segunda-feira, 23 de março de 2015

Museu do Mês II - Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota






Já andava com esta fisgada há algum tempo e este fim de semana finalmente aconteceu! O programa de passar a tarde no CIBA (Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota) foi o que eu tinha imaginado! Ok... não é um museu na verdadeira acepção da coisa mas, como está lá muito perto, acho que podemos dizer que serve. 
O Centro tem óptima pinta (critério tão válido como outro qualquer para visitar espaços culturais) mas creio que a melhor característica é a aposta no "less is more". Não há um milhão de salas para ver, carradas de objectos em exposição e textos de legendas (que são só uma das coisinhas mais importantes dos espaços museológicos) que compilados dão para escrever 20 teses de doutoramento. Em vez disso temos suportes multimédia fantásticos e que funcionam (o que nos dias que correm não é algo que devamos ter por garantido) o que, tendo em conta que levei o meu pequeno diabo da Tasmânia, é importante. As salas apresentam um discursos super-simples, completo e diversificado o que evita aquela sensação de seca... principalmente se pensarmos que o CIBA representa um dos períodos da história de Portugal mais importantes e complexos que existem... Uma espécie de Game of Thrones medieval à portuguesa: casamentos políticos, filhos bastardos, amantes interesseiros, rainhas malvadas, justiceiros implacáveis, irmãos a lutar contra irmãos, guerras com proporções desleais, estratégia, intervenção divina... está lá tudo e percebe-se tudo com muito mais clareza no ponto alto da visita que é, sem sem dúvida, a projecção multimédia. O filme é projectado numa sala tipo cinema, o enredo é representado e bem por actores de primeira linha (o Gonçalo Waddington vai muito bem de Nun'Alvares para além de deixar uma pessoa com outra disposição para aprender factos históricos!) e é possível acompanhar as partes mais complicadas com gráficos que nos dão conta das movimentações dos dois exércitos (sou uma pessoa muito básica que precisa destas ajudas). Aqui é que é preciso ter alguma atenção, porque o filme e o som são tão intensos que as crianças mais pequenas podem assustar-se... 
Depois de tudo isto, estamos prontinhos para dar um pulo ao exterior e ver onde tudo aconteceu de facto e o ambiente ganha logo outra magia. Aqui é que a meu ver a coisa podia estar melhor... bem sei que há audioguias que devem tornar a passagem ao exterior muito mais interessante mas, por algum motivo não os levámos. Mas mesmo sem audioguias, acho que podia haver mais informação sobre as formas e ocupação e transformação do espaço. Em compensação, o facto do campo de batalha ser agora um campo aberto fez a delícia da minha filha que bateu os recordes de sprint, apanha de flores e trambolhões em sub 24 meses.
Programinha e tanto, é o que tenho a dizer! Melhor, só se me tivesse conseguido organizar de modo a dar um pulo ao Mosteiro da Batalha (que fica a uns 500 metros dali... mas tem o centro de interpretação fechado... apesar de ser novo... daqueles mistérios da criação)... fica para a próxima e fica a dica. Aliás... se for para viajar e ir até essas bandas, eu sugiro um dia inteiro e um livro de apontamentos porque, numa distância muito curta, temos (para além do Mosteiro e do CIBA) o Castelo de Leiria e de Porto de Mós (que são espaços fundamentais para compreender a batalha)... para além do Castelo de Ourém que também está ligado a este episódio! As maravilhas deste Portugalito!

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