segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Deve ser dos brincos

Naqueles anos mais ranhosos da vida, aí entre os 12 e os 18, tinha a mania que era rebelde, má e alternativa (?!?):
- fui pseudo-hippie e punha ao pescoço tudo que pudesse parecer-se com um colar que andasse perdido lá por casa... uma meada de lã mais incauta, corria o risco de ir parar ao meu pescoço para fazer pendant com as túnicas manchadas;
- fui pseudo-gótica, mas só tinha uma saia preta comprida, por isso a moda durou pouco tempo, porque me fartei da saia;
- fui qualquer coisa que implicava roubar as camisolas ao meu pai, cortar as golas, as mangas, fazer uns furos e sair assim à rua;
- entre outras coisas mais ou menos deprimentes que passavam por fazer buracos nas calças com pedra pomes, andar com alfinetes d'ama por todo lado e outras misérias...


Mas, entre uma coisa e outra lá ia fazendo uns furos nas orelhas*. Os furos, ao contrário das melhores prespectivas da minha mãe**, lá foram ficando até aos dias de hoje. Não sei se por isso - já que andar toda furada é próprio da adolescência - volta e meia lá me tiram uma meia dúzia de anos à minha idade.
Este fim de semana tive a oportunidade de privar com um grupo de jovens de 16-17 anos. Na despedida desejei-lhes sorte para os estudos, eles simpaticamente fizeram o mesmo e depois perguntaram-me em que escola eu andava. Foi aí que lhes expliquei que já tinha feito o liceu. Ficaram espantados e perguntaram-me a idade, quando disse 28 deram um passo atrás e uma delas disse-me "Desculpe"...

Não sei o que é pior, ter sido confundida com uma adolescente ou ser passado em menos de nada, a "cota" com direito a tratamento formal!

* que tinham que ser negociados com a minha mãe no final do ano, de acordo com o número de 5 que conseguisse ter (mas tinham quer ser sempre mais de 5 para ter direito);
** o meu pai é uma pessoa especial e já andava na universidade quando ele se apercebeu que eu tinha as orelhas e o nariz furado. Foi um choque!

Segunda-feira #27


[por isso, cuidado com o que se pensa!]

domingo, 29 de novembro de 2009

The Muppets: Bohemian Rhapsody*



Já tinha visto o vídeo aqui** e tinha ficado encatada da vida! Porque é domingo e está de chuva, aqui fica este miminho!

O Freddy deve estar às voltas no caixão, mas é de vontade de ver o vídeo!

* Adoro o Animal!!
** para variar está cheio de boas sugestões!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

It doesn't get much better

Não deve haver lugar no mundo mais perfeito! Estou com o coração cheio! Mesmo à frente tenho o mar, e porque está mau tempo consigo ver os Farilhões*, olho para o lado e tenho o elevador e o Sítio! Posso fazer o trabalhinho que adoro, ao mesmo tempo que sou embalada!


Photo aqui

Amanhã para além de tudo posso passar o dia a aprender sobre o que realmente gosto e me realiza, porque vai ter lugar na biblioteca da Nazaré (a dois minutos de casa) o colóquio "Novas tecnologias para o Património" (iniciativa do Museu Dr. Joaquim Manso).


a Biblioteca que é bem catita e cheia de luz!

Estou em paz e pronto! Agora vou esperar que a chuva passe, para ir passear com meu mais que tudo louro e peludo do meu coração!

* é um fenómeno estranho, mas sempre que está mau tempo é possível ver a Berlenga (muito nitidamente) e os Farilhões!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

...não estou a ver outra explicação

...que não seja a do sacana do TPM!

Vejamos:
Sou uma miúda com gostos cinéfilos que não sendo da ordem do gourmet, são requintados, por isso dispenso o fast-cinema, onde se incluem comédias românticas, filmes de acção sem história, charopadas que dão para a choradeira, mas acima de tudo fujo a sete pés dos filminhos da moda! Se toda a gente vai ver o filme X, então dificilmente sou tentada a gastar €5,50 da minha vida para ver uma coisa, que se agrada a tanta gente, então é porque deve ser completamente desinteressante e pouco acrescentará ao meu espírito*! É preconceituoso, é irracional... e eu com isso?!

Tendo dito tudo isto, como é que vou ter a lata de manter estas minhas convicções, se abusei do "meo" que reside na casa de papai, e fiquei especada a ver o Crepúsculo durante quase duas horas?!?... Pior, estou agora a ponderar, se vou ou não ver no cinema, o "New Moon"...

