terça-feira, 15 de março de 2016

Malta, este é dos compridos mas lê-se rápido!


Quando comecei a sentir que o meu corpo estava a entrar em parafuso, mas ainda antes de dar importância ao assunto, passei por uma página da internet – a Diospiro – que, por ter óptimo aspecto me deu vontade de explorar. Ao ler a bio dos autores percebi que a Filipa tinha conseguido ultrapassar ou controlar a artrite dela com uma mudança de estilo de vida. Marquei o site, passei a segui-lo e continuei com a minha vidinha. Foi só algum tempo depois, uns meses, quando comecei a juntar as peças do meu puzzle que percebi que se calhar tinha mesmo alguma coisa e alguma coisa parecida com a artrite e lembrei-me do que tinha lido. Nessa altura, e ao contrário do que normalmente faço, entrei em contacto com ela. Na verdade, nesse dia estava particularmente desesperada porque não me conseguia mexer. Mãos, joelhos, pés tudo doía e tudo estava inflamado! Quando enviei mensagem estava à espera de uma resposta do género “faz isto que isso passa”. Não foi bem isso que aconteceu! Lá me disse o que eu já sabia e toda a gente me tinha dito mas que eu teimava em adiar: “vai ao médico primeiro e descobre o que tens”. E depois continuou dizendo “mudar a alimentação sim, faz sentido porque há alimentos que são mais inflamatórios”. Disse-me o que poderia tentar retirar mas alertou-me para o facto das coisas não acontecerem do dia para a noite! Confesso que fiquei um bocadinho desiludida! Como é que não acontece de um dia para o outro?!? É que não me dava jeito nenhum ficar entrevada! Acabou a mensagem a falar-me da meditação. Disse-me que de entre tudo o que ela faz para superar a doença o melhor era mesmo a meditação. O que eu desconfiei!! Como é que a meditação me faz ficar sem dores e sem inchaços. Fiquei baralhada. Queria ficar bem, estava disposta a fazer alguma coisa para ficar bem mas não estava convencida que fosse a meditar que a coisa ia ao sítio. Deixou-me o número de telefone (que está guardado para uma situação SOS) e um grilinho a buzinar-me na cabeça. Foi só quando tive a confirmação dos resultados da AR, depois de lhe escrever em pranto (felizmente que as letras no monitor não dão para ver a ugly cry face) e de ela me voltar a falar do assunto, que resolvi dar uma chance à meditação. Sem grande fé e um bocado às escondidas... devo dizer que o comentário da Cátia (porque sabe do que fala) fez maravilhas para validar esta abordagem. Das primeiras vezes que tentei, ao fim de um minuto entrava num choro descontrolado. Não fazia grande sentido... não é nada assim tão incapacitante... talvez fosse o cansaço das dores e dos olhos a não me deixarem dormir (um dia explico porque esses sintomas dão toda uma outra história!... ou mudar esta história, estamos a esperar para ver). Aos poucos lá conseguia aguentar um bocadito mais e às tantas dei por mim mais apaziguada em relação a tudo. Não domino a meditação o suficiente para minimizar as dores, mas já consigo acalmar-me e terminar a sentir-me bem. 

Isto tudo para dizer que, independentemente de ter a sensibilidade de um calhau, com a paciência de uma paramécia, sou ainda mais uma gaja que quer estar bem. Se isso implica mudar, fechar os olhos e não pensar em nada, tudo bem! Há coisas piores! Além do mais, há mais gente que já o fez e faz e se tem dado bem... e nunca pensei que fosse tão importante saber disso. As palavras da Filipa de conforto, de força e de partilha foram fundamentais para mim, para me sentir acompanhada e compreendida (é estranho explicarmos a alguém que estamos a passar mal com uma coisa que não se vê)! Tendo dito isto, caso me vejam embrulhada a um lençol cor-de-laranja, com um carrapito na cabeça a cantar “hare hare” podem dar-me um estalo porque estou a ser parva... a menos que esteja a entrar para a Moda Lisboa... aí é só estilo!

3 comentários:

  1. Desde que andes melhor das dores vale tudo, ou quase tudo!

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    1. Vale mesmo quase tudo! Mas isto resulta comigo!

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  2. A tua ultima parte explica tão bem o que sinto.
    É terrível uma pessoa ter dores e mais dores mas como não se "Vê" as pessoas não acreditam e acham-nos uma queixinhas, alias ainda dizem coisas tipo "ai pah, isso é normal, também me dói as costas" ou "isso é os 30 anos, é normal doer". Acho que isso ainda me deixa pior, sentir-me cheia de dores e as pessoas não acreditarem e pensarem que sou uma mesquinha ou estou a fingir..

    Quanto a meditação nunca me tinha passado pela cabeça que poderia ajudar.

    Beijinhos e que melhores.

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