domingo, 6 de fevereiro de 2011

Só para arrumar as vénias por agora



Sou da geração "sem remuneração",
E não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!


Porque isto está mal e vai continuar,
Já é uma sorte poder estagiar.
Que parva que eu sou!


E fico a pensar,
Que mundo tão parvo,
Em que para ser escravo,
É preciso estudar...


Sou da geração "casinha do pai",
Se já tenho tudo para quê querer mais.
Que parva que eu sou!


Filhos, marido, estou sempre adiar,
E ainda me falta o carro pagar.
Que parva que eu sou!


E fico a pensar,
Que mundo tão parvo,
Em que para ser escravo,
É preciso estudar...


Sou da geração "vou queixar-me para quê?!",
Há alguém bem pior do que eu, na TV.
Que parva que eu sou!


Sou da geração "eu já não posso mais",
Esta situação durou tempo demais!
Que parva que eu sou!


E fico a pensar,
Que mundo tão parvo,
Em que para ser escravo,
É preciso estudar...

Fico só à espera da outra música... aquela em que diz que há na nossa geração quem não tenha de mexer uma palhinha, porque apesar de mediocre tem uma cunha bem gira... é que esses não são parvos!

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