Quando é que inventam um comprimido para se tomar nestes dias!!!
[oh valha-me deus... p'ró que havia de me dar!!! Credo!!!]

não sou grande fã de loirinhos deslavados, mas este até que vai muito bem!

*mas há excepções!

Repôr miminhos

Hoje é dia para pôr os miminhos em ordem! Por isso vou ficar enroladinha em mantinhas, com o Bogas a aquecer-me os pés e a alma... é que a temperatura tem baixado nas últimas noites e faz falta um bocadinho de quentinho!


Amanhã, já vamos dar os nossos passeios pela areia de manhã, à tarde e à noite enquanto matamos saudades do cheirinho a maresia e das janelas enfeitadas de mar!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

À tarde no Museu



Se entretanto conseguir acabar a apresentação, vou estar a falar (muito provavelmente para o boneco) no Museu aqui da "escolinha". Mas como deixo sempre tudo para o último minuto da última hora, só agora estou nos preparativos finais!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mais do que efemérides


Photo by DigitalLyte @ Flickr

Faz hoje 150 anos que foi publicado uma das obras mais importantes da ciência: On the origin of the species. A mim cabe-me agradecer, caso contrário, neste momento estava a furar tampas de copos de sumo com palhinhas* e não a dedicar-me ao estudo do Homem**. Por isso Sr. Darwin, pelo livrinho, estou-lhe muito grata, mas mais ainda pelo exemplo de vida. É verdade que ajuda ter algum dinheiro, um avô na área, um pai déspota, um curso de medicina para deixar pendurado e um barquito para dar a volta ao mundo, mas ainda assim, o mérito do thinking outside de box, ninguém lhe tira!



Aqui no nosso cantinho luso, temos a comemorar o nascimento de Rómulo de Carvalho que enquanto António Gedeão passou para palavras o que faz de um cientísta, um grande cientísta e de um homem, um homem completo sem que seja preciso separar um do outro, para isso basta que pensar e sentir, aconteça em medidas iguais.



"(...)
Amador sem coisa amada,
aprendiz colegial.
Sou amador da existência,
não chego a profissional."

(António Gedeão in Máquina de Fogo)


Photo by marga rida @ Flickr

* era a minha ambição profissinal de criança, passada a fase da veterinária e de jogadora da bola
** no geral, porque no particular a coisa complica um bocado mais! Tenho cá para mim que teremos que na melhor das hipóteses esperar pelo nascimento de outro Darwin.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Dúvida televisiva



Alguém me explica, porque é que no CSI e afins, o tipos entram em casa dos maus sempre de lanterna acessa? É que a menos que todos os ladrões-homicidas sejam caloteiros e tenham a conta da luz em atraso, basta ligar o interruptor para ver o que se passa!! Não sei, digo eu!

Segunda-feira #26

sábado, 21 de novembro de 2009

Quando a cabeça...

...não tem juízo,
Quando te esforças mais do que é preciso,
O corpo é que paga!
Deixa-o pagar, deixa-o pagar,
Se tu estás a gostar!


photo by Krypto @ flickr

Ora como é que se acaba um dia que começa às 5h45 da matina? Às 5h45 do dia seguinte, completamente estoirada, rota e contentinha da vida!

Do começo: ao romper da bela aurora (que é como quem diz às 6h00), já estava a piquena, fresca e fofa na estação para apanhar o comboio. Doze horas depois, já estava num outro combio, em direcção oposta à inicial. Com a cabeça cheia de informação, matadas ao de leve saudades de caras que já não se viam há muito tempo e com o sono em falta a moer o corpo, chega-se ao burgo. Depois de tratados alguns afazeres para o dia seguinte, vai de fazer um brinde ao homem mais invejado do Sobral Cid: o nosso menino tésico, deixou de o ser e está a horas de defender (brilhantemente e nunca menos que isso) o trabalho excepcional dos últimos anos.


photo by Krypto @ flickr

Da mesma forma que conversa puxa conversa, copo puxa copo e em menos de nada, os planos de uma noite descansada a dormir perdem-se algures entre o Monte Velho e o Beirão. Quando dei por mim, estava a dançar como se a sobrevivência do mundo depende-se disso! Os pés já gritavam, mas nem por isso o corpo parava! Só quando o despertador voltou a tocar - já ia a caminho de casa - é que percebi que estava há 24h a sirandar, e não fossem as plataformas da locomoção, quererem a independência do resto corpo e era a mulher mais que feliz da noite, pela companhia e pela partilha da felicidade!



photo by Krypto @ flickr

Sem ter percebido muito bem onde é que acabou o ontem e começou o hoje, lá comecei eu a preparar a casa-ovo para receber os meus sobrinhos emprestados. Os mais lindos deste reino! A tarde inteira, foi passada a ver aquelas pessoas pequeninas, a encherem-me a casa de uma paz e energia que contagiam e fazem pensar...

