terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nem só do Ikea vive a Guilhim #4 (?)

A saga para encontrar uma mesa de apoio não estava a ser fácil. Eu, depois de ter "parido" fiquei, se não com síndrome de abstinência, de certeza com síndrome de Estocolmo. Vai daí, num passeio com o Bogas perto da casa do meu pai, descobri uma fonte de paletes. A sério, é um lugar onde elas nascem e ficam sózinhas e abandonadas! Cheguei a casa do meu progenitor e disse-lhe que precisava de uma ajudinha, crente que se explicasse o fim da ajuda, ele não iria compreender. Lá trouxemos uma das estruturas (que pesava seguramente mais que eu) para casa... Expliquei que tinha uma visão: que aquela palete iria virar mesa em minha casa (ideia longe de ser original, bem sei). Homem da ciência, que encontra nas plantinhas toda a sua paz de espírito e pouco dado a devaneios, pensou que estava a brincar. Apelei ao argumento da crise e acho que lhe toquei no coração. Podendo não perceber bem a ideia, lá me ajudou a serrar a dita cuja para que ficasse com um tamanho mais maneirinho. A partir daí, num fim de semana, a coisa deu-se!



Antes de lixar com lixa de decapagem limpei a madeira com uma escova de aço.

Depois de limpa e decapada usei a máquina de vapor da minha mãe para limpar o pó da madeira

Depois é altura de aplicar o tapa poros que vai dar à madeira uma textura mais aveludada

Após a secagem do tapa poros volta-se a lixar, mas desta vez com lixa de acabamentos. Pode, se for necessário, levar outra de mão e outra lixadela.

Depois de removido o pó da madeira, aplica-se o verniz. Eu optei por um incolor e de acabamento mate.


E no fim, já com a ajuda da mãe Fatinha, aplicam-se as rodinhas! Et voilá!!

...já aqui venho mostrar o produto final.

5 comentários:

  1. Tschiii! Isto já é jogar em nivel avançado. É outro campeonato!

    Estou curiosa para ver o produto final.

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  2. Só tu, Guilhim, só tu :)

    Adoro a ideia, mas não consigo abstrair-me daquele aparelho verde que parece um ferro de engomar e que, vá-se lá entender, me faz lembrar pessoas que ficam sem dedos das mãos.

    Sou uma fatalista!

    Beijinhos*

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  3. Raquel: olha que isto dá gozo... ainda mais divertido é ver como os senhores do Aki e quejandos ficam a olhar para mim quando faço perguntas básicas (do género: quais são os parafusos para madeira)... é que nem disfarçam, riem-se mesmo!!

    R: não és assim tão fatalista... depois mostro o estado das mãos... a máquina não arranca dedos, mas arranca pele!!

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  4. Adoro isto! É algo que também faço, criar algumas peças de mobiliário com coisas que à partida não tinham utilidade!

    Também costumo recuperar e dar nova vida a móveis velhos ou ultrapassados.
    Outra panca é fazer algumas pseudo-criações artísticas com madeira que recolho na praia!

    Gosto de te ver com as mão na massa, neste caso, na madeira... ;)

    Beijinhos e boas criações!

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  5. André: dá gozo sim senhor! Por isso é que tenho pena de não ter uma garagem e já agora ferramentas e conhecimento para trabalhar madeira... Agora queria fazer uns bancos para a varanda... mas lá está, é possível que a coisa não se dê por falta de espaço, materiais, ferramentas e arte... Não queres dar umas dicas?

    Beijinho

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