quarta-feira, 9 de março de 2011

Da (baixa) auto-estima

Faço parte de uma linhagem relativamente longa de mulheres, com alguns problemas de auto-estima. Contudo, são mulheres que estoicamente compensam estas questões de menosprezo, com brio, trabalho, força e uma inteligência fora de série. Sendo eu, fruto do refugo dos gâmetas dos meus pais - última tentativa (e tardia) de ter um Miguel; nascida do ovário esquerdo da minha progenitora, já o que o direito já tinha sido removido por ter ultrapassado o prazo a quando da minha concepção - fiquei neste, como em outros aspectos (proporção tronco-membros bizarra, cabelo fraco, barriga flácida e inamovível e dentes tortos), com o pior da lotaria genética resultante do cruzamento dos meus ascendentes. Que é como quem diz, a tal baixa auto-estima herditária e a ausência de mecanismos compensatórios.


Este é sem dúvida, um problema merdoso para a maior parte das situações que se me apresentam na vida, já que voluntariamente assumo a minha incapacidade para o que quer que seja e a evidente maior capacidade de todas as outras formas de vida (quase) humana, seja lá para o que for, o que leva a que as minhas opiniões sejam apenas esporadicamente consideradas. Mas sendo uma optimista imperturbável, há uma situação em que as baixas espectativas sobre as minhas capacidades são uma mais valia: sempre que o meu trabalho (para a tese) é criticado, sou a primeira a concordar com alguma satisfação...  é o único momento em que acho que tenho mais razão que qualquer outra pessoa...

2 comentários:

  1. Balelas!

    És gira e querida e nice e tens luz a sair dos olhos e um sorriso que enche as casas e nos traz conforto.
    Quanto à tese, nunca te esqueças (faço este exercício diariamente): ela não é o trabalho da tua vida, é só mais um trabalho na tua vida :)

    Beijinhos e saudadinhas de ti*

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  2. Minha querida!! Esses miminhos sabem mesmo bem!! Ainda assim...

    Não tarda nada combinamos outro chazinho! Estou a precisar das tuas good vibes!

    Beijo grande

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