Agora é o verdadeiro descanso da guerreira!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

You have 3 lives left*

Mais uma do cão da minha mãe!

Costumo dizer e de forma cada vez mais convicta, que a minha mãe não podia ter encontrado melhor cão que o Mix e que o Mix não podia ter encontrado melhor dona que a minha mãe, isto porque o bicho é louco e tem sangue cigano: prendê-lo ao que quer que seja é só um desafio para se tentar libertar. E a minha mãe é tão despistada que se tivesse um cão normal já ia no quinto! Vejamos, em oito anos o Mica conseguiu:
- ser atropelado sem gravidade algumas vezes;
- perder-se dias a fio nas visitas às cadelas;
- atirar-se do segundo andar para ir à rua**;
- ser atropelado com muita gravidade*** uma vez;
- ser envenenado (veneno de ratos que estava no pinhal);
- ser enforcado...

Ora é sobre este último episódio que vou passar a discorrer.

A casa da Nazaré tem elevador. Quando entramos no prédio, normalmente soltamos a trela e ele vai direito ao elevador. Tudo normal e sem problema... não fosse o desgraçado do cão ter saído do elevador no momento que a porta fechava tendo a trela ficado do lado de dentro e o Mix do lado de fora. O elevador subiu e a trela que tinha 3m foi esticando e sabemos agora que tem a medida exacta (menos um bocadinho vá), que os dois andares que temos de subir. Lá saiu a mãe Fatinha a correr escada a baixo, para dar com um Mix pendurado pelo pescoço no topo da porta do elevador. Como nestas coisas não há nada como lata de descaramento, agarrou no homem do talho que estava a passar com uma faca na mão, levou-o para ao pé do bicho e mandou-lhe cortar a trela, tudo em menos de 1 minuto.

O Mix sacudiu-se, tossiu e foi para a mantinha dele dormir! Acordou três horas mais tarde como se nada tivesse acontecido!



A vida deste cão já dava um filme!

* se somarmos os pequenos acidentes para estes valerem só uma vida
** um dia escrevo sobre a conversa surreal que tive com a vizinha russa do andar de baixo (na casa antiga da Praia) que insistia que tinha visto o Mix pendurado nas cordas da roupa dela... e eu a pensar o tempo todo que era um problema de idiomas, mas não... era mesmo o cão que se atirava para ir passear!
*** digamos que o veterinário não acreditava que o bicho se safasse


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Isto deve dar antes da travadinha!

Ontem foi dia de dar um pontapé no marasmo! Quem me conhece sabe que não sei recusar um desafio! É mais forte que eu!!! Normalmente corre mal, mas aceito (quase) sempre! Desta vez, duas das companheiras de luta aqui do Departamento, levaram-me a duas aulas de dança: uma de "multi-cenas" (hip-hop, forró e daquelas que dá para dançar nas discotecas... a que não vou) e a segunda de Dança Oriental, também conhecida por Dança do Ventre (mas não é uma designação tão correcta).

Eu que fiz ballet durante uma eternidade e meia (alguns 12 anos), fui para lá a pensar que dominava e se fosse preciso ainda ensinava qualquer coisa ao professor! Tudo corria pela melhor, estava a sentir-me a Rainha da noite* quando me descobri no meio do espelho e percebi que era aquela que parecia que tinha engolido e vassoura ou que estava em rigor mortis e a ter espasmos ao mesmo tempo! Bonito, portanto! Mas foi bom, foi giro, deu para libertar as toxinas todas, ter várias quebras de tensão, algumas cãibras e lavar a alma.



A segunda dose foi então a dita Dança Oriental.
Ponto número 1: a professoa aparece com a barriga amostra, sem um único sinal de gordura ou celulite! Espero que não seja publicidade enganosa, porque se fôr não sei como é que vou agora apagar a ilusão de que um dia no futuro vou ficar assim.

