentes pode ser sempre! Ui? o que é isto? manchas? Vamos ao médico? Não. Espera três dias e se a febre não passar é que falamos com a pediatra. Entretanto liga-se para a saúde 24, para a fisioterapia e para o médico do seguro. De forma alternada. Para não acharem que estamos loucos. Mas estamos… um bocadinho.

Cena 3 - O que mais irrita? Termos de ser o mediadores entre a miopia dos médicos e a hipervisão das educadoras: aquela mancha com cerca de três milímetros na bochecha “pode” não ser nada e os médicos dão-nos meia benção. Mas mal a educadora passa num raio de 3km da criança, cheira (só pode cheirar!) a dita mancha e logo diagnostica um rol de possíveis enfermidades altamente contagiosas e voltamos para casa.

Cena 4 - Entretanto a negação. Ainda agora acabou um antibiótico/teve aquela virose/ não pode ser mais nada! Não pode! Fizemos tudo: lavar nariz mil vezes ao dia, dar água com fartura, as vitaminas, as orações, protegemos do frio/do calor/do ar da rua/do ar de casa/do raio que o parta!! O que pode ser agora! Dentes. Ou creche. Ou dentes que nascem na creche.

Cena 5 - Nisto tudo o nosso corpo vira cama… apesar de não ir à cama. A miúda dorme sobre o peito, entre toalhas frias e mantas quentes num outro equilíbrio difícil de conseguir mas que de dia parece menos impossível.

Cena 6 - No meio disto tudo, felizmente, nada é muito grave. Agiganta-se com o nosso cansaço e com o nosso medo. Quantas vezes este inverno já tive a certeza que estraguei as garotas. Aquela sensação de que se estragou aquela coisa de que mais gostamos, que esperamos tanto para ter, que tratamos com mil cuidados e num tropeção lá estragamos tudo. Mas gere-se, até quando a mais velha se junta à mais nova ou vice-versa.

Cena 7 - O malabarismo é mais que muito grande: põem-se as duas no carro. Sacam-se mil cartões, do seguro, de identidade, boletins de vacinas e do caralho mais velho e tenta-se explicar o essencial ao enfermeiro enquanto uma chora e a outra quer falar e pede atenção. Repete-se a dose no médico. A estratégia é a mesma de quando damos conta que estamos a ficar bêbedas: fingimos o melhor possível que não estamos cansadas, não estamos fartas, não estamos à beira da loucura, do choro e do grito. Em vez disso, abrimos muito os olhos, mantemos o rosto sereno e dizemos só aquilo que temos a certeza que não nos vai denunciar: “uhm, uhm”, “sim, sim”, “claro, claro”. Aos pares para parecermos seguras. (Abençoada juventude que me permitiu treinar a cara de sóbria mesmo depois de meia garrafa de Golden strike).

Cena 8 - Chegamos a casa e ainda não dá para desabar. Vamos lá processar tudo e escrever as indicações antes da próxima crise de choro, de atenção. Tudo legítimo. Antes do banho, do jantar do relato do dia entre garfadas que entram a custo, numas bocas por saturação, noutras por falta de mimo.

Cena 9 - Durante a noite, com uma nos braços e a outra na cama, depois da versão resumida e pouco sentida da história de dormir, voltamos a passar a vida em perspectiva e a culparmo-nos porque, enquanto medimos a febre, pensamos na merda que estamos a fazer no trabalho. E culpamo-nos mais: como é que uma e outra coisa podem conviver no mesmo momento? Como é que se trabalha sem dormir, sem coração porque estão todos a bater fora do peito e a descompasso?

Cena 10 - Trabalhar será outra coisa que fazemos mal e porcamente nestes dias infinitos… Mas mais uma vez, abrimos muito os olhos, mantemos a cara serena a voz tranquila, fingimos que está tudo controlado e esperamos que não perguntem para não ter de se repetir mais uma vez que as miúdas estão mais ou menos. Afinal vida continua. Mesmo sem que sem dormir. Mesmo sem os nossos corações nas nossas mãos.

Cena 11 - Termina o filme com a entrada em cena do herói disto tudo, aquele que aparece quando percebemos que já não conseguimos salvar mais nada. Entra a Mãe. Precisamos de colo que, não sendo para nós, é como se fosse e sempre nos aquieta um bocadinho mais a alma. É para isso que (também) servimos.

quarta-feira, 28 de março de 2018

E voltamos ao tema das questões femininas


Depois de ter falado do copo menstrual a minha querida macaca pediu-me para falar dos pensos reutilizáveis com fotos. Pois que aqui está um desafio à maneira! Como é que se tiram fotografias bonitas a pensos higiénicos reutilizáveis?!? Usar flores? conchinhas? Corações?…  Seja como for, já se sabe que, como ninguém me paga, vou dizer as coisas como elas me parecem, com o bom e o menos bom. 

