segunda-feira, 27 de abril de 2015

Pérolas da vida doméstica




Aproveitei a pausa da Páscoa fazer uma limpeza a fundo cá em casa. O plano era claro: revirar tudo, arrastar móveis, limpar tectos... uma espécie de higienização dentária à casa (nota mental: o facto de estar a fazer quase um ano de aparelho começa a manifestar-se ao nível do sub-consciente... procurar controlar metáforas do campo da ortodontia)! Não tive dúvidas, esta era uma missão para a o esquadrão "Mãe Fatinha e Sogra do Coração". Além do mais... era uma forma de fazer a vontade à minha mãe e mostrar-lhe o quanto tinha evoluído... Depois de anos a pedir-me para arrumar o quarto, o mínimo que podia fazer(-lhe) era envolvê-la nesta empreitada... se bem que não me lembro dela me ter agradecido...
Antes delas chegarem (devidamente armadas de esfregonas, baldes e lixívia... claramente tinham dúvidas que eu tivesse equipamento adequado cá por casa... pessoas de pouca fé), tinha já identificado um conjunto de pontos problemáticos: janelas, silicone dos caixilhos, calhas das janelas, manchas de bolor da casa de banho (assumir isto publicamente arruina qualquer possibilidade de um dia vir a ser uma pessoa glamorosa... é a vida) e "riscos na parede". Sabia da solução para todos os problemas à excepção do último e partilho aqui uma dica que não vem nos manuais e que me foi transmitida pela Sogra. Ora então, as minhas paredes estavam marcadas pelo encostar de móveis, pelo atirar dos sapatos para a zona da sapateira (outra que não abona nada a meu favor!), pelo abrir e fechar do estendal dentro de casa... Algumas marcas iam saindo com a esponja e um bocadinho de detergente mas as mais sérias não havia meio de desaparecerem. Foi então que ouvi: "ouve cá 'pariga, não tens Vim? daquele líquido". Fez-se um ponto de interrogação na minha cara... Vim?... Só me lembro daquele em pó que se usava quando eu era garota, mas lá tive a clarificação... "Vim ou Cif... tem é que ser daquele do líquido branco espesso..." Não tinha mas fui arranjar muito, muito na dúvida de que resolvesse alguma coisa. Qual não é o meu espanto quando vejo que, esfregando o Cif na parede com a ajuda de um pano e sem qualquer outro "ingrediente" todos os riscos desapareceram! Todos! Os das cadeiras vermelhas, os metálicos do estendal, os castanhos dos sapatos!! Todos! E voltei a ter as paredes imaculadamente brancas!
Escusado será dizer que me deixei dos detergentes moderninhos cheios de esguichos, e espumas e sprays, que não fazem a ponta de um corno, e vai de usar Vim/Cif em tudo quanto é canto! Só não o uso para me lavar (outra ideia que podia ter evitado...) porque tenho a pele sensível!

De nada!

4 comentários:

  1. O Cif é o meu melhor amigo... Nunca o experimentei nos riscos da parede porque tenho a esponja mágica e até não se safa mal, mas hei-de experimentar nos mais resistentes.
    Obrigada pela dica! ;)

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    1. Ora essa!! É de agradecer à Sogra que me fez ver a luz!

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