sexta-feira, 15 de junho de 2012

Análise estatística: resultados preliminares


Ontem, já de noite, depois de umas horas de volta do trabalho, resolvi fazer um estudo científico que já tinha na calha vai para dois anos, mas que tenho conseguido evitar. O objectivo passava por perceber como reage o meu organismo no contacto violento, promovido pela gravidade, com os vinte e poucos degraus que separam dois andares no meu local de trabalho. Foram escolhidos dois pontos de observação do impacto com diferentes áreas, cobertura muscular e adiposa para melhor averiguar as eventuais diferenças: braços (B) e aquela-zona-da-perna-que-já-é-quase-rabo (é mesmo este o nome científico da região anatómica) (AZDPQJEQR). Estabelecida a hipótese nula (H0), restava passar para o primeiro momento de recolha de dados. Material utilizado: sapatos de salto alto, para garantir a queda e a escadaria em mármore, para garantir a uniformidade e dureza (a madeira não é a mesma coisa, mas será alvo de estudo num futuro não muito longínquo). O momento zero (M0) corresponde ao instante exactamente após terem sido percorridos os quinze degraus (os primeiros cinco são de voo preparatório para a queda) na posição entre o sentada e o deitada, ligeiramente enviesada para o lado esquerdo de modo a garantir o contacto com as superfícies anteriormente designadas. 

Na aplicação da escala de dor foi registado um: "ai f#$% que doeu para caraças." Na escala da humilhação obtivemos um "não, não se preocupe, não foi nada está tudo bem... só tropecei... não estão aí alunos, pois não". Como seria de esperar na escala de (pré)cor foi registado um "para já não se vê nada, espera umas horas e já vais ver como elas cantam!" para o AZDPQJEQR e um surpreendente "isto já parece violência doméstica" para o B. Tendo em conta a natureza da experiência, esperámos algumas horas para recolher os dados daquele que seria o momento um (M1). Do M0 para o M1 verificou-se o uma alteração na tonalidade o que nos obrigou a aplicar a escala de cor (e não de pré-cor, como anterimente). Temos assim um "violeta-azulado" para os dois pontos observados (B e AZDPQJEQR). As observações serão feitas de 24h em 24h. Os resultados serão testados recorrendo ao teste de Wilcoxon... e agradecem-se sugestões para amenizar a dor... Decidimos entretanto que não vamos avaliar essa variável.

(to be continued e ser ouvido ao som disto)

8 comentários:

  1. :) As melhoras!
    Beijinhos grandes*

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  2. um saco de ervilhas congeladas faz milagres... de resto, é esperar que mudes de registo experimental... :) as melhoras!

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    1. Devia ter sido logo... agora já tenho uma "nalga" e um braço multicolores... duvido que a coisa atenue.

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  3. Olha que há ténis mesmo giros;-)
    Caldos de galinha ou chá de raíz de atura !!
    Sandra

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    1. O que é que queres! Estava a armar-me em gira e nitidamente não tenho talento para isso! Lição aprendida: quem nasceu para minhoca, nunca chega a jacaré!

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  4. :/ Os sacrifícios que algumas pessoas fazem pela ciência! É admirável.

    Agora é tarde mas o que costumo fazer é massajar logo na hora (por mais que doa. e dói) para estimular a circulação e evitar ao máximo que fique com essas cores! Agora é pores o creme com cuidadinho e teres paciência.

    Por este andar és uma séria candidata a um Nobel no próximo ano.

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  5. Não precisavas de recorrer a estes meios para fazer um estudo...;)Se surgir novamente esse desejo é só falares comigo e eu arranjo material...;)

    Beijinhos e as melhoras!

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