domingo, 3 de fevereiro de 2013

Ecological baby steps I


Ultimamente tenho acompanhado as reflexões da Krasiva sobre a possibilidade de adoptarmos formas de vida mais amigas do ambiente. Aqui há uns anitos (dois ou três) cheia de moral e com a certeza que estava a fazer tudo certo, respondi a um daqueles testes sobre a nossa pegada ecológica. Pois sim... a cagança passou-me logo com o resultado final: se todos assumissem os meus comportamentos "ecológicos", precisávamos de três planetas Terra... À conta disso, ainda fiz algumas mudanças, mas tenho a certeza que estou a milhas do meu verdadeiro potencial! Com a chegada da nossa miúda percebemos que ainda mais lixo iríamos fazer e que, entre os três, seriam precisas dúzias de Terras para compensar o nosso estrago. Foi então que equacionámos um conjunto de factores e resolvemos que não vamos usar fraldas descartáveis nem toalhitas higiénicas... e já conhecemos de cor a canção "Vocês não vão aguentar nem uma semana" mas somos teimosos e gostamos de ser nós a escolher as músicas que ouvimos. A decisão não é tão altruísta ou ecológica quanto possa parecer a uma primeira vista. É também uma decisão que tem em consideração a saúde do bebé e o dinheiro que iríamos gastar.

Passo a expor os argumentos... (mas se calhar por partes para isto não ficar gigantesco):

Ecológicos:
- As fraldas descartáveis não podem ser incineradas. Aparentemente os compostos químicos que as compõem, quando queimados produzem um fumo altamente tóxico. Assim, têm de ficar nas lixeiras a ocupar espaço e a contaminar os solos. Tendo em conta que em média um bebé gasta cinco fraldas por dia ao fim de um ano teríamos uma utilização/desperdício de cerca de 2000 fraldas. Além disto, levam cerca de 500 anos a serem decompostas pela natureza! Ou seja, a sexta geração de descendentes da cachopa ainda seria capaz de encontrar vestígios de fraldas!

- Depois de alguma pesquisa encontrámos uma marca de fraldas reutilizáveis que além de estar à venda nas grandes superfícies é portuguesa (o que faz com que o impacte produzido pelo transporte das ditas não será tão grande quanto o de outras marcas que têm que ser importadas).

- A marca é a Gyzzo, mas há outras (esta, esta, por exemplo), e as fraldas têm tamanho único, ajustável, que serve desde o nascimento até aos 14 kg o que quer dizer que basta fazer uma única compra inicial.

- As fraldas não têm o aspecto daquelas que eu e as gerações anteriores à minha usaram. Têm o formato de uma fralda descartável mas são constituídas por dois tipos de tecido sendo um deles, o de fora, impermeável... mas não é plástico. Na parte de dentro têm uma bolsa onde se colocam um panos superabsorventes. Em contacto com o bebé está um papel degradável onde ficam os cócós. Depois basta pegar no papel e deitar o presente na sanita. O bónus é que não ficamos com caquinha de bebé a aromatizar a casa!... E esta parte para quem está habituada a passear cães de saquinho na mão, não é assim tão nojento quanto possa parecer!

- Tenho a perfeita noção que o facto de ter de lavar fraldas todos os dias também não é a solução perfeita, mas parece-me ser a que magoa menos o ambiente...

- Quanto às toalhitas, os argumentos anteriores repetem-se e junta-se a solução: toalhitas de turco 100% algodão. Passo a explicar. Compra-se turco ao metro, cortam-se os quadradinhos à medida das necessidades, ensopa-se o paninho com água e limpa-se o rabiosque da moçoila. Depois de usado é lavado, et voilá!!

