segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Belfast em 24 a 48 horas

Ninguém vai a Belfast de férias ou fazer turismo mas, na improbabilidade de haver por aí quem já tenha comprado o bilhete e esteja a tentar perceber o que vai fazer na terra dos Irlandeses com muito pouco dinheiro, aqui ficam umas dicas.

Como chegar:
Convém não esquecer que Belfast fica na Irlanda do Norte, que faz parte da Irlanda-ilha mas não na Irlanda-país... Isto é especialmente importante para quem for por Dublin (que deve ser toda a gente que não queira passar 26h em aviões e escalas) onde tem de usar euros, mas duas horas depois (se for de autocarro para Belfast... que é fácil já que o airchoach que faz essa ligação fica mesmo à porta do aeroporto) já terá de usar libras.

Como conhecer:
Agora a cidade... É bonitinha, vá! É pequenina (talvez mais pequena que Coimbra) e plana o que a torna ideal para se ficar a conhecer os locais de interesse sem ter de andar a apanhar autocarros, comboios e metros. Nós andámos sempre a pé e creio que não ficou nada por ver.


O que ver:
Se tivéssemos tido um bocadinho mais de tempo para preparar a viagem tínhamos percebido que podíamos ter feito um Game of Thrones tour (sim, somos desses maluquinhos) e tínhamos visto Winterfell... mas só demos conta quando já cá estávamos e precisávamos de um dia inteiro... De resto, o que há para ver cabe em 24 a 48 horas na boiinha! 
O ex-libris seria o Titanic não tivesse o desgraçado afundado! À falta do próprio há o Museu/Centro interpretativo, ou qualquer coisa do género, todo modernista que fica na doca ainda um bocado longe do centro da cidade. Como somos pelintras não pagamos as 15 libras para entrar (aliás, não pagámos para coisa nenhuma) ficámos no cafézinho e vimos a doca seca onde está a carcaça de um contemporâneo do Titanic (SS Nomadic) e outras coisas naúticas.
O campus da Queen's University, onde também está o Jardim Botânico, é engraçado, assim como a Câmara Municipal.
Depois há os passeios: pela "baixa" (Victoria's Square) onde há mil centros comerciais e uns recantos engraçados com pubs e rua mais animadas e pela margem do rio Lagan.
Para além disto há ainda o George's Market que dá passear e fazer umas comprinhas e também comer...










Onde comer:
Na onda dos "novos" mercados, também no George's Market dá para comprar souvenires, coisas em segunda mão e comer de tudo um pouco. É um sítio porreiro.
A minha opinião é que o pessoal aqui das ilhas é meio pindérico no que toca à decoração e, aquilo que parecem restaurantes todos pipis, são só sítios normais para comer mais ou menos bem... Porque vi muitos episódios do Ramsay's kitchen nightmares acabo por preferir ir a uma Subway ou então espreitar (entrar e sair) de lugares que me parecem jeitosos. Em Belfast fomos a um restaurante italiano assim-assim (não me lembro do nome) e a um Café/Bistro que sim senhor, vale muita pena! Por pouco dinheiro (mais ou menos dez libras por pessoa) tem-se uma refeição quente e boa. Uns amigos, que estão há quase um ano em Belfast, também ficaram agradavelmente surpreendidos com o lugar. É o French Village que ficava na rua do nosso Hotel.







Onde ficar:
O nosso hotel (Ibis... não dava para mais) ficava a dois passos da Universidade (porque me dava muito jeito) e parece-me que é o local ideal para ficar. O centro é bastante movimentado e confuso e ali estávamos 10 minutos a pé das principais atrações, com supermercados, cafés, farmácias e estações de comboio e autocarro à mão de semear. Esta zona está aliás muito bem servida de hotéis e hostéis, por exemplo, o Vagabond hostel ou o Global Village para a malta jovem. Nós, que já somos pessoas idosas, precisávamos de um lugar mais calminho...



Cenas que não estava à espera:
O pessoal é muito beato! Entre gente a pregar para nos protegermos do dilúvio (sim, especificamente do dilúvio), aos que só queriam a salvação da nossa alma, aos hare krishna é impossível dar dois passos (literalmente) sem passar à frente de um qualquer templo, igreja ou cena espiritual com muitas cruzes e com ou sem santos! 
Ainda na linha do sagrado, no domingo de manhã está tudo fechado e o pessoal está todo nas missinhas respectivas enquanto as ruas estão cheias de polícias armados até aos dentes muito possivelmente, mas isto sou eu a especular, para prevenir que se pegue tudo ao estalo depois de confessados e apagados os pecados semanais.
Por falar em fechar, depois das sete da tarde é boato... não se vai a lado nenhum porque está tudo em casa com os pés para cima.



E é isto... pelo menos na versão rapidinha da coisa!
(mais imagens jeitosinhas, no instagram)

2 comentários:

  1. a tensão que se vive nessa cidade a mim perturbou-me imenso...
    mas eu apanhei um dia de confrontos... ainda assim, o arame farpado, a polícia armada (e até os murais) fazem-nos querer pensar que não estamos na Europa que conhecemos... é muito estranho...

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    1. tens toda a razão e a definição do ambiente que se vive é mesmo essa: tensão!

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