Ponto número 2: ele há zonas do meu corpo, que conheceram o movimento ontem, pela primeira vez em 28 anos!!! Ora cá sabia eu, que era possível fazer um 8 com a anca e com o peito! O da anca ainda se arranha, agora até que inventem um telecomando para a região das mamas, não estou a ver que a coisa se dê para fazer o 8 do peito...

Ponto número 3: adorei e vou voltar!!! tenho que ir ao chineses procurar um cinto cheio de sininhos para me ouvir a fazer o 8!!**


e quando dominar o piri... ou fini... ou qualquer coisa que acaba em "i" e que quer dizer abanar o rabo muito depressa, quero ser como esta bailarina que é toda radical! brincos e tatuagens!!! Cool!

Até que volte a descobrir as gotinhas de lítio, acho que me vão dar mais maluqueiras destas, mas ao menos vou ser uma maluca feliz!

* para os mais distraídos, isto é um trocadilho com a música dos saudosos Excesso... se não são os Excesso, são outros do género!
** qual será a probabilidade de alguém escrever uma frase destas "ouvir a fazer o 8"...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Não me internem já... prometo que passa!



Vi ontem na televisão, que andam aí os senhores do recenseamento agrícola! Fiquei logo alerta, porque agora sou uma pequena latifundiária: tenho uma quinta 18X18 (não sei de que unidade), com plantações variadas, gado bovino, caprino, aves de capoeira, uma pequena suinicultura e várias dezenas de árvores de fruto, coisa pequena portanto*!



Meus senhores, as portas da minha quinta estão abertas... e com o aparente upgrade que o anúncio sugere, em relação aos moços bem apessoados que andam a recolher a informação - e que arrumam o Engenheiro Sousa Veloso a um canto - cooperar com o INE será um gosto!!



* nível 21 do Farmville! ah pois é bébé... aqui não se brinca!!!

O stress das massagens relaxantes

Não é segredo para ninguém que sou uma grande croma! E ainda por cima um bocado pacóvia! Quando fiz 27 anos, alguém teve a ideia de me oferecer uma massagem daquelas em que se entra patinho feio e se sai quem nem um cisne*! O programa incluia exfoliação, hidratação, relaxamento, qualquer coisa que implicava um creme com ouro, duches variados e por fim uns minutos numa sala zen!


Agradeci aos anjinhos a oportunidade de ter uma tarde de rainha e lá fui eu a caminho do Hotel. O Hotel devia ter para cima de meia dúzia de estrelas e chegar lá de havaina no pé teve logo o seu impacto. Mas giro, giro foi entregar o voucher, dizer o nome e apresentarem-me o terapeuta Carlos. Carlos??? Carlos!!! WTF??!? Mas será que não pode ser uma Carla?!?! Bem... lá vamos nós trocar a roupinha por umas cuecas (tamanho único) feitas de um papel/plástico-semi-transparente-mal-amanhado, em que nem no rabo da Gisele ficaria apresentável. Veste o roupão e vai para a salinha!

Chegada à sala lá está o terapeuta Carlos que me diz num tom muito suave:
"- se não se importa tira o roupão e deita-se na marquesa"
penso eu
"- Oh não!!! são as trompetas do juízo final!!! Vieram para me buscar!!!"

Ora bem, se tiro o robe fico mais ou menos como deus nosso senhor me pôs no mundo... com a agravante das ditas cuecas, que ninguém merece! Mas o que é que eu digo?
"- Não se importa de sair e voltar quando não tiver uma pilinha..."
Guilhim Maria, faz conta que toda a tua vida andaste a receber massagens e por isso respira fundo e pronto. Três segundos de bolinha vermelha no canto do ecrã e estou deitada, mas neste ponto a massagem impõem-se porque a tensão nos ombros é mais que muita.

Começa a exfoliação, que não deu para relaxar coisa nenhuma, e a ordem seguinte do terapeuta Carlos é:
"- agora pode ir para o chuveiro para retirar o exfoliante..."
o chuveiro ficava na sala da massagem... assim como o terapeuta Carlos... mais uma vez uma voz histérica na minha cabeça diz:
"- e se tocassem no alarme de incendio agora?!?! anh... isso é que era! pegava no roupão e raspava-me daqui!"
...nada, tive de agarrar na toalha, fazer um truque arriscadíssimo de malabarismo, mas consegui evitar a segunda dose de nudismo involuntário.

