domingo, 3 de abril de 2016

Museu #3 - Museu Nacional de Machado de Castro








A entrada no quarto mês do ano (WHAAAAT?!?!?) faz-se com o relato da visita ao terceiro museu. Estamos bem, portanto. Quando chegarmos ao 13º mês as contas deverão bater certo. E qual foi o feliz contemplado? Museu Machado de Castro. Estava pela minha terrinha e achei que tinha que acabar com a pouca vergonha de ainda não ter ido conhecer um dos Museus mais antigos e reconhecidos de Portugal.

Só tinha ido ao Machado de Castro no oitavo ou nono ano com as minhas amigas quando tirámos um dia para ser cólturais e só me lembrava vagamente da zona do criptopórtico e de um guarda creepy que por lá andava. Tenho a certeza que desta vez as memórias não me vão fugir assim tão depressa!

Para quem não sabe, o Museu fica na Alta de Coimbra, no coração do pólo universitário, entre a Sé Nova e a Sé Velha. Diria a minha mãe que está “no centro do meio”. A passagem pelo portão dá logo para ficar com uma ideia do que nos espera: um museu com história mas renovado com bom gosto, conteúdo e classe. Se tivesse que fazer uma analogia diria que o Museu é uma espécie de cebola histórica (estou on fire!) em que o próprio edifício participa. O percurso expositivo está muito bem orientado e começa no criptopórtico que é impressionante. Um labirinto de túneis da Aeminium (o nome dado a Coimbra pelos romanos), com marcas mais recentes (da época medieval) e focos de luz que nos dão conta da direcção dos níveis mais recentes. “Lá em cima” temos peças de arte sacra, pintura, escultura, joalharia e cerâmica da época medieval, moderna e contemporânea. Confesso que não conseguimos ver tudo apesar do museu mais do que merecer uma visita completa e calma mas com a garota, mais de duas horas de museu é muito. Muitas das peças são fantásticas, que nos fazem parar e dar conta de cada detalhe mas, para mim, é o altar reconstruído o que mais impressiona e merece uma paragem demorada. Desmontaram uma igreja da rua da Sofia, peça por peça, e remontaram-na no interior do edifício do Museu e o resultado é uma explosão de grandiosidade. E não é a única intromissão arquitectónica, se assim lhe quisermos chamar. Lá pelo meio ainda encontramos os claustros da antiga igreja de Almedina, muros, arcadas e pórticos que fazem do edifício uma manta de retalhos fascinante. Como bonús ainda há a cafetaria do Museu que terá uma das melhores vistas sobre a cidade.

Apesar disso, e eu sei que sou uma chata, a informação é curta. Fazem falta legendas mais completas, textos que contextualizem o visitante, principalmente na zona do criptopórtico, caso contrário ficamos pela vertente estética da coisa, que é uma dimensão incrível, mas há mais que isso! Caso vão, é sacar informação antes de enfrentar os quatro andares de espólio. Se levam garotos encham-se de paciência, vejam só metade (ou um terço), ponham o brinquedo, tablet, a vossa “arma” de eleição e vão na fé de que vai correr tudo bem!

Atenção por causa do estacionamento: se não houver nenhuma festividade a acontecer, e aí até à hora de almoço não deve ser difícil estacionar por perto, depois disso pode ter que se procurar.

Conclusão: é ir à confiança mas com. É de ir!

(Curiosidade: segundo nos disseram, no museu não há peças do Machado de Castro)

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