Até ver, os pensos que uso têm-me satisfeito a 100% porque tenho a garantia de que tenho sempre pensos em casa (e não é preciso ter muitos 6 a 12 serão suficientes), em viagem não tenho de andar carregada com embalagens ou à procura da marca que eu gosto e não gasto rios de dinheiro a comprar pensos descartáveis. E sim, para além disso tudo, ao serem reutilizáveis são amigos do ambiente. 


Em termos práticos não são mais grossos que os pensos normais mas são bem mais absorventes, e eu sou a tipa indicada para avaliar a absorção porque, basicamente, me esvaio durante estes dias. A apontar algum defeito, será o facto de me fazerem algum calor… não será muito mais calor do que um penso normal mas, ainda assim, parece-me que fico com um pouco mais de calor. 
Ainda na prática, importa perceber como é que tudo acontece: o penso é superabsorvente num dos lados e impermeável do outro (mas não é impermeável plastificado. É um tecido impermeável) e vêm numa bolsinha que também ela é permeável e por isso pode transportar pensos sujos. Os pensos têm abas para segurar à cuequinha e evitam aquele filme de ter ficado mal colado uma vez que, como se usam molas, podem sempre ser ajustados. Às vezes essa vantagem também pode ser uma desvantagem porque podem fugir mas dá para corrigir facilmente. A gestão da utilização deve ir ao encontro das rotinas de cada uma. No meu caso, em podendo, lavo logo o penso na banheira ou no bidé se/quando estiver em casa, ou então aproveito uma máquina de lavar que esteja para fazer, mas antes lavo-os à mão. 

O que falta dizer… que há pensos de todos os tamanhos e feitios, dos diários (o verde da foto é diário) aos de noite. Neste momento, vou usando o copo e estes pensos. Quanto a marcas, já há várias opções. Eu comprei os meus na ecologicalkids e na mind the trash onde podem encontrar até alguns kits já preparados com pensos de vários tamanhos.

Bem, espero que tenha sido útil... e agora, sobre o período não há muito mais a dizer... só se for mesmo a comparação das duas marcas de copos que uso!

quinta-feira, 15 de março de 2018

Como organizar a vida com um caderno em branco



Este ano para além da tradicional agenda tive como presente um bullet journal dado pela minha irmã que, por ser mais velha, sabe muitas coisas da vida que são muito úteis (#quemtemumamanatemtudo). Tinha uma ideia mmmmmuuuuiiiittttttooooo vaga do que era uma bullet journal… para ser bem sincera, não tenho a certeza que a minha ideia de um bullet journal seja 100% correcta apesar de ter feito alguma pesquisa, nomeadamente até no site do fulano que em teoria o terá idealizado mas como a premissa é a de ter mais um caderno e eu sou viciada em cadernos, pareceu-me bem.


Então e o que é um bullet journal? É o filho de uma agenda, com um diário, com um mood board, calendário, bucket list, scketchbook e tudo mais que sirva para organizar a vida. Isto posto assim parece caótico e no início é de facto caótico, dá algum trabalho e leva muito tempo a preparar, porque, basicamente o caderno está em branco, mas se tivermos isso em mente, que é um work in progress, a coisa faz mais sentido. No início parece uma empreitada grande porque está tudo por fazer, mas, para quem precisar de apoio, há mil tutoriais, layouts, sugestões de estrutura que podem ser encontradas facilmente, por exemplo no pinterest. Ou então, encara a coisa como uma metáfora da vida e assume o comando, sozinha à sua maneira e medida.


O que no início me meteu medo é o que agora me dá muito gozo: o poder de ser eu a organizar o conteúdo. Mantenho a minha agenda, porque acho que o meu bullet journal ainda não está na estrutura perfeita (não sei se algum dia lá irei chegar) mas tenho-me divertido a pensar naquilo que eu preciso mesmo para me manter organizada no dia-a-dia. O facto de sermos nós a tratar do layout funciona para mim como um mecanismo de relaxamento porque me ponho a tentar desenhar bonequinhos e letras… apesar do aspecto miserável com que as páginas ficam, a verdade é que enquanto o estou a fazer não estou a pensar em mais nada e, nos dias que correm, isso é coisa que vale ouro!!


