domingo, 29 de março de 2009

Ele olhou para mim!

Não é segredo para ninguém que sou uma cromita... e desta vez o exemplar para a caderneta tem o título: “como ir de Combra a Aveiro e pagar a taxa máxima na A1”?
Parece difícil mas é fácil: passem pela via verde (sem a terem) e à saída entrem na fila do pagamento das portagens; entreguem o cartão multibanco ao senhor da portagem et voilà!

Apesar disso, o jantar na companhia da C. e do Z, do V e do C (aka S) não podia ter sido melhor! Mas o jantar era apenas o prenúncio do que estava para vir! E o que estava para vir era uma visita à feira de Março para ver os Da Weasel*! Gosto da música porque é boa (sendo que dentro do estilo são mesmo os únicos que aprecio), porque nos faz dançar e pular e sentir bem, mas acima de tudo gosto das letras**! porque estão bem escritas e bem pensadas e porque me identifico com muitas delas... Apesar de no início do concerto estarmos a milhas de distância, o encore foi visto a poucos, muito poucos metros do palco***.


esta é sem dúvida a minha música preferida deles, mas não passou...

E porque é que foi bom?...

Nestes dias difusos em que ando sozinho definho,
À procura de uma casa nova do caixão até a cova,
O percurso é duro em toda a linha, sempre à prova.
Mais um ano e outra vez repetimos os mesmos erros,
Os nossos sentidos tendem a ficar cada vez mais perros.
Não há informação, há dramatização,
Corrida contra o tempo da porta da loucura.
E eu fui à procura de alguma amargura, foi encontrada,
Erros cometidos, sem serem resolvidos eram esquecidos,
Culpa minha, andava cego,
Só Deus sabe como sabe, sabe tão bem.
Este é um presente que eu aceito,
Para atingir a tranquilidade
Que supostamente se atinge com a nossa idade.
A verdade é que a saudade do que passou
Não é mais que muita...

Pára que matutar no que passou se o que (me) interessa é o que se
Vai passar.
Pôr tudo em perspectiva e apontar aquela tal saída,
(Que sempre esteve lá mas por alguma razão passou despercebida).

Uma noite com amigos, cartada na esplanada,
Um som bem curtido e uma cerveja bem gelada
Lava-me a cabeça, a alma e qualquer réstia de mágoa,
E somos grandes, gigantes com dois metros de altura.
Vamos celebrar a vida, não nos faltam razões,
Não existem problemas, só existem soluções.
Sinto-me de novo um teenager inconsciente,
Sinto-me melhor pessoa, menos fraco, feio,

Só tento transmitir o meu ponto de vista,
Um pouco intimista sempre realista,
Porque as minhas histórias são vividas por mim.
(texto para ser lido no feminino, composto com a letra de 10(+1) músicas que constaram do alinhamento deste concerto. E em relação a este compósito literário tenho a dizer: "toda a gente quer fazer algo de original acabando por copiar aquilo que acham original")

Não fosse isto mais do que suficiente e no fim, mesmo no finzinho do concerto, o Pacman (o tal dos olhos verdes, das covinhas e do sorriso malandro) olhou para mim para me oferecer**** uma garrafa de água!

Mas acima de tudo tenho é que agradecer (a amizade e) o desafio da C., bem como a companhia dos meninos! Todos, tornaram esta noite perfeita!

*€1,5 a entrada com direito a ouvir boa música, divertir com os amigos ver os olhinhos verdes do Pacman e o Virgul a dançar!
** e é claro das covinhas do Pac e dos braços do Virgul
*** e das rastas do Virgul e do sorriso lindo (ainda que aquelas covinhas deixem adivinhar um bocadinho o lado bastard do moço... como convém!) do Pac
**** na realidade estavam todos os "doninhas" a mandar água para o publico (devidamente engarrafada, compreenda-se) e o pac (que não estava a distribuir água) chamou a atenção do baterista que eu não tinha água! Não foi tão querido?!?! Foi a C que me disse!

2 comentários:

  1. Ela diz que me adora quando a noite vai a meio
    Eu sinto-me melhor pessoa, menos fraco, feio
    Passa o dedo na rasta com a mão bem suave
    Encosta o lábio no ouvido e diz-me: queres que a lave?

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