domingo, 17 de janeiro de 2010

Até quando?

Porque faço parte dos números*:



* 1 dos quase 4000 bolseiros, que vivem sem qualquer tipo de apoio ou direito social e sem actualizações dos valores das bolsas há pelo menos 9 anos... deveres, esses, mais que muitos!

7 comentários:

  1. Soa-me a lembrança de uma conversa de ontem! ;)

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  2. Mais ou menos... continua a achar que não são os partidos que vão fazer alguma coisa! Já por lá passaram todas as cores do arco-íris e até agora nada! Continuo a ter mais fé na ABIC!

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  3. Eu cá também tinha mais fé em qualquer coisa que não os partidos... Eu pertencia aos nºs dos recibos verdes, que são outros nºs engraçados no nosso país!

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  4. Gold, também fui recibo verde durante uns 3 anos... esses têm mesmo muita piada (Not!)... e também fui contratada e depois não fui paga, porque entretanto a instituição abriu falência e aqui a lorpa, ficou a arder em algum (muito para mim porque trabalhei para o ter) dinheiro... são as maravilhas do sistema! Por isso, é que não me lamento muito! Mal por mal, antes bolseira: chega tudo a tempo e horas... não é muito, estamos desamparados, mas se tudo correr bem, dá para sobreviver!

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  5. Quando me dizes que não são os partidos que vão fazer alguma coisa, concordo parcialmente contigo. O que falta é gente dentro dos partidos que esteja dentro do problema. Ou até uma consciência pública do mesmo.

    É que tirando nós próprios (e os nossos familiares mais próximos), mais ninguém tem a noção de que não temos qualquer protecção social, de que não existe uma carreira propriamente dita. A investigação, em Portugal, é feita por carolice, basicamente.

    E não vejo a ABIC a fazer muito. Nem a maior parte dos bolseiros se preocupa com o assunto, para te ser sincero.

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  6. Amigo do meu coração, lamento discordar!

    Enquanto associada da ABIC reconheço-lhe todo o mérito! Como saberás, o associativismo vive essencialmente da carolisse e do "roubar" de horas, dias, semanas ao nosso tempo em prol de um grupo maior, que a maior parte das vezes não faz o pouco que lhe cumpre. Tendo em conta tudo isto, acho que as medidas que a ABIC tem levado a cabo, são muitíssimo importantes!

    Também não concordo contigo quando falas em "carreira"?! Não há, nem faz sentido haver uma "carreira de bolseiro"! O que há, é uma carreira académica/investigação, que está acessível a muito poucos, principalmente se nos limitarmos ao nosso país. O que seria interessante era que houvesse estatuto equiparado ao profissional para os bolseiros investigadores, a partir de um determinado nível de formação... Ou pelo menos que não impusessem a excluvidade "profissional" a que nos obrigam porque isso sim é contraditório!

    Quanto a haver gente dentro dos partidos que dêem a conhecer a realidade dos bolseiros, também não me parece muito diferente do que já existe. Os ministros, fazem parte dos partidos, e têm um séquito de acessores a quem são atribuídos dossiers que são dados a conhecer aos seus superiores que a partir daí gerem, ou não, o problema. No caso dos bolseiros a coisa auto-resolve-se, pela questão do tempo (4 anos repetíveis ou não), pela migração de quem de facto quer avançar ou pela integração no mercado de trabalho "normal" mais ou menos qualificado!

    Se os bolseiros não "ligam" (coisa com que também não concordo, uma vez que a ABIC tem várias centenas de associados, numa população de poucos milhares) é pela natureza pontual da sua condição. 4 anos passam num instante (eu que o diga) e em menos de nada já não somos bolseiros!

    Bem sei que a haver uma bitola, esta deverá ser sempre o mais alta possível, mas creio que temos um dos melhores sistemas de atribuição de bolsas e subsídios. Noutros países supostamente mais avançados, as tais "bolsas" estão muito mais limitadas e muitas vezes quem quer progredir académicamente, ou tem pais ricos ou tem que pedir um empréstimo! Por isso, creio que não é tudo mau!

    Mas isto dava pano para mangas e o comentário já vai longo!

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  7. Enquanto associada da ABIC reconheço-lhe todo o mérito! Como saberás, o associativismo vive essencialmente da carolisse e do "roubar" de horas, dias, semanas ao nosso tempo em prol de um grupo maior, que a maior parte das vezes não faz o pouco que lhe cumpre. Tendo em conta tudo isto, acho que as medidas que a ABIC tem levado a cabo, são muitíssimo importantes!

    Neste ponto, concordamos. Como tinha dito antes, a maior parte dos bolseiros nem se interessa pelo assunto.

    Também não concordo contigo quando falas em "carreira"?! Não há, nem faz sentido haver uma "carreira de bolseiro"! O que há, é uma carreira académica/investigação, que está acessível a muito poucos, principalmente se nos limitarmos ao nosso país. O que seria interessante era que houvesse estatuto equiparado ao profissional para os bolseiros investigadores, a partir de um determinado nível de formação... Ou pelo menos que não impusessem a excluvidade "profissional" a que nos obrigam porque isso sim é contraditório!

    Às vezes, só não queres perceber o que digo. Quando falo em carreira, não penso numa carreira de bolseiro. Essa ideia, por si só, é descabida e ridícula. Já a ideia da carreira de investigação (que existe) ser reformulada não o é. Estou a falar mais especificamente de se acrescentar um patamar aos três já existentes, de modo a que se possa proteger socialmente quem realiza trabalho científico sob a forma de bolseiro. E quando me refiro a protecção social, falo do que acontece a toda a gente quando a bica das bolsas seca: desemprego sem direito a subsídio.

    Se os bolseiros não "ligam" (coisa com que também não concordo, uma vez que a ABIC tem várias centenas de associados, numa população de poucos milhares) é pela natureza pontual da sua condição. 4 anos passam num instante (eu que o diga) e em menos de nada já não somos bolseiros!

    Só te digo que o GEEvH também tem quase uma centena de associados e aparecem sempre os mesmos nas assembleias e afins. E eu, que sou dos gajos mais afastados em termos de percurso, mesmo dentro da minha preguicite, tento sempre dizer pronto quando precisam de mim. Por isso, continuo a dizer que não vejo muito da ABIC.

    Bem sei que a haver uma bitola, esta deverá ser sempre o mais alta possível, mas creio que temos um dos melhores sistemas de atribuição de bolsas e subsídios. Noutros países supostamente mais avançados, as tais "bolsas" estão muito mais limitadas e muitas vezes quem quer progredir académicamente, ou tem pais ricos ou tem que pedir um empréstimo! Por isso, creio que não é tudo mau!

    O objectivo é sempre o melhor, é, em linguagem de Qualidade, eliminar as não-conformidades. Tens razão quando dizes que temos um ensino superior que é óptimo na sua relação qualidade/preço. Mas penso que falta trabalhar muito para combater as desigualdades que se vêem no momento pós-formação.

    Mas isto dava pano para mangas e o comentário já vai longo!

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