terça-feira, 22 de maio de 2012

Das moscas e da ASAE


A malta embirra com os senhores da ASAE mas a verdade é que eles até vão fazendo falta e tinham evitado um cena de histeria duma certa portuguesa em Varsóvia! Numa de tentar poupar dinheirinho, fomos a um Carrefour comprar pão e coisas para fazer uma sandocha. Dentro do supermercado a escolha do pão passava por várias mãos: escolhe-se a agarrar nas carcaças e as que não passavam na selecção entravam de novo na caixa. Numa lógica do "passa ao próximo e não ao mesmo" e "rezemos para que toda a gente lave as mãos com uma certa frequência". Não sou nojentinha a esse ponto. Não simpatizo com a ideia mas não é isso que me faz deixar de comer. Nasci nos anos 80 - tempo dos açucareiros, saleiros e galheteiros comunitários - e por isso estou imune a um conjunto de problemas que hoje em dia afectam as gerações mais novas. Pelos corredores, em particular do peixe, as moscas faziam uma raveparty. Também não me chocou por aí além. Para quem vai aos mercados sabe que há coisas que são difíceis de controlar. A coisa só mudou de figura quando sentadinha numa mesa, ainda dentro do centro comercial, vejo sair do meu pão uma varejeira mole e cheia de pêlos nas patas. Escusado será dizer me levantei num pulo, entre gritinhos histéricos deixando um rasto de cadeiras caídas, líquidos entornados e estupefacção na cara dos polacos. A minha colega, mulher rija, pegou calmamente no bocado de pão onde estava o monstro e deitou-o para o lixo. Comi o resto (mais do que não ser muito nojentinha sou mulher de alimento) mas o estrago estava feito... passei o resto do dia a sentir pêlos de mosca na boca.

6 comentários:

  1. eh eh eh! Se tivesses visto a minha figura mudavas de ideia! Mas fico contente! Também gosto muito de ti!

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  2. Que visão dantesca..! Se bem me lembro, não entrei em supermercados na Polónia (coisa rara) e também não tive experiências dessas... mas já tive algumas más noutros pontos do globo :)

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    1. Foi o que eu pensei Dulce. Se quero ser uma miúda viajada, e não só nestas nossas latitudes confortáveis, então tenho de estar preparada para estes imprevistos.

      Beijinhos

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