No meu caso, organizei o meu BJ em várias categorias que me permitem controlar objectivos que estabeleci no início do ano: fazer exercício físico, comer bem, avaliar diariamente as dores nas articulações, medicação e valores das análises, marcação de consultas de toda a gente, coisas que preciso de comprar para as miúdas, projectos que gostávamos de fazer em casa and soion and soion


Gosto particularmente dos esquemas diários em que rapidamente podemos perceber se estamos a fazer o que nos propusemos ou se nos estamos a baldar grandemente. E é tipo um amigo que tenho sempre à disposição para as horas vagas (credo que a minha vida é tão chata!).


Se são o tipo de pessoas que, como eu, têm uma agenda, um caderno para o trabalho 1, um caderno para o trabalho 2, um caderno para aquilo que querem registar de ideias e cenas mais ou menos esotéricas e ainda mil apps para registar listas de to do’s, controlo de exercício físico, a quantidade de água que bebem, o mundo, vá!, então dêem uma espreitadela porque é capaz de ser fixe!


Fica a dica!

(Analog girl… é uma coisa que me parece a tua cara (tendo em conta aquele exercício de início de ano que costumas fazer) e, se eu tivesse o teu jeito para desenho e pintura, fazia disto vida: desenhar, ou ensinar a desenhar em bullet journals… pessoas como eu iram ficar muito agradecidas.)

terça-feira, 13 de março de 2018

Toda a verdade sobre o copo menstrual, ou, segundo a minha filha, o otoscópio*


Antes de mais devo dizer que a primeira vez que ouvi falar do copo menstrual achei uma valente nojeira! Acho que comentei em tom de gozo com alguém a ideia de caca que aquilo me parecia. Mas, pouco antes de engravidar fiz alergia a pensos e tampões e depois de experimentar muitas marcas, de fazer algumas pesquisas, e de falar com a minha prima que usava e que garantia que era “a” descoberta do século, resolvi experimentar o copo menstrual e pensos reutilizáveis. 


Full disclosure: este não é um relato de como tudo foi maravilhoso e super espetacular! 


Creio que antes de engravidar só cheguei a ter tempo para usar o copo uma vez e não me senti muito confortável. Verdade seja dita que também não estudei o suficientemente o assunto, porque sim, é preciso estudar um bocadinho sobre qual o melhor tamanho, a melhor dobra, a melhor flexibilidade do material. Pode ter-se a sorte de se acertar em tudo à primeira, mas não foi o meu caso. Guardei o copinho e agora, 8 meses e tal depois de ter parido, voltei a ter pretexto para dar uma nova oportunidade ao objecto. 

A minha segunda abordagem foi como a primeira: à confiança! Põe-se a coisa e pronto! Wrong! Dois passos com o copo colocado e já o estava a sentir a descer e a querer sair. Foi aí, e antes de desistir, que resolvi investigar um bocadinho mais sobre o assunto. Primeiro achei que o tamanho não estava certo e comprei um copo mais pequeno. Também não resultou bem, essencialmente porque, no meu caso, o que estava a falhar era a dobra e o local de colocação do copo. Depois de testar algumas dobras lá descobri a que melhor me servia. E ao fim de algumas tentativas, descobri o lugar... acho eu... 

Uma das vantagens do copo menstrual, para além das financeiras, ecológicas e higiénicas, é a possibilidade de fazermos a nossa vida sem pensarmos nas trocas. Há quem consiga estar 8 a 10 horas sem necessidade de troca. Ora, eu imagino que isto seja verdade para muitas mulheres. No meu caso, nos dois-três dias mais críticos, acho que nem um alguidar de cinco litros me safava! O tal copo que eu achava que era grande dá-me para umas 4h e tenho de estar prevenida com um penso (os tais reutilizáveis… alguém tem curiosidade para saber mais?). Depois desse caos, o copo pequenino que comprei entretanto serve perfeitamente e aguenta as tais 10h e aí a probabilidade de fuga é bem menor. 

No que toca a mudanças fora de casa também é preciso alguma atenção. Tirar o copo numa casa de banho público faz lembrar uma cena do Dexter: protegemos tudo quando é superfície com papel higiénico (lá se vai a ecologia pelo cano) mas ainda assim, se não tivermos cuidado, o meio metro quadrado que temos à nossa disposição pode ficar parecido a uma cena de crime. Além do mais, implica alguma logística: toalhitas para as mãos e para o copo. Em não tendo... bem... é bom que consigam ser rápidas na corrida entre a sanita e o lavatório...

