quarta-feira, 7 de julho de 2010

Aviso: este post é profundo/lamechas/romântico!

Ontem foi dia de cineminha caseiro e o título escolhido foi o "500 days of Summer". Confesso que o filme me passou ao lado e sempre que via alguma referência, parecia-me xôxôtio e atirar para o lamechas... nunca me prendeu. Mas ontem, e porque alguém me disse que dava para chorar - by the way, não dá nem com algum esforço da minha parte - aninhei-me com o Bogas e lá fiquei na expectativa de ver o que acontecia...


O filme em si, não me encheu as medidas... é girinho, sim senhor, mas nada de outro mundo! Daqui a um mês já não me lembro que o vi. Contudo, à medida que a história se ia desenrolando, ia identificando cada um dos personagens. Lembrei-me de mim e tanto de alguns amigos! Já tive um ou outro Summer na minha vida e sei de quem teima em não sair desses "Verões" envenenados.
 
As/Os Summers que andam por aí, são pessoas que cativam, que sabem que cativam e que, seja lá com que intenção for, manipulam sem pudor! Sabem que têm alguém nas mãos, alguém que os vê como se fossem a sua fonte da felicidade e eles alimentam essa ilusão. Depois, assim sem mais nem menos, esfumam-se! Deixam para trás um mar de dúvidas e angústias, que num instante se transformam e reforçam a convicção de que sem todo aquele sentir à mistura, se está morto! Nada faz sentido! E os "mas" e "porquês" ocupam os dias e crescem para se tornarem maiores do que a pessoa que se é. Cereja na ponta do bolo: o "Verão" volta sempre! É assim... inevitavelmente quente e envolvente! Acena com aqueles dias que pareciam ser só de Sol e os pedacinhos que estavam no chão, voltam a colar-se e a depositar-se nas mãos de quem se sabe que não vai ter cuidado e que à menor das distrações vai deixá-lo cair sem remorsos e isso vai doer ainda mais... O ciclo pode ser interminável, principalmente se não se olhar para trás com a intenção de ver tudo, e não apenas, o que parecia ser apenas maravilhoso e mágico! E esse retornar continuo, mesmo na altura em que a custo se assume de novo a posição vertical, esse voltar, não é gostar, não é desejar, não é conseguir estar sem o outro... não é! Quem gosta não quer magoar, não faz do outro plano B, não o deixa pendurado com o mundo aos pés! É um capricho! É tomar o gostinho do poder sobre outra pessoa!... É o contrário de gostar! É depois disso, só depois de se ver tudo, só depois de se perceber que aquele cativar é próprio do predador e da presa*, só depois, é que há espaço e força para desfazer o novelo de dúvidas, certezas, tristeza e alegria que nos confundia, para deixar o Outono aparecer! E ele aparece sempre! Sempre que estamos prontos para o ver, para abandonar o papel de amante romântico - e se isso custa... é um papel tão fácil - e perceber que a maior alegria, vem de sabermos que quem gosta de nós, gosta de nós com certezas, sem angústias e é quem melhor zela pelo nosso coração!


**

O que eu queria que vocês, pessoas do meu coração que teimam em não mudar de estação, vissem o mesmo filme que eu vejo! Entretanto, levam comigo a dar-vos na cabeça e a dizer para se deixarem de merdas, se fazerem à vidinha e cagar nos filhos/as da senhora da vida que estão a gozar com a vossa cara!! Tough love, meus queridos... mas ainda assim, love!

* não é preciso ver o NG para saber o que os predadores fazem às presas... certo?! até podem passar-lhe a mão pelo pêlo, mas é só para não estrabucharem na altura "H".
** normalmente, os sinais estão todos lá! está tudo dito! mas há quem teime em não ouvir!

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