quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Lisboa menina e moça. Convencida.


Esta cidade mata um “gajo”. Se calhar as outras também mas esta come-lhe a cabeça devagarinho enquanto o mata. Aos poucos vou percebendo o que gosto e o que me irrita em Lisboa e é a mesma coisa: o potencial para ser muito fixe. Por um lado é uma cidade lindíssima (anos de auto-terapia para chegar a dizer isto) que dá vontade de saborear e conhecer, mas por outro há milhões de pessoas entre nós e os espaços. Chegar aos lugares é um filme, estacionar é um filme, andar é um filme. Por outro lado, é uma cidade que até tem bastante a acontecer mas, toda a gente quer marcar o ponto o que leva a que não se veja ou se veja mal o que há para ver. Por fim, é uma cidade que não precisa das pessoas. Não as quer! Primeiras consultas com médicos? Mais difíceis de conseguir encontrar do que um namorado da Marta Leite Castro. Restaurante ao fim de semana? “Nós ao fim‑de‑semana só aceitamos clientes com marcação.” Ou “nós ao fds não aceitamos marcação”. Se metessem a marcação no rabinho... Casa?! Se até a Madona está a ter dificuldade que dizer dos comuns mortais! Estar numa relação com Lisboa é complicado. É como um namorar com o tipo giro do liceu, que afinal é engraçadito, mas também não é aquilo tudo que ele se acha ou que fazem dele. É um snob porque lhe encheram a cabeça e agora não há quem o ature e ainda por cima tem as miúdas todas a babarem em cima dele (as platónicas, como eu, com alguma distância de segurança para não se deixarem levar). Lisboa, é o tipo que volta e meia nos pisca o olho só para manter as opções em aberto. Vou fazer como fazia em mais nova: vou desabafar com o meu diário e dizer que Lisboa é um cócó e que não percebo como se pode gostar dela enquanto espero perceber se ela também gosta de mim!

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