O que é que eu acho? Acho que em teoria, é a solução ideal, na prática, implica algum esforço [quando é que nos tornámos tão alérgicos ao esforço?!] muita mexidela na "nossa amiga das terras do sul" e um conhecimento do nosso corpo que eu não tinha! Ainda não estou 100% confortável e ainda não confio a 100% que não faça passar vergonhas. Ainda tenho de fazer mais testes e pesquisas e não sei se não vou testar outra marca (o que não dava muito jeito porque lá se vai o objectivo da poupança já que cada copinho anda à volta dos €20...)... o que me vale é que tenho muito mês pela frente para descobrir a solução ideal. 

Por esses lados? Já experimentaram? Vão experimentar?

* A mais velha encontrou os copinhos na minha casa-de-banho e depois de deixar o pai mais encavacado que um padre num cabaré, chegou à conclusão que serviam para se examinarem os ouvidos. Nenhum dos dois a desmentiu. Lá para 2026 teremos a conversa...

quinta-feira, 8 de março de 2018

Bio mas pouco


Cá por casa, aos poucos e sem fazermos muita força, vamos diminuindo a nossa pegada ecológica. A Sardanisca-mór já sabe que não usamos, não pedimos e devolvemos as palhinhas que nos dão para não fazermos mal aos peixinhos. Sabe que andamos sempre com sacos para as compras e a turma dela até inventou o eco-escovinhas para fazer a recolha das escovas de dentes dos meninos e familiares. Parece-me que estamos no bom caminho.

Agora, se até uma criança de 4 anos já percebeu que isto só lá vai se reduzirmos o plástico que consumimos, como é que se justifica que, ao comprar alimentos “bio” (como se os outros fossem “tanatos “) que supostamente são amigos do ambiente porque recusam pesticida e o camandro, se precise de mais petróleo do que o que havia no tanque do Prestige para chegarem a nossa casa?! É que os alimentos bio das grandes superfícies, pelo menos daquelas que começam em “Con” e acabam em “ente”, duas batatas doces têm um daqueles mini tabuleiros de esferovite por baixo e três voltas de película aderente por cima. E como as cenas bio são em bom (e em caro) precisamos de tudo a duplicar... no fim é uma montanha de plástico que serviu uma função próxima da inutilidade: proteger os alimentos não se sabe muito bem de quê! Para evitar esta estragação não compramos bio. Compramos as frutas e legumes a granel e pomos tudo dentro de um saco, sem sacos de plástico intermediários e colamos todas as etiquetas do peso no lado de fora. É claro que há muita malta do atendimento que não percebe bem como é que deixamos as courgetes em contacto com os brócolos e as bananas a tocas nas maçãs, assim, sem nada a fazer de barreira, mas a verdade é nunca colocaram entraves.

Fica a dica: depois de se acabar com os sacos de plástico, não era má ideia acabar-se com as embalagens bio!

segunda-feira, 5 de março de 2018

A bicha ainda estrabucha


Portanto, a minha amiga AR* por cá anda [já agora, estive a reler os meus posts de início de doença e… que coninhas que eu era!! haja paciência... malta que possa vir aqui parar porque descobriu que tem artrite, só assusta o início, depois a coisa acalma] e eu ando a ver se a consigo manter mansinha. Tenho de fazer medicação, mas estamos em mínimos olímpicos (por causa da amamentação) que ainda assim resultam o suficiente para ter uma vida bem confortável. Não gosto da ideia de ter de tomar comprimidos todos os dias, gosto ainda menos da ideia dos efeitos secundários mas a vida corre bem, consigo pegar em coisas só com uma mão, consigo mexer as perninhas sem ter de as agarrar para fazer movimentos mais puxados, os dedos dos pés estão todos alinhados na mesma direcção por isso a vida é boa!