Mais contas de cabeça e rapidamente chego à conclusão, que se tomo um duche como deve ser, as ditas cuecas provavelmente vão pelo ralo a baixo!!! Com muito jeitinho e sempre em stress, lá me vou passando por água, enquanto chamo todos os nomes possíveis, a todas as pessoas nascidas e por nascer!!

Durante a hidratação e a massagem de relaxamento estive o tempo todo a pensar: "relaxa, relaxa.... será que ele me viu meio nua.... não penses nisso... vá relaxa, relaxa... PORRA, relaxa"... mas nada feito!


Despeço-me do terapeuta Carlos, à procura de um qualquer sinal de gayzice (please God!!) ao mesmo tempo que calculo qual é a probabilidade de o voltar a ver na vida e passo para a zona dos duches... que é mista! Resolvo que era demais ir para ali com a tal da cueca, assumi que era pacóvia e fui vestir o biquini.

Nova corrida nova viagem. Vejo-me perante 4 tipos diferentes de chuveiros: tropical, ártico, oceânico, floresta... (sim, os chuveiros podem ser mais do que água a cair do tecto!)
"- Será que há uma ordem? Olha, vai da esquerda para a direita! Ok... onde é que está a torneira que liga esta porcaria... ah... são só sete torneiras e cada uma faz a sua coisa: massagem vigorosa, massagem não tão vigorosa, massagem delicada...! Boa... liga, desliga, liga, desliga, próximo chuveiro, liga, desliga, liga, desliga, próximo chuveiro, liga, desliga...."

Cansada e enchardada, sou por fim sou encaminhada para a sala zen para ficar a relaxar. Os cinco minutos que lá estive foram a pensar se já estava relaxada ou não e depois disso saí em passo de corrida e fui dar um mergulho ao mar... para relaxar!!!

pôr do sol nas Maldivas

Apesar do trauma, acho que já estou refeita e pronta para outra, mas já não me enganam, e vou querer uma terapeuta! Até lá, vou-me vingando nos mergulhos!

* se soubesse o que sei hoje, tinha logo percebido que o presente era envenenado!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Para memória futura

Faz hoje exactamente uma semana, que me sentei no meu lugar para receber uma das notícias mais inesperadas da minha vida.

O Passarinho, que está sempre aqui no meu lado direito, disse-me que tinha notícias directamente da Guiné Conakry para mim. O facto de ser da Guiné não me causou estranheza, já que temos por lá uma grande amiga que é um exemplo de simpatia, boa disposição e coragem... E não é coragem por se meter no meio do mato, no meio de África, entre países com guerras daquelas que não são para meninos e onde as doenças assustam mais que as balas! É coragem porque deu um pontapé na vidinha arranjadinha e foi à procura do que realmente a preenchia.

Anyway, o recado era (mais ou menos) o seguinte:
"- há um guia aqui da aldeia que te viu numa foto*, e que gostava muito de se corresponder contigo e por isso não te admires se um dia te ligarem aqui da Guiné."


Mas se fica perto da costa, é gajo para haver bons spots de mergulho... vou ter de ponderar...

Vamos lá ver bem uma coisa, não tenho dúvida que o Senhor Mkanda seja uma óptima pessoa, mas a ideia de partilhar a palhota com mais três mulheres, que ainda por cima naquelas bandas, são lindas de morrer e mexem o rabo como eu não consigo mexer as pernas, não me atrai por aí além... Mas fica o registo! Ter um admirador é giro, e assim como assim, longe como está é que como se não o fosse! Sei que um dia quando estiver rodeada de gatos, a fintar o Alzheimer, as rugas e a gravidade, vai saber-me bem, lembrar que houve um tempo em que alguém em Diéké se encantou por mim...

* sendo que entre 2001 e 2006, depois de ter rapado o cabelo, era eu ou a minha mãe que me cortava o cabelo com a tesoura da cozinha e que ficava tipo bola afro, mas sem os caracóis, e que são essas as fotos que a S. tem no PC, não estou a ver de onde surgiu o interesse...

Segunda-feira #25

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ou vi a luz ou preciso de arranjar uma vida!

A vida de dona de casa a part-time (nada de esticanços que tenho mais que fazer... não muito mais, mas ainda assim mais) está a revelar-se algo de fantástico! Ele tem sido um descobrir de todo um mundo de produtos domésticos que se revelaram mais importantes do que algum dia imaginei!

