quinta-feira, 3 de setembro de 2015

R'ais partam as hormonas


Juro que não sou uma mãe lamechas... aliás, acho que sou pragmática e quase fria no que toca a tomar decisões sobre a cachopa. Sempre soube que a Sardanisca ia para o infantário cedo por vários motivos: 
- porque temos os dois de trabalhar para termos dinheiro suficiente; 
- porque não temos família por perto que possa estar com a miúda sem ser em emergências; 
- porque não acho que os avós devam ser sobrecarregados diariamente e o dia inteiro com as crianças (de vez em quando, durante as férias ainda vá... mais que isso parece-me que se perde um bocadinho da magia da relação avós e netos... os meus avós sempre foram uma espécie de parque de diversões porque não tinham de me aturar todos os dias e por isso tinham muito mais paciência e acho que isso é muito preciso);
- porque acho muito importante as crianças darem-se com outras crianças;
- porque começam logo cedo a aprender as regras da vida em sociedade;
- porque a estimulação que é feita é a adequada;
- porque adorei o meu infantário;
Podia continuar por aqui fora com mais motivos (que são os que são válidos para mim e acredito que não façam ponta de sentido para outras pessoas) e por isso, os primeiros dias de creche sempre foram mais ou menos pacíficos... Mais ou menos é capaz de ser um bocado de exagero... O primeiro dia de creche dela, tinha quase cinco meses, foi o que me fez fazer começar a correr... a verdade é que não saberia o que fazer durante aquelas duas horas de creche e precisava de alguma coisa que me ocupasse em todos os sentidos. Enquanto eu corria o meu homem ficou sentado a olhar para as fotografias do telemóvel e a desenvolver, mentalmente, todo um sistema de videovigilância que ele acha que os berçários tinham de ter e não fazia sentido não terem... O ano passado lembro-me de a ter deixado e ter corrido tudo bem... menos o ter ficado os dias seguintes com a certeza de que me tinha esquecido de alguma coisa importante e de ficar à porta da creche à espera que o portão abrisse e procurar o ar mais cool e descontraído do mundo quando a ia buscar... Hoje estou p'ráqui feita parva à beira das lágrimas... e não fui eu a levá-la!! Só me lembro de uma das minhas melhores amigas que teve uma bebé muito prematura e passou uns primeiros seis meses de inferno com a pequenita na incubadora. Não sei quem foi maior guerreira se a bebé (que lutou contra todas as probabilidades) se a mãe que durante todo esse tempo não disse um "ai" e aguentou-se à bronca sem se queixar, sem se ir abaixo. Quando aos dois anos da pequena a deixou no infantário, ligou-me em lágrimas... Posto isto... tenho que me fazer uma mulherzinha e pensar que daqui a nada já a tenho aqui a chamar "mãe" 5262346 vezes por minuto e a dar comigo em doida!!

2 comentários:

  1. Eu já sou muito pragmática mesmo nisto do primeiro dia de creche do ano lectivo! Eu tb passei por eles e não me lembro de estar traumatizada, pelo contrário tenho excelentes recordações! Força. Se ela chorar, logo lhe passa e se volta a habituar. Qt aos motivos de a levares para a creche tão cedo, podia ter sido eu a escrever isto! Nomeadamente na questão dos avós! Principalmente que a minha mãe e sogros já estão a chegar aos 70 e eu quero é que eles aproveitem a vida. Em compensação ajudam-me ao final do dia ficando com ela a partir das 17h30-18h para ela não ficar até às 19h!

    Beijinhos grandes
    (Cada vez me identifico mais Ctg! :))

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    1. Ontem correu tudo bem! Quando lá cheguei estava toda contente a brincar e demorou um bocadinho até querer vir embora!! Tenho consciência que sou eu que fico com o coração apertadinho... e achei que nunca ficaria!! Se tivesse por cá os avós fazia o mesmo que tu para evitar que ela ficasse as horas todas que fica na creche... É bom saber que as opções que tomamos não são completamente disparatadas... quando mais não seja porque há quem as ache razoáveis!

      beijinhos! ;)

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