Apesar de estar a tomar comprimidos, não dei por encerrada a luta por uma vida livre de químicos! Não senhora! Tudo quanto é alimento que possa ter efeitos anti-inflamatórios tem livre acesso a esta boquinha, bem como tudo o que tenha ferro e cálcio e energia. Tudo o que possa ter o efeito oposto, não entra (bbbuuuhhhh). Vai daí neste momento tomo ao pequeno almoço uma mistura de pós e sementes que, tem aspecto de betume para tapar buracos em casa e, desconfio, que se lhe puséssemos um rastilho e lhe juntássemos fogo era capaz de mandar uma moradia abaixo. Então o que meto eu no bucho aí pelas sete da manhã:
- linhaça;
- gengibre;
- curcuma;
- maca;
- chia;
- pólen;
- spirolina;

Sabe bem? Não!! Sabe ao que soa: uma grande confusão. Mas junta-se um iogurte de soja gostoso, para evitar a argamassa, mais um pedacinho de bebida vegetal, uma frutinha sumarenta e um mueslizito e até escapa! O que conta é que as análises estão porreirinhas! É possível que dentro de meses me comece a nascer um olho no meio da testa e um braço nas costas e relva atrás das orelhas tal é a misturangada radioativa, mas até lá, estamos bem!

*Artrite reumatóide

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Seize the day



Eu e o homem cá de casa andamos movidos a café e boa-vontade. O café para estarmos acordados e a boa-vontade para nos aturarmos um aos outro e não desatarmos a fugir porta fora! Assim, vida que se veja, de sair, beber um copo, ouvir música ou qualquer outra coisa é uma miragem que ficou em 2017 e que prevemos que volte a ser uma possibilidade em 2045. Conversas que tentemos ter entre nós, são prontamente boicotadas pela mais-velha que não vê necessidade dos pais comunicarem entre si. Quando no outro fim-de-semana percebemos que íamos ter as duas avós por nossa conta, não conseguíamos parar de fazer planos para o tanto que queríamos fazer a dois enquanto tínhamos as crianças entregues. A ideia era sair para ir ao cinema no sábado à noite e outra saída para corrida no domingo de manhã. Tudo batia certo... excepto... o facto de sermos pessoas velhas e acabadas. Lá para as oito da noite, a ideia de sair de casa para ir ao cinema começou a ser negociada (por mim, vá) porque achei que não ía conseguir acordar no domingo de manhã para ir correr. Vai daí o plano passou a ser: vamos fingir que vamos ao cinema. Isto é, fomos para outra divisão ver um filme e o resto da tropa fez de conta que não estávamos lá. 10 minutos depois do filme começar, literalmente (e eu não uso a palavra literalmente em vão) eu estava a dormir sentada, com o queixo a bater no peito e um fio de baba que chegava ao colo. O homem resmungava comigo porque não estava a perceber nada do filme e eu não estava a ajudar. Desligou o computador e em 2 minutos estávamos a dormir. Tinha deixado o despertador para a hora em que acabava a sessão para poder ir socorrer as avós. Mal cheguei ao quarto da mais-nova percebi que havia febre a acontecer. Outra vez (estávamos a entrar na semana-sim do jogo "semana-sim, semana-não há febre e cenas chatas várias"). Já não se dormiu mais, já não se correu no domingo, já não cumprimos os planos para a semana que se tinha pela frente!
E é isto. Vamos tentando aproveitar ao máximo enquanto está tudo bem que é para quando o equilíbrio se desfaz a dor do que não se fez, não ser tão grande.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Fenómenos do entroncamento blogoesférico


- posts que dão em nada depois de termos dado tudo (e vice-versa) 
- contactarem para fazer divulgação de produtos quanto temos cerca de dois leitores e somos tão regulares na escrita como o período de uma adolescente 
- gralhas e typos que aparecem quando juraríamos que tínhamos revisto o texto mil vezes antes de o publicar 
- outras publicações que se parecem tanto com as nossas que ficamos a pensar em coincidências transcendentais
- ...

(quem mais vê cenas estranhas a acontecerem neste mundo virtual... ou sou só eu que tenho este super-poder?)

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

O mundo virtual cheio de moral



Hoje acordei (quer dizer, é sábado e são 5h43... o que aconteceu entre este momento e aquele, às 1h30 da manhã, em que adormeci sentada no sofá, foi mais um desmaio do que um sono!) revoltada. Fiz uma pesquisa por "overwhelmed mom funny quotes" para me animar e sentir menos sozinha nos meus devaneios e frustrações (e para passar o tempo enquanto tenho a mais nova em cima de mim e tento ouvir sinais de melhoria das maleitas invernosas por que tem passado) e o que é que eu encontro entre as "funny quotes"?! "How to be an organized working mom"!! Caralhinho, sim google?! Não percebeste nada! Hoje não! Não quero ser organizada, nem ter mais uma aplicação no telemóvel que me diz o que fazer para acabar o dia qual super-herói!! Porque "guess what", a aplicação não me reorganiza a vida quando as garotas ficam doentes e não posso/consigo dormir! Não prevê que no trabalho apareça aquela chatice que me troca o calendário! Mundo virtual, deixa-me ser uma "mess mom" e dá-me um abracinho/um copo de vinho (ou uma garrafa)/uma ida ao cabeleireiro/uma ida ao cinema/uma sessão na esteticista!! Não preciso de mais soluções de perfeição que me vão mostrar como vou falhar em mais um aspecto da minha vida, ok?! 