Depois da descoberta do ano, o Petit Gateu, surge agora a descoberta do século! Arrisco mesmo a dizer, que a seguir à máquina de lavar roupa e ao aspirador (fundamental para o pêlo de cão), esta será a terceira invenção mais importante para quem tem uma casinha a seu cargo! Podia estar a falar da Bimbi*, mas não, estou a falar do Cilit Bang! Este portento das lides caseiras, cumpre todas as expectativas e mais algumas!

Faz milagres às loiças de casa de banho e aos azulejos da cozinha, ao mesmo tempo que derrete o latex das luvas e tira o amarelo dos panos amarelos... por isso é melhor ter algum cuidado! Estou rendida!



Tenho que agradecer ao Passarinho da dica, caso contrário, ainda estava a esfregar os azulejos da casa de banho com uma escova de dentes!

* se algum dia surgir um hate group da Bimbi, provavelmente fui eu que o fundei!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Até tremo só de ouvir o jingle


Há seis meses atrás, este anúncio era estúpido. Hoje sabem o que este anúncio é? Estúpido! Daqui a seis meses, este anúncio vai continuar a ser estúpido!

É lógico pá!!! Há coisas que nunca mudam, como os anúncios sempre estúpidos do Pingo Doce!!!

... sou só eu a ter medo do senhor que fala do Brix e que faz uuuhhhhmmm!?!?! É que aquela boca parece de um xarroco!

Segunda-feira #24

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Antes e Depois

Olhando para trás, até tenho vergonha daquela minha quintinha mixuruca... isto sim, já começa a ser um projecto de quinta! Mas que dá trabalho isso dá!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Será que sou geek ou nerd ou qualquer coisa do género

É quase um ritual aqui do Departamento, chegar à hora de almoço e passar 10 minutos a decidir onde ir comer (de entre as várias cantinas) e depois de almoçar, outro tanto de tempo a escolher o lugar para tomar café. Hoje perante a demora e a indecisão, resolvi que o melhor e mais eficaz seria adoptar uma abordagem científica ao tema. Vai de identificar os sujeitos do estudo e as váriáveis que condicionam a escolha, criar uma escala de classificação flexível o suficiente para evitar empates e proceder à avaliação. Apresentada a ideia, inicia-se a recolha de dados, que à falta de SPSS, teve de ser feita mesmo em folhas de guardanapos! Nada pára uma cientísta motivada!

Opções:
1- Bar do Botânico
2- Bar do Zoológico
3- Bar das Matemáticas
4- Bar do TAGV
5- Bar da Associação

Variáveis a classificar de 1 a 5:
a) distância do Bar ao Departamento
b) qualidade do café
c) qualidade do espaço interior
d) qualidade do espaço exterior
e) "fauna"... por assim dizer...

De acordo com o somatório* elege-se o espaço que deverá ser frequentado com mais frequência e as seguintes escolhas, que numa relação hiearquica deverão funcionar de mecanismo de evitação da monotonia e de repetições não controladas.

Perante a minha seriedade em relação a este procedimento, as minhas companheiras de repasto fizeram um momento de pausa, mudaram o semblante e perguntaram-me se eu estava a falar a sério...

Claro que estava a falar a sério... de que outra forma é que ultrapassa este tipo de impasse?!? Ainda se houvesse um claro factor de desempate...

estou a falar obviamente da qualidade do café!...

* a quem possa interessar: Bar do Zoológico: 21 pontos; Bar do Botânico: 17 pontos; Jardins da AAC: 16 pontos; Bar das Matemáticas: 15; Bar do TAGV: 14 pontos

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Tristes...



...estão os trópicos, os polos, os desertos, estamos nós!

Ontem pela tarde, o Francisco desceu do "laboratório" para nos dar a notícia, de que o Claude Lévi-Strauss* tinha morrido. Meio na dúvida, se devia ou não, estar um bocadinho mais vazio, repetiu duas vezes:

- "é que estou mesmo triste".
Estamos todos!

Confesso, que só por alturas do segundo ano da universidade, é que comecei a entender o que o senhor escrevia e não me esqueço que devorei os "Tristes Trópicos" (leitura obrigatória para uma cadeira qualquer) no meu trabalhito em part-time e feita tola disse às minhas colegas, como se tivesse descoberto a pólvora
- "então não é que o livro se lê muito bem?"
Depois disso, foi juntar os trocos para comprar outro e mais outro livrinho preto da "Colecção 70".


faz-se uma pesquisa por tristeza e eis que aparece a notícia

* alguns de nós, caloiros maçaricos, pensaram durante muito tempo que este Levi-Strauss era o mesmo das calças de ganga...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009