8 comentários:

  1. Concordo com tudo o que escreves e apoio ao máximo esse entusiasmo, mas se quiseres posso dar-te o contacto do meu irmão e ele fala-te do lado de quem foi pai há menos de 1 ano e tinha as mesmas resoluções. Algumas eles mantêm mas sei que ainda têm as fraldas reutilizáveis impecáveis (bem giras, por sinal!) e não as conseguiram usar quase nada porque a bebé ficava com a pele toda vermelha e magoada. As descartáveis são mais absorventes e mantêm a pele do bebé seca. E olha que o meu irmão é ecólogo, isto custou-lhe bastante a aceitar! (Nem acredito que estou a fazer esta apologia! Shame on me.) Olha, o meu irmão trabalha no mesmo sítio em que o teu pai trabalhava, podes ir fazer-lhe uma visita na próxima ida a Coimbra e talvez eles até te ofereçam algumas das cenas das fraldas reutilizáveis que não chegaram a usar (tenho ideia que são bem caras). Nada como tentarem. Pode ser que a vossa experiência seja melhor sucedida! :) Espero mesmo que sim.

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    1. OOOhhhh bióloga de pouca fé [ler em tom dramático]! Já ouvimos todas as dificuldades possíveis associadas às mafaldadas das fraldas reutilizáveis, mas ainda assim temos alguma esperança que resulte! Não vamos desistir sem dar alguma luta!... Quer dizer... vamos desistir assim que a pequena nos dê indicação disso, mas pode ser que não... Tudo a fazer figas! Caso contrário o plano B entra em acção: deixamo-nos de coisas e fazemos como toda a gente!

      Obrigada pela dica. Quando passar no botânico vou sondar as opiniões de quem sabe da poda!

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    2. Raquel!! Li este post e pensei: "a Raquel é que vai gostar de ler isto" e afinal!... Chegaste a sugerir-me isto aquando de um post dobre fraldas no meu blog!
      O único caso que conheço (e que quase me convenceu!) foi muito bem sucedido e até fizeram parecer a coisa mais fácil deste mundo! Espero que convosco também resulte!! :)

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  2. Boa! É assim mesmo! :D

    Tenho um casal amigo que gastou uns 300 euros nesse tipo de fraldas e diz que ao fim de 2 meses, talvez 3, já estavam com o investimento coberto. Dizem super bem das fraldas, não querem outra coisa (o bebé deve ter agora uns 5 meses).

    Tenho ideia, apesar de tudo, que é muito uma questão de pensarmos positivo e sermos práticas... dá obviamente algum trabalho, mas temos de pensar que é para um bem superior e que é um óptimo começo de vida, começar logo de forma mais ecológica parece-me um bom Karma ;)

    Se quiser, posso perguntar aos meus amigos onde compraram a deles, qual é a marca...

    Boa sorte! :D

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    1. Bom Karma é começar uma segunda feira com palavras tão positivas! Dá outro animo à semana!! Muito obrigada! Nesta tomada de decisão pensei que a nossa pequena, quando fosse mais crescidinha, podia ficar contente por saber que a ajudámos a ser mais ecológica!

      Vamos lá ver como corre, mas que estamos com fé, isso estamos!

      Beijinhos e obrigada pelas palavras e pelo espírito optimista!

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    2. De nada! :)

      Eu sou criticada a torto e a direito por querer ser mais ecológica, o que torna a vida muito mais difícil... é tão frustrante... mas quando vi esse tal casal amigo, sem qualquer problema, a implementar o uso das fraldas, vi que é tudo uma questão mental e como o casal está comprometido em conjunto, é totalmente diferente! É que nenhum se queixa! Já os vi "em acção" e parece tudo muito prático, é uma questão de hábito.

      Espero ter o mesmo apoio quando for a minha vez...

      Acho que a pequena irá ficar feliz por ter começado a vida de forma mais amiga do ambiente :)

      Coragem! :D

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  3. Olha o que encontrei!

    http://www.littlehouseliving.com/homemade-baby-wipes.html

    Foi por mero acaso, mas lembrei-me aqui do post...

    :)

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