Agora vou fazer bookmark na página para ver se me consigo organizar e pôr a vida em ordem e depois vou encher o Instagram de mems de pensamentos politicamente incorretos.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

À espera do segundo filho? Não ler este post!


Volta e meia torno a ser o meu eu dos vintes e acho que já sei tudo! Foi assim quando decidimos engravidar da mais nova. Ia lendo por aí que ter 2 filhos era dureza, que era bem mais difícil do que ter só um mas pensava: “caneco não deve ser muito mais difícil do que ter uma miúda de 3-4 anos!!!”. Para mim, até este momento, isso era a coisa mais difícil que eu conhecia! Hoje, lidar com uma adolescente de 4 anos parece-me peaners. Ter duas crianças, por muito porreiras que sejam, e são, esfrangalha os nervos e energia amiúde. Ou seja, e mais uma vez, resto do Mundo 146643 - Cris 0. Talvez o facto de estar a escrever isto a um domingo de manhã, com a mais nova a dormir em cima de mim, a mais velha a empurrar-me da cama abaixo ao mesmo tempo que me agarra uma perna e homem a dormir que nem um santo (com todo um perímetro de isolamento inviolável... parece que há um campo magnético que repele crianças...) enquanto eu estou desde as 5h40 com uma mama de fora para evitar mexer-me e desfazer este tetris, influencie esta minha percepção. Talvez, depois do café, o céu volte a estar azul... mas neste momento, por mais delicioso que seja o quentinho das miúdas, não deixo de estar num equilíbrio complicado… metafórico e literal

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Aparentemente até as Santas têm de se lavar...





A mais velha está a passar por uma fase mesmo gira... fico a babar horas a olhar para ela! E tem umas tiradas do caneco!! Como é um bocado palhacita, as coisas ficam ainda com mais piada.

O outro dia, numa discussão com o meu homem (em que claramente era eu que tinha a razão... como se houvesse alternativa) disse-lhe com a garota ao pé “oh homem!!... valha-me a Santa!!!” A pequena que gosta de me imitar vira-se para o pai e diz “oh homem!! Lava-me a Santa”!! Obviamente que somos uma família muito asseada.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

"Sócial" mas pouco!


Sou pessoa pouco social e pouco dada aos chats e sinto que a dinâmica das relações virtuais me está a fugir do controlo!! Antes de mais: para quê três cenas que fazem a mesma coisa?! Porquê iMessage, o Messenger, e o WhatsApp? Fazem coisas diferentes? Não, pois não?! [Inicialmente tinha pensado que estilisticamente a pergunta podia ficar pela retórica, mas se alguém quiser responder é um favor que me faz...] É que já não sei por onde falar com as pessoas!! Quero dar uma de cool e usar a app mais fixe mas depois não sei se a app mais fixe é a mais recente... porque lá está, sou um bicho pouco social. Acabo sempre por escolher as velhinhas mensagens que me parece que não saem de moda.
Depois a questão dos emojis!! Já não bastava as teclas terem sido pensadas para crianças de 4 anos (ou para senhoras com nails generosas), anti-dedos gordos como os meus que acertam sempre em duas teclas ao mesmo tempo, que ainda têm que pôr os emojis à mistura! É que eles são muitos e muito e pequeninos. Primeiro que eu encontre o boneco que quero passa uma vida!! Levei muito tempo até aderir à coisa, mas aos poucos, entre os smiles (uh uh que modernaça!) e aqueles das mãozinhas a fazerem fixe, até consigo lá enfiar alguns! Mas quando quero dar uma de jovem está o caldo entornado! O outro dia queria um emoji chávena de café (não sei se existe), demorei tanto tempo à procura que a outra pessoa se despediu de mim. Posto isto, qual é o segredo? O pessoal estuda a carta dos emojis para decorar o que existe? Digam-me!! Eu não quero ser uma ursa em hibernação!