quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

É pá... outro textinho bem giro vindo directamente deste blogue:


Não importa quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar, acariciar o corpo de uma mulher. Saber o seu peso não nos proporciona nenhuma emoção. Não temos a menor ideia de qual é o seu tamanho. A nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra, está bem. Não nos importam quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.
As proporções ideais do corpo de uma mulher são; curvilíneas, cheiinhas, femininas...

Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fracção de segundo. As magrinhas que desfilam na passareles, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gay's que odeiam mulheres e competem com elas. As suas linhas são rectas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam por não o poder ter. Não ha beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras. Os cabelos, quanto mais bem tratados, melhor. As jovens são lindas... Mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas, somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce! Não podem pensar que cabem no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entra na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está auto destruindo-se! Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir a sua vida com equilibrio e que sabem controlar. Aquela que quando tem que comer, come com vontade, quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem de economizar, economiza...
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias, não lhes tira a beleza... São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo nas suas vidas, não passaram anos em clinicas nem Spa's, viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação humana, de todos os homens, onde foram alimentados, e nós, sem querer, as enchemos de estrias de cesárias e de mais coisas que tiveram de acontecer para estarmos vivos. Cuidem-no. Cuidem-se. A beleza é tudo isto.

Paulo Coelho


Photo @ Flikr by magda.indigo


...grande Paulo Coelho!!! Quer dizer, parece-me um bocadito homofóbico aqui e ali, mas como é só um bocadinho, até passa! Seja como fôr, parece-me bem!

2 comentários:

  1. E pronto... Não gosto especialmente dele... excepto no que lhe diz respeito a um ou outro livro. Também tive a fase desses... (até da Margarida Rebelo Pinto eu já li...)... Mas, minha querida, se não fosse ele, se fosse um tipo normal a dizer-me isto, um palpável, dos que se pode ver e cheirar, levava-me ao altar! Isto... e que estar sem mim não tem explicação (de tão mau...):)
    Anyone?! Haverá disso por aí?

    Beijinhos e, a sério, montes de saudades :)

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  2. Princesa R.,
    Nos meus tristes anos de adolescência também lia com muita atenção o senhor paulo e os seus devaneios espirituais! Mas de facto aqui até esteve bem! E eu tinha ideia que tinha lido algures que o amigo até tinha tendências bi... seja como fôr, estou contigo, fosse o tipo a sério a dizer uma coisa do género e também me "enganava" na certa! Mas tenho cá para mim que é "filho único"... paciência!

    Saudades também miúda!
    Beijinho

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